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sábado, 9 de maio de 2009

Trabalho da Comissão de Combate ao Assédio Moral SERJUSMIG/Sinjus é apresentado no Fórum Social Mundial


A doutora Margarida Barreto, o professor José Roberto Heloani e o psicólogo e jornalista, Arthur Lobato, durante painel sobre Assédio Moral no FSM

O jornalista e psicólogo, Arthur Lobato, membro da Comissão de Combate ao Assédio Moral, constituída pelos sindicatos SERJUSMIG e Sinjus, participou das discussões do Fórum Social Mundial, na cidade de Belém/PA, tratando sobre a saúde psíquica do trabalhador.

O evento, que aconteceu de 27 de janeiro a 1º de fevereiro, reuniu cerca de 100 mil pessoas de mais de 150 países, todos sob a mesma perspectiva: a construção de uma
outra sociedade, onde a exploração do mercado e a opressão das diversidades sejam superadas.

No dia 31, no painel sobre “Os impactos e as atuais transformações do trabalho à Saúde Psíquica dos trabalhadores e as violações dos direitos humanos no trabalho”, Arthur Lobato falou aos participantes sobre as atividades desenvolvidas pelos Sindicatos (SERJUSMIG/Sinjus) no combate ao Assédio Moral no serviço público mineiro, tais como: campanha de esclarecimento sobre o tema, produção de cartilhas, elaboração de projeto de Lei Estadual e o plantão realizado pelas entidades para atendimento ao servidor assediado.

O painel foi coordenado por duas autoridades no tema Assédio Moral no trabalho: a doutora Margarida Barreto (PUC/SP), destaque
por seus trabalhos de pesquisas envolvendo o assunto, publicações de livros e desenvolvimento do site www.assediomoral.com.br, e o professor José Roberto Heloani
(Unicamp/FGV).

O SERJUSMIG foi representado no Fórum pelo psicólogo, Arthur Lobato, já que compromissos junto ao TJMG e outros órgãos inviabilizaram a ida de membros
da diretoria do Sindicato.

O SERJUSMIG apóia e acredita na importância do Fórum Social Mundial (FSM) na medida em que possibilita um espaço aberto - plural,diversificado, não-governamental e não-partidário-, que estimula o debate, a reflexão, a formulação de propostas, a troca de experiências e a articulação entre organizações e movimentos engajados em ações concretas, pela construção de um outro mundo, mais solidário, democrático e justo.

Publicado no jornal SERJUSMIG NOTÍCIAS Nº 130

terça-feira, 3 de março de 2009

Memórias de um líder sindical no Fórum Social Mundial da Amazônia 2009

Assédio Moral e Saúde no Trabalho: Perspectivas e possibilidades no combate ao assédio moral no trabalho

Neste site encontro o relato do amigo Arthur Lobato, Repórter Fotográfico (Jornalista), Psicólogo e caçador de imagens da mais tenra estirpe e do mais preciso तिरो-clik,que como todo bom sindicalista, gosta de militar (mesmo em desuso, por uso e abuso, a militância é necessária em tempos de guerra para garantir a paz dos sobreviventes) pela causa humana da "fé, esperança e caridade", tão cara ao nosso poeta Manoel Bandeira: "Quando perderes o gosto humilde da tristeza".
Alguém disse e assino embaixo: "Se Karl Marx fosse vivo (ele está morto?) seu objeto de estudo não seria o trabalhador "braçal" da Revolução Industrial, nos séculos 19 e 21।O velho Marx estudaria o desempregado de hoje (bem definido pelo humorista José Simão como aquele indivíduo cujo celular está fora de área) । Marxista da linha "Grouxo", yo creo, Arthur trabalha com imagem desde os idos 70, sob a batuta de São Glauber (Terra em Transe), Humberto Mauro, Eiseinstein, Vertov, Buñuel etc e tal.
Pensar no trabalho é preocupar-se com a dignidade mínima de qualquer ser humano, que só se realiza socialmente através da produção de bens materiais ou culturais, condição "sine qua non" para sobrevivência na sociedade neliberal-consumista do capitalista tardio. Esse utiliza a palavra "crise" como um "apodo" (mofa, zombaria), que soa bem na boca dos capitalista endinheirados e agarra na garganta dos trabalhadores assediados pelo fantasma do desemprego, na época do trabalho virtual.
O Arthur sindicalista se equilibra na corda bamba da hipocrisia carreirista dos pretensos defensores da causa trabalhista, com o equilíbrio do fotografo que se apodera do "instante em que a coisa é". Foi a Belém, viu e ouviu que o mundo tem saída, que ainda existem pessoas preocupadas com seus semelhantes sem pertencer a credos particulares, nos shoppings e mídias da fé publicizada para o lucro de alguns em benefício de uns.
O medo é o grande vilão nesta onda de assédio moral e saúde do empregado real - (des)empregado virtual. Morrer, é o de menos, pois sempre "se passa desta para melhor" (ninguém duvida da prova inexistente). Agora, a alma é nossa esperança maior, pois está no melhor ou no pior de nós e exala seu perfume de flor rara (odes aos saudosos guerreiros mortos em combate) ou seu pútrido olor de carne inútil, matéria de consumo das existências sem passado.
Salve Arthur! O sindicalismo brasileiro dos aconchavos, maracutaias, festas e favores pessoais, não te merece; mas nós, Jornalistas (des)empregados, com "celular fora de área", estamos contigo na luta pela dignidade humana.

Postado por chrispim
Anonadas

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

FSM: A participação do Sinjus-MG e Serjusmig na luta por um mundo mais justo




Roberto Heloani (Unicamp e FGV) foto:Arthur Lobato



Margarida Barreto (PUC São Paulo) foto:Arthur Lobato


Arthur lobato(membro da Comissão SINJUS-MG/Serjusmig de Combate
ao Assédio Moral no Trabalho) foto: Robert França


foto:Arthur Lobato


foto:Arthur Lobato
foto:Renato Charchar

* Por Taís Ferreira

Encerrado no último domingo, 1º de fevereiro, na capital do Pará, O Fórum Social Mundial 2009 contou a participação do SINJUS-MG e do Serjusmig, além de movimentos sociais do mundo todo que se uniram para debater e avaliar propostas que possam colaborar com a construção de uma sociedade mais justa e um mundo mais equilibrado, no qual as oportunidades sejam amplamente democratizadas.


Na sexta-feira, 30/1, o SINJUS-MG e o SERJUSMIG tiveram a sua participação, com a palestra do psicólogo e jornalista Arthur lobato (membro da Comissão SINJUS-MG/Serjusmig de Combate ao Assédio Moral no Trabalho), que falou sobre violência psíquica contra o trabalhador. A palestra foi organizada pelos doutores Margarida Barreto (PUC São Paulo) e Roberto Heloani (Unicamp e FGV), especialistas do tema assédio moral no trabalho. No sábado, 31/1, Lobato falou sobre o trabalho que as entidades têm realizado, abordando as reuniões da Comissão, o Plantão do Assédio e as propostas de projeto de Lei e de trabalho preventivo no interior do Tribunal de Justiça (TJMG).

Participaram do evento como representantes da diretoria do SINJUS-MG, Robert Wagner França(Coordenador-Geral) e Renato Charchar (Finanças). Foram distribuídas cartilhas elaboradas pela Comissão de “Combate ao Assédio Moral na Administração Pública”. O público participou trocando idéias com os representantes do SINJUS-MG, fizeram questionamentos sobre a possibilidade de organizar trabalho similar em suas entidades, bem como de trocar idéias com a Comissão SINJUS-MG/Serjusmig. Além de Arthur Lobato, a atividade contou com as palestras de Margarida Barreto e Roberto Heloani, acrescidas de relatos de representantes de entidades Sindicais de São Paulo (Sindicato dos Químicos) e do Pará (Urbanitários) e com a contribuição da advogada cubana Lídia Guevara, que atua na área de Direitos Humanitários.

* Taís é jornalista, é editora do blog CINE JORNALISMO EM PAUTA

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

As transformações no mundo do trabalho e os impactos na saúde mental - Fórum Social Mundial

Por Taís Ferreira
As repercussões do trabalho na vida mental e as violações dos direitos humanos no trabalho são temas de mesas de diálogo e oficinas, no dia 30 e 31, no Fórum Social Mundial, em Belém. Participam do evento referências nacionais e internacionais na área, como: Prof Dr. José Roberto Heloani - UNICAMP/FGV-Brasil, Lídia Guevara – ALAL – Cuba, Margarida Barreto -NEXIN/PUC/SP, Arthur Lobato - SINJUS - SERJUSMIG - Brasil, entre outros.

A saúde mental e as relações de trabalho, apesar de serem estudadas há muito tempo, começam a receber maior atenção a partir da introdução de novas tecnologias nos processos de trabalho. Essas transformações, além de interferirem sobre a organização do trabalho, têm reflexos e conseqüências no cotidiano fora do trabalho, no modo de viver, na família e em todas suas relações humanas.

Os transtornos mentais constituem a terceira causa de afastamento junto à Previdência Social e, na maioria das vezes, não são reconhecidos como doenças ocupacionais. Aprimorar este olhar, debater aspectos legais e notificar o Ministério da Saúde sobre a ocorrência deste agravo para a saúde dos trabalhadores são os objetivos dos profissionais que atual nesta área.

Atualmente, muitos estudos têm sido feitos com o intuito de estabelecer mais claramente a relação entre trabalho e a saúde mental. Nesses estudos, o trabalho tem sido considerado como mediador das relações sociais e humanas, por isso como um elemento fundamental para a saúde, tanto para o seu fortalecimento, quanto para o seu desgaste. Na categoria de desgaste à saúde mental incluímos tanto um mal-estar e tensão no trabalho quanto transtornos psicopatológicos. Isso porque, o conhecimento do primeiro estágio de mal-estar é fundamental para as práticas preventivas, ou seja, de identificação das fontes de estresse e tensão no trabalho, potencialmente prejudiciais à saúde mental.

Dados da OIT indicam que, no mundo, 10% trabalhadores padecem de ansiedade, nos países da UE 3% a 4% PIB é gasto com problemas de saúde mental, 9% dos trabalhadores sofrem assédio moral(13 milhões), Nos EUA 30 a 44 milhões de dólares são gastos com depressão por ano, depressão afeta 10% dos adultos em idade de trabalhar,
perdidos por volta de 200 milhões de dias de trabalho, por ano. Na Inglaterra 33% trabalhadores apresentam problemas de saúde mental, 5% dos adultos idade trabalho sofrem depressão grave. Na Alemanha 7% das aposentadorias antecipadas por transtornos depressivos. Na Finlândia 50% dos empregados padecem sintoma relacionados com o stress, 7% sofrem cansaço severo.Segundo a OMS, no mundo em 2020, depressão será a maior causa de incapacitação no INSS. Pesquisa da USP indica que 17,8% da população da alta classe média SP sofrem de depressão. Na Espanha 50% a 60% do absentismo no trabalho é relacionada com o stress e 15% da população ativa (2 milhões de trabalhadores) sofrem assédio moral.

Estas e outras questões deverão ser pensadas e debatidas durante as mesas de diálogo e oficinas sobre a saúde mental e o trabalho, em Belém, para estimular a reflexão dos participantes sobre a atual conjuntura brasileira e mundial, as transformações no mundo do trabalho e a violação dos direitos dos trabalhadores, estudos importantes para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

MESAS de DIÁLOGOS

Data: 30/01/2009 - Manhã 8:30 as 11:30
Tarde 12:00 as 15:00
ATIVIDADE número: 1730 – 1731
Local: UFPA Profissional EP 08
Tema: Saúde mental e trabalho
Coordenador de mesa: Prof Dr. José Roberto Heloani
1.Lídia Guevara – ALAL – Cuba - A violência no trabalho: panorama na América Latina
2.Luiz Salvador - ALAL- Brasil - O atual modelo econômico e a violação dos direitos dos trabalhadores. 3.José Roberto Heloani - UNICAMP/FGV-Brasil - Panorama atual do mundo do trabalho: a fragilização das relações humanas.
4.Margarida Barreto -NEXIN/PUC/SP-Saúde mental no trabalho: contradições e desafios
5.José Erivalder Guimarães – Federação Nacional dos Médicos - Brasil - Saúde mental dos profissionais de saúde no Brasil 6.Lourival Batista - SINDQUIM – SP – As transformações no mundo do trabalho e o movimento sindical.

OFICINASData: 31/01/2009 Manha 8:30 as 11:30
Tarde 12:00 as 15:00
Atividade: 1732 – 1733 Local: UFPA Profissional EP 08
Tema: Mundo do trabalho: os impactos e as atuais transformações do trabalho à Saúde Mental dos trabalhadores e trabalhadoras. Coordenadores da Oficina: Lourival Batista + Margarida Barreto
1.Lídia Guevara–ALAL-CUBA-Direitos humanos e dignidade no trabalho para um mundo justo e igualitário
2.Jose Roberto Heloani – UNICAMP/FGV – SP - Saúde mental dos trabalhadores da aviação brasileira.
3.Arthur Lobato - SINJUS - SERJUSMIG - Minas Gerais – A saúde mental dos trabalhadores do judiciário em Minas Gerais 4. Pérsio Dutra - DIESAT-SP - Telemarketing: a violação repetitiva dos direitos humanos dos trabalhadores
5.Carmem Regina Rocha de Lima - Federação Nacional dos Urbanitários – FNU - STIUPA - Como anda a saúde dos Urbanitários?
6.Margarida Barreto e Lourival Batista – SINDQUIM-SP - A experiência no dia-a-dia sindical
7.Walcir Previtale Bruno - Sindicato dos Bancários/SP - O sindicato dos bancários: pensando novas formas de resistência. ENDEREÇO: Universidade Federal do Pará - Rua Augusto Corrêa, 01 - Guamá. CEP 66075-110. Caixa postal 479 PABX +55 91 3201-7000. Belém - Pará - Brasil 2008

Taís Ferreira é jornalista
CoberturaFórumSocialMundial

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A Saúde Mental e Trabalho em debate no Fórum Mundial Social em Belém









MESAS de DIÁLOGOS

Data: 30/01/2009 - Manhã 8:30 as 11:30
Tarde 12:00 as 15:00
ATIVIDADE número: 1730 – 1731
Local: UFPA Profissional EP 08

Tema: Saúde mental e trabalho
Coordenador de mesa: Prof Dr. José Roberto Heloani

1.Lídia Guevara – ALAL – Cuba - A violência no trabalho: panorama na América Latina
2.Luiz Salvador - ALAL- Brasil - O atual modelo econômico e a violação dos direitos dos trabalhadores.
3.José Roberto Heloani - UNICAMP/FGV-Brasil - Panorama atual do mundo do trabalho: a fragilização das relações humanas.
4.Margarida Barreto - NEXIN/PUC/SP - Saúde mental no trabalho: contradições e desafios
5.José Erivalder Guimarães – Federação Nacional dos Médicos - Brasil - Saúde mental dos profissionais de saúde no Brasil
6.Lourival Batista - SINDQUIM – SP – As transformações no mundo do trabalho e o movimento sindical.

OFICINAS

Data: 31/01/2009 Manha 8:30 as 11:30
Tarde 12:00 as 15:00
Atividade: 1732 – 1733
Local: UFPA Profissional EP 08

Tema: Mundo do trabalho: os impactos e as atuais transformações do trabalho à Saúde Mental dos trabalhadores e trabalhadoras.
Coordenadores da Oficina: Lourival Batista + Margarida Barreto

1.Lídia Guevara – ALAL-CUBA- Direitos humanos e dignidade no trabalho para um mundo justo e igualitário
2.Jose Roberto Heloani – UNICAMP/FGV – SP - Saúde mental dos trabalhadores da aviação brasileira.
3.Arthur Lobato - SINJUS - SERJUSMIG - Minas Gerais – A saúde mental dos trabalhadores do judiciário em Minas Gerais
4.Pérsio Dutra - DIESAT-SP - Telemarketing: a violação repetitiva dos direitos humanos dos trabalhadores
5.Carmem Regina Rocha de Lima - Federação Nacional dos Urbanitários – FNU - STIUPA - Como anda a saúde dos Urbanitários?
6.Margarida Barreto e Lourival Batista – SINDQUIM-SP - A experiência no dia-a-dia sindical
7.Walcir Previtale Bruno - Sindicato dos Bancários/SP - O sindicato dos bancários: pensando novas formas de resistência.


ENDEREÇO: Universidade Federal do Pará - Rua Augusto Corrêa, 01 - Guamá.
CEP 66075-110. Caixa postal 479.
PABX +55 91 3201-7000. Belém - Pará - Brasil 2008