sexta-feira, 18 de agosto de 2017

IV Congreso Contra la Violencia en el Trabajo

Agosto 22 al 25 del 2017 en Manizales - Colombia.

El asedio y acoso laboral como manifestación del desvalor de la dignidad humana que se torna predominante en la sociedad de mercado, obligan al pensamiento a ocuparse de lo que la naturaleza humana repele, el maltrato del otro.





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"Campanha de Conscientização e Prevenção ao Assédio Moral e Sexual"

Como parte da "Campanha de Conscientização e Prevenção ao Assédio Moral e Sexual", o SINDALEMG convida todos os servidores e servidoras para assistirem à palestra com o psicólogo Arthur Lobato, a ser realizada no Auditório do Edifício Carlos Drumond de Andrade, às 11H30 do próximo dia 05 de setembro.

Entre outras atividades, o psicólogo Arthur Lobato colaborou com a aprovação da Lei Complementar 116/2011, que trata do combate ao assédio moral no âmbito da Administração Pública do Estado de Minas Gerais.

A campanha tem por objetivo promover, na Assembleia de Minas, um ambiente mais saudável e comprometido com a garantia dos direitos fundamentais de quem contribui diariamente com seu trabalho em prol da instituição.

O SINDALEMG oferecerá, juntamente com o evento, um café da manhã aos participantes.

Participe!





quinta-feira, 17 de agosto de 2017

III CONSERJAL


III CONSEJAL



PROGRAMAÇÃO

O III Conserjal será realizado nos dias 17 e 18 deste mês, no Hotel Jatiúca, em Maceió, tendo como tema principal “Os novos desafios do servidor público do Judiciário”.

A programação científica será aberta no dia 17, às 19h, com palestra de Ludmar Rafanhim, com o tema “Resistência à Resolução 219 do CNJ”. O grupo Transart encerra a programação da noite de abertura com a apresentação Show Folclórico, destacando a riqueza cultural dos folguedos alagoanos.
No dia 18, a programação terá início às 8h30, com palestras sobre os seguintes temas: “Combate ao assédio moral no serviço público”, com Arthur Lobato, e “A nossa luta contra a retirada de direitos”, com Giovani Alves, encerrando a programação da manhã com os informes da FENAJUD.

A parte da tarde será destinada às decisões plenárias do Conserjal, encerrando a programação do congresso com um jantar e o show Globo de Ouro – as canções que o tempo não paga, da cantora Irina Costa, acompanhada por seus 4 músicos.

No dia 19 haverá assembleia dos servidores do Poder Judiciário, convocada especialmente para Prestação de Contas do SERJAL.


 As inscrições para o III Conserjal estão abertas até o próximo dia 10 e restam poucas vagas. Para se inscrever no Congresso, os servidores do Poder Judiciário devem preencher a ficha de inscrição, já disponível no site do SERJAL, ou fazê-la diretamente na sede da entidade - Rua Professor Teonilo Gama (antiga Rua Cabo Reis), nº 125 - Trapiche da Barra - Maceió/AL - fones 82 - 3221-8997 / 3221-8009.

SINTFUB promove I Seminário Contra Assédio Moral




O SINTFUB realizou no dia 15 de agosto o I Seminário de prevenção ao assédio moral no trabalho. O evento, que contou com a participação de autoridades sobre o assunto, buscou debater as causas da temática, assim como ampliar sua discussão e buscar soluções para o problema, um mal silencioso que afeta trabalhadores em todos os níveis e funções.

Compondo a mesa, os debates contaram com a participação dos palestrantes Professora Doutora Ana Magnólia Mendes, do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), o Psicólogo Arthur Lobato do SINDJUS-MG, Tarcílio Severino, do SINTFUB, a Deputada Federal Erika Kokay, o Presidente da ADUnB Virgílio Arraes, Sra Elisabeth Guedes Silva de Morais, coordenadora de Saúde, Segurança e Qualidade de Vida no Trabalho (CSQVT/DGP) – UnB , Larissa, da assessoria técnica da ouvidoria da UnB e o Advogado Valmir Floriano de Andrade.

Dra Ana Magnólia, do Instituto de Psicologia da UnB destaca a importância de debater esse assunto. “Não esperava um dia ter que aplicar o que tanto ensino em classe sobre os efeitos do assédio moral sobre a saúde mental do trabalhador na Instituição a qual faço parte. A prevenção dessa prática acontece em três níveis: informação, ou educação continuada, a discussão sobre o tema, que precisa ser amplificada e no terceiro nível, a deliberação. Precisamos de canais de denúncia legítimos para o combate e prevenção desse mal”, completa.

Para o psicólogo Arthur Lobato, a importância do debate sobre assédio moral muitas vezes é diluído no próprio ambiente de trabalho, dificultando sua identificação e tratamento. “As pessoas ainda tem uma mentalidade colonial, se achando donos do corpo e mente de seus funcionários e colaboradores. O sindicato vem como o suporte desses trabalhadores e a saúde desses deve ser uma política permanente em todos os departamentos. O assediado vai sendo isolado em seu ambiente, caindo numa patologia de solidão. Uma parte importante do tratamento é o acolhimento, dar para o assediado novamente um sentido de coletividade”, disse.

Para Larissa, da Ouvidoria da Universidade, é importante priorizar o atendimento com discrição e responsabilidade. “Somos vinculados à reitoria, mas temos liberdade de atuação. E é importante para nós a discrição no atendimento. Nosso limite de atuação é a mediação e a conciliação. Não lidamos com comprovação. Não precisamos de provas, precisamos que o interessado se sinta à vontade para ser atendido. Nossas competências são examinar os assuntos relacionados à assédio e encaminhamos às autoridades competentes. Trabalhamos para promover os direitos dos vulneráveis e descriminados ”.

Segundo Vânia Felício, coordenadora do SINTFUB, o seminário é só o começo. “É um tema complexo que não pode se encerrar aqui. Nesse primeiro momento o que fizemos foi dar uma abertura, abrir uma opção para que o debate se inicie. Precisamos dos desdobramentos do projeto. A pretensão é fazer outros eventos, como vigílias contra o assédio moral, fazer rodas de conversas sobre o tema e mais debates. O Seminário é o primeiro requisito para trazer luz a esse assunto que tantos tentam manter escondido e silencioso na escuridão.”

SINTFUB
 http://www.sintfub.org.br/2017/08/sintfub-promove-i-seminario-contra-assedio-moral/

 http://www.sintfub.org.br

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

I Seminário de Prevenção ao Assédio Moral no Trabalho

 O Combate ao Assédio Moral no Trabalho será debatido em seminário organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Fundação da Universidade de Brasília (Sintfub), no dia 15 de agosto, no auditório 3 - Faculdade de Saúde da Universidade de Brasília (UnB).

O evento contará com palestras da professora Drª Ana Magnólia Mendes do Departamento de Psicodinâmica do Trabalho – Instituto de Psicologia da UnB, do psicólogo Arthur Lobato e do diretor de Saúde, Segurança e Qualidade de Vida no Trabalho (DSQVT/DGP) – UnB, professor Dr. Nilton Farias. Além da participação da Reitora da UnB, professora Márcia Abrahão, da deputada federal Erica Kokay, da diretora da Faculdade de Ciências da Saúde – UnB, professora Maria Fátima Sousa e do coordenador de Saúde e Seguridade Social, Tarcílio Dias.

De acordo com a Coordenação Geral do Sintfub, o objetivo deste debate é combater o assédio moral no trabalho e alertar sobre suas consequências na saúde física e mental da classe trabalhadora. “Cada vez mais casos de assédio moral têm ocorrido na esfera pública, pois na busca desenfreada por resultados e benefícios para si, o gestor ou chefe imediato acaba esquecendo que existe um trabalhador (a) que é munido (a) de sentimentos e direitos a serem respeitados. Situações humilhantes e constrangedoras, de forma repetitiva e prolongada, têm acometido a saúde dos nossos servidores e das nossas servidoras. Precisamos explicar para nossa categoria os diversos tipos de assédio, como acontecem e o que eles e elas podem fazer para denunciarem estes abusos”.

Segundo cartilha publicada pelo Ministério Público do Trabalho sobre o tema, “o assédio moral se caracteriza por pequenas agressões que, tomadas isoladamente, podem ser consideradas pouco graves, mas, quando praticadas de maneira sistemática, tornam-se destrutivas. A humilhação repetitiva e de longa duração acaba interferindo na vida do empregado de modo direto, comprometendo sua identidade, sua dignidade e suas relações afetivas e sociais. Isso causa graves danos à saúde física e psicológica, pode evoluir para uma incapacidade laborativa e até mesmo para a morte, constituindo um risco invisível, mas real”.

O novo Código Penal Brasileiro em seu Art. 136-A institui que o assédio moral no trabalho é crime, com pena de detenção de um a dois anos. “Depreciar, de qualquer forma, e reiteradamente, a imagem ou o desempenho de servidor público ou empregado, em razão de subordinação hierárquica funcional ou laboral, sem justa causa, ou tratá-lo com rigor excessivo, colocando em risco ou afetando sua saúde física ou psíquica”. E o 146 – A tem pena de detenção de três meses a um ano e multa. “Desqualificar, reiteradamente, por meio de palavras, gestos ou atitudes, a autoestima, a segurança ou a imagem do servidor público ou empregado em razão de vínculo hierárquico funcional ou laboral”. 


Algumas condutas podem ser observadas pelos trabalhadores e trabalhadoras caracterizarem se estão sendo assediados (as) moralmente, como: ameaças constantes que forcem a um pedido de demissão; retirar material que dificulte à execução da tarefa, impedindo o trabalho; divulgar boatos sobre a moral do trabalhador e da trabalhadora; exigir que o (a) trabalhador (a) faça horários fora da jornada de trabalho; retirar a autonomia do (a) trabalhador (a); ignorar a presença do (a) trabalhador (a), dirigindo-se apenas aos demais funcionários (as); falar com o trabalhador e/ou trabalhadora aos gritos; isolar fisicamente o (a) trabalhador (a) no ambiente de trabalho, para que ele (a) não se comunique com os demais colegas; transferir o (a) trabalhador (a) de setor para puni-lo (a); fazer brincadeiras de mau gosto para ridicularizar o (a) funcionário (a), entre outras atitudes.



O evento será certificado.
Publicado em:  http://noticias.unb.br/component/agenda/agenda/1206

I Seminário de Prevenção ao Assédio Moral no Trabalho

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

IV Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral e Institucional


Em primeira reunião com a administração do Tribunal, SITRAEMG debate saúde do servidor

Encontro contou com a participação do Departamento de Saúde e Combate ao Assédio Moral (DSTCAM) do SITRAEMG

Nessa terça-feira (09/08), a nova diretoria do SITRAEMG se reuniu com a diretoria administrativa da Justiça Federal, sessão judiciária de Minas Gerais. O objetivo, além de apresentar formalmente a nova diretoria, foi discutir questões relativas à saúde do servidor, a avaliação de desempenho, selo de qualidade das varas, planejamento estratégico e o assédio moral decorrente desses processos. Representando a administração participaram as servidoras Eloísa Cruz (Secad), Renata Pimenta (Nubes), Amanda Nunes (Sepso), Auxiliadora Amâncio (Nucre) e Claudete Iara Rodrigues (Semad). Pelo SITRAEMG, participaram o coordenador geral Carlos Humberto Rodrigues, o coordenador financeiro Nestor Santiago, ambos da Justiça Federal, e o psicologo responsável pelo DSTCAM, Arthur Lobato.


Carlos Humberto iniciou a reunião falando da nova diretoria, que teve sua gestão iniciada há 2 meses, e de seu objetivo de estabelecer uma boa relação de dialogo com a administração. O coordenador afirmou que a composição da nova diretoria beneficiará essa relação, pois, diferente da gestão anterior, agora há quatro coordenadores da Justiça Federal, sendo dois deles na capital.
Já entrando no tema da saúde do servidor, Carlos Humberto elogiou a implementação do software de pausas, que avisa o servidor sobre a necessidade de fazer pequenos alongamentos e pausas para comer e se hidratar durante o trabalho. Não obstante, o coordenador ressaltou que o software por si só não resolve, caso não haja uma superação da resistência dos juízes, diretores de vara e dos próprios servidores em aplica-las.
O coordenador financeiro Nestor Santiago afirmou que a gestão da diretora do Foro, juíza federal Simone dos Santos Lemos Fernandes, tem se demonstrado uma surpresa muito agradável, por fazer uma gestão mais humanizada. O coordenador, porém, pontuou algumas questões como o aumento do volume de trabalho, acompanhada da redução crescente do número de servidores. Nestor pontuou que o planejamento estratégico deve ser repensado em alguns pontos, para evitar uma competição pouco saudável à saúde mental dos servidores.  Nestor também relatou que a o assédio moral é acentuado pelas metas, e que isso muitas vezes não tem a ver com a prestação jurisdicional. “Correr para atingir a certificação, mesmo quando as metas estão muito distante de serem atingidas, sem avaliar a situação específica de cada vara, são um terreno fértil para o assédio moral.


Claudete Rodrigues explicou que desde 2004, com a EC 45/04. O modelo de gestão da Justiça passou a cobrar dos servidores um profissionalismo e um grau de exigência que eles não estavam acostumados. E que essa mudança de mentalidade tem sido gradual. “A administração não tem sido alheia à discussão da sobrecarga de trabalho, mas a diminuição de servidores tende a aumentar com as aposentadorias e restrição ao concurso, impostos pela emenda 95/16, temos que trabalhar com essa realidade”, justificou. Mas o planejamento estratégico não se resumem a metas. Segundo a servidora, relacionamento, equipe e gestão de tempo são prioridades pra compensar o impacto das metas. “Mas os processos de trabalho assumem uma dinâmica a partir da implementação da tecnologia, isso impõe que o serviço público se adapte, assim como a iniciativa privada tem se adaptado. A meta é só parte disso, e é um direcionamento de como as coisas devem ser trabalhadas. Sou otimista, acho que o processo pode ser lento, mas ele é trilhado. “, afirmou.

O psicólogo responsável pelo DSTCAM, Arthur Lobato, afirmou que uma das funções do Sindicato é escutar o que os trabalhadores têm a dizer, “sabemos que a fala de um servidor não representa a realidade de todo o Tribunal, mas entendemos que realidades como aquela, de sofrimento, podem se repetir e podem ser prevenidas”. Lobato concordou que as mudanças no serviço público são irreversíveis, “mas o tempo de mudança da cabeça do ser humano não acompanha a velocidade das atualizações tecnológicas, e precisamos entender isso, principalmente em uma categoria que envelhece numa velocidade maior do que se renova”. Lobato também ponderou sobre o “selo de qualidade”, que em um primeiro momento se mostra como um projeto interessante, “mas a medida que ele é implementado percebemos que existem falhas. É precisamos identifica-las para corrigi-las e preveni-las. O incentivo é positivo, mas a competição e os instrumentos de punição para os servidores com mais dificuldade de adaptação, podem ser muito danosos ao ambiente de trabalho”, comentou.

O psicólogo acrescentou que uma boa gestão deve ser construída com vários olhares. Por isso a democracia, transparência, participação do Sindicato e dos servidores é essencial para assegurar que o plano seja aplicado de forma eficiente, mas levando em consideração a realidade de cada local de trabalho. “Meta e produtividade por si só não é assédio moral. Assédio moral é uma coisa séria, não é só competição interpessoal, mas a competição pode agudizar processos de assédio e sofrimento psíquico”, e acrescentou “muitas vezes, o que precisamos combater é o imaginário coletivo, e as ambições que se criam em torno disso.”, para Lobato, a melhor forma de combate, é colocar os servidores para participar do processo.
As representantes da administração concordaram com o Psicologo, mas apontaram as limitações do próprio Tribunal. A administração também é cobrada pelo CNJ é CJF. “Não queremos criar um clima de competitividade, mas sim incentivar, expor as boas práticas. E tirar as pessoas da zona de conforto mesmo. Mudar o comportamento e a forma de pensar do servidor público não é fácil. Qualquer mudança traz reação”, observou a diretora administrativa Eloisa Cruz.
Os representantes do SITRAEMG explicaram que superar essas limitações é o objetivo da Entidade. “Queremos discutir esses temas em uma instância que isso possa ser realmente aplicado, por isso queremos participar do comitê gestor, criado pela resolução 207/15”. Lobato ponderou que nas Justiças do Trabalho e Eleitoral, esse objetivo já foi cumprido. Mas ainda parece distante na Justiça Federal. “O projeto não foi criado nem por essa sessão judiciária, assim, a implementação vai mesmo escancarar as contradições. O SITRAEMG é essencial nesse processo de adequação, e o departamento de saúde pode contribuir muito nisso”, pontuou.
Nestor concordou com Eloísa, “o tamanho do TRF-1 é um problema”, mas advertiu que é preciso disputar os espaços para que a sessão de Minas Gerais tenha representação. “Minas não pode deixar de participar, se não todas as decisões são tomadas de acordo a realidade de Brasília. Quando as resoluções são tomadas sem a participação dos servidores, só nos resta aplica-las e isso gera uma série de problemas, de insatisfação com o trabalho, o que acaba recaindo na prestação de serviço ao jurisdicionado”, comentou.

Encaminhamentos

Os coordenadores do SITRAEMG propuseram uma parceria entre o DSTCAM e o comitê de saúde da Justiça Federal, para promover palestras e rodas de conversa sobre o tema do assédio moral e da saúde do servidor. Os Juízes Federais têm formulado sobre a pauta do assédio moral, mas sobre uma análise judicial; o DSTCAM, aborda o tema pela perspectiva do sofrimento do assediado. Promover espaços que permitam esse dialogo e contraposição de ideias, permitirá a abertura de horizontes pra prevenir e remediar os problemas que existem.
O SITRAEMG também quer fazer um estudo sobre o absenteísmo e suas causas. Para isso, é preciso ter acesso aos números dos Tribunais. O pedido será encaminhado formalmente através de ofício.
Também foi solicitado uma explicação mais detalhada sobre os critérios e aplicação do selo de qualidade. Com o glossário de normas, e os resultados que o projeto tem trazido para o Tribunal.
Segundo o coordenador geral Carlos Humberto Rodrigues, o Sindicato seguirá em dialogo com a administração do Tribunal com a intenção de sempre buscar as melhores saídas para as situações que possam comprometer a saúde do servidor. O Sindicato também reitera o papel do DSTCAM, e a importância dos atendimentos individuais aos servidores que se sentem vítimas de assédio moral. “O Sindicato está aqui para ouvir e a acolher os servidores em suas demandas, sempre com muito sigilo e respeito ao servidor que se encontra em situação de sofrimento”, finalizou.

 Publicado em: http://www.sitraemg.org.br/

I Seminário de Prevenção ao Assédio Moral no Trabalho

video


COORDENAÇÃO DE SAÚDE E SEGURIDADE SOCIAL
www.sintfub.org.br 15 de agosto de 2017 - Auditório 3
Faculdade Ciências da Saúde Campus Universitário Darcy Ribeiro-UnB

SEDE - Campus Universitário Darcy Ribeiro - Prédio Multiuso - 1º Andar - Asa Norte - Brasília - DF CEP: 70.910-900 - sintfub@unb.br - (61) 3273.4055

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

SINTFUB promove I Seminário sobre o Combate ao Assédio Moral no Trabalho





O Combate ao Assédio Moral no Trabalho será debatido em seminário organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Fundação da Universidade de Brasília (Sintfub), no dia 15 de agosto, no auditório 3 – Faculdade de Saúde da Universidade de Brasília (UnB).

O evento contará com palestras da professora Drª Ana Magnólia Mendes do Departamento de Psicodinâmica do Trabalho – Instituto de Psicologia da UnB, do psicólogo Arthur Lobato e do diretor de Saúde, Segurança e Qualidade de Vida no Trabalho (DSQVT/DGP) – UnB, professor Dr. Nilton Farias. Além da participação da Reitora da UnB, professora Márcia Abrahão, da deputada federal Erica Kokay, da diretora da Faculdade de Ciências da Saúde – UnB, professora Maria Fátima Sousa e do coordenador de Saúde e Seguridade Social, Tarcílio Dias.
De acordo com a Coordenação Geral do Sintfub, o objetivo deste debate é combater o assédio moral no trabalho e alertar sobre suas consequências na saúde física e mental da classe trabalhadora. “Cada vez mais casos de assédio moral têm ocorrido na esfera pública, pois na busca desenfreada por resultados e benefícios para si, o gestor ou chefe imediato acaba esquecendo que existe um trabalhador (a) que é munido (a) de sentimentos e direitos a serem respeitados. Situações humilhantes e constrangedoras, de forma repetitiva e prolongada, têm acometido a saúde dos nossos servidores e das nossas servidoras. Precisamos explicar para nossa categoria os diversos tipos de assédio, como acontecem e o que eles e elas podem fazer para denunciarem estes abusos”.
Segundo cartilha publicada pelo Ministério Público do Trabalho sobre o tema, “o assédio moral se caracteriza por pequenas agressões que, tomadas isoladamente, podem ser consideradas pouco graves, mas, quando praticadas de maneira sistemática, tornam-se destrutivas. A humilhação repetitiva e de longa duração acaba interferindo na vida do empregado de modo direto, comprometendo sua identidade, sua dignidade e suas relações afetivas e sociais. Isso causa graves danos à saúde física e psicológica, pode evoluir para uma incapacidade laborativa e até mesmo para a morte, constituindo um risco invisível, mas real”.
O novo Código Penal Brasileiro em seu Art. 136-A institui que o assédio moral no trabalho é crime, com pena de detenção de um a dois anos. “Depreciar, de qualquer forma, e reiteradamente, a imagem ou o desempenho de servidor público ou empregado, em razão de subordinação hierárquica funcional ou laboral, sem justa causa, ou tratá-lo com rigor excessivo, colocando em risco ou afetando sua saúde física ou psíquica”. E o 146 – A tem pena de detenção de três meses a um ano e multa. “Desqualificar, reiteradamente, por meio de palavras, gestos ou atitudes, a autoestima, a segurança ou a imagem do servidor público ou empregado em razão de vínculo hierárquico funcional ou laboral”.
Algumas condutas podem ser observadas pelos trabalhadores e trabalhadoras caracterizarem se estão sendo assediados (as) moralmente, como: ameaças constantes que forcem a um pedido de demissão; retirar material que dificulte à execução da tarefa, impedindo o trabalho; divulgar boatos sobre a moral do trabalhador e da trabalhadora; exigir que o (a) trabalhador (a) faça horários fora da jornada de trabalho; retirar a autonomia do (a) trabalhador (a); ignorar a presença do (a) trabalhador (a), dirigindo-se apenas aos demais funcionários (as); falar com o trabalhador e/ou trabalhadora aos gritos; isolar fisicamente o (a) trabalhador (a) no ambiente de trabalho, para que ele (a) não se comunique com os demais colegas; transferir o (a) trabalhador (a) de setor para puni-lo (a); fazer brincadeiras de mau gosto para ridicularizar o (a) funcionário (a), entre outras atitudes.
Como agir diante do assédio moral
Vania Felício, coordenadora Geral do Sintfub, atenta aos servidores e servidoras para que procurem o jurídico do sindicato, o Ministério Público do Trabalho ou Ministério Público Federal e denunciem. “Uma das grandes dificuldades no assédio moral é a obtenção de provas contra o agressor. É importante que o assediado que passar por esta situação reúna o maior número de provas, com gravações, fotos, testemunha(s), documentos, tudo que puder organizar para que possamos ajudá-lo”.
Publicado em:  http://www.sintfub.org.br 

Posse da nova diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais

Taís Ferreira, webjornalista, Alessandra Mello, presidenta do
SJPMG, Arthur Lobato, psicólogo, durante a posse da
Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de MG.

Em noite de festa para os jornalistas mineiros, tomou posse na sexta-feira 23/6 a diretoria que comandará o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais no triênio 2017-2020. A cerimônia incluiu a entrega do 10º Prêmio Délio Rocha de Jornalismo de Interesse Público e reuniu mais de 500 jornalistas e convidados.

“Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar.”

Citando estes versos do poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht e deixando de lado seu discurso para falar de improviso, a nova presidenta do Sindicato, Alessandra Mello, exortou os jornalistas a superar o medo e se unirem para enfrentar a crise pela qual passam o Brasil e o Jornalismo. Alessandra sucede Kerison Lopes, que presidiu o Sindicato entre 2014 e 2017.
Ela disse que todos os brasileiros hoje estão com medo e que no coração dos jornalistas o medo é ainda maior. “Começou com as mudanças das novas mídias, aumentou com a crise econômica, contaminada pela crise política, e o Jornalismo desandou”, analisou Alessandra, citando a deterioração no ambiente das redações, com pressões dos patrões para perda de direitos dos trabalhadores. “Só há uma maneira de combater isso: juntar forças. Só a luta conquista direitos”, enfatizou.
Chamamento à luta

“Não podemos desanimar”, enfatizou Alessandra. “As mulheres não podem aceitar o machismo e o assédio nas redações. O jornalismo hoje é majoritariamente feminino, mas as mulheres não estão nos cargos de chefia”, denunciou.

A nova presidenta defendeu um Jornalismo plural, que expresse a diversidade. “O Jornalismo é um pilar da democracia. Não podemos deixar que o Estado brasileiro seja tomado pelo poder econômico e político”.
Alessandra reafirmou o compromisso de manter a sede do Sindicato aberto para a sociedade. Ela agradeceu aos companheiros da gestão que terminou, da qual foi vice-presidenta, citou Fidel Castro (“Revolucionários não podem ser pessimistas”) e fez uma chamamento à categoria para fortalecer o Sindicato, filiando-se e participando. “Só juntos vamos conseguir vencer. Luta, Jornalista!”, finalizou, citando o nome da chapa aprovada na eleição por 97,5% dos votantes.
Momento de mudança
A nova diretoria é nova também em renovação: 80% dos integrantes participam da direção do Sindicato pela primeira vez. Outro índice expressivo é o de mulheres: 42%.
Outros ex-presidentes estiveram presentes à festa: Manoel Marcos Guimarães, Aloísio Morais Martins, Dinorah Maria do Carmo, Aloísio Soares Lopes e Eneida Ferreira da Costa, além de Kerison Lopes. Entre as autoridades, compareceram a deputada federal Jô Moraes, o secretário estadual de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, e o secretário municipal de Comunicação, Chico Maia.
O psicólogo Arthur Lobato e a webjornalista Taís Ferreira também prestigiaram a posse da nova diretoria do SJPMG.
Confira nas fotografias de Charles S. Duarte:







Crédito das fotografias: Charles S. Duarte
Com informações do http://www.sjpmg.org.br/

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Diga NÃO ao assédio!


EBC é notificada para combater assédio moral

A procuradora Renata Coelho, do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal – MPT-DF, se reuniu com representantes da Empresa Brasil de Comunicação – EBC e expediu Notificação Recomendatória para que a empresa  adote medidas efetivas no combate ao assédio moral organizacional.
O documento prevê a edição de norma interna, designando setor específico para averiguar práticas de assédio moral, estabelecendo procedimento idôneo e sigiloso. Também consta a promoção de seminários e workshops, destinados à conscientização e prevenção sobre o tema.
Em audiência realizada na sede do MPT-DF, representante da EBC confirmou que, apesar de haver Comissão de Ética para apurar denúncias internas, não há medidas no sentido de conscientização e treinamento prévio.
A representante afirmou que foi confirmado o assédio moral em caso anteriormente apurado e que, nos últimos meses, outras denúncias chegaram à Comissão de Ética. A empresa já responde a processos judiciais relacionados ao objeto do Inquérito.
Para a procuradora Renata Coelho, é preciso respeitar os princípios constitucionais da dignidade da pessoa e a valorização social do trabalho. Ela lembra que “a saúde do trabalhador deve ser tratada como um bem a ser protegido juridicamente por toda a sociedade” e que “é dever do empregador manter um ambiente de trabalho hígido, inclusivo e que permita a manutenção e promoção da saúde física e mental de seus trabalhadores”.
Além de a Notificação, a procuradora propôs a assinatura de Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC), para que a empresa se comprometa formalmente a não permitir, tolerar ou submeter seus empregados a situações que evidenciem o assédio moral. O TAC prevê canal de comunicação interno para orientar, receber e investigar denúncias, garantindo que a vítima não vá sofrer retaliações.
Há previsão de multa de R$ 10 mil, em caso de descumprimento de uma das cláusulas. A EBC deve manifestar se concorda ou não com o TAC até o dia 14 de agosto.
Fonte: MPT

Jornalistas contra o assédio



Jornalista sofre assédio? Onde? Quando? Por quê?


Antes fossem simples como um lead jornalístico as respostas para uma questão como essa – mais comum no dia a dia das profissionais do jornalismo do que se pode imaginar. Dentro ou fora das redações. Dentro ou fora das assessorias de imprensa.As respostas para o nosso ‘lead’ começaram a surgir com força a partir da demissão de uma colega do portal iG, no último dia 17. A mesma que, semanas antes, denunciaraassédio sexual do cantor Biel durante uma entrevista. O caso rendeu reportagens dentro e fora da empresa, que se comprometeu a dar assistência à jovem de 21 anos – mas a decisão de demiti-la surpreendeu a própria redação do portal.
Com os sentimentos de empatia e de desnaturalização de um tema tão grave, nasceu a campanha‪#‎jornalistascontraoassédio‬ – de um post no Facebook a grupo de WhatsApp, grupo no Facebook, e, agora, na Fanpage homônima.
O assédio é um dos ranços do machismo nosso de cada dia. Expurgar isso com denúncia e com informação é tarefa não só das mulheres, mas de qualquer jornalista que pretenda, de fato, ver uma sociedade menos desigual de oportunidades, conceitos, direitos e deveres. Um lugar mais legal em todos os sentidos da palavra.
Vamos juntas?
Vamos juntos?
Somos
#jornalistascontraoassédio

PUBLICADO EM: http://fenaj.org.br/jornalistas-contra-o-assedio/

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

III Congresso dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Alagoas

“Combate ao assédio moral no serviço público” será debatido no III CONSERJAL com  a palestra do psicólogo Arthur Lobato. Confira a programação completa. 



Debates, decisões, troca de experiências, conhecimento, cultura e confraternização. Tudo isso está inserido na programação do III Congresso dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Alagoas (Conserjal), que será realizado pelo SERJAL nos dias 17 e 18 de agosto, no Hotel Jatiúca, em Maceió. As inscrições já estão abertas desde a última quinta-feira (20) e seguem até o dia 10 de agosto.
O tema central do Congresso será os “Desafios do servidor público do Judiciário”, inspirado no leque de situações proporcionadas pela realidade atual do país, que tem afetado diretamente os trabalhadores do serviço público, onde se situam os servidores do Judiciário.
O Congresso será aberto no dia 17, às 19h30, com palestra de Ludimar Rafanhim, com o tema Resistência à Resolução 219 do CNJ, seguida de apresentação do Grupo Transart.
A manhã do dia 18, com programação iniciando às 9h, será destinada a palestras sobre os seguintes temas: “Combate ao assédio moral no serviço público”, com Arthur Lobato, e “A nossa luta contra a retirada de direitos”, com Giovani Alves, encerrando com os informes da FENAJUD. A parte da tarde será destinada às decisões plenárias do Conserjal, encerrando a programação do congresso com um jantar e show da cantora Irina Costa.
No dia 19 haverá assembleia dos servidores do Poder Judiciário, convocada especialmente para Prestação de Contas do SERJAL.
CULTURA
Além da programação científica, o SERJAL inseriu na programação do Congresso a parte cultural, que inclui o Show Folclórico do Grupo Transart, um rico espetáculo com 20 dançarinos, focado na diversidade e na beleza dos folguedos de tradição natalina (pastoril, marujada, taieiras e guerreiro); e o show Globo de Ouro – as canções que o tempo não paga, com a cantora Irina Costa (servidora do Judiciário alagoano), acompanhada por seus 4 músicos.
INSCRIÇÃO
Para se inscrever no Congresso, os servidores do Poder Judiciário devem preencher a ficha de inscrição, já disponível no site do SERJAL, ou fazê-la diretamente na sede da entidade - Rua Professor Teonilo Gama (antiga Rua Cabo Reis), nº 125 - Trapiche da Barra - Maceió/AL - fones 82 - 3221-8997 / 3221-8009. 

sábado, 22 de julho de 2017

O TRABALHO LIBERTA? PARTE 2


“EU SÓ CUMPRO ORDENS” era a frase do nazista gerente de campos de extermínio, Adolf Eichmann, no seu julgamento em Israel, que Hannah Arendt tão bem chamou de banalização do mal. Cumprir ordens sem pensar, sem questionar, este é o desejo dos chefes despreparados para lidar com a alteridade. É o poder que existe nas organizações fundadas em uma hierarquia vertical, militarizada. É do poder excessivo das chefias que surgem os grandes conflitos e o adoecimento no trabalho em pleno século XXI, já que humanidade deixou de ser uma relação entre humanos para se tornar uma palavra vazia no vale tudo das empresas e instituições. Assim, ao fazer o que é mandado, qual o sentido de se estar trabalhando?
O capitalismo pós-guerra aprendeu muito com o modelo de produção nazista, onde tecnologia e trabalho humano eram a forma de sempre aumentar as metas e a produtividade, mesmo com a exaustão mental, física e emocional dos trabalhadores, que hoje não morrem no trabalho, mas adoecem e são descartados pois existem milhões de desempregados.
A obsessão por metas e produtividade, até hoje modelo do sistema bancário, adoece e mata, conforme vários estudos e pesquisas, e o trabalhador fica com a culpa de não ter dado conta, de que ele é incompetente, ou seja, introjeta o discurso da organização do trabalho, sem perceber que ele dá o máximo de si, e não foi reconhecido seu limite enquanto ser humano, e o pior, existem milhares para ocupar o seu lugar e adoecer e morrer como nos campos de extermínio nazistas. Só que atualmente a morte não é a realidade principal, mas o adoecimento, a sensação de fracasso, de que podia ter se esforçado mais, de não ter dado conta, em vez da morte a culpa e a vergonha dominam corações e mentes destes trabalhadores adoecidos pelo sistema onde o capital é tudo, e o ser humano simplesmente um meio para ser explorado em busca de mais capital para uma elite que controla o mundo com o capital especulativo financeiro. É como no filme de Fritz Lang, Metrópole, Moloch, o devorador de almas através do trabalho até a exaustão total do trabalhador.
No pós-guerra, o economista britânico John Keynes foi um dos criadores do estado do bem-estar social que fixou a jornada de 8 horas com intervalo de almoço, seguro- desemprego, previdência e seguro-saúde como dever do estado e direito do cidadão. Estado que deveria cuidar dos feridos, dos mutilados, dos adoecidos, e preservar a vida na velhice de quem trabalhou a vida inteira.
O “welfare state” ou Estado do bem-estar social foi a resposta humanista para criar condições de trabalho e de vida que fossem o oposto do modo de produção nazista. Mas o capitalismo com Margaret Thatcher, Ronald Regan na década de 80 do século passado começou o desmonte do bem-estar social e implantou a terceirização, a previdência privada, a perda de direitos dos trabalhadores, pois o que importava era o capital. No Brasil hoje, quando o projeto neoliberal avança com força máxima através de um governo ilegítimo, em minha opinião, e de um congresso afoito por reformas trabalhista e previdenciária, para mim, são como os nazistas, mas, se antes o que interessava era o poder absoluto através da guerra, hoje vemos o poder absoluto do capital sobre a classe trabalhadora com o apoio da mídia que muito aprendeu com seu grande líder, o ministro da propaganda de Hitler, Goebbels. Seu lema é o mesmo da imprensa vendida aos interesses do capital internacional: uma mentira dita milhares de vezes vira verdade.
Mas sempre restará aqueles que, como nós, queremos um mundo melhor para nossos filhos, que pensamos como Abraham Lincoln: “você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo”.
Trago essas reflexões, radicais para alguns, mas fundamentais pela história, para que cada um de nós reflita e tenha plena consciência de que o trabalho só vai libertar a humanidade quando for um trabalho que tenha sentido para quem executa esse trabalho,  quando o trabalhador for respeitado em suas diferenças. Quando a voz do trabalhador estiver presente na política de metas, quando o coletivo se organizar em busca  de mais produtividade sem que os envolvidos adoeçam por isso. Para isto, o trabalhador deve ser respeitado, amparado, ter o direito de adoecer ou de a mulher engravidar sem ser punida por isso, principalmente, vocês, servidores públicos, alvos da mídia, do Estado, do Congresso Nacional. Nunca se esqueçam de que vocês são concursados, com estabilidade, para fazer com que o interesse público não se transforme em mais um lote de exploração da iniciativa privada. Através da terceirização dos serviços públicos, transformarão o que é público em privado, beneficiando como sempre as elites e os poderosos.
Portanto, neste momento da Blitzkrieg  (guerra relâmpago) do capital sobre nossos direitos sociais, do trabalho e previdenciários, cujos efeitos sobre as vidas de cada um de nós serão no mínimo nefastos, que ressurjam o eco da frase escrita em 1848 e que deve ser o lema de TODOS, não só brasileiros: TRABALHADORES UNI-VOS!
*Arthur Lobato é psicólogo/Saúde do trabalhador.

Publicado em: http://sinjus.org.br


quarta-feira, 5 de julho de 2017

Depressão e absenteísmo no trabalho

Por Arthur Lobato, psicólogo, responsável pelo Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral (DSTCAM) do SITRAEMG e representante do Sindicato no Comitê Gestor de Saude TRT.
Alguns conceitos referentes à saúde do trabalhador já se tornaram assuntos corriqueiros em conversas e a depressão é um tema que todos comentam. Segundo a OMS — Organização Mundial da Saúde —, a depressão é o mal do século. Os estudos referentes à saúde mental têm fornecido dados importantes para entender esse fenômeno que pode acometer qualquer um de nós. Hoje, é inegável o fator trabalho como componente de análise entre as possíveis causas de depressão, e quando falamos de trabalho, falamos do empregado e do desempregado, pois não conseguir trabalho em nossa sociedade de consumo é sinal de fracasso e exclusão, consequentemente um fator importante na depressão.
Se o trabalhador empregado vive a angústia de poder ficar desempregado, o servidor público concursado, com estabilidade, teoricamente, deveria apresentar um quadro de maior sanidade mental e emocional, pois seu emprego está garantido. Mas, não é isso que aponta o estudo de absenteísmo realizado pelo TRT e TRE. O absenteísmo — a ausência do funcionário no ambiente de trabalho –, ou o número de horas de trabalho perdidas, por transtorno mental e emocional, ocupam o primeiro lugar nos motivos de afastamento, seguido pelas doenças osteomusculares (LER – DORT).
Segundo Bruno Farah, psicólogo do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, e Doutor em Teoria Psicanalítica (UFRJ/Université Denis Diderot – Paris 7), é preciso interferir na contramão dos mecanismos de gestão que individualizam o trabalho, que criam a competição extremada, produzem uma autonomia enganosa, deterioram as possibilidades de um trabalho comum. Para ele, a saúde no trabalho deve estar no centro da gestão do trabalho. “A gestão precisa ver a abundância de competências e não sua carência, deve ser capaz de promover uma autonomia compartilhada e uma interdependência entre sujeitos e não a enganosa autonomia prescrita de uma independência solitária e impotente”.
A OMS define depressão como um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima, além de distúrbios do sono ou do apetite. Também há a sensação de cansaço e falta de concentração. Estimativas da OMS apontam que em 2020, a depressão será a maior causa de afastamento nas empresas do mundo inteiro.  A depressão tornou-se um problema social, “o mal do século XXI”.
Bruno Farah em seu livro “A Depressão no Ambiente de Trabalho: prevenção e gestão de pessoas”1, correlaciona a depressão como sintoma social e analisa como o poder paradoxal de um modelo de gestão, compreendido por Gaujulec, como doença social, e por Ehrenberg que analisa a depressão como doença da autonomia. Bruno analisa  a depressão e sua relação com o modelo de gestão. Importante é sua constatação que o “enfrentamento do problema precisa dar-se na ordem do coletivo do trabalho”, já que “ninguém evolui – instituição, empresa ou pessoa – sem a participação coletiva” afirma o William Douglas, juiz federal, e que a “saúde no trabalho, deve estar no centro da gestão do trabalho” conclui Bruno. Quando um psicólogo e um juiz entendem que a questão da saúde do trabalhador envolve os coletivos de trabalho, entendo que a organização do trabalho tem sua responsabilidade na prevenção em prol da saúde do trabalhador, ou seja, entendo que o trabalho é um significante importante na vida de todos nós, e que más condições de trabalho, exigências absurdas por metas e produtividade, competição entre os colegas são fatores que levam ao sofrimento e ao adoecimento.
Segundo Bruno, a depressão apresenta os seguintes sintomas:
– Humor deprimido na maior parte do tempo;
– Interesse diminuído ou perda de prazer nas atividades diárias;
– Sensação de inutilidade ou culpa excessiva;
– Indecisão ou diminuição da capacidade de concentração;
– Fadiga ou falta de energia;
– Insônia ou sono excessivo;
– Agitação ou lentidão de movimentos;
– Perda ou ganho significativo de peso;
– Ideias recorrentes de morte ou suicídio.
Cinco destes sintomas, juntos, por mais de duas semanas, caracterizam o transtorno depressivo maior, mas, apenas um sintoma pode ser extremamente desagradável. Farah afirma que a depressão contemporânea deflagra um sofrimento relacionado a responsabilidade de si, uma doença da autonomia, onde prevalecem sentimentos de insuficiência (não consegui o suficiente) e vergonha por ter fracassado, por não ter dado conta. Assim, segundo o autor, “a responsabilidade e a vergonha são dois ingredientes centrais para entendermos o sofrimento manifesto na depressão”.
O SITRAEMG, através do departamento de saúde esta com as portas abertas para atendimento individual, no projeto Clínica do Trabalho. Participe e ajude o Sindicato na elaboração de uma política de prevenção à saúde em busca de um ambiente saudável de trabalho, onde as relações interpessoais tenham por base o respeito, a honra e a dignidade da pessoa humana.
1 Farah, Bruno. A depressão no ambiente de trabalho: prevenção e gestão de pessoas: um estudo sobre as empresas contemporâneas a luz do Judiciário Federal. São Paulo: Ltr, 2016. Pág. 33)

Publicado em: http://www.sitraemg.org.br/

terça-feira, 4 de julho de 2017

Servidores da 1ª Instância se unem a milhares de trabalhadores e fortalecem a Greve Geral

Publicado em:http://site.serjusmig.org.br/

terça-feira, 27 de junho de 2017

Fenajud protocola em Genebra denúncia de violação de direito de liberdade sindical em favor do SERJUSMIG e de servidores processados