quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Ótima dica de livro para as lutas que virão em 2019

Com apresentação do professor Roberto Heloani, pós-doutor em Comunicação pela Universidade de São Paulo-USP, formado em Direito pela Faculdade de Direito São Paulo-USP e Psicologia pela PUC-SP, além do mestrado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas-FGV-SP, doutor em Psicologia Social pela PUC-SP, livre-docente, e professor pesquisador da Faculdade de Educação da UNICAMP e professor pesquisador da FGV-SP, o livro do psicólogo Arthur Lobato lançado em 2018 trata temas importantes para a saúde do trabalhador.

Livro: Assédio Moral, Saúde do Trabalhador e Ações Sindicais
Autor: Arthur Lobato
199 páginas



Esta coletânea de artigos do psicólogo Arthur Lobato trata de temas que têm instigado não somente acadêmicos e pesquisadores em Administração, Psicologia, Sociologia, Direito, Medicina do Trabalho, Ciências Sociais e ciências correlatas.

Há algo em comum em todos os capítulos: o sofrimento a que são submetidas as pessoas que passam pelo processo de assédio moral. Este afeta a saúde e viola os direitos fundamentais do trabalhador. É um risco não visível que gera mal-estar e reação social, causa danos psíquicos, desencadeia doenças e pode levar à morte por suicídio. Como se não bastasse a forte conceituação, o pesquisador demonstra que este mal pode ocorrer no seio de qualquer grupo, até de pessoas com ilibado conhecimento científico, isto é, em um grupo de pesquisadores ou servidores da justiça.

O autor aponta para os novos desafios que a nova ordem da economia mundial, instaurada nas sociedades capitalistas neoliberais demandam. Esta tem sido marcada pela intensa competição entre as organizações e apoiada no uso expressivo de novas tecnologias de produção em constantes transformações, criando um ambiente mutável e de grande instabilidade nas organizações modernas.

Da leitura desse texto, para mim, uma pergunta não se cala: será possível professarmos um esboço de modelo de gestão baseado no genuíno respeito pelas pessoas, nesta ordem capitalista selvagem?

Convidamos aos leitores para aproveitarem as reflexões sugeridas em cada parte desse livro, e desejamos a todos uma excelente leitura. 

Para adquirir entre em contato: taiswebjornalismo@gmail.com



Sobre o Autor

JAL Maresfield Garden



Arthur Lobato é Psicólogo. Coordenador da Comissão de Combate ao Assédio Moral de sindicatos de servidores da justiça de Minas Gerais, SINJUS- SERJUSMIG desde 2007. Coordenador do Departamento Saúde e Combate ao Assédio Moral dos Servidores da Justiça Federal, SITRAEMG. Ministrou curso de Combate ao assédio moral na AJURIS – Escola Superior da Magistratura para juízes e desembargadores do Rio Grande do Sul. Colaborou na redação do projeto da Lei Complementar 116/2011 – combate ao assédio moral no serviço público do Estado de Minas Gerais.


Em meio à festa, Sindicato convoca categoria para as lutas em 2019

Como de praxe, a Festa Anual de Confraternização do SITRAEMG, realizada no último sábado (8 de dezembro), mais uma vez no espaço Mix Garden, no município de Nova Lima, próximo a Belo Horizonte, foi bastante prestigiada por filiados e acompanhantes. Além dos habituais comes e bebes deliciosos, os participantes puderam dançar a valer, ao som da banda Super Som C & A, com seu repertório, atrações e performances variadíssimos. Teve também massagem laboral e cabine para fotos instantâneas.

O coordenador geral Carlos Humberto Rodrigues foi o primeiro a falar, agradecendo a presença de todos e desejando um final de ano feliz e Natal maravilhoso. A coordenadora Adriana Mesquita lembrou aos colegas que as lutas vão ser triplicadas em 2019, conclamou-os a estarem presentes, inclusive nas caravanas que certamente serão organizadas rumo à capital federal, e pediu a união de todos em torno do Sindicato. “O sindicato somos nós”, resumiu. A coordenadora Elimara Gaia fez uma apelo especial às mulheres. “Somos um Sindicato que luta por nossos direitos. Não somos de esquerda nem de direita. Nós lutamos contra a retirada de direitos. Chamo todas vocês para entrarem nessa luta. Juntem-se ao nosso sindicato e vamos à luta”, exortou. “Vamos lutar, principalmente, para manter os nossos direitos, contra o desmonte do serviço público, e para não sermos o bode expiatório do governo”, completou Isaac Raymundo Lima, do Conselho Fiscal.
O coordenador Paulo José da Silva destacou a luta contra a Reforma da Previdência como a mais difícil do ano que vem. Mas não é só ela. Citou, dentre outras prejudiciais, a ameaça de extinção do Ministério do Trabalho, e salientou que o governo que vem por aí ameaça fazer um estrago no serviço público e contra o trabalhador. “Não vamos deixar passar”, bradou, referindo-se à Reforma da Previdência. “É preciso que estejamos todos engajados nessa luta. Todos nós, unidos”, afirmou.
O coordenador geral Célio Izidoro fez um pedido enfático aos servidores presentes. “Divirtam-se antes. Mas, depois, conversem entre vocês servidores e com os parentes, amigos, filhos. Neste momento, em que estamos passando por um cenário em que a gente não sabe o que vai acontecer, nós da direção do Sindicato apostamos que 2019 será um ano de luta, um ano em que todos os trabalhadores vão ter que resistir à retirada de direitos. E o Sindicato é a única ferramenta capaz de unificar os trabalhadores”, convocou.
O coordenador Sandro Luis Pacheco reforçou a convocação de todos para a luta e anunciou a presença na festa do mais novo filiado do SITRAEMG, José Danilo Arraes de Oliveira, que trabalha com ele no cartório eleitoral de Ubá.
Evento foi realizado no sábado (8/12), no espaço Mix Garden, na Região Metropolitana de BH.




quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

O fim da intimidade, livro de Marcio Santim



Foi lançamento no dia 16 de Novembro, no Santa Adélia, na cidade de Tietê - SP o livro "O fim da intimidade de Márcio Santim.


O autor Marcio Santim em " O fim da Intimidade" analisa sob o ponto de vista psicológico e sociológico como as redes sociais têm exercido um tipo de função hipnótica nas pessoas, levando-as a manifestarem comportamentos compulsivos com relação à exposição e observação da intimidade.



" A aceleração na transmissão de informações propiciada pelo alto desenvolvimento tecnológico pode ser considerada como um dos fatores determinantes de uma epidemia jamais vista…"



Apresentação do psicólogo Arthur Lobato:

Em um de meus encontros com Márcio Santim, quando do lançamento de seu livro “Psicologia e gestão de conflitos e pessoas no Poder Judiciário”, estávamos em Belo Horizonte, na saudosa e extinta livraria Van Damme, quando comprei o livro de Hegel, a Fenomenologia do Espírito, ou seja, os caminhos da evolução do espírito. Já tinha lido sua dissertação de mestrado e agora com muito prazer fui convidado para escrever sobre seu novo trabalho, que não deixa de ser uma fenomenologia do corpo e do olhar do outro e de si próprio para o corpo, o objeto de estudos deste pesquisador, servidor do judiciário, psicólogo e um homem de bem, do qual tenho o privilégio de sua amizade.

Para fundamentar sua tese Santim se respalda em George Orwell 1984, sempre lançando o duplo especular descrito por Freud, o voyer — o que observa em segredo —, e o escopofílico — aquele que exibe partes do corpo, geralmente sexuais. Segundo Orwell em 1984, somos observados e controlados, observadores e controladores. Neste duplo especular “Big Brother” se mistura à teoria da informação e a problemas psicológicos. Afinal, se Marx falava do fetiche da mercadoria, ou seja, aquilo que não existe na mercadoria mas sim no meu desejo projetado na mercadoria, o corpo, em nossa sociedade do século XXI, se tornou o objeto máximo de prazer e desejo, corpo este que não é mais um sujeito, mas um objeto onde o sujeito projeta e aplica suas pulsões que vão do olhar ao toque, e à penetração sexual. Mas o corpo, como a droga se transforma em um objeto de prazer efêmero, sempre precisando da novidade de outros corpos e neste movimento ficam as sobras, a sensação de ter sido usado(a) nos prazeres efêmeros e narcísicos que caracterizam nossa cultura individualista. Santim contextualiza este olhar para o corpo abordando a relação do corpo visto e exposto nas redes sociais, analisa estas relações interpessoais, frias distantes, virtuais, e portanto, irreais, uma ilusão.

Voyerismo e exibicionismo, eis as características do mundo virtual, sem os freios morais de antigamente. Hoje, todos querem ser celebridades a qualquer custo, e brinco, dizendo que a ex miss bumbum tem em sua casa um provérbio: deus deu a vida em abundância. Santim analisa os sites, os reality shows, o voyerismo como pulsão sexual sublimada no olhar que tudo vê e não é visto, a não ser que queira. O nu foi apropriado pela indústria cultural em suas varias categorias, selfies, “nudes”, erótico, pornográfico. Eis as visões do corpo virtual, corpo que causa desejo e prazer narcísico sem o risco de se afogar no lago, como no mito original, mas com o perigo de este corpo se perder no tempo e no cyberespaço, em arquivos que depois podem ser usados contra aquele que se expôs de corpo, texto e vídeo nas redes sociais. Perdeu-se o muro entre o público e o privado e, se nosso corpo nu é nossa mais íntima imagem, esta imagem privada particular tem de ser publicada para que se possa ser alguém, alguém visto, desejado, sem perceber que participa de um jogo onde seu desejo de ser visto encontram olhares nem tão inocentes assim.

Assim, a exposição do corpo pode ser um desvio da pulsão sexual para o olhar narcísico de si próprio e para o olhar de desejo de quem esta vendo, e assim a pulsão do olhar é um canal de satisfação dos desejos psíquicos conscientes e inconscientes. No entanto todo desejo nunca se realiza, daí a busca por outros objetos de desejo, o que gera a eterna insatisfação neste entrelaçamento entre a pulsão do olhar e de se exibir com a transformação do corpo em mercadoria em exposição nas redes sociais que leva a um desejo e a uma eterna insatisfação, pois sempre haverá outro corpo mais belo e mais desejado. Nosso grande mestre, Sigmund Freud, analisa no artigo “As pulsões e suas "vicissitudes" , a pulsão construindo (via desvios quanto ao objeto ou quanto ao objetivo) seu caminho da satisfação do  desejo que não é mais libidinal, mas sublimado ou desviado, neste caso do texto de Santim, para a mercadoria, objeto para consumo, seduzido pelos fetiches de  nossa sociedade de consumo neoliberal do início do século XXI.

Quando Santini contextualiza a pulsão do olhar, que tem de ser direcionada a alguém,  emerge a relação eu/objeto — mesmo que o sujeito neste caso seja um objeto —, por isso não existe um voyer sem seu objeto de desejo fantasmático ou como prefiro dizer – desejo/fantasia/real —,  pois existe, mas é imaginário, não posso me relacionar com este objeto de desejo (o outro, a mulher, o homem, transformados em objetos com seu fetiche de valor narcísico em nossa sociedade de consumo, são alguns dos objetos do desejo). Dizem que o olhar excita mais o homem que a mulher. Será? Bom, vamos ler o livro e que cada um tire suas conclusões.


Arthur Lobato ; psicólogo ; coordenador da Comissão de Combate ao Assédio Moral de Sindicatos de Servidores da Justiça de Minas Gerais, SERJUSMIG ; coordenador do Departamento Saúde e Combate ao Assédio Moral do SITRAEMG. Ministra cursos de combate ao assédio moral. Colaborou na redação do projeto da Lei Complementar 116/2011 – combate ao assédio moral no serviço público do Estado de Minas Gerais.



Livro disponível e pelo link: 


segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

SITRAEMG participa de debate sobre ameaças à saúde dos oficiais de justiça do TRT


A reunião foi realizada na sexta-feira (07/12), no Tribunal da Rua Mato Grosso, em BH.

Na tarde de sexta-feira, 07/12, o Comitê Gestor de Atenção Integral à saúde do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, promoveu uma reunião com os oficiais de justiça da Justiça do Trabalho, no auditório do TRT da Rua Mato Grosso, em Belo Horizonte. O debate tratou de problemas enfrentados durante o exercício da atividade, como ameaças, agressões, entre outros fatores, que podem afetar a saúde física e mental dos servidores desse segmento. Representando o SITRAEMG, estiveram presentes os coordenadores executivos Hélio Ferreira Diogo e Elimara Gaia, e o psicólogo Arthur Lobato, responsável técnico pelo Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral (DSTCAM) do Sindicato.
O evento também contou com a presença da desembargadora e coordenadora do comitê de Saúde Denise Alves Horta; do Secretário de Saúde do TRT da 3ª Região, doutor Geraldo Diniz; do engenheiro de Segurança do Trabalho e chefe da Saúde Educacional do TRT3, Gustavo Mendes; da psicóloga da seção de Saúde Ocupacional do TRT3 Luciana Xavier, e do filiado ao Sindicato e presidente da Assojaf/MG, Hebe-Del Kader, entre outros filiados e servidores.
A desembargadora Denise Horta também já atuou como oficial de justiça por cinco anos na Justiça do Trabalho. “A atuação dos oficiais é muito delicada, envolve uma série de situações nas ruas com o executado e, muitas vezes, gera desgaste e sofrimento. É primordial que os oficiais adquiram a cultura de notificar o tribunal, caso aconteça acidentes no período de trabalho”, ressaltou.
O engenheiro de Segurança do Trabalho e chefe da Saúde Educacional do TRT3, Gustavo Mendes, enfatizou a importância dos oficiais realizarem os exames periódicos de saúde e da comunicação dos acidentes em serviço: “O relatório do exame periódico nos dá um norte de como está a saúde dos servidores ou se há tendências para desenvolver doenças. Precisamos captar essas informações para tratá-los.” Em relação ao registro dos acidentes no horário de trabalho, passar a informação é essencial para dar maior assistência ao acidentado; aprofundar no conhecimento da realidade dos oficiais, e ter respaldo para a tomada de decisões com base nos fatos e dados. Além disso, “o registro do acidente durante a jornada de trabalho é necessário, pois irá refletir, se for o caso, no valor integral da aposentadoria”, disse.
Já a psicóloga da seção de Saúde Ocupacional do TRT3 Luciana Xavier explicou que os fatores psicossociais que podem afetar os oficiais são as cargas de trabalho excessivas; exigências contraditórias e falta de clareza na definição das funções, níveis extremos de exigência e pressão, entre outros.
Na ocasião, o coordenador Hélio Diogo agradeceu, em nome de todos Oficiais de Justiça do Tribunal, a iniciativa de marcar a reunião e debater os temas tão importantes para todos, o que demonstra reconhecimento da Instituição com estes servidores que sofrem, no dia a dia, com os embates e ameaças dos jurisdicionados. “Então seremos protagonistas na construção de um trabalho mais seguro e com menos impacto para o psicológico no cumprimento de mandados judiciais”, ressaltou.
Já coordenadora Elimara Gaia destacou a importância de priorizar a segurança dos oficiais não apenas em BH, mas voltar os olhos também para os que estão no interior de Minas.
De acordo com o secretário de Segurança do Tribunal, Paulo Haddad, uma das ações que Secretaria está empreendendo é um termo de cooperação técnica que permite um resposta imediata da polícia militar. “A ideia é que dentro do TRT tenha uma sala para um tenente coronel da PM, que vai ter o conhecimento do problema que o oficial de justiça está passando e dar uma solução e apoio para o cumprimento do mandado”, comentou.
Para o psicólogo Arthur Lobato: “é preciso ter também um debate se os riscos psicossociais deveriam entrar como violência de trabalho, uma vez que afeta a subjetividade e as emoções que não podem ser medidas, pois são riscos invisíveis.”

Publicado em: http://www.sitraemg.org.br


Assédio moral no trabalho é tema de palestra na SJDF


Crédito: Secom/SJDFINSTITUCIONAL: Assédio moral no trabalho é tema de palestra na SJDF
Na última terça-feira, 4 de dezembro, a Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF) realizou a palestra “Assédio Moral e Conflitos no Trabalho” ministrada por Antônio Paulo Pinheiro Lima, psicólogo da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Durante o evento, foram abordados temas como violência no trabalho e assédio moral, manifestações mais comuns de violência e assédio, consequências da violência, influência dos modelos de gestão e estratégias de prevenção e enfrentamento.
Segundo Antônio Paulo, a dinâmica da violência no trabalho é um fenômeno mais complexo do que a interação isolada entre duas pessoas em conflito, produto de uma situação coletiva que envolve além de o relacionamento interpessoal, as condições de trabalho e como este se organiza.
Aos gestores, o especialista fez alguns alertas que podem ajudar na prevenção, tais como:
• Ter como pressuposto de gerenciamento o respeito às pessoas;
• Estabelecer regras internas claras;
• Evitar o mal-estar na unidade e quando isso não for possível, solucionar os problemas em conjunto com a equipe;
• Estabelecer canais adequados de comunicação, evitando ruídos e mal-entendidos;
• Liderar e estimular potencialidades, além de reconhecer o desempenho e o esforço de cada membro da equipe de trabalho.
A íntegra do conteúdo da palestra pode ser baixada por meio deste link, onde também é possível ter acesso a um estudo de caso de enfrentamento da violência do trabalho no serviço público.
Fonte: SJDF
Assessoria de Comunicação Social
Tribunal Regional Federal da 1ª Região



quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Comitê de saúde do TRT fará roda de conversa com oficiais de justiça da JT no dia 07/12

Em reunião do dia 19/11, o Comitê de Saúde do TRT, criado pela Resolução 207, do Conselho Nacional de Justiça, decidiu realizar uma roda de conversa com os oficiais de justiça no dia 7 de dezembro próximo, às 14 horas, no auditório do prédio do Tribunal da rua Mato Grosso.
A coordenadora do SITRAEMG Elimara Gaia, que integra o comitê representando o Sindicato, juntamente com o psicólogo Arthur Lobato, responsável técnico pelo Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral (DSTCAM), manifestou-se em diversas reuniões do grupo defendendo a importância do direcionamento de um olhar diferenciado do TRT sobre a atividade exercida pelo oficial de justiça, no quesito saúde e segurança no trabalho. A coordenadora, oficiala de justiça da Justiça do Trabalho em Divinópolis, já foi assaltada durante diligência e sofreu um grave acidente com seu carro – tudo isso, portanto, no exercício da atividade.
Já o coordenador Hélio Diogo, que participou da última reunião do comitê de saúde, relatou diversos casos em que o oficial de justiça tem de agir com inteligência e se prevenir de possíveis ataques que comprometam sua integridade física e mental, como no caso de agressões e ameaças.
A diretoria executiva do SITRAEMG aprovou, para 2019, a realização de seminários na capital e nas cidades polos. Nesses seminários, haverá mesa técnica para debater a atividade do oficial de justiça, as consequências para a sua saúde e a necessidade de segurança no trabalho, curso com dicas de segurança no trabalho e uma roda de conversa para propostas que nortearão ações sindicais.

Propostas de lutas aprovadas pelos coordenadores e diretores de base do SITRAEMG

Além de reafirmar as lutas contra a Reforma da Previdência, o fim da estabilidade no serviço público e pela revogação da EC 95 (congelamento de gastos), Reforma Trabalhista e lei das terceirizações sem limite, e mais recentemente contra a extinção do Ministério do Trabalho, os coordenadores e diretores de base do SITRAEMG presentes na Reunião do Conselho Deliberativo realizado no último fim de semana (23 a 25 de novembro), no Sênior Village Canto da Siriema (antigo hotel fazenda Canto da Siriema), no município de Jaboticatubas (MG), aprovaram mais uma série de lutas e outras ações sindicais a serem travadas pela categoria, sob a liderança do Sindicato, daqui para frente.
A partir de propostas levantadas na tarde do sábado (24), com os participantes reunidos por grupos (TRT, TRE e Justiça Federal – não havia representantes da Justiça Militar), foi votado e aprovado, por unanimidade, o seguinte conjunto de ações e lutas (gerais e específicas, por tribunais) da categoria:
Propostas do TRE
Pautas Específicas
  1. Reunião com os diretores de base e, onde não houver, representante do setor ou cartório, para traçar estratégias de ações e listar demandas da categoria (proposta de realização no segundo fim de semana de fevereiro 09/02/2019);
  2. Efetivar um canal de comunicação direto e permanente entre sindicato e tribunal;
  3.  Traçar estratégias de ações diante da administração do Tribunal;
  4.  Reivindicar horas-extras, além das 10 horas trabalhadas, que não foram computadas
  5. Traçar estratégias em relação aos postos de atendimentos diante da possibilidade de extinção e da redistribuição da força de trabalho;
  6. Conscientização da população sobre a importância da Justiça Eleitoral;
  7. Publicidade e instruções acerca do processo de votação na urna eletrônica com a finalidade de acabar com as notícias falsas e erros na votação por desconhecimento do processo;

Pautas genéricas em nível nacional
  1. Criar canais de comunicação diretos e permanentes entre o sindicato e os tribunais e parlamentares, bem como poder executivo;
  2. Trabalhar para o fortalecimento da Justiça Eleitoral;
  3.  Divulgação dos estudos do Economista Washington Lima, junto aos servidores do Poder Judiciário da União refutando a questão da falta de orçamento para implementação da recomposição e benefícios dos servidores;
  4.  Divulgação dos estudos diversos de várias áreas, junto aos servidores do Poder Judiciário da União para conhecimento;
  5.  Quando de reuniões dos sindicatos com os órgãos governamentais, que esteja presente o corpo técnico especializado (Washington, Lobato, etc…) para dar suporte e embasamento às alegações da categoria.

Propostas da Justiça Federal
Pautas gerais
  1. Acompanhar projeto de Paulo Paim sobre regulação dos Planos Coletivos de Saúde
  2. Esclarecimento sobre o FUNPRESP (adesão, vantagens, desvantagens, etc.)
  3. Luta pelo NS
  4. PLP 459/2017 – securitização – acompanhar a tramitação
  5. PEC 555/2006 – lutar pela sua aprovação
  6. Filiados e Diretores do SITRAEMG irem a Brasília fazer trabalho no Congresso – ampliar e facilitar a participação dos filiados nessas atividades
  7. PJe: lutar pela diminuição da jornada de trabalho
  8. Reivindicar a participação do Sitraemg na elaboração do orçamento, com direito a voto, em todos os tribunais
  9. Trabalhar contra aprovação do PLS 116/2017 e do PLP 248/1998 (perda de cargo do servidor público por insuficiência de desempenho)
  10. Reivindicar informações e reajuste do auxílio Saúde
  11. Lutar por políticas voltadas para a saúde do trabalhador
  12. Lutar contra a Reforma da Previdência
  13. Lutar pela revogação da EC 95
  14. Lutar pela revogação da Reforma Trabalhista
  15. Acionar a FENAJUFE para requisitar audiência junto ao Presidente do STF e, havendo omissão da FENAJUFE, que o SITRAEMG o faça.
  16. Criação da GAI (Gratificação de Atividade Interna) para servidores que trabalham no serviço interno, com incorporação na aposentadoria
  17. Fazer visitas ao Conselho da Justiça Federal com o objetivo de pleitear reajustes nos benefícios sociais e indenizatórias
Pautas específicas
  1. Analisar a questão do interesse dos servidores, bem como evitar prejuízos em caso de remanejamento de varas
  2. Pleitear a adoção de critério objetivo de distribuição de processos em caso de remanejamento de varas: entrada de processos
  3. Licença capacitação: reivindicar a revogação da portaria que veda a concessão da licença capacitação nos moldes da legislação vigente
  4. Verificar a questão da terceirização do auxiliar judiciário (funções e denominação)
  5. Solicitar a contraprestação pelos serviços realizados pelos assessores dos juízes em casos de auxílio ao tribunal, à turma Recursal ou Câmara Previdenciária, ou requisitar servidor extra
  6. Ambientação e treinamento de novos servidores
  7. Revisão de norma impeditiva de novos provimentos

Propostas do TRT
Pautas gerais e específicas
  1. SITRAEMG promover palestras com relação aos temas de plano de lutas (orçamentos, reformas, riscos aos direitos dos aposentados, em especial s PEC 555/2006, etc.)
  2. Formação Sindical de Diretores de Base e filiados (trazer mais para perto do Sindicato o Diretor de Base e mostrar a sua importância)
  3. Projeto Pé na Estrada, com treinamento específico e eleição de novos Diretores de Base
  4. Agendar reunião com o CSJT/ TRT a fim de defender a nossa base orçamentária junto ao órgão superior (CSJT)
  5. Buscar informações sobre a transformação da especialidade “Agente de Segurança” para o cargo de Técnico Judiciário.
  6. Levar para o Departamento de Saúde do Sindicato, Dr. Arthur Lobato, para elaborar entrevista e investigação do assédio na Diretoria da Secretaria de Segurança e Recursos de revista
  7. Buscar sugestões, por meio do SITRAEMG, para esclarecer as chefias dos tribunais com reuniões e palestras, solicitar também junto à FENJAUFE.
  8. O Sindicato participar, com direito a assento e voto, dentro dos tribunais da elaboração do orçamento
  9. Fornecer curso de orçamento para os servidores
  10. Acompanhar o teletrabalho com critérios à sua implantação
  11. Saber a lotação das varas com índice de adoecimento dos servidores e sua reposição
  12. Instruir melhor os Diretores de Base com relação às ações propostas pelo SITRAEMG
  13. Divulgar as principais ações jurídicas, por semana, pelas redes sociais, com todas as informações esclarecedoras para os filiados – notícias relevantes divulgar de forma bem destacada, inclusive outras, diferentes das Jurídicas, que sejam de grande importância para a categoria.
  14. Reuniões com os aposentados com temas relacionados às ações jurídicas de seu interesse, palestras com assuntos interessantes (qualidade de vida, saúde, etc.)
  15. SITRAEMG sediar os eventos encontro com gestores e o 13º Seminário dos Agentes de Segurança, promovido anualmente pela AGEPOLJUS, nível nacional, oferecendo instalações e apoio como já feito em eventos anteriores
  16. Os Diretores de base deverão manter contato com a unidade Judiciária na pessoa de Secretário de Vara ou Juiz, para solicitar autorização da fixação da faixa na parede do prédio. A faixa será padronizada para todas os órgãos do Judiciário. Sugerido também que cada Diretor de Base possa verificar as possibilidades (considerando que as normas de afixação de faixas podem ser diferentes nas cidades e também porque requer, no caso de ser no local de trabalho, de autorização prévia) e enviar ao Sindicato “projeto” ou forma de como poderão ser feitas, se faixas, banners, cartazes, etc.
  17. Encaminhar para apreciação do Jurídico do SITRAEMG, com relação à contratação de terceirizados em Juiz de Fora a título de auxiliar judiciário com salário de R$700,00 na Justiça Federal daquela cidade, pois nesse caso, a Justiça contratando terceirizados e dando “nomenclaturas” específicas do Poder Judiciário.
  18.  Buscar informações sobre o termo de cooperação técnica firmado entre o TRT3 e Polícia Militar-MG.

Convite: ameaças à saúde dos oficiais de justiça do TRT em debate na sexta-feira (07/12)


A reunião, que será das 14h às 16h (auditório do 15º andar do TRT da Rua Mato Grosso, 468, BH), foi agendada pelo Comitê de Saúde do Tribunal, a pedido do SITRAEMG.

No dia 19 de novembro, o coordenador do SITRAEMG Hélio Ferreira Diogo e o psicólogo Arthur Lobato, responsável técnico pelo Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral (DSTCAM) do Sindicato, participaram de mais uma reunião do Comitê de Saúde do TRT 3. Na oportunidade, o Comitê, acolhendo solicitação dos representantes do SITRAEMG, decidiram agendar, para o próximo dia 7 de dezembro (sexta-feira), das 14h às 16h, uma reunião com os oficiais de justiça da Justiça do Trabalho para tratar de problemas enfrentados durante o exercício da atividade, como ameaças, agressões e outros, que podem afetar a saúde física e mental dos servidores desse segmento. A decisão do Comitê foi formalizada através de ofício datado de 26/11/18 que foi encaminhado a todos os oficiais de justiça do Órgão.
“Compareçam ao debate para fazermos o diagnóstico da violência no trabalho externo e apontarmos soluções para a administração do Tribunal”, convida o coordenador Hélio Ferreira Diogo.

O psicólogo Arthur Lobato fala sobre políticas de saúde do trabalhador

No vídeo o psicólogo Arthur Lobato, fala sobre o trabalho do Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral do Sitraemg - DSTCAM na Reunião do Conselho Deliberativo do SITRAEMG realizado de 23 a 25/11, no Sênior Village Hotel (antigo Hotel Fazenda Canto da Siriema), na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 





Publicado em: http://www.sitraemg.org.br/videos

Psicólogo Arthur Lobato apresenta o trabalho do departamento de saúde do Sindicato

O debate sobre saúde do trabalhador, especificamente, não estava incluído na programação da Reunião do Conselho Deliberativo do SITRAEMG que está sendo realizada neste fim de semana (de 23 a 25/11), no Sênior Village Hotel (antigo Hotel Fazenda Canto da Siriema), na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Mas, a pedido do psicólogo Arthur Lobato, coordenador técnico do Departamento de Saúde e Combate ao Assédio Moral (DSTCAM) do Sindicato, foi-lhe cedido espaço no início da tarde deste sábado (24/11) para apresentar um resumo do trabalho do setor.
Lobato lembrou que o departamento trabalha em três eixos: prevenção (estudos, análises), intervenção e acolhimento. Os tribunais, afinal, trabalham com o efeito final dos problemas dos servidores. “As instituições trabalham no efeito final: tratamento da doença. Como vai manter a saúde se você está passando por problemas por pressão nos locais de trabalho?”, questionou.
Ele também apresentou um resumo das atividades desenvolvidas neste ano de 2018, elencando, por exemplo, a análise de documentos do CNJ, TRT, TE, JF; muita leitura sobre o tema; produção de artigos para o site do Sindicato; elaboração de relatórios técnicos; atendimentos individuais e coletivos; participação em comitês gestores de saúde do TRT e TRE; realização de rodas de conversa; aprovação de teses do DSTCAM no XI Congresso do SITRAEMG, no último mês de maio, em Uberlândia; dentre outras. Ele, individualmente, participa também de congressos e seminários a respeito da saúde do trabalhador e de vários cursos de aprimoramento dos conhecimentos na área. As rodas de conversa foram com assistente de juízes e agentes de segurança. Está realizando agora um trabalho com os oficiais de justiça.
O psicólogo enumerou algumas medidas do governo que contribuem em muito para o adoecimento dos servidores. A EC 95 gerou cortes de recursos nos tribunais e a sobrecarga de trabalho traz insatisfação entre os servidores e, em consequência, mais sofrimento. Também prejudicam a categoria a terceirização sem limites, o teletrabalho e a política de metas por produtividade. Todas essas políticas trazem fortes impactos sobre a saúde do servidor, tais como esgotamento profissional, sensação de não dar conta do trabalho, dificuldade de não se adaptar às novas tecnologias.  E o sofrimento e adoecimento, como são subjetivos, gera desconfiança, com as pessoas o tachando de fingido.
O neoliberalismo e toyotismo, que são modelos de gestão que visam à exploração da força de trabalho, traz precarização, perda de direitos e até o fim do emprego. Muitas vezes, pontuou o psicólogo, o servidor ainda se sente culpado por uma situação na qual é vítima. Quando procura o sindicato é que vai começar a entender que a culpa não é dele.
Lobato citou alguns exemplos de mortes decorrentes do excesso do trabalho. Por exemplo de uma pessoa que chegava a trabalhar até 110 horas por semana em uma companhia processadora de salgadinhos. Morreu de ataque cardíaco com 34 anos de idade. Um motorista morreu de esgotamento depois de ter trabalhador mais de 3000 horas por ano. Tem ainda a questão do suicídio, que é muito comum em razão do excesso de trabalho e pressão nos locais de trabalho.
“O mais importante é a prevenção. Se vocês conhecerem algum colega que esteja passando por sofrimento em decorrência do trabalho, fale com ele para procurar o Sindicato”, orientou.
Também compuseram a mesa, nesse debate, os coordenadores Wallace Marques (que conduziu os trabalhos) e Artalide Lopes, além dos diretores de base Carlos Wagner, servidor do TRT de Pará de Minas, e Deise Andrade, da Justiça Federal de Juiz de Fora.

Apenas 147 servidores mineiros responderam à Pesquisa de Saúde da Fenajud. Prazo vence dia 7/12.

A Pesquisa de Saúde do Trabalho no Judiciário, promovida pela Fenajud (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados) e pela Fenajufe (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União), em parceria com os seus sindicatos de base filiados, foi prorrogada até o dia 7 de dezembro deste ano. O tema do material é “Sofrimento e adoecimento no trabalho do judiciário e MPU”. O link é aberto, gratuito e o conteúdo também pode ser acessado pelo celular.
A Pesquisa é abordada em todo território nacional e é coordenada pela professora Ana Magnólia Mendes e pelo professor Emílio Faças, do Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB).
Até o momento, apenas 147 Servidores mineiros responderam à pesquisa. Não deixe de participar, Servidor. A pesquisa é curta e não tomará muito o seu tempo. Lembre-se que a sua resposta vai nos ajudar a mapear a situação da saúde no serviço público, bem como a pensar propostas mais assertivas e realistas.
O estudo possibilitará a construção de uma base nacional de dados que dê suporte e formação aos sindicatos, a fim de capacitá-los na ação conjunta para elaboração e disputa de propostas junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O conjunto de dados obtidos com o cruzamento das informações levantadas pelo Protocolo vão identificar as situações de assédio moral e possibilitar a construção de políticas que permitam combater a prática abusiva, a gestão autoritária e proporcionar um ambiente de trabalho com mais qualidade de vida.
O Protocolo
O questionário vai abordar quatro eixos, sendo o primeiro, as relações de trabalho e o modelo de gestão adotado na unidade. Já o segundo trafega pelo sofrimento relacionado ao trabalho, gerado por fatores como a falta de reconhecimento, o sentimento de inutilidade entre outros. O valor do trabalho tanto para o servidor quanto para a instituição integram o terceiro eixo. Já o último busca identificar os danos físicos, psicológicos e sociais causados aos trabalhadores e trabalhadoras do judiciário.
O Protocolo conta ainda com um questionário complementar que fornecem dados para a construção do perfil demográfico da categoria, também irá trabalhar aspectos específicos.
Acesse aqui o conteúdo. Participe! Sua opinião é muito importante para nós.
Com informações da Fenajud
Publicado em: http://site.serjusmig.org.br/

Pesquisa aponta faltas por motivo de saúde no Poder Judiciário

Estudo indica perda na força de trabalho
 do judiciário ficou em 1,6% para magistrados
e de 2,1% para funcionários, em 2016.
Os juízes e servidores do Poder Judiciário brasileiros se ausentam pouco do trabalho por motivo de saúde. A conclusão é de levantamento produzido pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O estudo revela que, em 2016, a perda na força de trabalho ficou em 1,6% para magistrados e de 2,1% para outros funcionários. Clique aqui para acessar a pesquisa.
Considerando os 15.3159 cargos providos de magistrados em 2016, cada magistrado ativo em 2016 se ausentou por 6 dias no ano. Quanto aos servidores, levando em conta os 232.638 cargos providos, significa dizer que cada um se ausentou por aproximadamente 8 dias no ano passado. 
O Tribunal de Justiça do Acre apresentou o maior percentual de faltas motivadas por doenças entre os juízes, 20%, enquanto o Tribunal Regional da 18ª Região (Goiás) registrou o menor, 0,1%. Entre os servidores, o índice mais elevado ficou com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) com 6,3% e mais baixo com Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul, com 0,1%.
Além de apontar o índice de absenteísmo, o levantamento mostra quais são os motivos que mais representativos nos afastamentos registrados em 2016. Comumente relatados por trabalhadores da iniciativa privado, os transtornos mentais e comportamentais tiveram representatividade entre as causas de afastamento de magistrados e servidores. Com 11,8% dos registros, as doenças mais frequentes foram os transtornos de ansiedade (como síndrome do pânico e ansiedade generalizada), episódios depressivos e reações ao estresse grave e transtornos de adaptação.
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O principal motivo de ausência na força de trabalho do Poder Judiciário, com 20,2% dos registros, foi a utilização de serviços de saúde, ou seja, ausências para realizar consultas ou exames ou acompanhar um parente doente, por exemplo. O segundo grupo mais significativo, com 12,7% dos casos, é o das moléstias do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo, como dor na coluna e lesões no ombro. Em terceiro lugar ficaram as doenças do aparelho respiratório, com 11,8%, com destaque para sinusite. 
É importante destacar que o índice de absenteísmo por doença é um reflexo do estado de saúde não apenas a partir das condições de trabalho, mas também do contexto social, estilo de vida e predisposições genéticas. 

Exame periódico

Além de prevista no Decreto 6.856, a obrigatoriedade de realização de exames periódicos de saúde (EPS) foi estabelecida pela Resolução CNJ n.207, que institui Política de Assistência à Saúde de Magistrados e Servidores do Poder Judiciário. Apesar disso, o estudo revelou a subnotificação da quantidade de exames realizados. Por conta disso, não foi possível apurar o índice de realização do EPS para metade dos tribunais do Poder Judiciário. 
A finalidade desses exames visa justamente preservar a saúde dos magistrados e servidores e evitar doenças ocupacionais ou profissionais. O levantamento mostrou que, em 2016, foram realizados 21.988 exames periódicos, sendo 21.302 com servidores e 686. 
Os tribunais com maiores percentuais de realização de exame médico foram: Superior Tribunal de Justiça (80,7%), Tribunal Regional Eleitoral do DF (82,6%) e Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (85,9%). 
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A Justiça do Trabalho realizou a maior quantidade de EPS do Poder Judiciário, com 9.614 exames (43,7%). O segundo lugar ficou com a Justiça Estadual, com 6.631 registros (30,2%). Os tribunais com o maior número de exames feitos foram TJMA (3.167), TRT3 (2.642), TJMG (2.221), STJ (1.594) e TRT5 (1.529).
Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas foram as mais observadas nos exames (26,4%), com destaque para os distúrbios do metabolismo de lipoproteínas e a obesidade. As moléstias do aparelho circulatório registraram 12,8% do total, com relevância para hipertensão. 

Thaís Cieglinski
Agência CNJ de Notícias


Comitê vai cuidar da saúde emocional de juízes e servidores

A saúde emocional dos magistrados e dos servidores do judiciário será a prioridade do Comitê Gestor Nacional de Atenção Integral à Saúde, coordenado pelo conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Valtércio Ronaldo de Oliveira. “É preciso que o CNJ tenha uma proposta que dê amparo à saúde mental do dos magistrados e servidores do judiciário”, enfatizou o conselheiro.
Um levantamento especial feito pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) do CNJ em 2016 mostrou que os transtornos mentais e comportamentais foi o quarto grupo de doenças mais expressivo nas ausências ao trabalho naquele ano, com 17.826 ocorrências, correspondendo a 11,8% do absenteísmo-doença. A Justiça Estadual foi o ramo de Justiça com maior percentual de ausências, com 13%. A Justiça do Trabalho aparece com 10,4% das ausências, a Justiça Federal com 9,9%, a Justiça Eleitoral com 8,8%, os Tribunais Superiores com 7,9% e, a Justiça Militar com 3,8%. Ansiedade e depressão são as principais doenças relatadas pelos servidores e magistrados.
No próximo dia 21 de novembro, às 11h, o Comitê Gestor realizará a sua primeira reunião para traçar as metas e linhas de trabalho. Fazem parte da equipe o conselheiro Arnaldo Hossepian, a juíza auxiliar da presidência da CNJ, Flávia Pessoa; o juiz do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), Luiz Antônio Colussi; a juíza do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), Maria Isabel da Silva; e o juiz do Trabalho aposentado, Rodnei Rodrigues.
Justiça Restaurativa
O conselheiro Valtércio de Oliveira coordenará ainda o Comitê Gestor da Justiça Restaurativa. A prática da Justiça Restaurativa é incentivada pelo CNJ por meio do Protocolo de Cooperação para a difusão da Justiça Restaurativa e pela Resolução 225/2016, que contém as diretrizes para implementação e difusão da prática da Justiça Restaurativa no Poder Judiciário.
A partir de técnicas autocompositivas de solução de conflitos, a Justiça Restaurativa promove aproximação entre vítima, agressor, suas famílias, a comunidade, a sociedade e a Rede de Garantia de Direitos, e, a partir da escuta ativa e da compreensão das responsabilidades, busca-se a reparação dos danos advindos da transgressão e o atendimento das necessidades de todos os envolvidos, construindo-se novos caminhos de convivência, pautados pelo bem e pela paz.
A primeira reunião do Comitê Gestor da Justiça Restaurativa está marcada para 27 de novembro, às 17hs. “Queremos a participação ativa de todos os 92 tribunais com sugestões de práticas que ajudem a ampliar o uso da justiça restaurativa em todo o judiciário”, afirmou o conselheiro Valtércio de Oliveira.
Fonte: CNJ