O trabalho no mundo globalizado, caracterizado por competitividade, individualismo e produtividade, favorece a prática de um dos grandes males para a saúde física e mental dos trabalhadores: o Assedio Moral.
Para coibir esta prática são necessárias campanhas de esclarecimento em palestras, seminários e a criação de grupos de estudos sobre o tema. Além disso, é fundamental o fortalecimento e a união dos trabalhadores na denúncia dos abusos, dando visibilidade a essa violência.
Os dois foram acusados por sete servidoras, estagiárias e ex-estagiárias que deram detalhes do assédio moral, físico e sexual
O juiz Ather Aguiar e um assessor, ambos da Comarca de Divinópolis, foram afastados depois de uma medida cautelar do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
O caso corre em segredo de Justiça. Mas, no documento com a decisão de afastamento, as trabalhadoras do judiciário dão detalhes dos assédios físicos, sexuais e morais. Há áudios e vídeos confirmando as denúncias contra juiz e assessor.
Em depoimento à Corregedoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), assistentes revelaram muitas formas de agressão e constrangimento.
Ather Aguiar as submetia a ritos, que ele chamava de “batizado”. Ele oferecia biscoito e suco como “hóstia e vinho”, trocava o nome por um nome que ele acha que a estagiária ou assistente se chamava.
“Nisso a gente sentava na cadeira, ele colocava gravata, uma fralda na cabeça e dava a gente bolachas de arroz como se fosse corpo de Cristo. Depois dava suco de uva como se fosse sangue de Cristo,” conta uma depoente.
Depois das bolachas e do suco de uva, a mulher teria sido obrigada a tomar óleo de copaíba. A trabalhadora alega que foi obrigada a ingerir tanto óleo que não conseguiu trabalhar no dia seguinte.
Agressões
O juiz acusado de assédio ainda impunha punições para as trabalhadoras. Segundo a assistente W, o juiz dizia ser “o teu Deus” e impunha três penitências: holodomor, gulag e dizimação.
O primeiro termo faz referência aos milhões de mortos de fome na Ucrânia na década de 1930, enquanto o segundo faz referência aos campos de concentração na União Soviética.
“Holodomor é quando a gente fica, no corredor dos outros juízes, onde não tem saída e a gente fica lá enquanto ele quiser. O Gulag é quando ele manda a gente para o corredor público. Dizimação é mais grave (vítima faz sinal de corte no pescoço). Ele aplica as penalidades da forma que acha que tem que aplicar. Pode ser por um comentário que ele não gosta,” conta a assistente.
Relatos de sonhos eróticos com as trabalhadoras também faziam parte do assédio cometido pelo juiz. Também havia agressões
Uma estagiária disse que frequentemente era alvo de livros arremessados pelo juiz. Uma dessas vezes, o livro fez um corte na boca dela, fato que foi presenciado por outra funcionária. Ela conta que Ather não pediu desculpas, mas ofereceu dinheiro para que ela não relatasse o caso para ninguém.
Inaceitável
O Sitraemg se solidariza com as trabalhadoras vítimas do assédio. O coordenador do sindicato, Alexandre Magnus, considerou as denúncias muito graves contra o juiz e assessor.
“Nós do Sitraemg não vamos, jamais, tolerar qualquer prática de assédio moral ou sexual contra servidores do judiciário federal. Se a servidora ou o servidor for vítima de algo parecido, deve denunciar imediatamente ao sindicato. Tomaremos todas as medidas cabíveis,” enfatizou.
Professor teria dito em sala de aula que seria melhor 'fazerem como a escrivã da Polícia Civil fez dias atrás'; ele foi detido
Um professor de 48 anos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG), do Câmpus de Barbacena, na Zona da Mata, foi afastado de suas atividades por suspeita de crime de indução ao suicídio contra estudantes. O caso aconteceu em 14 de junho, informou a Polícia Militar, quando o docente teria dito, em sala de aula para os alunos, que “não irão dar em nada” e que seria melhor “fazerem como a escrivã da Polícia Civil fez dias atrás”, supostamente se referindo a Rafaela Drumond, que tirou a própria vida, na cidade de Antônio Carlos, em 9 de junho.
Após o discurso do professor, os estudantes acionaram a polícia e relataram o acontecido. Em depoimento, o profissional teria negado a intenção de induzir os alunos e que seria contra atos deste tipo.
O professor foi detido e levado para a sede da Polícia Federal (PF), em Juiz de Fora, pelo fato de o caso ter ocorrido na sede de uma instituição federal. Os fatos estão sendo apurados.
O IF de Barbacena emitiu nota em repúdio a todas as ofensas e informou que vai apurar os ilícitos administrativos. Se confirmada a conduta ilícita, “a instituição imediatamente aplicará as sanções previstas”, diz um trecho.
“Até o fechamento desta nota, a instituição trabalhava no encaminhamento da denúncia em questão para a Corregedoria do IF Sudeste MG, setor responsável pela apuração de ilícitos administrativos cometidos por servidores, assegurando o contraditório e a ampla defesa, conforme legislação vigente. Os setores competentes da instituição já estão se mobilizando para oferecer apoio aos estudantes, familiares e servidores envolvidos. Em âmbito criminal, a instituição está acompanhando as investigações e permanece à disposição para contribuir com as autoridades”, informou a instituição.
Sindicato denuncia que número de tentativas de autoextermínio se agravaram diante da situação precária dos trabalhadores
A situação dos metroviários de BH é preocupante. Desde março, os trabalhadores estão sob a gestão da empresa Metrô BH, que assumiu o consórcio de privatização do serviço de transporte sob trilhos na capital mineira. Nestes três meses os servidores, agora funcionários privados, enfrentaram drásticas mudanças nas condições de trabalho, como o corte do adicional de periculosidade.
Daniel Glória Carvalho, Secretário Geral do Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (SindiMetro), explica que a empresa alterou a metodologia para o pagamento do adicional. Ao invés de avaliar caso a caso, como estabelece o Acordo Coletivo da Categoria (ACT), a análise para cessão do adicional foi realizada por setor. O que, na avaliação do dirigente, sinaliza um desconhecimento do funcionamento do serviço dentro da empresa e a preocupação em enxugar os custos com a mão de obra.
Perdas trabalhistas
Além disso, a mudança do início da jornada de trabalho de 5h30 para 5h10, que ocorreu sem diálogo com a categoria, também tem sido um transtorno. Isto porque muitos trabalhadores moram na região metropolitana de BH e para chegar ao posto de trabalho neste horário, não encontram transporte.
“Parece uma mudança sutil, mas é muito significativa. Porque alguns trabalhadores simplesmente não tem nenhuma alternativa de locomoção neste horário. E nos preocupa porque uma situação recorrente de atraso, pode gerar ao trabalhador demissão por justa causa, por exemplo”, explica o dirigente.
Glória Carvalho pontua ainda que todos estes direitos estavam previstos no contrato de cessão do serviço público à iniciativa privada. No entanto, não estão sendo cumpridos. De acordo com o representante, a empresa tem tentado retirar outros direitos da categoria, como a licença maternidade de seis meses para as trabalhadoras, auxílio creche e materno-infantil.
Agravamento da saúde mental
O sindicalista afirma ainda que o diálogo com a empresa tem ocorrido de maneira precária e segmentada. “Até hoje a diretoria não se apresentou ao sindicato. Nós temos sido proibidos de adentrar nas dependências da empresa e conversamos apenas com um representante legal de um escritório de advocacia contratado”, relata.
Diante das perdas trabalhistas e incerteza quanto ao futuro, a saúde mental da categoria está prejudicada. “Temos muitos trabalhadores que já foram diagnosticados com burnout com apenas três meses de gestão dessa empresa. Nós tivemos dois casos de tentativa de autoextermínio, afastamentos de ordem psicológica, o cenário está gravíssimo”, alerta Daniel.
O que diz a Metrô BH
Procurada pelo Brasil de Fato MG, a Metrô BH informou que não irá se posicionar sobre as alegações apontadas pelos trabalhadores.
Os dois servidores eram os principais alvos das denúncias de Rafaela Drummond, que tirou a própria vida no começo deste mês.
Os servidores eram os principais alvos das denúncias de Rafaela, que os acusava de assédio moral e sexual. Em áudios enviados pela escrivã para uma amiga em que a reportagem teve acesso, ela demonstra medo. “Não quis tomar providência porque ia me expor. Isso é Carandaí, cidade pequena. Com certeza ia se voltar contra quem? Contra a mulher. Eu deixei, prefiro abafar. Eu só não quero olhar na cara desse boçal nunca mais”, narra a escrivã.
Rafaela diz ainda que foi aconselhada a deixar os problemas de lado, que deveria esquecer o que desagradasse. Conta ter sofrido o assédio sexual de um colega, em 2022. “Eu nem contei pra vocês, porque, sabe, umas coisas que me desgastam. Quanto mais eu falo, mais a energia volta. Fiquei calada. Fiquei quieta na minha, achando que as coisas iriam melhorar. Eu não incomodo muita gente, mas, enfim, agora chega”, disse Rafaela.
Nessa quinta-feira (23), o caso passou para a Corregedoria-Geral da Polícia Civil, de forma exclusiva. Em nota, a instituição informou que “reforça que as investigações continuarão sendo conduzidas de maneira isenta e imparcial.”
Relembre o caso
Rafaela Drumond, de 32 anos, foi vítima de suicídio. Na sexta-feira (9), ela estava na casa dos pais, na cidade de Antônio Carlos, na região do Campo das Vertentes, quando tirou a própria vida.
A escrivã trabalhava em uma delegacia em Carandaí. Nos últimos meses, Rafaela teve mudanças em sua personalidade, passando a ficar mais retraída e calada. O fato chegou a incomodar os pais que, após uma conversa com ela, foram informados de que ela estava estudando para um concurso de Delegada da instituição.
Semanas antes do ocorrido, Rafaela chegou a denunciar casos de assédio moral e sexual dentro da delegacia em que era lotada. Imagens e áudios que circulam nas redes sociais mostram relatos da policial que, em alguns deles, detalha os assédios que sofria. Ela também reclamava das escalas de trabalho e da falta de folgas. “Ele ficava dando em cima de mim. Teve um povo que foi beber depois da delegacia, pessoal tinha mania disso de fazer uma carne. Ele começou a falar na minha cabeça, e eu ficava com cara de deboche, não respondia esse grosso. De repente ele falava que polícia não é lugar de mulher. No fim das contas, ele me chamou de piranha”, disse ela em um dos áudios.
Polícia Civil
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMMG) e aguarda retorno.
Um policial militar morreu nesta segunda-feira após viatura que ele estava capotar durante uma perseguição e uma escrivã cometeu suicídio supostamente por ser vítima de assédio moral
O governador Romeu Zema (Novo) lamentou, nesta segunda-feira (12/6), as mortes de um policial militar em serviço e a de uma escrivã da Polícia Civil que se suicidou após ser vítima de assédio. O governador afirmou que em um “Estado do tamanho de Minas Gerais, infelizmente, casos como esses estão sujeitos a acontecer”. No entanto, o chefe do Executivo garantiu apoio aos familiares, além de investigações com transparência.
“Lamento muito a perda dessas pessoas. Tudo isso tem sido apurado com máximo rigor. A Controladoria-Geral na minha gestão teve um avanço enorme. Hoje não há nenhum processo engavetado, nenhum processo que seja movido por perseguição ou para privilegiar alguém”, destacou o governador em coletiva de imprensa realizada depois da entrega de 65 notebooks — desenvolvidos pela Google e voltados para educação para professores da rede estadual.
“Nós não temos o que esconder. Isso tem de ficar claro. Lamento muito que esse tipo de fato esteja acontecendo. Lembrando que em um Estado que tenha 320 mil funcionários, que é maior que a grande maioria das cidades, fatos dessa natureza estão sujeitos a acontecer, coisas absurdas. Que isso seja apurado, e o Estado vai dar total apoio aos familiares, aos colaboradores, aos servidores”, completou o governador.
Entenda
Nesta segunda-feira (12), um policial militar morreu após um acidente durante perseguição no bairro Letícia, região de Venda Nova, em Belo Horizonte. A viatura, com outros dois militares, seguia uma moto quando foi atingida por um Fiat Uno. O caso ocorreu no cruzamento das ruas Carlos Torrezani e Antônio Marcos da Cruz e com o impacto capotou.
Segundo o Corpo de Bombeiros, dois militares conseguiram sair da viatura, mas um dos integrantes ficou preso às ferragens, inconsciente, bastante ferido e sofreu uma parada cardiorrespiratória. A viatura do Samu realizou o atendimento ao militar, mas foi constatada a morte no local do incidente.
A audiência será realizada na primeira semana de julho em data ainda a ser definida; déficit profissional preocupa autoridades públicas
A morte da escrivã Rafaela Drumond será tema de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A reunião deverá ocorrer na primeira semana de julho, em data ainda a ser definida. A realização da audiência foi determinada nesta terça-feira (13), após requerimento do deputado Sargento Rodrigues (PL), durante encontro da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa.
“A falta de efetivo nas forças de segurança é um problema gravíssimo, para o qual há tempos venho cobrando do governo uma solução. O caso da Polícia Civil é ainda mais grave, pois a instituição tem o maior déficit de profissionais. As consequências da sobrecarga de trabalho dos servidores são sérias, com alto índice de afastamentos por motivo de saúde, aumento de absenteísmo e o adoecimento mental. Não dá para o governo esperar outras tragédias, como essa, para tomar uma atitude efetiva”, destaca o deputado.
Conforme definido nesta terça-feira (13), deverão comparecer a Chefe de Polícia Civil, Dra. Letícia Gamboge, o Secretário de Estado de Governo, Igor Eto, e a Secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Luísa Barreto. A audiência irá debater a morte da escrivã e o quadro de saúde mental dos policiais civis do Estado.
A instituição enfrenta um grave problema com um déficit de servidores, o que ocasiona sobrecarga de trabalho, agravada pela falta de equipamentos e estrutura. "São constantes os relatos recebidos de servidores que se sentem vulneráveis, com cobranças excessivas e perseguições por parte de superiores", destaca o comunicado sobre a audiência.
A morte
A morte da profissional, no último sábado (9), em Sá Forte, distrito de Antônio Carlos, na região do Campo das Vertentes, acendeu um alerta para a pressão psicológica sofrida pelos profissionais da instituição, visto a circulação de áudios deixados por ela indicando pressão psicológica e assédio moral. Em um dos materiais recebidos pelos investigadores, a escrivã teria sido vítima de assédio moral, machismo e de ameaças. O suspeito das violências teria sido um servidor com cargo superior ao exercido por ela. "Eu te chamei de piranha. Risos. É muito cabecinha fraca, é muito cabecinha fraca. (....) Eu não bato em mulher, mas se você fosse homem, uma hora dessa, ou eu ou você, estava morto", indica trecho de um dos vídeos recebidos pelo sindicato.
No caminho para integrar os servidores de todo o estado com a luta sindical, o SERJUSMIG realizou o segundo Encontro Regional deste ano, desta vez, com trabalhadores das comarcas de Uberaba e Uberlândia. O desafio continua, agora, com a realização de mais um encontro regional em 2023 e outros três eventos no ano que vem.
Com o frio da cidade de Araxá, o último sábado (dia 17) foi um dia de integração, formação e informação para os servidores do Triângulo Mineiro. Temas que vão do autoconhecimento e felicidade até a conjuntura política nacional e estadual foram debatidos e esclarecidos durante o longo dia de atividades.
“Nesta nova fase, a retomada dos encontros regionais é crucial. Há uma demanda muito grande, por parte da categoria, pela ampliação da presença do sindicato no interior. Este foi, inclusive, um dos apontamentos da última pesquisa de satisfação. Em suma, servidores do interior querem o sindicato cada vez mais perto”, explica Eduardo Couto, presidente do SERJUSMIG.
Acolhimento, autoconhecimento e busca pela felicidade
Na abertura do Encontro Regional, o presidente do SERJUSMIG, Eduardo Couto, recebeu os diretores regionais de Uberaba e Uberlândia e o delegado sindical da cidade-sede do evento, Araxá. Após o acolhimento inicial, apresentando as comarcas presentes e dando as boas -vindas aos servidores, foi exibido um vídeo comemorativo das visitas aos locais de trabalho.
Dando seguimento à programação, o terapeuta Otávio Grossi, nome já conhecido pelos filiados, fez uma palestra sobre “A reinvenção do profissional a partir das competências de performance”. O ponto principal da exposição foi demonstrar a importância de “abrir” a mente para as oportunidades e momentos realmente relevantes do dia a dia. Para finalizar, Otávio compartilhou com os servidores um vídeo sobre a forma como passamos nosso tempo.
Veja abaixo o vídeo apresentado:
Como a política nacional e estadual afeta o servidor do judiciário?
Na sequência, entrou em debate a conjuntura política nacional e estadual, em exposição do assessor e consultor de entidades sindicais e diretor da Insight Assessoria Parlamentar, Vladimir Nepomuceno, e o vice-presidente do SINDIFISCO-MG, Marco Couto.
Nas intervenções, eles abordaram o longo e profundo desmonte do serviço público no Brasil, a nova realidade da luta sindical após as eleições de 2022 e as configurações do Legislativo em Minas e no Brasil.
Além de falar na necessidade de reconstrução de políticas que garantam os direitos dos servidores públicos no âmbito nacional e estadual, também foram debatidas as expectativas de votações de projetos de interesse dos trabalhadores na ALMG e na Câmara.
Sobre as recentes tentativas de ataque aos servidores vindas do governador mineiro, Romeu Zema (Novo), Marco Couto discorreu sobre as contradições do administrador público:
Momento de descontração
Depois do almoço, foi hora de rir um pouco. Ser funcionário público requer muita dedicação e trabalho, por isso, é importante descontrair em alguns momentos. Em razão disso, o SERJUSMIG dedicou um breve momento à apresentação do humorista Bruno Berg. O stand up do comediante permitiu a cada um rir um pouquinho de si mesmo com as piadas pautadas no dia a dia, nos estereótipos e diversos sotaques mineiros.
ACESSE AQUI AS FOTOS DO ENCONTRO REGIONAL DE UBERABA E UBERLÂNDIA
Assédio Moral e Momento do Jurídico
Trazendo um debate essencial, o Núcleo de Saúde do SERJUSMIG fez uma explanação sobre a luta contra o assédio moral e como reconhecê-lo. Assessora da presidência do SERJUSMIG e integrante do Núcleo, Raquel Orlando explicou a legislação na qual o Sindicato se ampara para defender os servidores que sofrem com esse problema.
Além disso, o advogado Marcelo Peixoto, do escritório Peixoto e Collen (parceiro do SERJUSMIG no âmbito criminal) explicou a tipificação legal do assédio sexual, questão de discussão indispensável para os servidores.
Raquel Orlando ainda trouxe um resumo da mesa e a necessidade de tratar do assunto no Encontro Regional:
Seguindo com os esclarecimentos, os diretores Ronaldo Ribeiro Jr e Felipe Galego, responsáveis pelo Departamento Jurídico, receberam advogados representantes de cada um dos escritórios parceiros do SERJUSMIG, que apresentaram o trabalho que desempenham na defesa dos direitos dos nossos associados. Os diretores também tiraram dúvidas sobre o andamento de lutas e ações judiciais. O evento ainda contou com um plantão dos escritórios e das funcionárias do SERJUSMIG.
Veja, abaixo, vídeo em que o diretor Felipe Galego fala sobre a mesa:
Lutas sindicais e encerramento do Encontro
A última mesa do Encontro foi o momento de apresentar e atualizar os servidores sobre as lutas sindicais e administrativas. A diretoria executiva falou sobre as pautas que estão sendo tratadas na Mesa de Negociações Permanente com a administração do TJMG e relembrou as importantes conquistas recentes do SERJUSMIG. O presidente do Sindicato ainda lembrou aos servidores um fato incontestável: nada vem de graça, a luta é essencial. As conquistas só acontecem em razão da forte pressão das entidades sindicais. Como o SERJUSMIG sempre aponta, o Sindicato são os filiados. A força e a credibilidade para pressionar o órgão vem justamente da efetiva participação dos trabalhadores.
É a presença do servidor em encontros, eventos, assembleias e convocações que demonstram para o TJMG que os trabalhadores querem a garantia dos seus direitos e irão lutar por eles.
Por isso, quando o Encontro Regional chegar à sua região, participe, inscreva-se! O SERJUSMIG quer a sua participação e a sua força. Venha conhecer a luta e transformar a realidade de todos!
Próximos passos
Deverão ser realizados ainda outros quatro encontros, sendo o próximo em Poços de Caldas, no dia 19 de agosto, reunindo as regionais de Poços de Caldas e Pouso Alegre. Mais informações serão divulgadas em breve.
La Red se conformó como resultado del I Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral e Institucional, que se llevó a cabo en la Escuela Nacional de Antropología e Historia, México, D.F., del 6 al 8 de julio de 2011, convocado por: la Red del Programa de Mejoramiento del Profesorado (PROMEP), Secretaría de Educación Pública, México: “Procesos jurídicos, sociales y políticos” (Universidad Juárez del Estado de Durango, Universidad Autónoma del Estado de México y Universidad Autónoma de Sinaloa) y los Cuerpos Académicos PROMEP: “Organización social y vida cotidiana” (Facultad de Ciencias Políticas y Sociales, Universidad Autónoma del Estado de México), “Actores y procesos académicos de la educación” (Facultad de Ciencias de la Conducta, Universidad Autónoma del Estado de México) y “Diversidad biosocial contemporánea” (Escuela Nacional de Antropología e Historia) y otras 27 instituciones mexicanas e internacionales.
Como una estrategia de consolidación, los participantes acordaron conformar la Red Iberoamericana por la Dignidad en el Trabajo y en las Organizaciones, cuenta con más de 300 integrantes de prácticamente todos los estados de la República Mexicana, países latinoamericanos, además de España, Francia y Portugal.
La Red acordó también continuar uniendo esfuerzos a través de Congresos cada dos años.
I Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral e Institucional, 6-8 de julio, 2011, Escuela Nacional de Antropología e Historia, Ciudad de México, http://congresomobbing.wordpress.com
III Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral e Institucional, Universidad Federal de Florianópolis, Brasil, 8-11 de octubre de 2015, http://iberoacosolaboral2015.ufsc.br
IV Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral e Institucional
IV CONGRESO IBEROAMERICANO SOBRE ACOSO LABORAL E INSTITUCIONAL
22 al 25 de Agosto de 2017 Universidad de Caldas - Manizales – Colombia
JORNAL DSTCAM/SITRAEMG QUARTA EDIÇÃO
AÇÕES 2015 - 2017
III Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral y Institucional
Acoso Laboral y Institucional (III Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral y Institucional; IV Seminário Catarinense de Prevenção ao Assédio Moral no Trabalho) organização Suzana da Rosa Tolfo. 626 p.
MEMORIAL DSTCAM - Terceira Edição
Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral
Psicologia e Políticas Públicas
A Trabalhadora Psicóloga: conquistar direitos para promover mudanças, por Arthur Lobato (Pág. 94 a 107))
Revista Brasileira de Medicina do Trabalho Volume 14 Suplemento 1
A APLICAÇÃO DO MODELO DE GESTÃO EMPRESARIAL NO SERVIÇO PÚBLICO E O IMPACTO NA SAÚDE DO SERVIDOR, por Arthur Lobato
Projeto Saúde do Trabalhador: Plantão Atendimento a Vítimas de Assédio Moral em Sindicatos 495-508
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Lucha contra el acoso moral en la administración pública: estrategias y desafios
Revista Salud de los Trabajadores, Volume 21, número 1, Enero-Junio 2013
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X CONSINJUS - Humanização da Justiça: Ética, Cidadania e Controle Social
Humanização da Justiça: Ética, Cidadania e Controle Social
Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas
III Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral e Institucional
III Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral e Institucional & IV Seminário Catarinense de Prevenção ao Assédio Moral no Trabalho
III Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral e Institucional
TERREMOTO EN BRASIL
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No se trata, como en el caso de Ecuador, de unsismo producido por la
naturaleza. En el caso del gigante sudamericano, se trata de un sismo
político de inca...
Há 10 anos
III CONGRESSO IBEROAMERICANO
III Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral e Institucional & IV Seminário Catarinense de Prevenção ao Assédio Moral no Trabalho
II Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral e Institucional
Este espaço de análise da saúde não poderia ser construído sem as contribuições das obras de:
Margarida Barreto
Marie-France Hirigoyen
Herval Pina Ribeiro
Roberto Heloani
entre tantos outros autores, textos jurídicos, e teses,
referências fundamentais para que possamos lutar, juntos, e combater o assédio moral no trabalho. Compreendendo e enfrentando o sofrimento, respeitando as diferenças e buscando uma ação coletiva mais humana e solidária.
“O assédio, coação ou violência moral está ligado ao direito fundamental à dignidade humana, à imagem, à honra, à personalidade e à saúde do empregado, todos, direitos da Constituição Federal”.
Claudia Reina Juíza do Tribunal Regional do Trabalho – 1ª Região (TRT/RJ)
Prêmio MPT de Jornalismo
ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO
"O assédio moral no trabalho é definido como qualquer conduta abusiva (gesto, palavra, comportamento, atitude...) que atente, por sua repetição ou sistematização, contra a dignidade ou integridade psíquica ou física de uma pessoa, ameaçando seu emprego ou degradando o clima de trabalho". Marie-France Hirigoyen
É necessário denunciar prática de ASSÉDIO MORAL, pois todo processo de assédio moral, se não for impedido, pode causar danos irreversíveis à saúde do trabalhador, prejudicando o ambiente de trabalho como um todo.
ABUSO DE AUTORIDADE E PRÁTICA DE ASSÉDIO
Em todo assédio há um problema com relação à diferença (gênero, idade, raça, religião, competência, estética, etc).
CONSEQUÊNCIAS DO ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO
Queda de produtividade devido ao absenteísmo, licenças médicas, desunião do grupo, e pedidos de mudança de setor.
O ASSEDIADOR
Geralmente, o assédio moral é praticado por chefes ou subchefes, às vezes, cumprindo “determinação superior”, com entendimento equivocado dos objetivos a serem cumpridos, ou, agindo por conta própria. Além do assediador, alguém no grupo valida o assédio, ridicularizando a vítima, agindo “pelas costas”.
O assédio moral afeta a integridade psíquica e física de uma pessoa, incapacitando-a para o trabalho, e é caracterizado por ataques sistemáticos repetitivos com a intenção de prejudicar.
O MAL-ESTAR CAUSADO PELO ASSÉDIO MORAL
O assediado é ridicularizado por aspectos subjetivos de sua personalidade, criando dúvidas e queda da auto estima.
O assédio é realizado com intenção de prejudicar, de forma oculta, dúbia, maliciosa, dando margem a diversas interpretações, atuando no psicológico e `no emocional da pessoa.
OBJETIVO DO ASSEDIADOR
Desestabilizar psiquicamente, emocionalmente e profissionalmente um funcionário, após um extenuante processo de assédio moral, transformando a vítima em alguém que se sinta incapaz, incompetente, desmotivado, o que justifica o afastamento do trabalho, a perda do cargo de chefia, mudança de setor, ou aposentadoria antecipada.
A MARCA DA MALDADE
O assédio moral no trabalho deve ser compreendido como um processo perverso e autoritário por parte do assediador. Todo assédio é realizado de forma oculta, dúbia, maliciosa, dando margem a diversas interpretações por parte do assediado, causando um adoecimento psíquico/emocional da vítima.
COMO EVITAR O ASSÉDIO
Evitar o conflito direto com o assediador
Solidariedade entre colegas de trabalho
Não se distanciar do grupo
Denunciar ao Sindicato e à Corregedoria
EXECUÇÃO DO ASSÉDIO MORAL
Ambivalência no discurso do assediador, sempre com duplo sentido e negação da verdade Reprimendas constantes Zombarias Sobrecarga de tarefas (sem que haja tempo hábil para a realização) Retirada de tarefas e funções
PARA COIBIR A PRÁTICA DO ASSÉDIO MORAL
São necessárias campanhas de esclarecimento sobre o que é o assédio moral em palestras, seminários e grupos de estudos. Além disso, é fundamental o fortalecimento e a união dos trabalhadores na denúncia dos abusos, dando visibilidade a essas práticas abusivas, pois a próxima vítima pode ser você.
DENUNCIE!
Somente a prevenção, o debate, e o esclarecimento podem cortar este mal pela raiz. Canal de denúncias contra a prática do assédio moral: