quinta-feira, 26 de novembro de 2015

SINJUS debate sobre Direito de Greve e Democracia

Vem aí: Café com SINJUS com debate sobre Direito de Greve e Democracia


Em sua 3ª edição, o Café com SINJUS, projeto do Sindicato que oferece mais um espaço de formação para os filiados, traz um debate sobre o tema “Direito de Greve e Democracia”. O evento será realizado no dia 2/12, das 14h às 17h30, no auditório do SENAC, no 16º andar do Edifício Mirafiori (rua Guajajaras, 40, Centro). Confira abaixo os palestrantes convidados e os assuntos que serão abordados:

Conjuntura Política

Palestrante: Carlos Magno Machado

Impactos psicológicos sobre o servidor

Palestrante: Arthur Lobato

Estratégia jurídica

Palestrante: Rudi Cassel


Mídia e greve

Palestrante: Patrícia Brum

Cenário econômico e perspectivas para 2016

Palestrantes: José Moreira e Thiago Rodarte

Balanço Final

Palestrante: Direção do SINJUS-MG


A participação dá direito a certificado, que vale pontos para a Promoção Vertical. Mas atenção, as vagas são limitadas! Faça sua inscrição até às 17h do dia 1º/12 pelo telefone (31) 3213-5247. Inscrições no evento mediante disponibilidade de vaga.

Serviço:Café com Sinjus - Direito de Greve e Democracia
Dia: 2/12 (quarta-feira)
Horário: 14h às 17h30
Local: Auditório do SENAC, no 16º andar do Edifício Mirafiori (rua Guajajaras, 40, Centro). Inscrições: até 1º de dezembro pelo telefone 3213-5247

Diferenças sutis entre o estresse e o assédio moral

Sitraemg: Departamento de Saúde e Combate ao Assédio Moral


Postado em: 24/11/2015
Marie France Hirigoyen, uma das maiores especialistas sobre assédio moral, em sua palestra realizada no Brasil em 2011, ressaltou que tanto no estresse quanto no assédio moral há “ativação dos hormônios do estresse”, mas com os estressados o repouso é reparador. No caso do assédio, o organismo não reage como no estresse, o que leva ao esgotamento e a depressão, principal sintoma da vítima de assédio moral.
Com relação à especificidade que vai marcar a diferença entre assédio moral e estresse, ela reforçou as marcas e consequências da vergonha e humilhação vivenciadas pela vítima. Como os efeitos do assédio moral persistem com o tempo, a vitima que é escolhida como alvo sofre com a perda do sentido da realidade, questiona-se “porque estão fazendo isso?”, e não há explicações. A vítima não entende o que está acontecendo; cria um quadro de dúvidas sobre sua capacidade de trabalho; introjeta o discurso do agressor e passa a se sentir culpada no lugar de vitima. Mas culpada de quê?
Nós, seres humanos, precisamos do sentido das coisas. Quando há explicações e diálogo, problemas e conflitos podem ser superados. As atuações agressivas, mecanismo de defesa da vítima de assédio moral, servem para corroborar a perversidade do assediador, que usa destes momentos de explosões emocionais da vitima de assédio moral, para prejudicá-la ainda mais.
Marie France reafirmou que todo assédio moral é um atentado à dignidade e autoestima das pessoas, sendo que as injúrias e humilhações nunca são esquecidas. A vítima de assédio moral não entende o que aconteceu, nem sabe o que fazer, o trabalho perde o sentido, fatores que agravam o adoecer emocional e psíquico da vítima. Sem o sentido, que dá significado ao trabalho, a vítima busca soluções equivocadas, e como não há respostas, a vitima pode ser violenta com outra pessoa ou consigo mesmo, uma das razões do suicídio. Portanto a vítima de assédio moral pode sofrer com depressão ou ansiedade excessiva, e até mesmo ideias suicidas.
Por isso é necessário que profissionais de saúde, doutores da lei, servidores e diretores do Sitraemg, fortaleçam o  debate para  combater o assédio moral no trabalho.
Buscando o diálogo institucional, foi solicitado através de ofício ao TRT, TRE e Justiça Federal, reunião para debater o projeto de saúde do trabalhador implementado pelo SITRAEMG, de forma que o debate entre a relação trabalho/saúde/adoecer, seja  encampado enquanto política institucional.
O Departamento de Saúde e Combate ao Assédio Moral do SITRAEMG já está atendendo servidores e servidoras que queiram denunciar o assédio moral e outras violências no ambiente de trabalho. O agendamento pode ser feito pelo e-mail denuncia.assédio@sitraemg.org.br, ou pelo telefone 4501 1541.
Arthur Lobato é Psicólogo/Saúde do trabalhador


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

"A dor (in)visível - Assédio Moral no Trabalho"



O documentário "A dor (in)visível - Assédio Moral no Trabalho" é uma realização:

  • Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS)
  • Procuradoria do Trabalho no Município (PTM) de Caxias do Sul; 
  • Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) 
  • Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) em Caxias do Sul; 
  • e do Governo Federal.

Produção: Transe Imagem


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Curso ministrado pelo psicólogo Arthur Lobato no auditório da Escola Superior da Magistratura – AJURIS/ Porto Alegre

SINJUS-MG continua a ser referência em encontros sobre Assédio Moral
Publicado no site: http://www.sinjus.org.br/




Em outubro do corrente ano, os Membros da Comissão Paritária de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, no âmbito do Poder Judiciário do Rio Grande do Sul, participaram de curso ministrado pelo psicólogo Arthur Lobato, no auditório da Escola Superior da Magistratura – AJURIS, em Porto Alegre.

Servidores, profissionais de saúde, juízas, desembargadoras do TJRS e representantes  da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul - Ajuris, Sindjus-RS, ASJ e Abojeris acompanharam o curso e puderam esclarecer dúvidas sobre o assédio moral no ambiente de trabalho.
Um dos pontos abordados foi a importância da solidariedade do grupo de trabalhadores, já que o individualismo, metas e produtividade, características do trabalho na iniciativa privada, estão sendo aplicados no serviço público. Por isso, a importância da ação  dos sindicatos e associações, além do trabalho da Comissão Paritária. Nesse sentido, o trabalho do SINJUS-MG e Serjusmig foi referência no Encontro.
Foram debatidas, também, questões jurídicas, estratégias de ação e as recomendações preventivas da OIT (Organização Internacional do Trabalho) em relação ao combate do assédio moral.
No curso, Arthur Lobato ressalta a importância dos trabalhos da médica Dra. Margarida Barreto e do psicólogo, Roberto Heloani, os pioneiros no estudo do assédio moral no Brasil.


O psicólogo Arthur Lobato e a jornalista Taís Ferreira foram declarados pelo Ato Nº 042/2015P, assinado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), desembargador José Aquino Flores de Camargo, hóspedes oficiais do Tribunal de Justiça para realizarem o Curso de Capacitação para Membros da Comissão Paritária de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral.
Segundo Lobato esse trabalho fez parte de uma luta sindical do Sindjus-RS,por meio das diretoras Geovana Zamperetti Nicoletto e Carmen Nadia Pereira Rosso Chama atenção ainda, que a Comissão foi criada sem a necessidade de uma lei, como no caso de Minas Gerais. "Pude constatar no Rio Grande do Sul o avanço no combate ao assédio moral e a importância da capacitação de juízas e desembargadoras. A experiência que tive ao ministrar esse curso me fez refletir sobre a diferença de atitude no combate ao assédio moral em relação ao Tribunal de Minas", disse o psicólogo.
"Há um tema que os estudiosos do assédio moral devem se ocupar profundamente, nesta década, que é a progressiva e reiterada, continua e organizada, de um tipo de assédio moral específico, qual seja: o assédio moral institucional. Não é de hoje que a percepção dessa tipologia é bem sentida quando as ações próprias de desmotivação e de desvalorização, não se volta contra indivíduos mas contra um conjunto de trabalhadores, a partir de uma política de gestão das organizações. Os casos mais recentes no TJMG bem poderiam servir de laboratório para uma pesquisa nesse sentido. Mas é, por enquanto, uma tese", avalia o diretor de Assuntos Sociais, Culturais e de Saúde do SINJUS-MG, Jonas Araújo.
FONTE: Sinjus com informações do Blog Assédio Moral e Saúde no Trabalho

Fotografias: Taís Ferreira

Confira também:
http://assediomoralesaudenotrabalho.blogspot.com.br

 http://www.escoladaajuris.org.br

 http://sindjus

 http://www.abojeris.com.br/

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Encontros Regionais: etapa do Polo Divinópolis será dia 28 de novembro

http://www.sitraemg.org.br/inscreva-se-ja/

Depois de Governador Valadares e Montes Claros, chegou a vez de Divinópolis. A cidade do Centro-Oeste de Minas sediará, no próximo dia 28 (de novembro), sábado, o Encontro Regional dos Servidores do Judiciário Federal – Polo Divinópolis. O evento será realizado no River Palace Hotel (Rua Pernambuco, 154, Centro, Divinópolis), com início previsto para as 9 horas da manhã e encerramento às 19 horas, quando terá início uma confraternização festiva entre os participantes.
Além dos temas “Campanha de fortalecimento do SITRAEMG”, “O Servidor Público no cenário da Dívida Pública Brasileira” e “Direito e Movimento Sindical”, o Encontro em Divinópolis debaterá, também, “O Servidor Público no cenário da Dívida Pública Brasileira”, a partir de palestra a ser proferida por Rodrigo Ávila, economista militante do movimento Auditoria Cidadã da Dívida.
Para este Encontro, estão convidados os servidores de Divinópolis, Pará de Minas, Itaúna, Bom Despacho, Formiga, Pitangui, Oliveira, Nova Serrana. Os interessados da região podem fazer suas inscrições pelo e-mail evento@sitraemg.org.br, lembrando que o SITRAEMG arcará com as despesas de transporte e deslocamento dos servidores filiados. Para melhor organização do evento, o Sindicato pede que cada um confirme sua participação até, preferencialmente, o dia 25/11.
O objetivo dos Encontros Regionais é aproximar e integrar o SITRAEMG, cada vez mais, dos servidores do interior, mantendo o contato com os mesmos e levando-lhes os informes gerais de interesse da categoria, o que de certa forma já é feito também através do projeto Pé na Estrada, mas, além disso, facilitando-lhes o acesso aos debates acerca de temas pontuais que lhes são afetos no dia a dia de trabalho.
PROGRAMAÇÃO
Encontro Regional dos Servidores do Judiciário Federal – Polo Divinópolis
Data: 28 de novembro de 2015, sábado
Local: River Palace Hotel – Rua Pernambuco, 154 – Centro – Divinópolis-MG.
9h – Credenciamento
9h45 – Campanha de fortalecimento do SITRAEMG:
  • Campanha de sindicalização
  • Organização Regional (Resolução do IX Congresso ordinário)
  • Carteira de Convênios e serviços prestados à categoria
  • Explanação e Apresentação a ser feita pela Diretoria
11h – Palestra: “O Servidor Público no cenário da Dívida Pública Brasileira” – Palestrante: Rodrigo Ávila – Economista da Auditoria Cidadã da Dívida.
12h30 – Almoço
14h – Palestra: “Direito e Movimento Sindical”: Greve do Serviço Público; Criminalização do Movimento; Organização dos Trabalhadores – Palestrante: Gustavo Machado – Pesquisador do Instituto Latino Americano de Estudos Socioeconômicos – ILAESE –; Mestrando em Filosofia pela UFMG.
16h – Coffee Break
16h30 – Palestra: “Saúde e Assédio no Trabalho” – Palestrante: Arthur Lobato – Psicólogo responsável pelo Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral do SITRAEMG; Coordenador da Comissão de Combate ao Assédio Moral SINJUS-SERJUSMIG (2007- 2015) e coordenador do Plantão Sindical de Atendimento às Vítimas de Assédio Moral SINJUS-SERJUSMIG (2007-2015).
19h – Confraternização
22h30 – Encerramento

Publicado em: http://www.sitraemg.org.br/


terça-feira, 17 de novembro de 2015

“Lidando com o estresse nosso de cada dia”

Entrevista: “Conexões: espiritualidade e cotidiano”

No programa a reflexão é sobre lidar com o estresse de maneira a buscar do equilíbrio. O trabalho, os relacionamentos, a família, a escola e outras grandes responsabilidades são fatores de forte pressão e, muitas vezes, acabam por tirar nosso equilíbrio. É possível administrar a pressão e viver bem mesmo em meio a tantas emoções e afazeres?  



05/11/2015

Estresse nosso de cada dia – Bloco 02






“Conexões: espiritualidade e cotidiano”
Apresentação: padre Márcio Paiva
Entrevistado: Arthur Lobato - psicólogo/saúde do trabalhador
Data da gravação: quinta-feira, 05 de novembro
Local: TV Horizonte
Horário de exibição: 21h15 às 21h45 – AO VIVO (2 blocos de 12 minutos cada)
Tema: “Lidando com o estresse nosso de cada dia”

http://www.tvhorizonte.com.br/conexoes/



terça-feira, 10 de novembro de 2015

Por Arthur Lobato: O sofrimento no trabalho segundo Christophe Dejours


Postado em: 10/11/2015

Christophe Dejours, pesquisador francês e criador da “psicodinâmica do trabalho”, método que analisa a relação de prazer e sofrimento no trabalho, conclui que as contradições da relação entre capital e trabalho são os motivos que conduzem ao adoecer do trabalhador e ao sofrimento físico, psíquico e emocional. A dignidade humana, portanto, tem que ser o valor supremo no mundo do trabalho e para isso é necessário resistir e vencer as dificuldades do trabalho, mas nem todos conseguem, daí o adoecer, o sofrimento e o fracasso.
Dejours considera que as estratégias de defesa podem ser conscientes ou inconscientes, mas representam em ambos os casos uma recusa de sofrer, uma elaboração psíquica sobre o que faz sofrer aprofundando a contradição entre a realidade vivenciada pelo trabalhador e a organização do trabalho, já que neste “real do trabalho” a vivencia é de fracasso e sofrimento. Isto se manifesta no burn-out, que é o sofrimento de quem se envolve muito com o trabalho, ou na insônia e sonhos com o trabalho. Curiosamente o especialista afirma que “muitas vezes é preciso fracassar para se ter boas ideias”, ou seja, aprender com o erro, para poder resistir e vencer as dificuldades do trabalho, mas isso nem todos conseguem, daí o adoecer, o sofrimento, o fracasso.
“Trabalhar é sofrer resistências” e o trabalhador se engaja nos esforços, em toda sua subjetividade, e nos relacionamentos com os colegas, portanto, afirma Dejours, “falar ao colega é um modo de nos reapropriarmos de nossa inteligência”, pois somos seres relacionais, o outro constrói minha subjetividade, e tanto no amor como no trabalho a construção da identidade é através do reconhecimento. Entretanto, como evitar sofrimento do trabalhador e ao mesmo tempo manter as regras rígidas da organização do trabalho?
O trabalhador não é uma máquina, portanto, precisa interpretar as ordens e não apenas obedecer regras e normas. O perigo é a interpretação individual, que pode causar riscos à segurança, por isso deve haver este espaço para falar do trabalho e discutir as contradições entre a teoria e a prática. Só assim se chega a uma arbitragem sobre as deliberações e opiniões dos trabalhadores para adaptar a norma à experiência do trabalhador.
O SITRAEMG criou o Departamento de Saúde e Combate ao Assédio Moral, da qual participo como coordenador, visando combater todo tipo de violência laboral. Nos atendimentos individuais, percebemos claramente que muitos casos que levam ao adoecer do trabalhador estão no conflito mal resolvido, quando o superior hierárquico não aceita o diálogo e usa da hierarquia para práticas autoritárias, negando o saber do trabalhador, e muitas vezes o conhecimento/saber do servidor agiliza o processo produtivo, mas, pela recusa ao diálogo, este servidor é perseguido pois até hoje o autoritarismo é exercido como forma de domínio sobre os servidores, o que cria uma série de transtornos psíquicos e emocionais, sem que os tribunais percebam as consequências para a saúde do trabalhador.
O Departamento de Saúde e Combate ao Assédio Moral do SITRAEMG já está atendendo servidores e servidoras que queiram denunciar o assédio moral e outras violências no ambiente de trabalho. O agendamento pode ser feito pelo e-mail denuncia.assédio@sitraemg.org.br, ou pelo telefone 4501 1541.
Arthur Lobato é psicólogo/saúde do trabalhador

Greve, retaliação, perseguição e os impactos sobre a subjetividade do trabalhador







Por

Arthur Lobato




No Congresso Sindical da OAB, realizado no último mês de outubro em Belo Horizonte, juízes, procuradores, sindicalistas e advogados foram unânimes: a greve é um dispositivo legal, na luta capital/trabalho, em busca de direitos, sendo justificada, enquanto mecanismo de pressão, quando não há negociação entre a instituição/empresa e os sindicatos. 

No entanto, um conflito psíquico se instaura quando grevistas, servidores da Justiça, são punidos com processos administrativos. Afinal, se a greve é legal, um direito do trabalhador, por que punição? E, ainda pior, sem que se abra o diálogo entre o TJMG e o SERJUSMIG, SINJUS, representantes dos servidores da primeira e segunda instancia.

Segundo o doutor em medicina, especialista em medicina do trabalho e em psiquiatria e psicanalista Christophe Dejours, as contradições da relação entre capital e trabalho são os motivos que conduzem ao adoecer do trabalhador e ao sofrimento físico, psíquico e emocional.

A dignidade humana, portanto, tem que ser o valor supremo no mundo do trabalho e, para isso, é necessário resistir e vencer as dificuldades do trabalho, mas nem todos conseguem, daí o adoecer, o sofrimento e o fracasso.

No caso da greve, o que vemos atualmente é uma tentativa de criminalizar o movimento sindical, com práticas antissindicais e processos contra o sindicato, dirigentes e grevistas.

Foi assim em 2012 com o Sind-UTE/MG (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), além das retaliações praticadas contra agentes da Polícia Federal na greve de 2013. Também os professores em Curitiba este ano foram agredidos covardemente pela polícia, com a complacência do governador do estado do Paraná. Houve violência e abuso de autoridade policial, na manifestação pela redução do preço das passagens em BH.

Acusamos também a violência moral e jurídica que está sendo efetuada contra o SINJUS-MG, SERJUSMIG, seus dirigentes e servidores grevistas. No caso da Primeira Instância, servidores estão sendo processados por divulgar informação publicada na revista Época, sobre salário de magistrados, em seu facebook pessoal.

A liberdade de expressão sofre um atentado com a proibição de veiculação na mídia da campanha salarial do sindicato, e constatamos o famoso “vigiar e punir” de Foucault: controle absoluto, até sobre a manifestação de pensamento nas redes sociais.

O mais cruel é que o “patrão”, no caso o Judiciário, é quem julga as liminares, a legalidade da greve e os próprios processos administrativos e criminais. Como esperar isenção de quem julga neste momento de conflito?

Um dos caminhos para haver isenção no julgamento envolvendo os sindicatos de servidores e o TJMG seria o das Cortes Internacionais (CIJ), via OIT, atitude que os sindicatos estão articulando.

Vamos analisar a situação do servidor(a): sem data base, sem reajuste, descontado no salário pelos dias de greve, já que não foi aceita a negociação de reposição dos dias de greve, processos administrativos que fazem com que a evolução na carreira fique estagnada e até mesmo a possibilidade de perda de promoções e progressões por causa da instauração de processos administrativos.

Causa preocupação o estado emocional e mental destes servidores e servidoras. Qual a relação com seus familiares sobre a greve e as retaliações: apoio? Admoestações? Conflitos? Crises conjugais?

Que motivação estas pessoas têm para o dia a dia do trabalho, vivenciado com a marca da retaliação, do autoritarismo, da perseguição, da lei do mais forte?
As doenças psíquicas, segundo Dejours, “envolvem a organização do trabalho, a hierarquia, o controle, a vigilância, as relações de dominação no seio do trabalho e a dominação psíquica”.

O atual trabalho de Dejours, a psicodinâmica do trabalho, que analisa a relação trabalho/sofrimento, constata que “normalidade” do trabalhador seria um resultado precário, pois seu aparelho mental está em constante luta contra as pressões, os conflitos, o abuso de poder e, de acordo com a subjetividade de cada um, os traços psicopatológicos se manifestarão na forma de sintomas variados: irritabilidade, insônia, choro, pesadelos, tristeza, desânimo; mecanismos de defesa do aparelho psíquico para simbolizar o mal estar vivido. Assim, “o sintoma revela a fragilidade do paciente” e também “os destinos possíveis da relação entre trabalho e subjetividade”.

Por outro lado, baixar a cabeça e aceitar mansamente as injustiças, principalmente sendo servidor da JUSTIÇA, vivenciar um dia a dia com a marca do autoritarismo e das perseguições não faz parte da natureza humana, a qual não pode conviver de forma saudável com a injustiça. Conflito que gera muitos dos sintomas descritos nos parágrafos acima.

Mas, voltando às retaliações, entendo, assim como outros profissionais que combatem o assédio moral no Brasil, dentre eles Margarida Barreto e Roberto Heloani, que muitas vezes um ato de intensa violência psicológica vai afetar o sujeito em seus valores morais, alterando seu emocional, criando uma fissura mental, que pode dar origem a diversos sintomas.

De acordo com a subjetividade de cada um, a intensidade da violência psicológica deste ato único, pode trazer sintomas semelhantes aos constatados nas vítimas de assédio moral. E mesmo que, cientificamente, um ato apenas de extrema violência não possa ser diagnosticado como assédio moral, por ter sido um ato único sem a questão da temporalidade, é um dano moral. O impacto da violência deste ato pode fazer com que o servidor viva um dia a dia de sofrimento, mal estar, sentimentos conflitantes de se sentir humilhado, desmotivado, impotente em não poder reagir ou reverter a situação.

Assim, para o servidor, o trabalho perde o sentido e, sem entender ou concordar com a punição, cria mecanismos de defesa para “sobreviver” com saúde no ambiente de trabalho. A violência é internalizada, introjetada pelo servidor.
A saída individual contém repressões da raiva, da mágoa, racionalizações, pensamentos obsessivos e produz diversos sintomas, podendo evoluir para o adoecer e até mesmo para o suicídio.

Seria necessário um trabalho em grupo com estes servidores para analisarmos os efeitos deste ato de todo dia se humilhar, vivenciando uma sensação de derrota e impotência, sendo punido por ter feito uma luta por causas justas e, a partir do coletivo, criar estratégias defensivas e de ação, em prol acima de tudo, da dignidade do trabalhador.

O importante é criar estratégias defensivas a partir do coletivo dos trabalhadores, para manutenção da saúde mental e emocional dos servidores, e que o sindicato continue sua luta jurídica para reverter as retaliações e garantir os direitos e a saúde destes trabalhadores.

Neste momento de greve, que gera cisões crises e conflitos, o coletivo deve ser cada vez mais fortalecido, pois somente a solidariedade entre os servidores fará com que a possibilidade de que um mundo melhor seja real.

Não podemos esquecer que toda conquista dos trabalhadores envolveu muita luta até chegarmos aos direitos trabalhistas que conquistamos.

Arthur Lobato é psicólogo/saúde do trabalhador



Encontro Regional – polo Montes Claros: “Saúde e Assédio no Trabalho” foi mais um tema abordado no evento

Publicado em: http://www.sitraemg.org.br/

Arthur Lobato, psicólogo responsável pelo Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral do SITRAEMG foi o segundo palestrante do Encontro Regional – polo Montes Claros, realizado neste último sábado, 7/11, que falou sobre “Saúde e Assédio no Trabalho”. Antes de iniciar sua palestra, Lobato parabenizou o trabalho da direção do Sindicato e disse estar muito satisfeito em trabalhar junto a esta gestão, pois a considera bastante combativa.



Ao iniciar sua apresentação, Lobato citou as inúmeras causas das doenças laborais, que vão muito além de apenas os trabalhadores envelhecerem. São situações diárias, como, exercício repetitivo, a utilização de mobiliário e tecnologia ultrapassados dentre outros, que também contribuem para o adoecimento do trabalhador. Dentro desse adoecimento, encontra-se também o assédio moral. Segundo Lobato, dados do Ministério Público do Trabalho mostram que o Brasil está em 4º lugar em números absolutos em mortes no trabalho, ficando atrás apenas da China, Estados Unidos e Rússia.
Arthur Lobato falou sobre os impactos à saúde do trabalhador no mundo globalizado, destacando as vivências em ambientes de competitividade, individualidade, produtividade, novas tecnologias e um novo mundo de trabalho. “Com tudo isso, precisamos cuidar da nossa saúde física e psíquica”, aponta o psicólogo, informando que os maiores problemas envolvendo o trabalho tanto na iniciativa privada, quanto no setor público são os planos de metas, que levam à pressão dos gestores e, como consequência, pressionam seus subordinados, gerando conflitos de tratamento também entre os colegas.
Assédio Moral
O assédio moral é um mal invisível no ambiente de trabalho, pois representa, segundo Lobato, “um conjunto de práticas perversas efetuadas ao longo do tempo de forma sistematizada, com a intenção de prejudicar uma ou mais pessoas”. No ambiente de trabalho, o conceito de assédio moral é definido como qualquer conduta abusiva, repetitiva, que visa diminuir, constranger, desqualificar psiquicamente um indivíduo.
E quem entra na luta contra o assédio moral? “Os sindicatos têm um papel fundamental nesta luta, tornando-se grandes defensores, ao lado dos colegas de trabalho, ao perceberem que alguém está sendo assediado”, informa o psicólogo, dizendo que o assédio é realizado de forma dúbia, maliciosa, dando margem a diversas interpretações, atuando no psicológico e emocional da pessoa. “Geralmente o assédio começa com problemas em relação às diferenças de gênero, idade, raça, religião, estética, competência etc.”, explicou Lobato, destacando os efeitos do assédio moral, que são o absenteísmo, presenteísmo, queda de produtividade, licenças médicas, mudanças de setor e distúrbios psíquicos, emocionais e somáticos.
Após a apresentação do psicólogo Arthur Lobato, vários servidores se manifestaram sobre o tema e até mesmo fizeram relatos de experiências já vividas. Vilma de Oliveira, também coordenadora do Sindicato, ressaltou que, assim como existe a Lei da Palmada, deveria ser criada uma lei que tratasse o tema, a fim de minimizar os casos de assédio moral nos locais de trabalho.
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Departamento de Saúde e Combate ao Assédio Moral
Vale lembrar que o SITRAEMG criou a partir de uma deliberação no X Congresso da entidade, realizado em abril deste ano, em Juiz de Fora, o Departamento de Saúde e Combate ao Assédio Moral, que conta com a participação do psicólogo Arthur Lobato. Esse departamento tem a função de estudar os casos individuais e reforçar a solidariedade entre os servidores, buscando saídas coletivas. Além disso, visa buscar nos tribunais a existência de políticas de combate ao assédio moral em suas instituições. “O movimento do Sindicato está oxigenando os locais de trabalho”, pontua Lobato.
Alexandre Magnus, coordenador do Sindicato, informou aos colegas que já têm casos sendo avaliados por esse Departamento. Contudo, alerta que é necessário trabalhar preventivamente os casos.

Encontro Regional – polo Montes Claros: servidores aprovam moção de apoio ao Sinjus-MG – entidade está sendo cerceada da atividade sindical

Os servidores reunidos no Encontro Regional – polo Montes Claros – aprovaram moção de apoio ao Sinjus-MG – Sindicato dos Servidores da Segunda Instância do Estado de Minas Gerais -, por estar tendo cerceado da atividade sindical (greve), através de Ação Civil Pública, impetrada pela Advocacia Geral do Estado, sob pena de multa de 100.000,00 (cem mil reais) por dia caso a greve não seja suspensa.
Os servidores da base encontram-se em greve desde o dia 23/09/2015 por uma série de retrocessos vividos pela categoria. CONFIRA AQUI, A MOÇÃO DE APOIO.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

MT: Entrevista com o psicólogo Arthur Lobato sobre assédio moral

Em entrevista, o psicólogo Arthur Lobato explica sobre as formas de assédio moral e as implicações na saúde do trabalhador. No contexto, ele analisa as mudanças que a tecnologia trouxe q que influenciaram também as relações no ambiente de trabalho. As empresas mais competitivas e as necessidades mais urgentes aceleram as rotinas e é neste cenário que o assédio moral se apresenta como um grande vilão. 


SITRAEMG Pé na Estrada: Encontro Regional – polo Montes Claros


SITRAEMG visita os servidores de Corinto, Várzea da Palma, Pirapora, Brasília de Minas, Bocaiúva e Montes Claros




Dando sequencia a série de Encontros Regionais que vem sendo realizada pelo SITRAEMG, a direção do Sindicato convida todos os servidores da cidade de Montes Claros e região para o evento que será realizado no dia 07/11/2015, um sábado, no Dubai Apart Hotel, à Rua Gabriel Passos, 178, Centro, conforme programação abaixo. Esses Encontros oferecem oportunidades de servidores e Sindicato estreitarem seus laços, além do acesso a palestras, debates e discussões de vários temas de interesse da categoria.
Esses Encontros Regionais serão levados às cidades-polo das diversas regiões do estado de Minas juntamente com a continuidade do Programa “Pé na Estrada” que tem como objetivo visitar os locais de trabalho a fim de levar e colher informações relevantes de interesse da categoria, divulgar os trabalhos que vem sendo realizados, promover a interação e motivação dos servidores para participarem das demais atividades político-social do Sindicato, dentre outras. Vale lembrar que tais atividades fazem parte dos compromissos assumidos pela atual gestão durante sua campanha, que visa aproximar, cada vez mais, servidores e Sindicato.
Na próxima semana, nos dias que antecederá o evento em Montes Claros, coordenadores do SITRAEMG, por meio do Programa Pé na Estrada, visitarão as cidades de Corinto, Várzea da Palma, Pirapora, Francisco Sá, Grão Mogol, Bocaiuva, Coração de Jesus, Brasília de Minas, Janaúba, Monte Azul, Itacarambi, São João da Ponte, São Francisco e Januária, para, além de convidar todos os filiados desses locais para participarem do Encontro, levar informes, colher sugestões e convidar os servidores que ainda não são filiados à entidade a o fazerem, com o objetivo de torna a entidade ainda mais forte.
O primeiro Encontro aconteceu no dia 17/10/2015, na cidade de Governador Valadares (relembre aqui).
Inscrições
A confirmação prévia de presença deve ser feita pelo e-mail:margareth@sitraemg.org.br , ou pelos telefones (31) 4501-1500 / 0800-283-4302 – falar com Margareth.
O SITRAEMG arcará com as despesas de transporte, mediante encaminhamento posterior de vouchers de passagens de ônibus ou Nota Fiscal de abastecimento (reembolso de 1 litro para cada 10 km rodados), e hospedagem, em apartamento duplo, em hotel conveniado para os filiados das cidades diversas.
Os colegas ainda não filiados poderão participar das palestras a serem realizadas entre 13h e 19h, no endereço constante abaixo na programação.
Mais detalhes e/ou esclarecimentos podem ser obtidos via e-mail e telefones acima informados.
Veja a programação completa e inscreva-se!
Encontro Regional dos Servidores do Judiciário Federal – Polo Montes Claros
Data: 07 de novembro de 2015
Local: auditório do Dubai Apart Hotel – Rua Gabriel Passos, 178, Centro – Montes Claros
Horário: 13h
Programação
Sábado – 07 de novembro
11h – Credenciamento e abertura do Encontro Regional dos Servidores do Judiciário Federal – Polo Montes Claros – Almoço de abertura no Restaurante Chico´s (ao lado do hotel)
13h – Palestra: “Direito e Movimento Sindical”: Greve do Serviço Público; Criminalização do Movimento; Organização dos Trabalhadores – Palestrante: Gustavo Machado – Pesquisador do Instituto Latino Americano de Estudos Socioeconômicos – ILAESE –; Mestrando em Filosofia pela UFMG.
15h – Coffee Break
15h15 – Palestra: “Saúde e Assédio no Trabalho” – Palestrante: Arthur Lobato – Psicólogo responsável pelo Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral do SITRAEMG; Coordenador da Comissão de Combate ao Assédio Moral SINJUS-SERJUSMIG (2007- 2015) e coordenador do Plantão Sindical de Atendimento às Vítimas de Assédio Moral SINJUS-SERJUSMIG (2007-2015).
17h15 – Campanha de fortalecimento do SITRAEMG:
  • Campanha de sindicalização
  • Organização Regional (Resolução do IX Congresso ordinário)
  • Carteira de Convênios e serviços prestados à categoria
Explanação e Apresentação a ser feita pela Diretoria
19h – Confraternização – happy hour/confraternização, no hotel
23h30 – Encerramento 

Publicado em: http://www.sitraemg.org.br/sitraemg-convida-os-filiados-de-montes-claros-e-regiao-para-o-encontro-regional-dia-0711-programe-se/




quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Em agosto, TJRS instituiu Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral




Com o objetivo de preservar a qualidade de vida e saúde laboral dos integrantes e colaboradores do da Justiça estadual, o Presidente do TJRS, Desembargador José Aquino Flôres de Camargo, instituiu a Comissão Paritária de Prevenção e enfrentamento ao Assédio Moral e Doenças Decorrentes.

Segundo o Presidente Aquino, o tema está inserido no planejamento estratégico da Instituição e segue orientação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a todos os Tribunais do país para a adoção de medidas de combate ao assédio moral nas relações de trabalho como meta permanente.

A comissão foi instituída através do Ato nº 038/2015, do Presidente do Tribunal de Justiça do Estado, e é composta por três magistrados, o diretor do Departamento médico Judiciário e um representante de cada umas das seguintes entidades: Associação dos Oficiais de Justiça do RS (ABOJERIS), Associação dos Juízes do RS (AJURIS), Associação dos Servidores da Justiça do Estado (ASJ) e Sindicato dos Servidores da Justiça do RS (SINDIJUS).

O mandato dos eleitos para a comissão será de dois anos, podendo haver recondução por igual período.

Os integrantes se reunirão mensalmente e exercerão as funções concomitantemente com as atividades de seus respectivos cargos ou funções.

A comissão terá, entre outras atribuições, a função de propor políticas institucionais de prevenção e enfrentamento ao assédio moral e doenças dele decorrentes; receber e processar os pedidos de providências e reclamações referentes a situações de possível assédio moral ocorridas nos ambientes de trabalho do Poder Judiciário Estadual.

No Ato que institui a comissão também está previsto que a apuração da reclamação não poderá exceder 60 dias, desde seu recebimento até sua conclusão, podendo ser prorrogada, por igual período.

Também está prevista a apresentação semestral de relatório à Presidência do TJ para avaliação dos resultados. Os casos omissos serão decididos pelo 3º Vice-Presidente do TJ.

Composição

Conforme a Portaria nº 030/2015, do Presidente do TJ, vão integrar a comissão os seguintes magistrados e servidores:

Desembargadora Denise Oliveira Cezar - Presidente
Juízas de Direito Eliane Garcia Nogueira e Luciana Barcellos Tegiacchi
Diretor do Departamento Médico Judiciário – José Alencar Franco
AJURIS: Desembargadora Liége Puricelli Pires (titular) e a Pretora Elisa Canovas Teixeira (suplente)
ABOJERIS: Rosangela dos Santos Poglia (titular) e Marcinei Jaques Pereira (suplente)
ASJ: Paulo Sebastião Gonçalves Olympio (titular) e Luís Fernando Alves da Silva (suplente)
SINDIJUS: Geovana Zamperetti Nicoletto (titular) e Carmem Nadia Pereira Rosso (suplente)

Fonte: TJRS


Como agir e denunciar


02/10/2015

Se você é vítima de assédio moral em seu ambiente de trabalho, não fique calado. Existem inúmeros meios para denunciar e agir contra esse tipo de violência:

♦ Converse, inicialmente, com o agressor para esclarecer como você se sente (se houver possibilidade de diálogo);
♦ Procure solidariedade, ajuda mútua e estratégias coletivas para enfrentar o problema;
♦ Procure suporte emocional com amigos, família, colegas e psicólogos;
♦ Evite conversar a sós com o agressor. Leve um colega ou representante sindical para servir como testemunha;
♦ Relate as agressões na Ouvidoria ou no setor de Recursos Humanos e solicite uma mediação para solucionar o problema;
♦ Busque apoio jurídico com profissionais devidamente habilitados;
♦ Contate os responsáveis pelo Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).

Onde denunciar?
♦ No sindicato da sua categoria;
♦ Nos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), relatando o ocorrido ao médico, assistente social ou psicólogo;
♦ Se você for celetista: denuncie no Ministério do Trabalho e Emprego (Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego – Comissão de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Combate à Discriminação);
♦ Se você for servidor público: procure ajuda no setor atendimento à saúde ou Recursos Humanos e/ou nas seguintes instituições e órgãos: Ministério Público do Trabalho, Justiça do Trabalho, Comissão dos Direitos Humanos.

Como documentar?               
♦ Anote, detalhadamente, todas as humilhações sofridas. Especifique: dia, mês, ano, hora, local/ setor, nome do(s) agressor(es), colegas que presenciaram, conteúdo da humilhação e demais informações relevantes;
♦ Grave, se possível, as conversas em que ocorrem agressões;
♦ Busque auxílio com os colegas que testemunharam as ocorrências e faça contato com outras vítimas assediadas pelo mesmo agressor.

Outras opções de denúncia e busca de auxilio:
♦ Comissão de Direitos Humanos da OAB;
♦ Conselhos Regionais das diversas profissões (Medicina, Psicologia, Enfermagem, Serviço Social);
♦ Conselhos municipais e estaduais dos direitos;
♦ Ministério Público do Trabalho;
♦ Ministério Público Estadual;
♦ Justiça do Trabalho.

Por que denunciar?
♦ Reparar os danos morais sofridos;
♦ Combater o comportamento do agressor e/ou da empresa;
♦ Prevenir que outras pessoas na organização sofram assédio;
♦ Minimizar as humilhações vivenciadas;
♦ Sentir-se mais amparado em relação à queixa;
♦ Contribuir para uma relação mais colaborativa e saudável no ambiente de trabalho.

 Fonte: Universidade Federal de Santa Catarina / Núcleo de Estudos do Trabalho e Constituição do Sujeito