quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Sindicalistas debatem e articulam ações contra o assédio moral


Publicado em: http://www.cutmg.org.br em 15/09/2014

I Seminário Estadual da CUT/MG tem como palestrantes a médica do Trabalho Margarida Barreto e a advogada cubana Lidia Guevara
Escrito por: Rogério Hilário


Com palestras da médica do Trabalho e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Margarida Barreto, uma das maiores autoridades do país no assunto, e da advogada cubana Lidia Guevara, secretária-geral da Associação Latino-Americana de Advogados Trabalhistas, a Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG) realizou no sábado (13) o I Seminário Estadual sobre Assédio Moral, no auditório do Sindieletro-MG, no Bairro Floresta, Região Leste de Belo Horizonte. Participaram dos debates e exposição de situações de assédio moral dirigentes das CUTs Regionais, de sindicatos e dos movimentos sociais.


Margarida Barreto e Lidia Guevara, que estiveram no 24º Congresso Nacional de Advogados Trabalhistas (Conat, na semana passada na capital mineira, vão coordenar, em 2015, o Congresso Internacional sobre Violência Laboral, em Santa Catarina.




Na abertura, a presidenta da CUT/MG, Beatriz Cerqueira, agradeceu a presença maciça de dirigentes, numa manhã de sábado, para debater o tema, e ressaltou a importância do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino (Sindifes), que realizou uma semana sobre assédio moral, na organização do evento. Ela também enfatizou as participações na organização do seminário de Jairo Nogueira Filho, secretário-geral da CUT/MG; Djalma de Paula Rocha, secretário de Saúde do Trabalhador; Ederson Alves da Silva, secretário da Juventude; Neemias Rodrigues, secretário de Comunicação; e Lourdes Aparecida de Jesus Vasconcelos, secretária de Organização e Políticas Sociais.


Beatriz Cerqueira acrescentou que, assim como o Sindifes, que realizou três seminários sobre o assunto, a CUT/MG promoverá outros debates sobre o tema. Cristina Del Papa, coordenadora-geral do Sindifes, enfatizou que as atividades do Sindicato já reuniram centenas de pessoas e, por isso, na sua categoria todos sabem o que é assédio moral. “Nós editamos uma cartilha que tem sido referência sobre o tema. Nós a apresentamos em um congresso na Argentina. Ela mostra como produzir provas de assédio moral, já que cada um de nós pode criar jurisprudência. O colega de trabalho tem que ser sensibilizado, porque ele pode ser o próximo assediado”, afirmou Cristina Del Papa.




Lidia Guevara considera mais o termo violência laboral mais abrangente que assédio moral. “O mais importante é conhecer como ocorre a violência no trabalho. A violência é discriminação e violação dos direitos humanos. Um conjunto de direitos que são específicos. É a violência que causa danos à saúde, à família, ao estado, à saúde pública, com riscos psicossociais e ocupacionais. Mas a dificuldade de denunciar, está primeiro nas testemunhas. Muitos não falam, não ouvem, não veem. É preciso que muitas pessoas sejam assediadas para evidenciar esta violência”, afirmou.


A violência, ou assédio, segundo a advogada cubana, são caracterizados pelo esgotamento por intermédio da carga de trabalho, uma jornada exaustiva ou o regime de trabalho intensivo. “A demanda de esforço físico é uma das principais razões para as consultas médicas. É um problema de trabalho que afeta a vida das pessoas. Qualquer ação, incidentes ou comportamento agressivo ou abusivo. É quando uma pessoa é agredida, ameaçada, humilhada por outra pessoa. Forma-se um ciclo vicioso de violência que leva a sintomas psicológicos. Há uma espiral de violência, que provoca perda de produtividade”, disse Lidia Guevara.


A secretária-geral da Associação Latino-Americana dos Advogados do Trabalho revelou que alguns países têm legislações específicas para o combate ao assédio moral, como França, Espanha, Argentina, Equador. “Em poucos países da América Latina existem soluções. O assédio moral é um fenômeno social, mas ainda é invisível. Em alguns há legislação de proteção específica para as mulheres, como México, Colômbia e Venezuela. Em outros, restrições ao uso midiático, como o Equador.”


Para Lidia Guevara, o fundamental não é uma lei federal específica para combater o assédio moral. “O mais importante é o combate, a luta, se queremos outra sociedade. Essencial é que não nos calemos, que denunciemos sempre. Contra a violência laboral temos que dizer basta, chega. A lei é o papel, não é o direito. O cidadão não deixa os direitos de fora quando entra numa empresa. Existem as convenções internacionais, os princípios, jurisprudências e direitos fundamentais”




A médica do Trabalho Margarida Barreto lembrou que as tentativas de aprovar legislação específica contra o assédio moral não avançaram no Congresso Nacional. “É preciso muita pressão. Qualquer melhoria para os trabalhadores depende de muita luta.” De acordo com Margarida Barreto, os ataques à classe trabalhadora vêm se intensificando desde os anos 1980, com aumento da carga de trabalho, a terceirização, a precarização. Buscam disseminar o conceito de colaborador, não de trabalhador, e fomentar o empreendedorismo. Esta é uma estratégia do capital, permanente pressão para desregularização do trabalho. Nos anos 90, isto culminou com a figura do nem, nem, nem – nem trabalha, nem estuda e nem procura emprego. E chegou-se aos planos de demissão voluntária, que provocaram o suicídio de 180 de bancários, ampliação de práticas flexíveis de contratação de força do trabalho, sobrecarga de tarefas, exigência de metas impossíveis de serem cumpridas e insegurança no emprego. As tercerizações e até quarteirizações provocaram o aumento do número de acidentes do trabalho e o aparecimento de novas doenças”, disse Margarida Barreto.


Outra consequência destes ataques à classe trabalhadora, segundo a médica to Trabalho, é são o aumento dos mecanismos de individualização das relações do trabalho leva à fragmentação dos laços afetivos e da solidariedade. “As empresas foram introduzindo uma cultura de contentamento geral com o sofrimento do outro.” E, para oprimir, humilhar e constranger trabalhadores e trabalhadoras, acrescentou Margarida Barreto, as empresas intensificaram medidas como a degradação das condições de trabalho, limitaram o convívio com o coletivo, aplicaram o isolamento, atribuíram tarefas desnecessárias, demandas contraditórias ou excludentes, aumentaram sobrecarga de trabalho, discriminaram por intermédio de salários e promoções e quanto ao respeito, o tratamento ou o protocolo.


“A luta de classes não desapareceu. Está no meio do capital e do trabalho. O trabalho é o que nos dá identidade, é o que permite dizer o que você é, lhe dá condições para sobreviver. Cabe aos dirigentes sindicais irem à luta contra este desafio, a violência no trabalho, que tem como consequências as demissões, o alcoolismo, a ansiedade, o isolamento, as doenças. O sofrimento no trabalho pode levar ao suicídio. É preciso denunciar sempre, protestar sempre, lutar sempre. Assédio moral é uma constelação de danos e como tal deve ser processado. Quem banaliza o tema são os empresários, eles tentam desmoralizar o tema, quando terceirizam. A violência laboral não deixa marcas no corpo, mas fere a alma. Precisamos lutar por uma sociedade em que haja respeito um com o outro e relações fraternas, respeito aos direitos. Temos que fazer o enfrentamento e superar a dor, não permitir que isso aconteça. Reconhecer o valor do outro, respeitar as singularidades”, afirmou Margarida Barreto.









terça-feira, 16 de setembro de 2014

UFPEL É CONDENADA A INDENIZAR PROFESSOR POR ASSÉDIO MORAL



TRF4

A Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) foi condenada, no dia 3 de setembro, a pagar indenização por danos morais e materiais a um professor que teria sofrido assédio moral por parte de  superiores hierárquicos do departamento de Zootecnia e da reitoria da instituição. A decisão é da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e confirmou parcialmente a sentença, diminuindo em 50% o valor da condenação por dano moral.
A ação pedindo reparação foi ajuizada pelo professor em junho de 2011. Ele ingressou por concurso em 1992 e relata que teria sido perseguido por 10 anos, desde 2000. O assédio, segundo o autor, consistia em esvaziar seu trabalho. Ele foi impedido de orientar estudantes de mestrado e doutorado, depois foi afastado das pesquisas que realizava no Laboratório de Nutrição Animal, colocado à disposição, expulso de sua sala e impedido de ganhar progressões na carreira.
A 1ª Vara Federal de Pelotas (RS) julgou a ação procedente, o que levou a UFPEL a recorrer contra a decisão no tribunal. A universidade alega que os fatos narrados pelo autor são situações que podem acontecer no dia a dia das instituições e das relações profissionais, de modo que não decorrem, necessariamente, de um procedimento irregular.
Segundo a relatora do processo, desembargadora federal Marga Inge Barth Tessler, o nexo causal entre a conduta da UFPEL e parcela dos danos alegados pelo autor ficaram comprovados. “Ao contrário do que alega a defesa, os fatos são situações que não podem acontecer no dia a dia das instituições e das relações profissionais. Não houve observância dos princípios que devem nortear o administrador público, notadamente da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”, avaliou Marga.
“Considerando a repetição das situações humilhantes e constrangedoras no ambiente de trabalho, que duraram quase 10 (dez) anos, com intensa progressão no sentido do isolamento laboral do demandante e que culminou na cessação ilegal do exercício de sua atividade como professor e pesquisador por quase 5 (cinco) anos, bem como atentando para a intensidade do dano, representada na afetação duradoura da dignidade do trabalhador (servidor público), são devidos danos morais”, afirmou a magistrada. A UFPEL deverá pagar R$ 50 mil por danos morais corrigidos monetariamente.
Quanto aos danos materiais, o autor deverá receber os valores que teria ganho nas progressões de carreira que deixou de receber. “O período em que o autor esteve ilegal e arbitrariamente afastado de suas atividades acadêmicas deve ser computado como de efetivo exercício. Decisão diversa imporia ônus excessivo ao requerente, que por quase 10 (dez) anos já sofreu com o isolamento, humilhação, vexame e total exclusão (quase 5 dos 10 anos) que lhe foram impostos”, concluiu Marga.
Assédio Moral
O ato de assédio moral consiste na reiteração de conduta intencional visando à humilhação, importunação, perseguição de subordinado ou colega de trabalho, a fim de desestabilizar a vítima em seu ambiente laboral, com objetivos vários, como de forçar a demissão da pessoa visada, ou uma licença, por exemplo.

Fonte: Portal da Justiça Federal

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

CUT realiza no Sindieletro I Seminário sobre Assédio Moral


por Mariângela Castro
Vai ser realizado na sede do Sindieletro, em BH, no próximo dia 13, sábado, a partir das 8 horas, o I Seminário sobre Assédio Moral, promovido pela CUT Minas. A médica do trabalho, professora da PUC-São Paulo e a maior autoridade brasileira em estudos do tema, Margarida Barreto, vai ministrar a palestra pela manhã. A pauta inclui a discussão das experiências de várias entidades sindicais na luta contra o assédio moral.
O evento será no auditório do Sindieletro, rua Mucuri, 271, bairro Floresta, em Belo Horizonte. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail cutmg@cutmg.org.br ou no próprio Seminário. O Sindieletro convida os eletricitários a marcarem presença.
O que é assédio moral?
O entendimento dos especialistas é que o assédio moral se traduz por práticas extremas de violência psicológica contra o trabalhador, de forma persistente e longa. A vítima é permanentemente exposta com ofensas, menosprezo, inferiorização; é submetida a vexames, constrangida e ultrajada no ambiente de trabalho, geralmente por chefes que querem que ela se sinta “um ninguém”, sem valor e inútil. A humilhação pertinente causa tristeza profunda, sofrimento e doenças, entre elas, a depressão.
Pesquisa da própria Margarida Barreto apontou que os chefes compõem 90% dos que praticam o assédio moral, colegas de trabalho, 2,5%, subordinado contra chefe, 1,5%. A pesquisa também revelou que 82,5% das vítimas perdem o ânimo e memória, 75% têm sensação de enlouquecer, 67,5% baixa auto-estima e 60%, depressão.
Assédio na Cemig
Na Cemig, o Sindieletro detecta vários casos de assédio moral e orienta o trabalhador a não se entregar aos ataques e aos sentimentos de desvalorização e inferioridade. Pelo contrário, ele deve denunciar e até processar o agressor. Muitos tribunais trabalhistas do país já aceitam como provas, além de testemunhas, gravações de agressões e xingamentos, o que configuram estratégias de defesa das vítimas.
Também são consideradas provas, filmes de circuito interno de TV, advertência documentada por escrito, comprovação de carga horária excessiva, detalhes por escrito das humilhações sofridas (dia, mês, local, nome do agressor e testemunhas), além de documentos de registros de centros de referência de saúde do trabalhador ou profissionais que tenham consultado.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

XXXVI CONAT - Congresso Nacional de Advogados Trabalhistas




























































































PROGRAMAÇÃO


DIA 10/09 - Quarta-feira

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17h – Início do Credenciamento

20h – Solenidade de Boas Vindas 

Antônio Fabrício de Matos Gonçalves - Presidente da Abrat

Luís Cláudio da Silva Chaves - Presidente da OAB/MG
Isabel Dorado - Presidente da AMAT

Sérgio Murilo Diniz Braga - Presidente da CAA/MG


20h40 – SHOW DE BOAS VINDAS
              
Milton Nascimento | Participação Especial Vagner Tiso e Lô Borges



DIA 11/09 - Quinta-feira
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08:00 ÀS 10:00 - CURSOS DO CONAT 


- Audiência Trabalhista
  Expositor: Davidson Mallaco Ferreira

  Mediador: Paula Oliveira Cantelli

  Auditório: Ágata


- Processo do Trabalho e Prerrogativas do Advogado
  Expositor: Jesus Ariel Cones Junior

  Mediador: Joel Moreira Filho

  Auditório: Turmalina

- Trabalho Escravo
  Expositor:  Valena Jacob Chaves Mesquita
                    Luciana Barcellos Slosbergas
                    Luis Antônio Camargo
                    José Armando Guerra

  Mediador: André Vasconcelos

  Auditório: Quartzo

- PJe
  Expositor: Carlos Schirmer Cardoso
                   Roseline Moraes

  Mediador: Antônio Castro

  Auditório: Topázio

- Os Acidentes do Trabalho e os Contratos de Seguro
  Expositor: André Luiz Lima Soares

  Mediador: Wagner Parrot

  Auditório: Granada


10:30 – SESSÃO SOLENE DE ABERTURA
             
Patrono Nacional
:  Nilton Correia
             Patrono Local
:  José Caldeira Brant Neto

            Saudações ao Patrono Nacional - 
Luís Carlos Moro

            Saudações ao Patrono Local - 
Márcio Augusto Santiago (Santa) / Patrus Ananias de Souza

11:30 – PALESTRA MAGNA - A centralidade do Trabalho e o Direito do Trabalho no Estado Democrático de Direito
             Expositor
: Maurício Godinho Delgado

14:00 – 1º PAINEL – NEGOCIAÇÃO COLETIVA E GREVE NO SERVIÇO PÚBLICO
                                 Expositor: 
Pedro Maurício Pita Machado
                                                 Joelson Dias
                                                 Cristiana Fortini

                                  Mediador: Ibanez Rocha

                                  Auditório: Teatro Topázio


16:30 - 2º PAINEL – PAINEL INTERNACIONAL – DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO COMPARADO E O PROCESSO ELETRÔNICO
                                 Expositor: 
João Leal Amado - Coimbra/Portugal
                                                 Hugo Barreto - Uruguai
                                                 José Eduardo Resende Chaves Júnior

                                  Mediador: Sidnei Machado

                                  Auditório: Teatro Topázio


18:30 – 3º PAINEL – SAÚDE DO TRABALHO: NA DIMENSÃO MÉDICA, PSICOLOGICA E JURÍDICA - A IMPORTÂNCIA DA
                                 INTERDISCIPLINARIEDADE NA PERÍCIA
                                 Expositor: 
Maria Elizabeth Antunes Lima
                                                 Sebastião Geraldo de Oliveira
                                                 Margarida Barreto

                                   Mediador: Maria Cecília Máximo Teodoro

                                   Auditório: Teatro Topázio

21:00 – LANÇAMENTO DA REVISTA DA ABRAT e Noite de Autografos

            A música e o vazio no trabalho: reflexões jurídicas a partir de Hannah Arendt - 
Matheus Brant

            Antecipação da tutela, de ofício, das obrigações de fazer e não fazer na Justiça do Trabalho (art. 461 do CPC) - 
Alex Santana de Novais
       
            A Reconstrução da Jurisdição Constitucional: a Garantia Constitucional dos Direitos Fundamentais Sociais - 
Marthius Sávio Cavalcante Lobato

            Os Limites Constitucionais da Terceirização - 
Gabriela Neves Delgado e Helder Santos Amorim

            Para Entender o Trabalho - 
Márcio Túlio Viana

            Trabalho e Justiça Social: um tributo a Maurício Godinho Delgado - 
Daniela Muradas Reis, Roberta Dantas de Mello e Solange Barbosa de Castro Coura (coordenadoras)

            Alguns Aspectos sobre Terceirização: 
Coordenação: Bruno Reis de Figueiredo e Ellen Mara Ferraz Hazan

            A contratação do Advogado Sindical - 
Cezar Britto

            70 anos de CLT: uma história de trabalhadores - 
Márcio Túlio Viana

            Direitos do Trabalhador: Teoria e Prática : 
Organizadores Antônio Álvares da Silva, Antônio Fabrício de Matos Gonçalves, Carlos Henrique Bezerra Leite, Cezar Britto, Cleber Lúcio de Almeida, Daniela Muradas Reis, Ellen Mara Ferraz Hazan, José Reginaldo Inácio, Márcio Túlio Viana e Sebastião Geraldo de Oliveira

            Processo do Trabalho: Comentários À lei 13015/2014 -
 Antônio Álvares da Silva


DIA 12/09 - Sexta-feira ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


08:00 - SOLENIDADE ESPECIAL DE ENTREGAS DE CARTEIRAS DA OAB/MG
            Precidência: 
Luís Cláudio Chaves
           
            Paraninfo: Sérgio Murilo Diniz Braga


08:00 ÀS 10:00 - CURSOS DO CONAT

- Assédio Moral
  Expositor: Lidia Guevara

  Mediador: Ana Carolina Gonçalves Vieira

 Auditório: Quartzo

- O Novo Recurso de Revista
  Expositor: Ronaldo Tolentino

  Mediador: Leucio Leonardo

  Auditório: Granada

- Direito Desportivo
  Expositor: Paulo Rubens Souza Máximo Filho

  Mediador: Fábio Cruz

 Auditório: Esmeralda

- Saúde do Trabalhador
  Expositor: Luiz Salvador
                   Maria Maeno

  Mediador: Maria Rosaria Barbato

  Auditório: Esmeralda

- Reflexos das demandas trabalhistas para a empresa: ações regressivas, SAT/FAP e outros
  Expositor: Melissa Folmann

  Mediador: João Carlos Gontijo Amorim

 Auditório: Ágata


10:00 – CONFERÊNCIA ESPECIAL: OS PRINCÍPIOS PECULIARES DE DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
             Expositor: Carlos Henrique Bezerra Leite

            Mediador: Vitor Salino de Moura Eça
 
            Presidente de Mesa
: Sércio da Silva Peçanha

             Auditório: Teatro Topázio


10:30 – TRIBUNAS LIVRES: GRANDES QUESTÕES DO DIREITO
             Conferencistas: 
Guillermo Ferriol Molina (CUBA)
                                       Aldo Arantes

            Mediador:Antônio Álvares

             Auditório: Teatro Topázio
        


11:00 – PLENÁRIA FINAL DA ABRAT 

14:00 – PAINEL TERCEIRIZAÇÃO 
             Expositor: Aldacy Rachid Coutinho
                             Luiz Philippe Vieira de Mello Filho
                             Luiz Carlos Amorim Robortella

            Mediador: Ellen Mara Ferraz Hazan

             Auditório: Teatro Topázio


16:30 – PAINEL DIREITO INTERNACIONAL DO TRABALHO
             Expositor: Daniela Muradas 
Reis
                             
Jorge Luiz Souto Maior
                   

          
  Mediador:Adriano Santos Grigorini

            Auditório: Teatro Topázio


16:30 – PALESTRA DE ENCERRAMENTO
             Expositor: 
Roberto de Figueiredo Caldas


18:00 – SOLENIDADE ENCERRAMENTO
             
Sessão de Homenagens e Sorteio do Carro



terça-feira, 26 de agosto de 2014

1ª Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho TRT Cuiabá/MT


Palestra “Combate ao assédio moral: um inimigo invisível no ambiente de trabalho” com Arthur Lobato (psicólogo)

Data: 05/09/2014 
Horário: 8h40 às 11h30
Local: TRT 23ª Região
Av. Historiador Rubens de Mendonça, 3355
Centro Político e Administrativo | Cuiabá/MT


O Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso sediará no começo de setembro a 1ª Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT). Serão cinco dias de uma extensa programação que inclui palestras, minicursos, orientação nutricional e degustação de receitas saudáveis.

O evento vai de 1º a 5 do próximo mês e é aberto a participação de toda sociedade, mas contempla, em especial, magistrados, servidores, terceirizados e estagiários da Justiça do Trabalho mato-grossense.

Para o presidente do TRT/MT, desembargador Edson Bueno, a participação de todos é fundamental para o sucesso das discussões, principalmente diante o compromisso social da Justiça do Trabalho de levar informação e conhecimento como forma de prevenir e evitar a ocorrência de acidentes de trabalho.








Confira a programação completa:


01/09/2014 (segunda-feira)
08:00 às 08:20 – Abertura do evento (Representante do TRT e Presidente da CIPA)
08:20 às 10:10 – Palestra com o médico do trabalho Dr. Rogério Dornelles - Impactos do PJe na saúde do servidor
10:10 às 10:30 – Intervalo/coffee break
10:30 às 12:00 – Palestra com o fisioterapeuta Dr. José Ronaldo Veronesi Jr - O Processo Judicial Eletrônico – PJe e o Risco Ergonômico

02/09/2014 (terça-feira)
08:00 às 10:00 – Palestra “Alimente-se bem morando sozinho”
10:00 às 12:00 – Degustação de Receitas Saudáveis; Orientação Nutricional (presença de 04 nutricionistas); Sessão de Quick Massage

03/09/2014 (quarta-feira)
08:00 às 10:00 – Minicurso “Prevenção de Acidentes no Trabalho e os Equipamentos de Proteção Individual e Coletivo”
10:00 às 10:20 – Intervalo/coffee break
10:20 às 11:20 – Palestra “Álcool, tabaco, outras drogas e seus malefícios à saúde do trabalhador”
13:00 às 15:00 – Minicurso “Prevenção de Acidentes no Trabalho e os Equipamentos de proteção Individual e Coletivo”
15:00 às 15:20 – Intervalo/coffee break
15:20 às 16:20 – Palestra “Álcool, tabaco, outras drogas e seus malefícios à saúde do trabalhador”

04/09/2014 (quinta-feira)
08:00 às 12:00 – Curso “Acidentes domésticos: como prevenir, como socorrer”

05/09/2014 (sexta-feira)
08:00 às 08:40 – Apresentação do Coral
08:40 às 11:30 – Palestra “Combate ao assédio moral: um inimigo invisível no ambiente de trabalho” com Arthur Lobato (psicólogo)

Onda de suicídios assusta


IstoÉ Brasil - N° Edição:  2285 |  30.Ago.13 - 20:40 |  Atualizado em 20.Ago.14 - 00:00

Onda de suicídios assusta

Em um ano, 11 agentes da PF tiraram a própria vida. Atualmente, policiais morrem mais por suicídio do que durante combate ao crime. Conheça as possíveis causas desse cenário dramático

Josie Jeronimo e Izabelle Torres
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DRAMA 
Em 40 anos, 36 policiais federais perderam a vida no cumprimento da função. 
Um terço desse total morreu por suicídio apenas entre 2012 e 2013
Vista do lado de fora, a Polícia Federal é uma referência no combate à corrupção e ainda representa a elite de uma categoria cada vez mais imprescindível para a sociedade. Vista por dentro, a imagem é antagônica. A PF passa por sua maior crise interna já registrada desde a década de 90, quando começou a ganhar notoriedade. Os efeitos disso não estão apenas na queda abrupta do número de inquéritos realizados nos últimos anos, que caiu 26% desde 2009. Estão especialmente na triste história de quem precisou enterrar familiares policiais que usaram a arma de trabalho para tirar a própria vida. Nos últimos dez anos, 22 agentes da Polícia Federal cometeram suicídio, sendo que 11 deles aconteceram entre março de 2012 e março deste ano: quase um morto por mês. O desespero que leva o ser humano a tirar a própria vida mata mais policiais do que as operações de combate ao crime. Em 40 anos, 36 policiais perderam a vida no cumprimento da função. Para traçar o cenário de pressões e desespero que levou policiais ao suicídio, ISTOÉ conversou com parentes e colegas de trabalho dos mortos. O teor dos depoimentos converge para um ponto comum de pressão excessiva e ambiente de trabalho sem boas perspectivas de melhoria.
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FALTA DE ESTRUTURA
Agentes trabalham amordaçados em protesto contra condições desumanas de trabalho
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília (UnB) no ano passado mostrou que por trás do colete preto, do distintivo, dos óculos escuros e da mística que transformou a PF no ícone de polícia de elite existe um quatro grave. Depressão e síndrome do pânico são doenças que atingem um em cada cinco dos nove mil agentes da Polícia Federal. Em um dos itens da pesquisa, 73 policiais foram questionados sobre os motivos das licenças médicas. Nada menos do que 35% dos entrevistados responderam que os afastamentos foram decorrentes de transtornos mentais como depressão e ansiedade. “O grande problema é que os agentes federais se submetem a um regime de trabalho militarizado, sem que tenham treinamento militar para isso. Acreditamos que o problema está na estrutura da própria polícia”, diz uma das pesquisadoras da UnB, a psicóloga Fernanda Duarte.

O drama dos familiares dos policiais que se suicidaram está distribuído nos quatro cantos do País. A última morte registrada em 2013 ainda causa espanto nas superintendências de Roraima, onde Lúcio Mauro de Oliveira Silva, 38 anos, trabalhou entre dezembro do ano passado e março deste ano. Mauro deixou a noiva no Rio de Janeiro para iniciar sua vida de agente da PF em Pacaraima, cidade a 220 quilômetros de Boa Vista. Nos 60 dias em que trabalhou como agente da PF, usou o salário de R$ 5 mil líquidos para dar entrada em financiamento de uma casa e um carro. O sonho da nova vida acabou com um tiro na boca, na frente da noiva. Cinco meses se passaram desde a morte de Mauro e o coração de sua mãe, Olga Oliveira Silva, permanece confuso e destroçado. “A Federal sabia que ele não tinha condições de trabalhar na fronteira. Meia hora antes de morrer, ele me ligou e disse: Mainha, eu amo a senhora. Perdoa eu ter vindo pra cá sem ter me despedido”.
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Relatos de colegas de Mauro dão conta que ele chegou a sofrer assédio moral pela pouca produtividade, situação mais frequente do que se poderia imaginar. Como ele, cerca de 50% dos agentes federais já chegaram a relatar casos de assédio praticados por superiores hierárquicos. Essas ocorrências, aliadas a fatores genéticos, à formação de cada um e à falta de perspectivas profissionais, são tratadas por especialistas como desencadeadoras dos distúrbios mentais. “A forma como a estrutura da polícia está montada tem causado sofrimento patológico em parte dos agentes. Há dificuldades para enfrentar a organização hierárquica do trabalho. As pessoas, na maioria das vezes, sofrem de sentimentos de desgaste, inutilidade e falta de reconhecimento. Não é difícil fazer uma ligação desse cenário com as doenças mentais”, afirma Dayane Moura, advogada de três famílias de agentes que desenvolveram doenças psíquicas.
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Os distúrbios mentais e a ocorrência de depressão em policiais são geralmente invisíveis para a estrutura da Polícia Federal. De acordo com o Sindicato dos Policiais do Distrito Federal, há apenas cinco psicólogos para uma corporação de mais de dez mil pessoas. Não há vagas para consultas e tampouco acompanhamento dos casos. Foi nessa obscuridade que a doença do agente Fernando Spuri Lima, 34 anos, se desenvolveu. Quando foi encontrado morto com um tiro na cabeça, em julho do ano passado, a Polícia Federal chegou a cogitar um caso de vingança de bicheiros, uma vez que ele tinha participado da Operação Monte Carlo. Dias depois, entretanto, descobriu-se que Spuri enfrentava uma depressão severa há meses. O pai do agente, Fernando Antunes Lima, reclama da falta de estrutura para um atendimento psicológico no departamento de polícia. “Os chefes estão esperando quantas mortes para tomar uma ação? Isso é desumano e criminoso”, diz ele.

O drama de quem perdeu um familiar por suicídio não se limita aos jovens na faixa dos 30 anos. Faltavam dois anos para Ênio Seabra Sobrinho, baseado em Belo Horizonte, se aposentar do cargo de agente da Polícia Federal. Com histórico de transtorno psicológico, o policial já havia comunicado à chefia que não se sentia bem. Solicitou, formalmente, ajuda. Em resposta, a PF mandou dois agentes à sua casa para confiscar sua arma. Seabra foi então transferido para o plantão de 24 horas, quando o policial realiza funções semelhantes às de um vigia predial. A missão é considerada um castigo, pois não exige qualquer treinamento. No dia 14 de outubro de 2012, Seabra se matou, aos 49 anos. Apesar de estar perto da aposentadoria, a família recebe pensão proporcional com valor R$ 2 mil menor do que os vencimentos do agente, na ativa.
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Fruto de uma especial combinação de fatores negativos, internos e externos, o suicídio nunca foi uma tragédia de fácil explicação para a área médica nem para estudiosos da vida social. Lembrando que toda sociedade, em qualquer época, tem como finalidade essencial defender a vida de seus integrantes, o sociólogo Émile Durkheim (1858-1917) demonstrou que o suicídio é a expressão mais grave de fracasso de uma comunidade e que raramente pode ser explicado por uma razão única. Ainda que seja errado apontar para responsabilidades individuais, a tragédia chegou a um nível muito grande, o que cobra uma resposta de cada parcela do Estado brasileiro que convive com esse drama.
fotos: Cesar Greco / Foto arena; Adriano Machado

Publicado em: http://www.istoe.com.br/

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Absenteísmo, presenteísmo e Assédio Moral

No artigo, a análise do psicólogo e especialista em assédio moral, Arthur Lobato. Nesse estudo, o colunista trata de dois fenômenos ligados à saúde do trabalhador: o absenteísmo, que é a ausência do funcionário no ambiente de trabalho, e o presenteísmo, que é quando o trabalhador comparece ao serviço, mesmo estando doente, porque se sente pressionado ou sofre assédio moral. 

*por Arthur Lobato

Um estudo sobre absenteísmo realizado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em 2013, apontou um alto índice de afastamento do trabalho por transtornos mentais e comportamentais como primeira causa do absenteísmo. De acordo com o estudo “o absenteísmo pode ser atribuído tanto a problemas de saúde como a causas diversas”.

Em sua essência, o absenteísmo é a ausência do funcionário no ambiente de trabalho. Roberto Heloani, em seu livro: Gestão e Organização para o Capitalismo Globalizado, considera o termo “fuga do trabalho”, como a revolta da classe trabalhadora americana no final da década de 50, quando sob o governo Nixon, várias ações têm início para a redução de salários. Com alto índice de absenteísmo empresas tem sua produção inviabilizada.

Segundo o autor, esta “fuga do trabalho” é o indício do esgotamento da organização da produção, e dos mecanismos convencionais da economia, deixando à mostra aexaustão de um modelo que pretendia aumentar a intensidade do trabalho por meio da gratificação correspondente em ganhos salariais.

Por analogia percebemos que a implantação de métodos gerenciais da iniciativa privada no serviço público, como produtividade e metas, traz de volta o debate entre o excesso de serviço, tempo, número de servidores e as condições para se realizar o trabalho.

Além da intensidade, do ritmo e da carga de trabalho já existente, exige-se uma aceleração do tempo produtivo para o trabalhador cumprir a META 1 e 2 do Conselho Nacional de Justiça, (que em sua essência significa produzir mais, sem aumento do número de funcionários).

Segundo Dejours, estudos sobre a psicodinâmica do trabalho revelam que “o sofrimento começa quando o nível de insatisfação não pode ser diminuído”. O autor afirma que a luta pela saúde do corpo conduzira à denúncia das condições de trabalho. Quanto ao sofrimento mental, ele resulta da organização do trabalho.

O absenteísmo para Dejours é um efeito concreto da subjetividade na relação homem-trabalho.

Podemos supor que, o alto índice de absenteísmo pode ter uma ligação com um trabalho que se tornou insuportável, desmotivador, e pode apontar um nexo epidemiológico entre uma organização do trabalho que adoece um grande número de trabalhadores.

Na relação de violência no trabalho surge um novo fenômeno: O presenteísmo, que significa a presença do trabalhador adoecido, exercendo sua atividade, apesar do atestado médico no bolso.

O SINJUS-MG há mais de 7 anos realiza uma série de ações em prol da saúde do servidor, focando a questão do assédio moral no trabalho e suas consequências sobre a saúde do trabalhador.

Excesso de serviço, serviço extra além da carga de trabalho, pressão por produzir mais sem tempo e condições materiais de trabalho, autoritarismo das chefias, humilhações, perseguições, recusa de comunicação são fatores que deterioram o ambiente de trabalho, tornando-o insuportável, e pode ter relação com o adoecer do trabalhador. Quem sofre o fenômeno denominado assédio moral tem atingidas sua personalidade, sua identidade e sua autoestima. O sintoma principal é a depressão, entre outros transtornos psíquicos e emocionais.

Um ambiente de trabalho humanizado baseia-se no respeito ao outro. Será que no seu setor você é respeitado?


terça-feira, 12 de agosto de 2014

Doença psiquiátrica é principal causa de afastamento do trabalhador no CE




Publicado em 28/07/2014 - http://g1.globo.com/ceara/

Segunda causa mais comum são as doenças ortopédicas, como tendinite.

Nesta semana, TV Verdes Mares exibe série 'Epidemia silenciosa'.

Do G1 CE, com informações da TV Verdes Mares
http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/07/doenca-psiquiatrica-e-principal-causa-de-afastamento-do-trabalhador-no-ce.htmlhttp://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/07/doenca-psiquiatrica-e-principal-causa-de-afastamento-do-trabalhador-no-ce.html
No Ceará, a principal causa de afastamento dos trabalhadores são as doenças psiquiátricas, como transtornos mentais e depressão. O dado é do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na lista, depois vêm as doenças ortopédicas, entre elas, as lesões por esforço repetitivo. Muitos desses afastamentos podem ser considerados acidentes de trabalho.
"Muitas atividades, que outrora não tinham o adoecimento reconhecido, passaram a tê-lo. O próprio INSS hoje já tem uma série de doenças que, pelo próprio caráter epidemiológico que ele próprio configurou nos últimos dez anos, já entende que aquela doença num determinado setor profissional já configura acidente de trabalho", afirma o procurador do Trabalho, Leonardo Holanda.
O CETV 2ª Edição e o Bom Dia Ceará exibem a série de reportagens, "Epidemia Silenciosa", sobre o meio ambiente e acidentes de trabalho. As reportagens serão exibidas de segunda-feira (28) a quarta-feira (30) nos dois jornais e publicadas no G1 Ceará.
Durante 30 anos, Cléber Rego trabalhou como bancário. Ele teve uma hérnia de disco e depois vários problemas psicológicos por causa da queda na produtividade e do excesso de cobranças da função que ocupava. “Eu era simplesmente responsável por tudo. Pressão, depressão, tratamento psicológico, tudo isso me levou a uma anorexia nervosa, que quase me levou a óbito”, conta. O caso de Cleber, como de outros trabalhadores em busca de direitos, chegam cada vez mais à Justiça.
Esforço repetitivo
Além das doenças psiquiátricas, o afastamento do trabalho pode vir de forma inesperada ou depois de uma rotina de muito esforço repetitivo. Uma administradora de empresas, que não quer ser identificado, trabalhou durante dez anos o dia todo no computador. A consequência veio de forma lenta e irreversível. Ela adquiriu uma tendinite crônica. Atualmente, só consegue digitar por pouco tempo e usando um tipo especial de luvas. Já fez duas cirurgias e deve passar por outras duas.
A lesão por esforço repetitivo é um problema que muitos trabalhadores sentem, mas que ninguém vê. Quando se pensa em acidente de trabalho logo vem à cabeça um fato inesperado, como uma queda, um corte, algo que cause um ferimento ou uma lesão visível. Mas nos últimos anos, as doenças ocupacionais também atingem o trabalhador de forma agressiva.
"O doente de tendinite ou de bursite, como é uma doença que não salta aos olhos, diferente de um braço amputado, que todo mundo vê, a doença dele é oculta, então, as pessoas não acreditam que ele esteja doente porque não salta aos olhos", afirma a analista pericial do Ministério Público do Trabalho (MPT) Ayla Maria Cavalcante.
Na segunda reportagem da série "Epidemia Silenciosa", na noite desta terça-feira (29), será mostrado o caminho feito por muitos trabalhadores em busca de seus direitos.

Assédio Moral: Um inimigo invisível no Trabalho



Publicado em: Jornal Clarear - pag.11 - edição 145- julho 2014



Um dos significados da palavra assédio é "submeter sem tréguas a pequenos ataques repetidos". Na história das guerras de conquistas, o assédio era o cerco a uma cidade fortificada, executado por um exército assediador, que bloqueava a comunicação da cidade com o mundo externo, minando assim a resistência da cidade e de seus cidadãos.
A execução do assédio moral no trabalho também vai minando a capacidade do trabalhador, que isolado do grupo, com o tempo, também "capitula", se rende, e desiste do trabalho.
A marca da maldade

O assédio moral no trabalho deve ser compreendido como um processo perverso e autoritário por parte do assediador. Todo assédio é realizado de forma oculta, dúbia, maliciosa, dando margem a diversas interpretações por parte do assediado, causando um adoecimento psíquico/emocional da vítima.
Em todo assédio moral, há constantes agressões pontuais, sistematizadas, geralmente contra pessoas competentes e questionadoras.  Há por parte do assediador, uma intencionalidade em prejudicar, em fazer o mal. Existe uma ambivalência do discurso, na qual o que é feito é negado, e o dito vira não dito. O assediador pode contar com alguém do grupo de trabalhadores para validar o assédio.
Em todo assédio moral sempre há a questão de não se aceitar a diferença do outro, seja por gênero, crença, raça, estética, idade, etc. O assédio moral é uma prática autoritária e desumana, os danos psíquicos causados à vítima são, muitas vezes, irreversíveis.
As vítimas de assédio moral no trabalho, mantém um sentimento de terem sido rejeitadas, maltratadas, desprezadas, humilhadas e desejam mais do que tudo o resgate de sua dignidade.
Somente a prevenção, o debate e mudanças na organizaçao do trabalho podem cortar este mal pela raiz.

Participe, opine, denuncie o assédio moral. Vamos criar um bom fórum de discussões nos próximos meses.

Arthur Lobato é Psicólogo, especialista no Combate ao Assédio Moral.


terça-feira, 5 de agosto de 2014

CCAM debate Assédio Moral em audiência pública na ALE


Convite 
 
Audiência Pública sobre Assédio Moral no serviço público
 
Data: 28 de agosto de 2014
Local:  Assembleia Legislativa do Estado (ALE) do Amazonas
 
 
 
 
 

 
Após uma rodada de reuniões com instituições de defesa dos direitos coletivos, trabalhistas, da saúde  e da cidadania, a Comissão de Combate ao Assédio Moral na Ufam (CCAM) realizará, no dia 28 de agosto de 2014, uma Audiência Pública, na Assembleia Legislativa do Estado (ALE) do Amazonas, para debater o fenômeno  do Assédio Moral no Serviço Público.

Os relatos de assédio moral e o adoecimento de servidores da Universidade Federal do Amazonas, por causa desta forma de gerência, aproximaram a CCAM de movimentos internacionais e nacionais que enfrentam este tema. Além disto, instituições protetoras da democracia e da cidadania, como Defensoria Pública da União (DPU), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Conselho Regional de Medicina (Cremam) foram convidadas a participar do debate público para conhecer melhor o tema e para intervir em favor de uma solução pacífica e construtiva.

Após várias reuniões com entidades médicas de apoio psicossocial e com instituições protetoras da cidadania, a Comissão de Combate ao Assédio Moral na Ufam vem efetuando um cauteloso e árduo trabalho para organizar documentos que desvelem fatos de grande gravidade que estão acontecendo no interior desta Instituição Federal de Ensino.  Estes fatos, decorrente de uma concepção gerencial autoritária, estão causando o adoecimento de muitos servidores no ambiente de trabalho e provocando a deterioração das condições necessárias ao exercício da profissão.

O objetivo é sensibilizar e conscientizar a sociedade sobre este fenômeno desumanizador, além de solicitar a apreciação e as providências cabíveis às instituições responsáveis em combater o Abuso de Poder.

De igual modo, o objetivo da Audiência Pública é compor uma Carta de Compromisso para o enfrentamento ao assédio moral no serviço público e de proteção à saúde física e psíquica dos assediados.

A Comissão de Combate ao Assédio Moral na UFAM estruturou três linhas de atuação: atendimento psicossocial digno aos adoecidos pelo assédio moral, pois a audiência pública no Senado da República definiu que a instituição que assedia e adoece o servidor não pode cuidar do mesmo. Seria contraproducente; pesquisa científica com o objetivo de entender o fenômeno assédio moral que vem se espalhando no funcionalismo público; e proteção judicial para os assediados.

Os documentos reunidos até agora pela CCAM na UFAM estão organizados em 87 páginas. Estes documentos revelam de forma detalhada as humilhações e perseguições sofridas por 14 servidores assediados, por enquanto. Mais 32 casos relatados por servidores estão em fase de organização da documentação necessária para compor o documento.

Fonte: ADUA
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