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sexta-feira, 1 de maio de 2020

Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral




O psicólogo Arthur Lobato, responsável técnico pelo DSTCAM do SITRAEMG, estará fazendo tele-atendimentos para os filiados. Terão prioridade os servidores que já faziam o atendimento presencial. Veja informações sobre o agendamento e mais detalhes no site do Sindicato.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Teletrabalho em tempos de Coronavírus

 Por Arthur Lobato, psicólogo, responsável técnico pelo Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral (DSTCAM) do SITRAEMG.
Há alguns anos o SITRAEMG tem feito a discussão sobre o teletrabalho/Home Office, defendendo os direitos de quem está ou quer ir para o teletrabalho. Uma tese apresentada no  XI Congresso Ordinário do SITRAEMG, em Uberlândia, em maio de 2018, foi aprovada por unanimidade pelos participantes. Os principais fatores criticados foram objeto de estudos, análises, rodas de conversa, palestras e artigos produzidos para o SITRAEMG pelo Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral (DSTCAM). Neles existem dicas importantes sobre os direitos do teletrabalhador.

Alguns artigos:
Frente à epidemia de coronavírus que estamos vivendo, com um aumento de casos do COVID-19, a subida da curva dos contaminados está deixando de ser aritmética para virar geométrica, ou seja, em vez de somar, os casos vão se multiplicar, daí a necessidade de isolamento social, para diminuir o contágio, fato inédito no Brasil e que teremos de nos adaptar nos próximos meses.
O SITRAEMG, desde o início da pandemia, mesmo com poucos casos no Brasil,  já alertava à direção dos Tribunais sobre o perigo de manter as atividades, pois o contato com o público poderia aumentar o número de vítimas.
Servidores não devem ser obrigados a trabalhar em razão do Coronavírus
Dicas para os novatos em teletrabalho
Felizmente, a evolução da internet permitiu que a maioria dos trabalhadores tenham seu computador, celular, internet e domínio das redes sociais.
Algumas dicas para os trabalhadores e trabalhadoras, para dirimir conflitos familiares, já  que foram para o teletrabalho não por vontade própria, mas por necessidade.
Invasão do trabalho pelos conflitos familiares
Todos que temos família sabemos que as relações familiares são como o mar, calmo ou revolto, turbulento e belo. São como as fases da lua: os afetos podem estar em crescente, plenos (lua cheia), decrescente (crise), e sem luz, (lua nova), ou seja, fim do relacionamento.
A família deve entender que a pessoa está em casa a trabalho, não deve ser interrompida para conversas ou pedir atividades enquanto ela está em casa, pois durante sua jornada ela está trabalhando em casa e não descansando em casa.
Que seja respeitada sua privacidade e concentração no trabalho. Como se diz na brincadeira, não pedir coisas sem necessidade. Que tal o FAÇA VOCÊ MESMO! As constantes interrupções atrapalham o fluxo de raciocínio do funcionário em teletrabalho, prejudicam a  ele, à empresa ou Sindicato e toda a família e pode alterar os afetos nas relações intrafamiliares.
Para quem está no teletrabalho, fica a dica: reserve um lugar para colocar seu computador e poder fechar a porta para não ser interrompido em sua atividade laboral. Converse com a  família, principalmente, com os filhos pequenos e adolescentes, sobre este tipo de modalidade e do apoio que necessita para poder trabalhar. Organize sua agenda, mantenha sua jornada ou execute as tarefas dentro de um horário de acordo com sua jornada e contrato, que seja flexível e também produtivo.
Em casa é mais fácil dormir mais um pouquinho, esperar para depois para fazer o trabalho, que é obrigatório, protelando a tarefa a ser realizada, mas, o mais IMPORTANTE É TER DISCIPLINA. Implantar não só uma agenda de trabalho, mas uma agenda mental – ESTOU NO HORÁRIO DE TRABALHO, SÓ QUE EM CASA. Aproveite o tempo que você terá, não se deslocando para o trabalho, para organizar as tarefas caseiras, e com os filhos em casa, sem aulas, eles vão ter que ser parceiros do teletrabalhador, senão o trabalho e a vida pessoal vão se misturar e virar um caos afetivo.

Trabalhe, mas curta a vida. Esta oportunidade é única de a família estar se reunindo. Ponha a conversa em dia, dialogue mais, fique atento às informações sem cair em paranóia ou histerismo - a ciência tem um saber, e este saber coletivo é que preservou a humanidade.
Acredite: é questão de tempo ser descoberta uma vacina contra o COVID-19.
Siga as dicas, regras e normas de saúde. O SITRAEMG disponibilizou em seu site  dicas: Como prevenir o contágio do coronavírus?
Sobre os direitos de quem está em teletrabalho
É importante a negociação de empresas com os sindicatos e, no caso do Judiciário Federal, o SITRAEMG assume o compromisso da total defesa dos direitos dos trabalhadores.
Ficam aqui algumas orientações do MPT
No entanto, o combate à pandemia do coronavirus envolve políticas públicas de saúde, a necessidade de verbas para o SUS, que está sendo destruído pelo projeto neoliberal do governo brasileiro, conforme parágrafo de texto publicado pelo SITRAEMG:
“Urge salientarmos que o Brasil não suporta mais viver sem o devido acesso à saúde, educação, segurança, transporte digno e outros tantos serviços públicos que podem salvar vidas e proporcionar a cidadania, a solidariedade e a paz social.”
Esta deve ser a luta social encampada por toda a população. Está na hora de unirmos forças, pois é nossa vida que está em jogo. Temos de ser mais solidários e ampliar o humanismo contra o neoliberalismo.
Servidores e trabalhadores: estamos ao seu lado neste momento. A questão do coronavírus pode aumentar a ansiedade ou a depressão, pois o futuro é incerto e o medo da morte agora é mais real. Sobre este tema, já escrevi um  artigo publicado ano passado no site do SITRAEMG. 28/05/2019 – ARTIGO – Sobre o medo da morte
Continuaremos também a combater de forma radical o assédio moral no trabalho, em sua modalidade virtual. Denuncie pelo e-mail: lobato@sitraemg.org.br

IMPORTANTE
O DSTCAM, através do psicólogo Arthur Lobato, credenciado pelo Conselho Federal de Psicologia para atendimento online, trabalhará  através de atendimento online,  via skype e, para sugestões, dicas e críticas, pelo e-mail: lobato@sitraemg.org.br
Contatos com Danúbia para agendar o atendimento online: (31)98959-1320
O SITRAEMG ESTÁ DO LADO DO SERVIDOR NESTE MOMENTO DIFÍCIL; MAS, JUNTOS, ENFRENTAREMOS COM ÉTICA E RESPONSABILIDADE AS ADVERSIDADES IMPOSTAS PELA PANDEMIA. CONTE CONOSCO.


sábado, 21 de março de 2020

Autoestima


*Arthur Lobato


O psicanalista francês Jacques Lacan afirmava que, na mente humana circulam três registros psíquicos: o real, o simbólico e o imaginário. No aspecto imaginário, temos a construção de nossa autoimagem, sempre referendada pelo outro. Assim, pensamos sobre o que somos e o que os outros pensam de nós.


Mas só nos conflitos temos acesso ao que os outros realmente pensam de nós – quando o desabafo revela o que estava oculto nas brincadeiras, sempre com uma verdade transmitida de forma ambivalente, com duplo sentido, nos atos falhos e lapsos de linguagem (que são manifestações do inconsciente no discurso racional), revelando algo que estava oculto.

A autoestima e o outro

Ter autoestima quer dizer gostar de si próprio. Mas, para isso, precisamos dos sinais positivos do outro, para que nossa autoestima fique em alta. Sabemos o quanto um elogio, ou reconhecimento de nosso valor, faz bem; e como é difícil aceitar a crítica, o erro. Assim, nossa autoestima varia “economicamente”, podendo estar em alta ou em baixa, como ações na Bolsa de Valores.
A autoestima tem, na família e no meio social, fatores preponderantes que vão marcar o sujeito pelo resto da vida. A genética também é importante, mas insistimos no “outro” como formador e “combustível” de nossa autoestima.


Trabalho e auto estima
Hoje em dia, o trabalho ocupa a maior parte do nosso tempo e é onde nos relacionamos com os outros. A autoestima é um valor subjetivo, mas está provado que pessoas que suportam melhor os desafios e sabem lidar de forma positiva com conflitos e problemas têm mais autoestima.


Por outro lado, quem está com a autoestima em baixa tem tendência a não suportar conflitos, mesmo sendo muito competente e eficaz. Racionalmente, são indivíduos capacitados; mas, emocionalmente, são vulneráveis. Assim, muitas vezes, brincadeiras de mau gosto, zombarias, piadas sobre o corpo, o gênero e a idade têm consequencias danosas sobre pessoas com baixa autoestima.


Afinal, as constantes humilhações, as injustiças, a perseguição e a discriminação causam marcas profundas no psiquismo. Dor que não tem fim, como as crises de choro (sintoma, dessa dor emocional), e a eterna dúvida: o que esta acontecendo? O que fiz de errado? Por que estou sendo discriminado e isolado?


Atacada e acuada, sem o referencial do outro, com a autoestima em baixa, a vítima não percebe que está sofrendo uma das formas mais torpes de se destruir um ser humano: o assédio moral. Prática que devemos combater, como um compromisso ético em prol da saúde mental e emocional de todos os trabalhadores.
Segundo a doutora Margarida Barreto, Esther Freitas e o professor doutor Roberto Heloani o conceito de assédio moral é:

Uma conduta abusiva, intencional, frequente e repetida, que ocorre no ambiente de trabalho, e que visa diminuir, vexar, constranger, desqualificar e demolir psiquicamente um indivíduo ou um grupo, degradando as condições de trabalho, atingindo sua dignidade e colocando em risco sua integridade pessoal e profissional.


Procure um psicólogo se você estiver com os sintomas descritos neste artigo, ou vivenciando conflitos, ou assédio moral no trabalho.


*Arthur Lobato, psicólogo cadastrado para atendimento on line pelo Conselho Federal de Psicologia



Artigo foi publicado no site: 




domingo, 1 de março de 2020

Palestra aborda “Metas e Produtividade, Assédio Moral e o Adoecimento do Servidor do Judiciário Federal”

“Metas e Produtividade, Assédio Moral e o Adoecimento do Servidor do Judiciário Federal” foi o tema da palestra do psicólogo e Coordenador técnico do Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral (DSTCAM) do SITRAMEG e membro do Comitê Gestor de Saúde do TRT da 3ª Região, Arthur Lobato, no Encontro Regional de Uberlândia, realizado neste sábado, 15/02, no Hotel Normandy.

Arthur Lobato falou sobre as metas e a pressão do mundo globalizado, que podem levar ao sofrimento e ao adoecimento. “Diante da Reforma Trabalhista, foi gerado a autorização da terceirização na atividade fim, o Teletrabalho e os seguintes impactos na saúde do servidor: desânimo, estresse, esgotamento profissional, depressão, conflitos interpessoais e a sensação de não dar conta do trabalho”, ressaltou.

O psicólogo destacou que o trabalho no DSTCAM visa à questão psicológica e trabalha com a mente, servindo de apoio para os servidores. O trabalho feito no departamento é “invisível”, pois existem aspectos éticos de forma a preservar a vítima, e denunciar os fatos para ação jurídica e sindical. Os interessados em fazer um atendimento, podem agendar um horário por meio do telefone (31) 4501-1541.


 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

A subjetividade, o corpo, a mente e o sofrimento mental

Por Arthur Lobato, psicólogo, responsável técnico pelo Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral (DSTCAM) do SITRAEMG.
Quando falamos em processos mentais conscientes, estamos nos referindo a cognição, raciocínio lógico, memória, capacidade de abstração e cálculo entre outros fenômenos que são produtos da mente. Mas na mente existe também o inconsciente, que pode ser acessado pela interpretação dos sonhos, nos atos falhos, no jogo de palavras, revelados à consciência através das associações de palavras e oculto pelo sintoma, o qual deve ser analisado e interpretado pelo psicólogo e paciente no encontro terapêutico.
Entretanto, quando falamos de mente, estamos falando de uma abstração, pois fisicamente o que existe é o cérebro. A mente seria o “software” – “conjunto de componentes lógicos de um computador ou sistema de processamento de dados; programa, rotina ou conjunto de instruções que controlam o funcionamento de um computador; suporte lógico”. A mente/software, portanto, seria um conjunto de “aplicativos”, cada um com uma função, interligados entre si; e o cérebro, um hardware, ou seja, o suporte físico da mente, “equipamento mecânico necessário para realização de uma determinada atividade” em uma comparação com um computador. Assim como o software para funcionar depende do hardware, também não existe mente sem corpo.  Portanto, o mental é um efeito da  sensação e da percepção sobre o cérebro, percebidas pelo indivíduo através dos cinco sentidos (tato, olfato, audição, visão e paladar), os quais levam as informações ao cérebro que as processa, na forma de entendimento lógico racional. Neste constante processo de aprendizagem, a memória (capacidade de reter informações e usá-las posteriormente) tem um papel fundamental. Todo aprendizado e sua relação com a memória começam na infância. Por exemplo, após uma criança se queimar, a dor deixa uma sensação, marca retida na memória, cria-se um aprendizado sensorial/cognitivo, assim ela evita o fogo que queima e causa dor. Além das experiências sensoriais, a educação, a cultura e a moral transmitem conhecimento, valores, conceitos e formas de se relacionar com o mundo e com nosso semelhante. A aprendizagem é um processo evolutivo em todo ser humano saudável.
O ser humano aprende com o outro, seja um professor, familiares, ou pelos livros, áudio e vídeos. Por isso, somos seres relacionais, precisamos nos relacionar com os nossos semelhantes para aprender e evoluir. Portanto, o corpo/mente é uma unidade, síntese de um indivíduo, que habita o mundo com outros seres humanos.
No entanto, também somos vulneráveis aos perigos externos do mundo e pelos atos de violência praticados por nossos semelhantes. A violência pode ser física, psicológica, moral, mas somente a violência física deixa marcas visíveis. Nos outros tipos de violência, as marcas do trauma são invisíveis, como no caso do sofrimento psíquico em que só o sujeito tem acesso à dimensão de sua dor, vivência subjetiva que só pode ser acessada pelo outro via discurso.
Porém, esse discurso do sofrimento mental, emocional ou moral pode ser a verdade do sujeito, mas não ser aceito pela família, por chefias no trabalho e até mesmo por profissionais de saúde. Aqui, a verdade do sujeito manifesta no discurso pode ser interpretada por quem a escuta, considerando esta dor invisível como no caso da depressão, fingimento ou exagero.
A verdade do sujeito contém sua subjetividade, ou seja, seus valores, ideais, frustrações, revolta, amor e ódio, e outras polaridades.
A doença física pode vir através de vírus e bactérias invisíveis aos nossos sentidos.  Podemos sofrer com os acidentes naturais, nas estradas, nos veículos. Não vamos para um deserto sem água ou comida, pois a mente racional pensa e organiza o que é necessário para nossa sobrevivência em ambientes hostis à vida humana. O corpo, através dos sentidos (percepção, sensação), utiliza e retroalimenta as informações sensoriais e do aprendizado através da razão/memória, para proteger o corpo/mente dos perigos. É o nosso instinto de sobrevivência.
A dor é um sinal de que algo está errado em nosso corpo. Mas, além dos perigos que causam riscos físicos, que causam sofrimentos físicos – ou seja, relacionadas ao corpo, que são visíveis -, há o sofrimento invisível, sofrimento mental, emocional, cuja dor é subjetiva e só quem a vive sabe de sua intensidade, muitas vezes, paralisante, como no caso da depressão.
A medicina trabalha na relação de causa/efeito. Se quebro a perna, o osso quebrado precisa de ser recuperado, imobilizado, e a perna engessada. Se a pele de nosso corpo fica amarela, assim como a região branca dos olhos, há um indício de hepatite. Ao se fazer exames de sangue, é confirmada a doença: é feito o diagnóstico e a forma de se intervir. O órgão afetado, neste caso, é o fígado. Logo, através do medicamento ou da cirurgia, haverá uma atuação no órgão que é a causa da doença localizada no fígado. Ou seja, a doença é o efeito. A cor amarela da pele é um dos sintomas da doença. Assim, estabelece-se uma relação de causa e efeito e a forma de se intervir no local em que se origina a doença.
No caso do sofrimento mental e emocional, não existe esta relação exata de causa e efeito, entre o órgão afetado e a doença. Onde se localiza o sofrimento do deprimido? No cérebro? Em falhas químicas nos neurotransmissores? Da mesma forma pergunto:  onde se localiza o amor? No corpo todo? Na mente? Nos hormônios? Pois quando amo, amo com todo meu corpo, mente e sentimento. Antigamente, os poetas diziam que o amor estava no coração. Mas, na era dos transplantes, troca-se o coração, mas o coração transplantado não mantém os desejos e o amor daquele que morreu, mas sim o amor e os desejos de quem recebeu o órgão.
Lanço a questão: onde se localiza a depressão?
A maioria dos remédios antidepressivos e ansiolíticos contêm, em sua bula, uma dúvida: “…espera-se que este medicamento…”. O alvo são as conexões sinápticas localizadas no cérebro, buscando alterar o processo químico. Nas conexões sinápticas, química e eletricidade se alternam. Os antidepressivos e ansiolíticos podem ser “inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS ou SSRI), inibidores da monoamina oxidase (IMAO), uma classe de fármacos que atuam bloqueando a ação da enzima monoamina oxidase, e os antidepressivos tricíclicos, uma classe de fármacos usados no tratamento sintomático da depressão e outras síndromes depressivas. Eles têm esse nome devido à presença de três anéis de carbono. Estes medicamentos realmente alteram a química cerebral, mas isso não quer dizer que vão alterar os pensamentos e sentimentos da forma desejada pelo médico e paciente. É por isso que todo tratamento psiquiátrico deve ser acompanhado de psicoterapia, pois é na relação entre o psicólogo e o paciente, no discurso, na fala, que se localizam as origens do sofrimento. A palavra é o corpo/mente verbalizado e revelado no discurso. Afinal, sempre falamos para alguém e, ao mesmo tempo, somos ouvintes de nosso próprio discurso.
Procure o DSTCAM do SITRAEMG para falar de seu sofrimento. Procure ajuda para amenizar o mal-estar psíquico. Nós acreditamos em sua verdade e queremos ajudar a recuperar a saúde mental e emocional, desestabilizadas pelo trabalho, pelas humilhações, injustiças, abuso de poder ou pelo excesso de trabalho sem valorização ou reconhecimento.

Publicado em: http://www.sitraemg.org.br/

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

SERJUSMIG Notícias - Edição Retrospectiva 2019 está no ar



O SERJUSMIG Notícias, edição Retrospetiva 2019 acaba de ser disponibilizado. Confira aqui.








SERJUSMIG intensifica combate ao assédio moral O SERJUSMIG sempre foi precursor do combate ao assédio moral e em 2019 intensificou suas ações nesse sentido. Além de integrar o Núcleo de Combate ao Assédio e promover palestras, o Sindicato oferta ajuda psicológica, mantendo um psicológo que atende presencialmente e por telefone, os Servidores filiados. Para agendar um horário, basta entrar em contato com a Raquel, pelo telefone: 31-3025-3516.



Sintrajusc e mais dois Sindicatos debatem saúde dos servidores


A saúde e as condições de trabalho dos servidores foram os temas da reunião realizada ontem (21) em Florianópolis entre o psicólogo Arthur Lobato e representantes do Sintrajusc e do Sinjusc (sindicato dos servidores do Judiciário estadual). Lobato é responsável pelo Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral (DSTCAM) do Sitraemg (sindicato dos servidores de Minas Gerais) e estava na capital para participar de um evento na UFSC. Pelo Sintrajusc participou a coordenadora Denise Zavarize e, pelo Sinjusc, o secretário de Finanças e Patrimônio, Cláudio Del Prá Netto, e o psicólogo Mateus Mendes. A reunião com os dois Sindicatos foi intermediada pelo médico do trabalho Roberto Ruiz, que já fez trabalhos com o Sintrajusc.
A conversa explicitou pontos em comum entre os Sindicatos em pautas que envolvem condições de trabalho, saúde, assédio e cobrança excessiva de metas, em especial no contexto do processo eletrônico. Lobato observou que a pilha de processos que antes caracterizava os ambientes de trabalho continua, mas agora de forma virtual. Com o processo eletrônico, a sensação de “dever cumprido” não existe, porque o servidor sai do local de trabalho sabendo que, com o PJE, o andamento processual não para à noite ou nos finais de semana ou feriados.
A cobrança de metas também foi abordada por ser imposta sem considerar as particularidades da situação de cada trabalhador, como, por um exemplo, um a pouco tempo de se aposentar e outro recém chegado ao serviço público. Denise também relatou a preocupação do Sintrajusc com as novas realidades impostas pela reforma da previdência. Com as mudanças, muitos colegas que começaram a trabalhar antes dos 20 anos e estavam prestes a completar os critérios para usufruir da aposentadoria foram obrigados a continuar na ativa, muitas vezes tendo, ao longo dos anos, acumulado problemas de saúde de menor ou maior gravidade. Com isso, projetos de vida são frustrados e as metas e exigências tornam-se ainda mais pesadas.
A partir da reunião, o objetivo é estreitar o trabalho entre os Sindicatos para que esses e outros problemas sejam enfrentados de forma coletiva.

Sindjus-DF em parceria com o Fonaprecam, no combate ao assédio moral no Serviço Público

Representado pelos coordenadores  Arlete Alves Ribeiro, Chico Vaz e Gisele Sérgio, o Sindjus-DF participou do encontro promovido pelo “Fórum Nacional de Prevenção e Combate ao Assédio Moral no Serviço Público – Fonaprecam”, realizado nos dias 9 e 10 de novembro do corrente, em Vitória/ES.

Além do Sindjus-DF o evento contou com a parceria de Sindicatos do Poder Judiciario  Federal e Estadual de outros estados tais como SITRAEMG(Minas Gerais), Sintuf-ES, Sindjufe-TO, Sinsjus-TO, Sintrajufe-CE, Sinje-AM, SindMPU, Assemp-ES, Serj/AL, Sindjudiciário, Sindjufe-MS, Sindjud-PE, do Ministério Público, bem como de Associações de servidores como a Associação dos Servidores da Secretaria de Educação do Estado do Ceará (ASSEEC) e associações de ensino universitário e secundário dos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Alagoas, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Pernambuco e ainda da Central Pública de Servidores.

Participaram como palestrantes, o psicólogo Arthur Lobato, responsável técnico pelo Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral (DSTCAM) do SITRAEMG e o doutor Valério Soares Heringer, Procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho do Espírito Santo, Mestre em Gestão Pública pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e professor de pós-graduação em compliance da Faculdade de Direito de Vitória (FDV)/ES.

O evento foi muito proveitoso donde, ao término das palestras e dos debates os participantes tiraram encaminhamentos a serem enviados ao CNJ, Procuradoria e Ministério Público do Trabalho, Presidentes dos Tribunais, além de outras instituições, sugerindo e reivindicando providências no sentido da adoção de medidas conjuntas que visem prevenir e combater o assédio moral no Serviço Público, de modo geral.

Para o Coordenador Geral do Sindjus-DF, Chico Vaz, o assédio moral no Serviço Público “é um câncer que vitimiza o servidor e adoece sua alma, tornando-o uma pessoa frágil e impotente diante do assediador, comprometendo cada vez mais sua saúde física e mental e, consequentemente, inibindo sua capacidade de melhor contribuir com a necessária prestação jurisdicional do Estado para com a sociedade”, por isso a necessidade urgente de se tomar providências no sentido de combatê-lo de uma vez por todas.
O Coordenador ressalta ainda a importância da união das entidades representativas, sejam federativas, sindicais ou associativas nessa frente de combate à prática do assédio moral no Serviço Público.

XII Conseju-PR - Novas tecnologias, reflexos na saúde dos servidores





Inteligência Artificial (IA), Automação e Saúde do Servidor no Judiciário Brasileiro

Estudo apresentado pelo psicólogo Arthur Lobato no XII Congresso dos Servidores do Poder Judiciário Paranaense (Conseju). Atividade acontece nos dias 22, 23 e 24 de novembro, em Curitiba

O objetivo deste estudo é analisar as mudanças no modo de trabalhar do judiciário brasileiro através da automação e do uso da inteligência artificial e suas consequências para a saúde do trabalhador.
Nanotecnologia, provedores cada vez mais rápidos na conectividade e o enorme estoque de informação armazenado nas nuvens. A IV revolução industrial é um produto da tecnologia que se retroalimenta das inovações e aperfeiçoamentos.
O papel vira documento virtual, smartphones fazem com que as pessoas digitem com um ou dois dedos. A escrita é abreviada, rápida e após enviada requer uma resposta instantânea. Ficar ligado em redes sociais, em muitos casos, assemelha-se ao comportamento do vício.
Isso é a construção de uma nova subjetividade, campo dos psicólogos, mas no mundo do trabalho não há uma nova reconfiguração do trabalho que passa pela relação prioritária do contrato de trabalho: o contratante e o contratado. Assim, estabelece-se um lado mais forte que impõe regras e normas através do poder diretivo da chefia, e do outro lado aquele que possui apenas sua força de trabalho física ou mental, que será utilizada para os objetivos do contratante. O contratado é o subordinado. Seu chefe agora pode estar em um computador a quilômetros de distância ou ser uma plataforma de inteligência artificial.
Na relação homem/homem, homem/robô, homem/IA, surge um novo campo de relacionamento no trabalho — a automação —, o uso de uma máquina para execução de serviços. O computador é um exemplo de uma máquina que segue os princípios da automação, ou seja, é necessário um ser humano para operá-la, com a máquina potencializando o serviço, seja agilizando o tempo, ou, a partir de uma série de comandos executando o serviço de forma automática.
O Processo Judicial Eletrônico (PJE) é um exemplo da automação no serviço público. O processo deixa de ser físico com suas dezenas ou centenas de páginas, arquivado em um espaço físico, para se transformar em um processo digital arquivado em HDs externos ou em “nuvens”.
Se o PJE representa a automação, a inteligência artificial (IA) já esta presente em escritórios de advocacia para fazer sentenças mais simples e em bancos e empresas.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) possui um computador com IA, chamado Viktor, que ordena jurisprudências, assim como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE.) O Superior Tribunal de Justiça (STJ) iniciou a implantação de um projeto-piloto destinado a aplicar soluções de inteligência artificial (IA) nas rotinas relacionadas ao processo eletrônico.
“Alice” trabalha com “Sofia” e “Monica”, são um conjunto de linhas de código que “vivem” nos sistemas do Tribunal de Contas da União (TCU). Elas “leem” o grande volume de textos produzidos e analisados pelo Tribunal para encontrar incongruências, organizar melhor as informações e apontar correlações.
Sinapses, sistema com nome de processo cognitivo humano, faz uso de redes neurais artificias no processo de aprendizagem e foi criado pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJR). Na Estonia plataformas de IA fazem sentenças ocupando o lugar do magistrado. Quais as consequências destes fatos para a saúde dos servidores do judiciário?
Para estudo, apresentei um projeto de pesquisa Programa Universitário de Apoio às Relações de trabalho e à Administração da Justiça PRUNART- UFMG, do qual sou aluno/ pesquisador.


Arthur Lobato/ Psicólogo/Saúde do Trabalhador 

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Prevenção ao Assédio Moral no Trabalho

O VI Seminário de Prevenção ao Assédio Moral no Trabalho e II Congresso de Riscos Psicossociais e Saúde nas Organizações e no Trabalho aconteceu em Florianópolis - SC, de 18 a 20 de novembro. Conferências, minicursos, mesas redondas, apresentação de trabalhos, lançamento de livros preencheram os três dias de evento.

Acesse aqui a programação

A Conferência de abertura do VI Seminário Catarinense de Prevenção ao Assédio Moral no trabalho e II Congresso sobre Riscos Psicossociais e Saúde nas Organizações e no Trabalho teve a participação de dois prestigiados doutores sobre o tema, Margarida Barreto e Roberto Heloani. 

fotografia: Taís Ferreira
fotografia: Taís Ferreira
fotografia: Taís Ferreira

Margarida Barreto, Suzana Tolfo, Roberto Heloani

O evento coordenado por docentes da UFSC,  foi promovido pelo Núcleo de Estudos de Processos Psicossociais e de Saúde nas Organizações e no Trabalho (Neppot) e pretende divulgar conhecimentos científicos nas áreas de psicologia, saúde, administração, direito, serviço social.

O assédio moral no trabalho, os riscos psicossociais e a saúde do trabalhador incorporam uma gama diversa e heterogênea de variáveis inter-relacionadas, tanto sociais quanto psicológicas demonstrando a interdiciplinaridade do processo.




Arthur Lobato, Psicólogo/Saúde do Trabalhador, Coordenador Departamento Saúde e Combate ao Assédio Moral do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal do Estado de Minas Gerais (SITRAEMG),  Sindicato dos Servidores da Justiça de 1ª Instância do Estado de Minas Gerais (SERJUSMIG) apresentou dois trabalhos nas áreas temáticas de assédio moral no trabalho e saúde do trabalhador:








  • Ações Sindicais e Institucionais no Combate ao Assédio Moral na Organização do Trabalho do Judiciário Brasileiro e Mineiro
  • Inteligência Artificial (IA), Automação e a Saúde do Servidor no Judiciário Brasileiro 

O objetivo do estudo sobre IA é analisar as mudanças na forma de trabalhar do poder judiciário brasileiro através da automação e do uso da inteligência artificial e suas consequências para a saúde dos trabalhadores.


Para conferir mais informações  acesse a página www.neppot.ufsc.br


fotografia: Taís Ferreira

fotografia: Taís Ferreira


fotografia: Taís Ferreira

fotografia: Taís Ferreira



Confira o vídeo que foi exibido no final da conferência de abertura.

A memória da luta contra o assédio moral no Brasil

Um acervo selecionado junto a sindicatos e centrais de trabalhadores em todo o país.
Edição da jornalista Taís Ferreira.

Painel de fotografias “Luta e Resistência”





Mostra através de um mosaico de fotografias a memória da luta contra o assédio moral no Brasil, através de um acervo selecionado junto a sindicatos e centrais de trabalhadores em todo o país.

Seleção e Edição: Taís Ferreira

Novas tecnologias, reflexos na saúde dos servidores - XII CONGRESSO DOS SERVIDORES DO JUDICIÁRIO


XII Congresso dos servidores do Judiciário paranaense discute a organização da categoria para enfrentar os ataques aos direitos históricos das trabalhadoras e dos trabalhadores, em Curitiba-PR, de 22 a 24 de novembro de 2019. Fotos: Joka Madruga/SINDIJUS-PR

 Embora o termo “inteligência artificial” seja questionável, o fato é que o processo de trabalho está passando por transformações. Profissões estão ameaçadas de extinção, a pressão para o cumprimento de metas afeta diretamente a saúde do trabalhador no que se refere aos efeitos do estresse. Em especial, a influência da inteligência artificial foi tema de reflexão no período da tarde do XII Congresso Estadual dos Servidores do Poder Judiciário do Paraná (Conseju). Participaram da exposição o doutor em Educação Histórica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Daniel Medeiros, e o psicólogo e especialista em assédio moral Arthur Lobato, de Minas Gerais. 





Daniel Medeiros falou sobre o futuro do trabalho, os novos desafios e as profissões que estão por vir. “Vivemos na era das incertezas. Quando pensamos no trabalhador no futuro, há ainda outro desafio: imaginarmos alguém que seja capaz não somente de interagir com pessoas, mas com as máquinas inteligentes. A inserção da Inteligência Artificial em nossas vidas é cada vez mais relevante como ideia concreta”, esclarece.

Durante a sua explanação, Daniel apresenta que, hoje, nos encontramos num estado de alfabetismo funcional de tecnologia, aonde empregos irão desaparecer ou serão transformados e alguns não serão afetados. Finalizando, Medeiros destacou que devemos repensar e reaprender, mostrar a nossa importância, não podemos nos deixar inserir num processo que não nos fará o bem. “Diante disso, porque não aprender a fazer uma sociedade diferente?”.

Já, o psicólogo Arthur Lobato lançou reflexões para que os servidores pensem no futuro e na importância do Sindicato na defesa dos trabalhadores, antes que a inteligência artificial (os robôs) substitua os humanos no mundo do trabalho. “Temos que entender que só vamos superar essas transformações com o apoio dos sindicatos”.

Lobato reforçou que as novas tecnologias mudam a política de metas e produtividade, aumenta a competitividade, dá flexibilidade e criam outros fatores, como o teletrabalho. Mas trazem o adoecimento brutal, estigmatiza o servidor público, o assédio moral, por exemplo, aliado ao esgotamento profissional, medo, desânimo, depressão, ansiedade, suicídios, etc.

De acordo com ele, e? fundamental o debate, palestras e intervenções do Sindicato de forma a prevenir e municiar os servidores de informações que possibilitem uma qualidade de vida melhor e o combate ao assédio moral, e outras formas de violência no ambiente de trabalho.

Para a servidora aposentada e advogada Rosângela Ziliotto, a mesa foi sensacional, conhecia ambos e a explanação enfatizou de que devemos construir uma forma de combate no coletivo, terapia em grupo. “Trabalho no combate ao assédio moral e acredito que não devemos nos calar. A vítima tem que denunciar e publicitar o caso para que a sociedade tome conhecimento e se conscientize da real situação do servidor, as vezes a baixa produtividade é porque está sofrendo assédio”.

Após as apresentações das mesas, no final da tarde, os servidores se dividiram em seis grupos para analisarem as teses expostas no Congresso que serão debatidas. 
O resultado do trabalho em grupo foi apresentado na Plenária Final.




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