terça-feira, 29 de agosto de 2023

Juiz e assessor de Divinópolis são afastados pelo TJMG após graves denúncias de assédio e agressões

 Os dois foram acusados por sete servidoras, estagiárias e ex-estagiárias que deram detalhes do assédio moral, físico e sexual

O juiz Ather Aguiar e um assessor, ambos da Comarca de Divinópolis, foram afastados depois de uma medida cautelar do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

O caso corre em segredo de Justiça. Mas, no documento com a decisão de afastamento, as trabalhadoras do judiciário dão detalhes dos assédios físicos, sexuais e morais. Há áudios e vídeos confirmando as denúncias contra juiz e assessor.

Em depoimento à Corregedoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), assistentes revelaram muitas formas de agressão e constrangimento.

Ather Aguiar as submetia a ritos, que ele chamava de “batizado”. Ele oferecia biscoito e suco como “hóstia e vinho”, trocava o nome por um nome que ele acha que a estagiária ou assistente se chamava.  

“Nisso a gente sentava na cadeira, ele colocava gravata, uma fralda na cabeça e dava a gente bolachas de arroz como se fosse corpo de Cristo. Depois dava suco de uva como se fosse sangue de Cristo,” conta uma depoente.

Depois das bolachas e do suco de uva, a mulher teria sido obrigada a tomar óleo de copaíba. A trabalhadora alega que foi obrigada a ingerir tanto óleo que não conseguiu trabalhar no dia seguinte.

Agressões

O juiz acusado de assédio ainda impunha punições para as trabalhadoras. Segundo a assistente W, o juiz dizia ser “o teu Deus” e impunha três penitências: holodomor, gulag e dizimação.

O primeiro termo faz referência aos milhões de mortos de fome na Ucrânia na década de 1930, enquanto o segundo faz referência aos campos de concentração na União Soviética.

“Holodomor é quando a gente fica, no corredor dos outros juízes, onde não tem saída e a gente fica lá enquanto ele quiser. O Gulag é quando ele manda a gente para o corredor público. Dizimação é mais grave (vítima faz sinal de corte no pescoço). Ele aplica as penalidades da forma que acha que tem que aplicar. Pode ser por um comentário que ele não gosta,” conta a assistente.

Relatos de sonhos eróticos com as trabalhadoras também faziam parte do assédio cometido pelo juiz. Também havia agressões

Uma estagiária disse que frequentemente era alvo de livros arremessados pelo juiz. Uma dessas vezes, o livro fez um corte na boca dela, fato que foi presenciado por outra funcionária. Ela conta que Ather não pediu desculpas, mas ofereceu dinheiro para que ela não relatasse o caso para ninguém.

Inaceitável

O Sitraemg se solidariza com as trabalhadoras vítimas do assédio. O coordenador do sindicato, Alexandre Magnus, considerou as denúncias muito graves contra o juiz e assessor.

“Nós do Sitraemg não vamos, jamais, tolerar qualquer prática de assédio moral ou sexual contra servidores do judiciário federal.  Se a servidora ou o servidor for vítima de algo parecido, deve denunciar imediatamente ao sindicato. Tomaremos todas as medidas cabíveis,” enfatizou.

 Assessoria de Comunicação
Sitraemg

Juiz e assessor de Divinópolis são afastados pelo TJMG após graves denúncias de assédio e agressões (sitraemg.org.br)

quinta-feira, 6 de julho de 2023

Instituto federal afasta professor que teria induzido alunos ao suicídio

 Professor teria dito em sala de aula que seria melhor 'fazerem como a escrivã da Polícia Civil fez dias atrás'; ele foi detido


Um professor de 48 anos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG), do Câmpus de Barbacena, na Zona da Mata, foi afastado de suas atividades por suspeita de crime de indução ao suicídio contra estudantes. O caso aconteceu em 14 de junho, informou a Polícia Militar, quando o docente teria dito, em sala de aula para os alunos, que  “não irão dar em nada” e que seria melhor “fazerem como a escrivã da Polícia Civil fez dias atrás”, supostamente se referindo a Rafaela Drumond, que tirou a própria vida, na cidade de Antônio Carlos, em 9 de junho. 

 
Após o discurso do professor, os estudantes acionaram a polícia e relataram o acontecido. Em depoimento, o profissional teria negado a intenção de induzir os alunos e que seria contra atos deste tipo. 
 
O professor foi detido e levado para a sede da Polícia Federal (PF), em Juiz de Fora, pelo fato de o caso ter ocorrido na sede de uma instituição federal. Os fatos estão sendo apurados. 
 
O IF de Barbacena emitiu nota em repúdio a todas as ofensas e informou que vai apurar os ilícitos administrativos. Se confirmada a conduta ilícita, “a instituição imediatamente aplicará as sanções previstas”, diz um trecho. 
 
“Até o fechamento desta nota, a instituição trabalhava no encaminhamento da denúncia em questão para a Corregedoria do IF Sudeste MG, setor responsável pela apuração de ilícitos administrativos cometidos por servidores, assegurando o contraditório e a ampla defesa, conforme legislação vigente. Os setores competentes da instituição já estão se mobilizando para oferecer apoio aos estudantes, familiares e servidores envolvidos. Em âmbito criminal, a instituição está acompanhando as investigações e permanece à disposição para contribuir com as autoridades”, informou a instituição. 

Metrô de BH: piora em condições de trabalho e perda de direitos são realidade após privatização

 

Sindicato denuncia que número de tentativas de autoextermínio se agravaram diante da situação precária dos trabalhadores

A situação dos metroviários de BH é preocupante. Desde março, os trabalhadores estão sob a gestão da empresa Metrô BH, que assumiu o consórcio de privatização do serviço de transporte sob trilhos na capital mineira. Nestes três meses os servidores, agora funcionários privados, enfrentaram drásticas mudanças nas condições de trabalho, como o corte do adicional de periculosidade.

Daniel Glória Carvalho, Secretário Geral do Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (SindiMetro), explica que a empresa alterou a metodologia para o pagamento do adicional. Ao invés de avaliar caso a caso, como estabelece o Acordo Coletivo da Categoria (ACT), a análise para cessão do adicional foi realizada por setor. O que, na avaliação do dirigente, sinaliza um desconhecimento do funcionamento do serviço dentro da empresa e a preocupação em enxugar os custos com a mão de obra.

Perdas trabalhistas

Além disso, a mudança do início da jornada de trabalho de 5h30 para 5h10, que ocorreu sem diálogo com a categoria, também tem sido um transtorno. Isto porque muitos trabalhadores moram na região metropolitana de BH e para chegar ao posto de trabalho neste horário, não encontram transporte.

“Parece uma mudança sutil, mas é muito significativa. Porque alguns trabalhadores simplesmente não tem nenhuma alternativa de locomoção neste horário. E nos preocupa porque uma situação recorrente de atraso, pode gerar ao trabalhador demissão por justa causa, por exemplo”, explica o dirigente.

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Glória Carvalho pontua ainda que todos estes direitos estavam previstos no contrato de cessão do serviço público à iniciativa privada. No entanto, não estão sendo cumpridos. De acordo com o representante, a empresa tem tentado retirar outros direitos da categoria, como a licença maternidade de seis meses para as trabalhadoras, auxílio creche e materno-infantil.

Agravamento da saúde mental

O sindicalista afirma ainda que o diálogo com a empresa tem ocorrido de maneira precária e segmentada. “Até hoje a diretoria não se apresentou ao sindicato. Nós temos sido proibidos de adentrar nas dependências da empresa e conversamos apenas com um representante legal de um escritório de advocacia contratado”, relata.

Diante das perdas trabalhistas e incerteza quanto ao futuro, a saúde mental da categoria está prejudicada. “Temos muitos trabalhadores que já foram diagnosticados com burnout com apenas três meses de gestão dessa empresa. Nós tivemos dois casos de tentativa de autoextermínio, afastamentos de ordem psicológica, o cenário está gravíssimo”, alerta Daniel.

O que diz a Metrô BH

Procurada pelo Brasil de Fato MG, a Metrô BH informou que não irá se posicionar  sobre as alegações apontadas pelos trabalhadores.

Edição: Elis Almeida


Metrô de BH: piora em condições de trabalho e perda de | Cidades (brasildefatomg.com.br)

Morte de escrivã: delegado e investigador são transferidos de delegacia

Os dois servidores eram os principais alvos das denúncias de Rafaela Drummond, que tirou a própria vida no começo deste mês.

Os servidores eram os principais alvos das denúncias de Rafaela, que os acusava de assédio moral e sexual. Em áudios enviados pela escrivã para uma amiga em que a reportagem teve acesso, ela demonstra medo. “Não quis tomar providência porque ia me expor. Isso é Carandaí, cidade pequena. Com certeza ia se voltar contra quem? Contra a mulher. Eu deixei, prefiro abafar. Eu só não quero olhar na cara desse boçal nunca mais”, narra a escrivã.

Rafaela diz ainda que foi aconselhada a deixar os problemas de lado, que deveria esquecer o que desagradasse. Conta ter sofrido o assédio sexual de um colega, em 2022. “Eu nem contei pra vocês, porque, sabe, umas coisas que me desgastam. Quanto mais eu falo, mais a energia volta. Fiquei calada. Fiquei quieta na minha, achando que as coisas iriam melhorar. Eu não incomodo muita gente, mas, enfim, agora chega”, disse Rafaela.

Nessa quinta-feira (23), o caso passou para a Corregedoria-Geral da Polícia Civil, de forma exclusiva. Em nota, a instituição informou que “reforça que as investigações continuarão sendo conduzidas de maneira isenta e imparcial.”

Relembre o caso


Rafaela Drumond, de 32 anos, foi vítima de suicídio. Na sexta-feira (9), ela estava na casa dos pais, na cidade de Antônio Carlos, na região do Campo das Vertentes, quando tirou a própria vida.

A escrivã trabalhava em uma delegacia em Carandaí. Nos últimos meses, Rafaela teve mudanças em sua personalidade, passando a ficar mais retraída e calada. O fato chegou a incomodar os pais que, após uma conversa com ela, foram informados de que ela estava estudando para um concurso de Delegada da instituição. 
Semanas antes do ocorrido, Rafaela chegou a denunciar casos de assédio moral e sexual dentro da delegacia em que era lotada. Imagens e áudios que circulam nas redes sociais mostram relatos da policial que, em alguns deles, detalha os assédios que sofria. Ela também reclamava das escalas de trabalho e da falta de folgas. “Ele ficava dando em cima de mim. Teve um povo que foi beber depois da delegacia, pessoal tinha mania disso de fazer uma carne. Ele começou a falar na minha cabeça, e eu ficava com cara de deboche, não respondia esse grosso. De repente ele falava que polícia não é lugar de mulher. No fim das contas, ele me chamou de piranha”, disse ela em um dos áudios.
 

Polícia Civil

 
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMMG) e aguarda retorno.  

Roda de conversa em Juiz de Fora com Arthur Lobato - SERJUSMIG

 


terça-feira, 20 de junho de 2023

Zema promete apuração sobre morte de escrivã e PM: 'não temos o que esconder'

 

Um policial militar morreu nesta segunda-feira após viatura que ele estava capotar durante uma perseguição e uma escrivã cometeu suicídio supostamente por ser vítima de assédio moral


O governador Romeu Zema (Novo) lamentou, nesta segunda-feira (12/6), as mortes de um policial militar em serviço e a de uma escrivã da Polícia Civil que se suicidou após ser vítima de assédio. O governador afirmou que em um “Estado do tamanho de Minas Gerais, infelizmente, casos como esses estão sujeitos a acontecer”. No entanto, o chefe do Executivo garantiu apoio aos familiares, além de investigações com transparência. 

“Lamento muito a perda dessas pessoas. Tudo isso tem sido apurado com máximo rigor. A Controladoria-Geral na minha gestão teve um avanço enorme. Hoje não há nenhum processo engavetado, nenhum processo que seja movido por perseguição ou para privilegiar alguém”, destacou o governador em coletiva de imprensa realizada depois da entrega de 65 notebooks — desenvolvidos pela Google e voltados para educação para professores da rede estadual.

“Nós não temos o que esconder. Isso tem de ficar claro. Lamento muito que esse tipo de fato esteja acontecendo. Lembrando que em um Estado que tenha 320 mil funcionários, que é maior que a grande maioria das cidades, fatos dessa natureza estão sujeitos a acontecer, coisas absurdas. Que isso seja apurado, e o Estado vai dar total apoio aos familiares, aos colaboradores, aos servidores”, completou o governador.

Entenda

Nesta segunda-feira (12), um policial militar morreu após um acidente durante perseguição no bairro Letícia, região de Venda Nova, em Belo Horizonte. A viatura, com outros dois militares, seguia uma moto quando foi atingida por um Fiat Uno. O caso ocorreu no cruzamento das ruas Carlos Torrezani e Antônio Marcos da Cruz e com o impacto capotou.


Segundo o Corpo de Bombeiros, dois militares conseguiram sair da viatura, mas um dos integrantes ficou preso às ferragens, inconsciente, bastante ferido e sofreu uma parada cardiorrespiratória. A viatura do Samu realizou o atendimento ao militar, mas foi constatada a morte no local do incidente.

Suicídio de escrivã em MG motiva audiência pública na Assembleia Legislativa

 

A audiência será realizada na primeira semana de julho em data ainda a ser definida; déficit profissional preocupa autoridades públicas


A morte da escrivã Rafaela Drumond será tema de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A reunião deverá ocorrer na primeira semana de julho, em data ainda a ser definida. A realização da audiência foi determinada nesta terça-feira (13), após requerimento do deputado Sargento Rodrigues (PL), durante encontro da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa. 

“A falta de efetivo nas forças de segurança é um problema gravíssimo, para o qual há tempos venho cobrando do governo uma solução. O caso da Polícia Civil é ainda mais grave, pois a instituição tem o maior déficit de profissionais. As consequências da sobrecarga de trabalho dos servidores são sérias, com alto índice de afastamentos por motivo de saúde, aumento de absenteísmo e o adoecimento mental. Não dá para o governo esperar outras tragédias, como essa, para tomar uma atitude efetiva”, destaca o deputado.

Conforme definido nesta terça-feira (13), deverão comparecer a Chefe de Polícia Civil, Dra. Letícia Gamboge, o Secretário de Estado de Governo, Igor Eto, e a Secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Luísa Barreto. A audiência irá debater a morte da escrivã e o quadro de saúde mental dos policiais civis do Estado. 

A instituição enfrenta um grave problema com um déficit de servidores, o que ocasiona sobrecarga de trabalho, agravada pela falta de equipamentos e estrutura. "São constantes os relatos recebidos de servidores que se sentem vulneráveis, com cobranças excessivas e perseguições por parte de superiores", destaca o comunicado sobre a audiência.


A morte

A morte da profissional, no último sábado (9), em Sá Forte, distrito de Antônio Carlos, na região do Campo das Vertentes, acendeu um alerta para a pressão psicológica sofrida pelos profissionais da instituição, visto a circulação de áudios deixados por ela indicando pressão psicológica e assédio moral. Em um dos materiais recebidos pelos investigadores, a escrivã teria sido vítima de assédio moral, machismo e de ameaças. O suspeito das violências teria sido um servidor com cargo superior ao exercido por ela. "Eu te chamei de piranha. Risos. É muito cabecinha fraca, é muito cabecinha fraca. (....) Eu não bato em mulher, mas se você fosse homem, uma hora dessa, ou eu ou você, estava morto", indica trecho de um dos vídeos recebidos pelo sindicato. 

Encontro Regional de Uberaba e Uberlândia integra servidores da região ao SERJUSMIG





 








No caminho para integrar os servidores de todo o estado com a luta sindical, o SERJUSMIG realizou o segundo Encontro Regional deste ano, desta vez, com trabalhadores das comarcas de Uberaba e Uberlândia. O desafio continua, agora, com a realização de mais um encontro regional em 2023 e outros três eventos no ano que vem.

Com o frio da cidade de Araxá, o último sábado (dia 17) foi um dia de integração, formação e informação para os servidores do Triângulo Mineiro. Temas que vão do autoconhecimento e felicidade até a conjuntura política nacional e estadual foram debatidos e esclarecidos durante o longo dia de atividades.

“Nesta nova fase, a retomada dos encontros regionais é crucial. Há uma demanda muito grande, por parte da categoria, pela ampliação da presença do sindicato no interior. Este foi, inclusive, um dos apontamentos da última pesquisa de satisfação. Em suma, servidores do interior querem o sindicato cada vez mais perto”, explica Eduardo Couto, presidente do SERJUSMIG.

ACESSE AQUI AS FOTOS DAS VISITAS ÀS 21 COMARCAS DA REGIONAL UBERABA

ACESSE AQUI AS FOTOS DAS VISITAS ÀS 21 COMARCAS DA REGIONAL UBERLÂNDIA 

 

Acolhimento, autoconhecimento e busca pela felicidade 

Na abertura do Encontro Regional, o presidente do SERJUSMIG, Eduardo Couto, recebeu os diretores regionais de Uberaba e Uberlândia e o delegado sindical da cidade-sede do evento, Araxá. Após o acolhimento inicial, apresentando as comarcas presentes e dando as boas -vindas aos servidores, foi exibido um vídeo comemorativo das visitas aos locais de trabalho. 

Dando seguimento à programação, o terapeuta Otávio Grossi, nome já conhecido pelos filiados, fez uma palestra sobre “A reinvenção do profissional a partir das competências de performance”. O ponto principal da exposição foi demonstrar a importância de “abrir” a mente para as oportunidades e momentos realmente relevantes do dia a dia. Para finalizar, Otávio compartilhou com os servidores um vídeo sobre a forma como passamos nosso tempo.

Veja abaixo o vídeo apresentado:

 

Como a política nacional e estadual afeta o servidor do judiciário?

Na sequência, entrou em debate a conjuntura política nacional e estadual, em exposição do assessor e consultor de entidades sindicais e diretor da Insight Assessoria Parlamentar, Vladimir Nepomuceno, e o vice-presidente do SINDIFISCO-MG, Marco Couto. 

Nas intervenções, eles abordaram o longo e profundo desmonte do serviço público no Brasil, a nova realidade da luta sindical após as eleições de 2022 e as configurações do Legislativo em Minas e no Brasil.

Além de falar na necessidade de reconstrução de políticas que garantam os direitos dos servidores públicos no âmbito nacional e estadual, também foram debatidas as expectativas de votações de projetos de interesse dos trabalhadores na ALMG e na Câmara. 

Sobre as recentes tentativas de ataque aos servidores vindas do governador mineiro, Romeu Zema (Novo), Marco Couto discorreu sobre as contradições do administrador público:

 

Momento de descontração

Depois do almoço, foi hora de rir um pouco. Ser funcionário público requer muita dedicação e trabalho, por isso, é importante descontrair em alguns momentos. Em razão disso, o SERJUSMIG dedicou um breve momento à apresentação do humorista Bruno Berg. O stand up  do comediante permitiu a cada um rir um pouquinho de si mesmo com as piadas pautadas no dia a dia, nos estereótipos e diversos sotaques mineiros. 

ACESSE AQUI AS FOTOS DO ENCONTRO REGIONAL DE UBERABA E UBERLÂNDIA

 

Assédio Moral e Momento do Jurídico

Trazendo um debate essencial, o Núcleo de Saúde do SERJUSMIG fez uma explanação sobre a luta contra o assédio moral e como reconhecê-lo. Assessora da presidência do SERJUSMIG e integrante do Núcleo, Raquel Orlando explicou a legislação na qual o Sindicato se ampara para defender os servidores que sofrem com esse problema. 

Além disso, o advogado Marcelo Peixoto, do escritório Peixoto e Collen (parceiro do SERJUSMIG no âmbito criminal) explicou a tipificação legal do assédio sexual, questão de discussão indispensável para os servidores.

Raquel Orlando ainda trouxe um resumo da mesa e a necessidade de tratar do assunto no Encontro Regional:

Seguindo com os esclarecimentos, os diretores Ronaldo Ribeiro Jr e Felipe Galego, responsáveis pelo Departamento Jurídico, receberam  advogados representantes de cada um dos escritórios  parceiros do SERJUSMIG, que apresentaram o trabalho que desempenham na defesa dos direitos dos nossos associados.  Os diretores também tiraram dúvidas sobre o andamento de lutas e ações judiciais. O evento ainda contou com um plantão dos escritórios e das funcionárias do SERJUSMIG.

Veja, abaixo, vídeo em que o diretor Felipe Galego fala sobre a mesa:

 

Lutas sindicais e encerramento do Encontro

A última mesa do Encontro foi o momento de apresentar e atualizar os servidores sobre as lutas sindicais e administrativas. A diretoria executiva falou sobre as pautas que estão sendo tratadas na Mesa de Negociações Permanente com a administração do TJMG e relembrou as importantes conquistas recentes do SERJUSMIG. O presidente do Sindicato ainda lembrou aos servidores um fato incontestável: nada vem de graça, a luta é essencial. As conquistas só acontecem em razão da forte pressão das entidades sindicais. Como o SERJUSMIG sempre aponta, o Sindicato são os filiados. A força e a credibilidade para pressionar o órgão vem justamente da efetiva participação dos trabalhadores.

ACESSE AQUI  O RESUMO DE LUTAS APRESENTADO EM ARAXÁ

É a presença do servidor em encontros, eventos, assembleias e convocações que demonstram para o TJMG que os trabalhadores querem a garantia dos seus direitos e irão lutar por eles.

Por isso, quando o Encontro Regional chegar à sua região, participe, inscreva-se! O SERJUSMIG quer a sua participação e a sua força. Venha conhecer a luta e transformar a realidade de todos! 

 

Próximos passos

Deverão ser realizados ainda outros quatro encontros, sendo o próximo em Poços de Caldas, no dia 19 de agosto, reunindo as regionais de Poços de Caldas e Pouso Alegre. Mais informações serão divulgadas em breve.

 

SERJUSMIG
Unir, Lutar e Vencer


SERJUSMIG :: Encontro Regional de Uberaba e Uberlândia integra servidores da região ao SERJUSMIG

Mesa directiva de la Red Iberoamericana por la Dignidad en el Trabajo y en las Organizaciones


Mesa Directiva

Doris Acevedo (Venezuela)
Elizabeth Aranda Coria (Argentina)
Margarida Barreto† (Brasil)
Marcelo Caputo (Argentina)
Sandra Correa (Ecuador)
Arlen Cuadra (Nicaragua)
Silvia Franco (Uruguay)
Elías García (México)
Luisa Fernanda Gómez (Colombia)
Lidia Guevara (Cuba)
Florencia Peña (México)
Suzana Tolfo (Brasil)

Historia de sus congresos

La Red se conformó como resultado del I Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral e Institucional, que se llevó a cabo en la Escuela Nacional de Antropología e Historia, México, D.F., del 6 al 8 de julio de 2011, convocado por: la Red del Programa de Mejoramiento del Profesorado (PROMEP), Secretaría de Educación Pública, México: “Procesos jurídicos, sociales y políticos” (Universidad Juárez del Estado de Durango, Universidad Autónoma del Estado de México y Universidad Autónoma de Sinaloa) y los Cuerpos Académicos PROMEP: “Organización social y vida cotidiana” (Facultad de Ciencias Políticas y Sociales, Universidad Autónoma del Estado de México), “Actores y procesos académicos de la educación” (Facultad de Ciencias de la Conducta, Universidad Autónoma del Estado de México) y “Diversidad biosocial contemporánea” (Escuela Nacional de Antropología e Historia) y otras 27 instituciones mexicanas e internacionales.

Como una estrategia de consolidación, los participantes acordaron conformar la Red Iberoamericana por la Dignidad en el Trabajo y en las Organizaciones, cuenta con más de 300 integrantes de prácticamente todos los estados de la República Mexicana, países latinoamericanos, además de España, Francia y Portugal.

La Red acordó también continuar uniendo esfuerzos a través de Congresos cada dos años.

I Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral e Institucional, 6-8 de julio, 2011, Escuela Nacional de Antropología e Historia, Ciudad de México, http://congresomobbing.wordpress.com

II Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral e Institucional, Buenos Aires, Argentina, 25-28 de agosto de 2013, http://congreso2013.blogspot.mx/p/ii-congreso-iberoamericano-sobre-acoso_25.html

III Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral e Institucional, Universidad Federal de Florianópolis, Brasil, 8-11 de octubre de 2015, http://iberoacosolaboral2015.ufsc.br

IV Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral e Institucional, 22-25 de agosto de 2017, Manizales, Colombia https://www.ucaldas.edu.co/portal/wp-content/uploads/2017/08/IV-Congreso-iberoamericano-de-acoso-laboral-e-institucional.pdf

V Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral e Institucional, 27-30 de agosto, 2019, La Habana, Cuba, https://www.cubaforevents.com

VI Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral e Institucional, 26-28 de noviembre de 2021, Managua, Nicaragua (virtual), https://www.facebook.com/profile.php?id=100073588333482&sk=photos

Comité Internacional

Argentina
Liliana Bucci
Romina Carrara
Karina Andrea Mancini
Adriana Micale
Susana Beatriz Treviño

Brasil
Carla Rita Bracchi Silveira
Tais Teonilia Ferreira
Roberto Heloani
Arthur Lobato

Bolivia
Ery Castro

Chile
Nora Gray
María Estrella Zúñiga Poblete

Colombia:
Luis Alberto Torres Tarrazona
Yaneth Vargas Sandoval

Costa Rica:
Ingrid Melisa Naranjo Ugalde
Xinia Pérez Quezada
Nelson Ramirez Rojas

Cuba
Liset Mailen Imbert Milan
Mileidy García Plá
Yaelsy Lafita Cobas

Ecuador
Carla Imbacuan Vizuete
Isolde Morales Rodríguez
Cristian Nieto
Mercedes Herlinda Sánchez

España
Juan Ignacio Marcos González
Amparo Merino Segovia
Manuel Pedro Velázquez Fernández

Francia
Marie France Hirigoyen
Löic Lerouge

México
Leticia Bobadilla González
Angélica Aremy Evangelista García
Martín Gallardo García
Alfredo García Rosas

Nicaragua
Magdelí González Ochoa

Perú
Luis Serrano Díaz

Puerto Rico
Wanda Soto
Jeanneernanda López  
Jeanneth Melitza

Venezuela:
Duglas J. Yanes Rey
th Melitza

República Dominicana
María Fernanda López  

Venezuela:
Duglas J. Yanes Rey

Attestation la Societé Internationale d’Ergologie (SIE)