domingo, 5 de julho de 2009

IV CONSEJUD - Congresso do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia



Nos dias 09 a 12 de julho de 2009, será realizado, na Capital baiana, o Congresso do SINPOJUD - Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia(CONSEJUD).

Tema:SERVIDOR CIDADÃO,COMPROMISSO E ÉTICA NO PODER JUDICIÁRIO

Dentre os subtemas o assédio moral e sexual no serviço público será debatido com a palestra do psicólogo Arthur Lobato, pesquisador e coordenador de grupos de estudo nos sindicatos de servidores da justiça de Minas Gerais - Sinjus -MG e Serjusmig.

domingo, 28 de junho de 2009

Audiêndia Pública - Assédio Moral



Chegou a hora de falarmos deste crime...

Composição da mesa:


Deputado Estadual Durval Ângelo - Presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALMG

Vereadora Maria Lúcia Scarpelli

Arthur Lotado - Sindicato dos Jornalistas

Célia De Lelis - Presidente do SINDIBEL

Wanderson Rocha - Sind Rede BH

Sônia Peres - SITRAEMG

Rosangela Morais Antunes - escritora - autora do livro " Eu... Vítima de Assédio Moral

E OUTROS

sábado, 27 de junho de 2009

ENCONTRO REGIONAL MANHUAÇÚ



SERJUSMIG, EU INTEGRO ESTA FORÇA!

Data: Sábado – 27 de Junho de 2009.

Local: MANHUAÇÚ CENTER HOTEL

08:30 às 09:00 – Credenciamento e café da manhã.

09:00 às 09:20 – Abertura oficial com apresentação das lutas do Sindicato: “SERJUSMIG, Eu integro esta força”.

09:20 às 10:30 – Proposta de Alteração do Plano de Carreiras, Adicional de Desempenho (ADE) – 1º Vice Presidente e Presidente do Serjusmig, respectivamente.

10:30 às 11:00 – Debates

11:00 às 12:30: - Palestra: “ Consciência e Mudança de Comportamento” – Professor, Júllio Machado. 12:30 às 14:00 – Almoço.

14:00 às 14:40 – Palestra: Assédio Moral – Um inimigo invisível no local de trabalho – Professor, Jornalista e Psicólogo, Artur Lobato.

14:40 às 15:10 – Ginástica Laboral – Fisioterapeuta, Sânia de Sousa Cançado.

15:10 às 16:10 – Temas diversos (convênios, Contribuição Compulsória de 3,2% para o IPSEMG; Ações Judiciais, Campanha salarial 2009, diligências, redesenho, Instituição da Gratificação de 20% sobre PJ 77 para os gerentes de Secretaria, PLC 105/08...).

16:10 às 16:40 – Debates

16:40 – Encerramento com sorteio de brindes e Coffe-breack.

SEMINÁRIO EM SAÚDE DO TRABALHADOR DE UBERABA


I Seminário de Saúde e Qualidade de Vida do Trabalhador do Setor Sucroalcooleiro de Uberaba e Microrregião

II SEMINÁRIO EM SAÚDE DO TRABALHADOR DE UBERABA e Microrregião


Data 24 e 25 de junho de 2009
Local: CEA
Endereço: Av Frei Paulino, 30

Programação dia 24/068:00 h - Entrega de material

8:30 h – Abertura
Prefeito Municipal e Secretário Municipal da Saúde

9:00 h - Palestra: "Política Nacional de Saúde do Trabalhador"
– Representante do Ministério da Saúde

9:40 h - Coffe-break
10:00 h - Palestra: "Trabalho Exaustão e Morte nos Canaviais".
José Roberto Novaes
- Professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro


11:00 h – Exibição do Vídeo Documentário-Migrantes
José Roberto Novaes
- Professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

11:30 h – Debate

12:00 h - Intervalo

14:00 h – Apresentação Cultural
14:20 h- Palestra – “Trabalho e Saúde na Industria da Cana”
José Carlos Cacau Lopes
Secretaria de Saúde de São José do Rio Preto

15:30 h - Coffe-break
15:50 h - . Continuação – “Trabalho e Saúde na Industria da Cana”
José Carlos Cacau Lopes
Secretaria de Saúde de São José do Rio Preto

16:30 h –Debate

17:00 h Encerramento.

Programação dia 25/06


8:30 h – Palestra: “Prazer e saúde no Trabalho”
Profa. Leda Gonçalves de Freitas

Leda Gonçalves de Freitas
Possui graduação em Pedagogia pela Associação de Ensino Unificado do Distrito
Federal (1987), mestrado em Educação pela Universidade de Brasília (1995) e
Doutorado em Psicologia pela Universidade de Brasília (2006). Atualmente é
Professora titular da Universidade Católica de Brasília como professora dos cursos
de Pedagogia e Administração. Na UnB está atua no curso de Especialização em
Psicodinâmica do Trabalho.


10:00 h - Coffe-break

10:20 h - Palestra: "Adoecimento Mental relacionado ao trabalho - Conhecendo a
Síndrome de Burnout".
Dra. Ana Maria Benevides Pereira

Graduada em Psicologia pela Universidade de Mogi das Cruzes (1973), mestrado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1979), doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (1994) e Pós-Doutorado pela Universidad Autónoma de Madrid. Atualmente é professora na Universidade Estadual de Maringá, na Universidad Autonoma de Madrid e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia da Saúde, bem como em Educação e Ensino, atuando principalmente nos seguintes temas: burnout, estresse ocupacional, estresse e burnout docente, avaliação psicológica, elaboração de escalas em psicologia e educação.
11:30 h - Debate
11:30 h – Intervalo
13:30 h – Apresentação Cultural

13:50 h - Palestra - "Assédio Moral no trabalho - buscando alternativas".
Arthur Lobato Magalhães Filho


Psicólogo, pesquisador do assédio moral no trabalho e membro das Comissões de Combate ao Assédio Moral no SINJUS, SERJUSMIG E SITRAEMG. Coordenador de Grupos de Estudos sobre o Assédio Moral em sindicatos. Criação de plantões de atendimento a vítimas de Assédio Moral. Apresentou e defendeu tese sobre o combate ao assédio moral no Congresso Nacional de Jornalistas em São Paulo. É autor de cartilha sobre o combate ao assédio moral, além de artigos em jornais, revistas, sites, blogs e palestras sobre o tema.

15:00 h - Coffe-break

15:30 h - Síndrome de Burnout em Agentes Comunitários de Saúde de Uberaba e
Estratégias de enfrentamento - Relato de pesquisa.
Ms. Stela Heloisa Telles

Graduada em Psicologia pela Universidade de Uberaba, Especialista em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica – PUC/MG; Especialista em Administração de Recursos Humanos pela Faculdade de Ciência Econômica do Triângulo Mineiro em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia; Especialista em Terapia Familiar Sistêmica pela Holon Espaço Dinâmico e Mestre pela Universidade de São Paulo.

16:00 h - Debate

17:00 h Encerramento.

Comissão de Direitos Humanos discute assédio moral



As constantes denúncias de assédio moral que chegam à Assembleia Legislativa de Minas Gerais e a ausência de uma legislação específica para coibir esse tipo de prática levaram a Comissão de Direitos Humanos a realizar, na próxima quarta-feira (24/6/09), uma audiência pública sobre o assunto. A reunião acontece no Auditório da ALMG, a partir das 9 horas.

O autor do requerimento foi o presidente da comissão, deputado Durval Ângelo (PT). O parlamentar destacou que há dez anos a comissão vem realizando debates sobre o tema, motivados pelas denúncias de assédio moral cada vez mais constantes. Durval Ângelo disse que a maioria dos casos acontecem no ambiente de trabalho, em que chefes submetem seus subordinados a humilhações e constrangimentos morais.

O deputado defende uma legislação específica para tratar desses casos, mas lembrou que a Justiça já está julgando ações motivadas por situações caracterizadas como assédio moral. Ele informou que em relação às denúncias recebidas pela comissão, os deputados buscam as ouvidorias competentes e orientam as vítimas para que procurem apoio junto aos seus sindicatos e ingressem ações na Justiça. Um dos objetivos da audiência, segundo o deputado, é mobilizar os sindicatos na defesa dos trabalhadores vítimas dessa prática.

Foram convidados para a audiência a presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Belo Horizonte, vereadora Maria Lúcia Scarpelli; a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Minas Gerais (Sitraemg), Sônia Maria Peres de Oliveira; a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), Célia de Lélis Moreira; o vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, Arthur Lobato Magalhães Filho; o diretor administrativo e financeiro do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH), Wanderson Paiva Rocha; e a autora do livro "Eu... Vítima de Assédio Moral", Rosângela Morais Antunes.





Responsável pela informação: Assessoria de Comunicação - www.almg.gov.br

Servidores públicos pedem lei específica para coibir assédio moral


Servidores públicos que participaram da audiência da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais nesta quarta-feira (24/6/09) apresentaram várias propostas para combater o assédio moral na administração pública. Entre elas, a criação de uma legislação específica, um seminário para discutir o assunto e a criação de comissões paritárias no âmbito dos Poderes do Estado. A proposta de legislação deveria prever a retirada do assediador do ambiente de trabalho e seu encaminhamento para tratamento psicológico, indenizações para as vítimas e punições claras, entre outras regras.

Esses foram alguns resultados da audiência promovida pela comissão, a requerimento do deputado Durval Ângelo (PT), presidente. Ele se comprometeu a realizar novo debate assim que a Assembleia receber projeto do governador tratando do assédio moral na administração pública. "A comissão será um canal oficial para aprimorar a proposta", assegurou. Tramitou na ALMG recentemente o Projeto de Lei (PL) 2.130/08, do deputado Sargento Rodrigues (PDT), que vedava o assédio moral e que acabou sendo retirado pelo autor. De acordo com Durval Ângelo, teria havido um acordo entre parlamentares, entidades sindicais e governador, para envio de novo projeto ao Legislativo, desta vez de origem governamental.

O ouvidor da Guarda Municipal de Belo Horizonte, William Santos, defendeu a aprovação de uma lei estadual sobre o tema, mas ponderou que ela só poderia tratar de aspectos administrativos e sua abrangência seria a administração pública. Por isso, defendeu que também seja feita pressão política para formulação de lei federal sobre o assédio moral - que poderia tratar tanto de matéria penal quanto de constrangimentos no setor privado. "Será preciso coibir a banalização das penas", enfatizou, referindo-se à prestação de serviços à comunidade e à distribuição de cestas básicas.

Ineditismo - O deputado Durval Ângelo informou aos convidados que apresentará requerimento visando à remessa da legislação de Contagem (Região Metropolitana de Belo Horizonte) para as câmaras municipais. Contagem é a primeira cidade do Estado que tem uma lei sobre assédio moral.

Vítima que lançou livro apresenta várias propostas

A ex-servidora Rosângela Morais Antunes, autora do livro "Eu, vítima de assédio moral", apresentou várias sugestões à Comissão de Direitos Humanos. Ela cobrou com urgência a criação de lei específica sobre o assunto, mas que não se restrinja a tipificar esse tipo de conduta. "O assédio moral mata, deixando vivo um corpo sem vida. Não queremos que nos escutem chorar e que digam: já passou", testemunhou ela, lembrando que a vítima de humilhação e de perseguições no seu ambiente de trabalho muitas vezes não tem o sofrimento visto pelos outros. "O assédio anula o psíquico. Não há exame físico que comprove o dano", ensinou ela, que ouviu essa cobrança por exames de um perito do INSS que lhe negou benefício.

Para ela, uma proposta de regulamentação precisa avançar com a abordagem dos seguintes aspectos: punição clara para o assediador e para colegas que participam do assédio; afastamento do assediador do ambiente de trabalho, que deverá ser encaminhado a tratamento psicológico; parâmetros para indenizações; definição de como apresentar provas (documentos ou gravações). Isto porque, segundo Rosângela, contar com testemunhas é quase impossível. "No meu local de trabalho, a colega que me dizia como minha situação era humilhante é a mesma que hoje ocupa meu cargo. E eu não a culpo, pois ela precisa", disse. Rosângela trabalhava na secretaria de educação de um município que não revela. Ela foi exonerada quando estava recebendo auxílio-doença.

Tipificação - O deputado Durval Ângelo defendeu que a legislação defina bem a prática do assédio moral, sem ampliar demais o conceito, até mesmo para garantir vitórias na Justiça, em caso de ações. Para ele, o problema do assédio moral tem crescido muito na esfera pública por causa da natureza da ocupação dos cargos. "A pessoa que ocupa um cargo de confiança é, na verdade, de confiança do chefe, que por sua vez é subordinado ao prefeito, ao governador ou ao presidente."

Problema cresce na esfera pública, que vive a institucionalização do assédio moral
Representantes de servidores da Prefeitura de Belo Horizonte e do Judiciário relataram suas experiências de assédio moral. O secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), Israel Arimar de Moura, sugeriu a existência de um novo tipo de assédio moral: o institucional, além do assédio de chefe contra subordinado, de subordinados contra o chefe e entre colegas de trabalho. "A instituição passa a ser cúmplice do assédio e a referendá-lo", avaliou, trazendo o caso de parecer de Corregedoria da PBH que sugeria advertência a testemunhas de defesa de um servidor, com a insinuação de que elas estariam praticando, na verdade, perjúrio.

O diretor administrativo e financeiro do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH), Wanderson Paiva Rocha, citou o caso de funcionários terceirizados que aderiram à greve realizada em 15 de abril. Segundo ele, em represália, a Secretaria Municipal de Educação teria ordenado aos diretores de escolas que fizessem advertência a esses terceirizados. "Foi tudo verbal; não houve documento por escrito com essa ordem", relatou, enfatizando que a Corregedoria da PBH seria política e não administrativa.

De Wanderson Rocha partiu a sugestão de um seminário, bem como a cobrança para que a Câmara Municipal de Belo Horizonte aprove projeto sobre assédio moral. Segundo ele, projeto aprovado antes foi vetado pela prefeitura e o veto, mantido. Também presente à reunião, a presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e de Direitos Humanos da Câmara, vereadora Maria Lúcia Scarpelli, declarou seu apoio às propostas de prevenção e combate ao assédio.

Servidores do Judiciário relatam sua experiência

A presidente do Sindicato dos Servidores da Justiça de 1ª instância (Serjusmig), Sandra Silvestrini, avaliou que a institucionalização do assédio moral é uma grave questão no Judiciário. "Exige-se do servidor que ele saiba com quem está falando", ilustrou, fazendo alusão à famosa frase "Você sabe com quem está falando?", comum na sociedade brasileira e muito usada como artifício para fugir de responsabilidades civis e penais. Sandra Silvestrini denunciou que, entre os instrumentos de assédio, estão a avaliação de desempenho (cujo resultado insatisfatório prejudica a carreira) e o processo administrativo (que muitas vezes desconsidera, na hora de decidir sobre o caso do servidor, toda a apuração feita).

O coordenador-geral do Sindicato dos Servidores da Justiça de 2ª instância (Sinjus), Roberto Wagner França, falou sobre a experiência do plantão de atendimento, formado por advogado, psicólogo e sindicato, que busca orientar os servidores. "É preciso difundir informação e mudar o pacto do medo pelo pacto da solidariedade", defendeu. Assim como outros convidados, o Sinjus lembrou que a questão do assédio moral tem implicações não somente para o assediado, mas também econômicas, com prejuízos para a sociedade, que paga o salário do servidor público.

Procurar ajuda - O vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SPJMG), Arthur Lobato Magalhães Filho, que também é psicólogo, enfatizou a importância de procurar ajuda. Ele orientou ao servidor que se sentir assediado moralmente que procure os colegas e também a entidade que o representa. "O assédio moral é um processo. As perseguições, humilhações e desqualificações acabam fazendo com que a vítima entre em conflito consigo mesma, julgando-se culpada, e aí acaba adoecendo", esclareceu.

O deputado Durval Ângelo disse que apresentará requerimento à Mesa para que seja criada uma comissão sobre assédio moral na ALMG, com participação paritária. "A Assembleia deve dar o exemplo", enfatizou ele, informando que esse problema também existe no Legislativo estadual.

Do deputado Durval Ângelo:

* audiência para obter esclarecimentos sobre a situação do jornalista José Cleves, acusado injustamente da morte de sua mulher e absolvido pela Justiça. Na reunião, haverá o lançamento do livro "A Justiça dos Lobos", de autoria dele.



Responsável pela informação: Assessoria de Comunicação - www.almg.gov.br

sábado, 30 de maio de 2009

Assédio e discriminação racial


* Arthur Lobato


Humilhação, indignação, sofrimento, impotência, esses devem ser alguns dos sentimentos dos escravos. Pensar que era natural considerar um ser humano inferior a outro por causa de sua cor. Tratados como animais, eram também “despossuídos” de alma. A escravidão era a base de sustentação econômica de um Brasil ainda imperial e agrário. A eterna exploração do homem pelo homem.

Albert Camus já afirmava, em sua obra prima:“O Homem Revoltado”: “a revolta começa quando o escravo diz não!” Inicia-se a luta pela liberdade. Surgem os quilombos, reprimidos de forma violenta, mas nunca dizimados. Um homem vira herói negro: Zumbi. Palmares é mais do que um espaço físico: é um ideal de liberdade. Surgem outros idealistas, os abolicionistas, que lutaram pela igualdade dos homens, enfrentando com coragem um mal que persiste até hoje.

Comemorar o quê?

No Brasil, um decreto acabou, da noite para o dia, com a escravidão; sem dar condições aos afro descentes de sobreviver de forma digna, aumentado, ainda mais, as contradições socioeconômicas de nosso País.

Nesse 13 de Maio tivemos pouco a comemorar. A cada época a violência reaparece sob novas formas, mas enquanto a violência física deixa marcas visíveis, na violência moral, as feridas são invisíveis. O resultado de humilhações constantes é um sofrimento vivenciado de forma intensa. A violência moral pode levar a vítima a
depressões crônicas e até mesmo ao suicídio.

Em nosso trabalho de combate ao assédio moral, detectamos muitos conflitos que começam por causa de diferenças que geram discriminação, intransigência e rivalidade.

Marie-France Hirigoyen, pesquisadora do assédio moral no trabalho, constatou que “todo assédio é discriminatório, pois vem ratificar a recusa de uma diferença ou uma particularidade da pessoa. A discriminação (racial)é habitualmente dissimulada, tendo em vista o fato de ser proibida por lei, e, por isso, muito frequentemente se transforma em assédio moral”.

É importante lembrar que, no assédio moral no trabalho, muitas vezes, o que está em jogo é uma relação de poder, de domínio sobre o outro. E o poder não tem sexo, raça ou credo. O assédio é realizado de forma oculta, dúbia, maliciosa, dando margem a diversas interpretações, atuando no psicológico e no emocional da pessoa.

Combater o assédio moral, combater a discriminação racial, lutar por melhores condições de trabalho, são muito mais do que palavras, devem ser ações para que a realidade seja transformada, não por decretos, mas por vontade e participação de todos nós, servidores, sindicalistas e cidadãos.


* Arthur Lobato é psicólogo, pesquisador do assédio moral no trabalho e membro da Comissão de Combate ao Assédio SINJUS-MG/Serjusmig


* Publicado no Jornal Expressão Sinjus Nº177 - 25 de maio de 2009

Expressão Sinjus 177

Serjusmig em Governador Valadares


Palestra no Encontro de Servidores da Justiça das comarcas da região - SERJUSMIG


O SERJUSMIG sempre preocupado com questões que prejudicam o trabalho e a saúde dos servidores, realiza evento dia 30 de maio na comarca de Governador Valadares.

TEMA:Assédio Moral – Um inimigo invisível no local de trabalho

O psicólogo Arthur Lobato, estudioso do Combate ao Assédio Moral no serviço público, é palestrante no encontro.

Para Lobato, o assédio moral pode surgir por causa de problemas decorrentes da estrutura do trabalho, do excesso de tarefas e sua relação com o tempo de cumprimento; funcionários em número reduzido ou com pouca experiência e capacitação para exercer as tarefas no ritmo necessário para cumprir o plano de metas.

Além disso, o assédio surge quando os gestores usam do autoritarismo e práticas perversas sobre o grupo de trabalhadores em busca de produtividade, tendo como conseqüência queda da produtividade devido ao absenteísmo, licenças médicas, desunião do grupo, e pedidos de mudança de setor.

Palestra no Encontro de Servidores da Justiça das comarcas da região - SERJUSMIG

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Data: Sábado – 30 de Maio de 2009.
Local: NALTECI BUFFET
Rua, 34 número 234
Ilha dos Araújos - Governador Valadares, MG, Brasil

08:30 às 09:00 – Credenciamento e café da manhã.

09:00 às 09:20 – Abertura oficial com apresentação das lutas do Sindicato: “SERJUSMIG, Eu integro esta força”.

09:20 às 10:30 – Proposta de Alteração do Plano de Carreiras, Adicional de Desempenho (ADE) – 1º Vice Presidente e Presidente do Serjusmig, respectivamente.

10:30 às 11:00 – Debates

11:00 às 12:30: - Palestra: “ Consciência e Mudança de Comportamento” – Professor, Júllio Machado.

12:30 às 14:00 – Almoço.

14:00 às 14:40 – Palestra: Assédio Moral – Um inimigo invisível no local de trabalho – Professor, Jornalista e Psicólogo, Arthur Lobato.

14:40 às 15:10 – Ginástica Laboral – Fisioterapeuta, Sânia de Sousa Cançado.

15:10 às 16:10 – Temas diversos (convênios, Contribuição Compulsória de 3,2% para o IPSEMG; Ações Judiciais, Campanha salarial 2009, diligências, redesenho, Instituição da Gratificação de 20% sobre PJ 77 para os gerentes de Secretaria, PLC 105/08...).

16:10 às 16:40 – Debates

16:40 – Encerramento com sorteio de brindes e Coffe-breack.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Servidor é trabalhador

* Arthur Lobato

No Brasil, o serviço público é, constantemente, criticado pela mídia. Filas, lentidão dos processos e, principalmente, a estabilidade do servidor são objetos de reportagens, que visam incutir na população a idéia de que a culpa dos problemas do serviço público esta no servidor. Este é apresentado como marajá, incompetente e preguiçoso. São omitidas as falhas e problemas das instituições, criando no imaginário coletivo, por meio de notícias distorcidas, a imagem de que o funcionário público não é trabalhador.

Quem conhece o trabalho dos servidores do Tribunal de Justiça (TJMG), fica impressionado com a quantidade de serviços executados e a executar. Afinal, em uma sociedade em crise, a justiça é o caminho natural para resolução dos conflitos. Na etapa da mediação e negociação entre as partes, para resolver os conflitos e pendências por via processual, o que encontramos, nas secretarias, são mesas abarrotadas de processos, e, mesmo que o número de servidores fosse dez vezes maior, ainda assim, seria impossível “agilizar a produção”. Isso, porque o trabalho do servidor no TJMG não é como uma linha de produção de uma fábrica. O servidor tem de ler, interpretar, analisar, redigir. Tudo isso, com competência e agilidade, pois, um pequeno erro tem conseqüências sobre o indivíduo, a família e suas interações com o tecido social.

Pesquisas mostram que juízes também estão adoecendo pelo excesso de trabalho, como diagnosticou Herval Pina Ribeiro, em seu livro/pesquisa, “O Juiz Sem a Toga”. A pesquisa contou com o apoio do sindicato e do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Unidos pela saúde do trabalhador

O Sinjus-MG e o Serjusmig aguardam a publicação de uma portaria que criará uma comissão que vai organizar e implantar uma pesquisa sobre a saúde mental do servidor no TJMG. Em plena crise econômica, com exigência de “produtividade” no serviço público, mais do que nunca temos que preservar a saúde dos trabalhadores.

Não podemos aceitar que os servidores deixem de ser sujeitos para se transformarem em objetos, peças que são substituídas por outras peças. Não podemos esquecer neste
1ͦ de Maio, a luta dos trabalhadores que pagaram com sua própria vida para que melhores condições de trabalho fossem conquistadas. É bom refletir, rememorando como eram comuns jornadas de trabalho de 16 horas; crianças trabalhando nas fábricas, salários irrisórios. Hoje, muitos trabalhadores se acomodam com as atuais oito horas de trabalho diário, em vez de intensificarem as lutas pela jornada menor que resultará na ampliação de empregos. Criticam-se seis horas de trabalho no serviço público, conquista mais do que justa, sobretudo ao considerarmos o desgaste mental e emocional dos servidores.

Devemos lutar - denunciar, não aceitar que a conjuntura econômica, social e política propiciem o aumento de casos de assédio moral como mecanismo de pressão, desestabilizando emocional e psiquicamente o servidor.

A estabilidade no emprego nada significa, sem que a saúde do trabalhador seja preservada. A luta atual tem de ser contra o assédio moral, processo perverso que adoece e destrói o ser humano. Que o TJMG perceba que o projeto de pesquisa representará um avanço na relação entre a instituição, seus servidores e os sindicatos.

*Arthur lobato é psicólogo e participa da Comissão de Combate ao Assédio Moral no Sinjus/Serjusmig e Sitraemg.


Artigo publicado no jornal Expressão Sinjus 176 - 7 maio 2009

SINJUS-MG se alegra em receber novos servidores da Justiça de Minas Gerais

Acolher os novos colegas - aprovados no último concurso do Tribunal de Justiça de Minas (TJMG) -, bem como mostrar-lhes a importância da participação da categoria para ampliar conquistas. Esse foi o propósito da explanação de representantes do Sindicato dos Servidores da Justiça de 2ª Instância de Minas Gerais (SINJUS-MG) no Programa Servidor Integrado (Serin) do TJMG. A atividade foi realizada no início da tarde desta quarta-feira, 13/5/2009, no Auditório do Anexo II da Unidade Goiás do TJ. Na oportunidade, os representantes da categoria fizeram uma apresentação formal do Sindicato. Em seguida, deixaram pastas para serem distribuídas entre os participantes do programa. Elas contêm Kits SINJUS-MG, com informativos; jornais; manuais (de Direitos do Servidor, Combate ao Assédio Moral, Direitos Previdenciários, Convênios) e afins. No intervalo do evento, por volta das 15h, eles retornaram para esclarecer dúvidas dos novos colegas e recolher fichas de filiação já preenchidas.

Os representantes do SINJUS-MG se alegram em poder dar boas-vindas aos novos servidores. O Sindicato sempre participou das atividades do Servidor Integrado, e isso é motivo de orgulho para os diretores. Durante as explanações sobre o trabalho que, há quase 20 anos, a entidade vem desenvolvendo, os recém-empossados acompanharam uma exposição em PowerPoint. Os slides mostram algumas das conquistas, propostas, ações e campanhas efetivadas, lideradas e/ou apoiadas pelo SINJUS-MG. Por solicitação dos Sindicatos, o psicólogo e Jornalista Arthur Lobato, membro da “Comissão de Combate ao Assédio Moral no Trabalho SINJUS-MG/Serjusmig, ministrou esclarecedora palestra sobre o tema, abordando ainda a importância da união e da ação sindical, assim como questões afetas à organização do trabalho e à saúde do trabalhador de forma geral.
Em sua explanação, o SINJUS-MG também abordou o trabalho que essa “Comissão” tem empreendido, focando nos resultados já sentidos no Tribunal, como os programas para treinamentos de chefias, por exemplo. Os dirigentes da 2ª Instância ainda falaram sobre atual “Campanha de Filiação/Conscientização” e alertaram para as fichas de filiação distribuídas. Aos colegas recém-chegados que ainda não concluíram sua adesão ao SEU Sindicato, reiteramos que basta entrarem em contato com o SINJUS-MG, pelo telefone 3213-5247, no site www.sinjus.org.br, enviando email para sinjus@sinjus.org.br; ou ainda entregar a ficha já preenchida na sede da entidade (Av. João Pinheiro, 39, 10º andar).




publicado no site www.sinjus.org.br

sábado, 9 de maio de 2009

Trabalho da Comissão de Combate ao Assédio Moral SERJUSMIG/Sinjus é apresentado no Fórum Social Mundial


A doutora Margarida Barreto, o professor José Roberto Heloani e o psicólogo e jornalista, Arthur Lobato, durante painel sobre Assédio Moral no FSM

O jornalista e psicólogo, Arthur Lobato, membro da Comissão de Combate ao Assédio Moral, constituída pelos sindicatos SERJUSMIG e Sinjus, participou das discussões do Fórum Social Mundial, na cidade de Belém/PA, tratando sobre a saúde psíquica do trabalhador.

O evento, que aconteceu de 27 de janeiro a 1º de fevereiro, reuniu cerca de 100 mil pessoas de mais de 150 países, todos sob a mesma perspectiva: a construção de uma
outra sociedade, onde a exploração do mercado e a opressão das diversidades sejam superadas.

No dia 31, no painel sobre “Os impactos e as atuais transformações do trabalho à Saúde Psíquica dos trabalhadores e as violações dos direitos humanos no trabalho”, Arthur Lobato falou aos participantes sobre as atividades desenvolvidas pelos Sindicatos (SERJUSMIG/Sinjus) no combate ao Assédio Moral no serviço público mineiro, tais como: campanha de esclarecimento sobre o tema, produção de cartilhas, elaboração de projeto de Lei Estadual e o plantão realizado pelas entidades para atendimento ao servidor assediado.

O painel foi coordenado por duas autoridades no tema Assédio Moral no trabalho: a doutora Margarida Barreto (PUC/SP), destaque
por seus trabalhos de pesquisas envolvendo o assunto, publicações de livros e desenvolvimento do site www.assediomoral.com.br, e o professor José Roberto Heloani
(Unicamp/FGV).

O SERJUSMIG foi representado no Fórum pelo psicólogo, Arthur Lobato, já que compromissos junto ao TJMG e outros órgãos inviabilizaram a ida de membros
da diretoria do Sindicato.

O SERJUSMIG apóia e acredita na importância do Fórum Social Mundial (FSM) na medida em que possibilita um espaço aberto - plural,diversificado, não-governamental e não-partidário-, que estimula o debate, a reflexão, a formulação de propostas, a troca de experiências e a articulação entre organizações e movimentos engajados em ações concretas, pela construção de um outro mundo, mais solidário, democrático e justo.

Publicado no jornal SERJUSMIG NOTÍCIAS Nº 130

Serjusmig visita Comarca de Ponte Nova


Situação crítica na Comarca de Ponte Nova

Em visita à Comarca de Ponte Nova, os diretores do SERJUSMIG constataram vários problemas enfrentados pelos servidores: um grande volume de processos para um número reduzido de funcionários, falta de equipamentos, espaço insuficiente para abrigar o acervo processual, necessidade de instalação de uma vara de execução, tendo em vista a inauguração de uma penitenciária na cidade.

Se não bastassem essas questões que prejudicam seriamente o trabalho e a saúde dos servidores, na vara criminal daquela comarca os funcionários ainda sofrem as onseqüências de um conflito interpessoal, que gerou inclusive uma acusação pelo Ministério Público de assédio moral a um servidor, dentre outros.

A crise instaurada na vara criminal levou vários servidores ao adoecimento, estresse
e a pedidos de remoção e permuta, o que, por conseqüência, prejudica ainda mais a celeridade da prestação jurisdicional, já extramente prejudicada pelo elevado número de processos em andamento e reduzido número de servidores.

No momento em que os diretores conversavam com os colegas, uma equipe da Corregedoria do TJ também trabalhava no local. Segundo alguns servidores, a Corregedoria já foi até a Comarca cerca de três vezes em um curto espaço de tempo.

O SERJUSMIG, representado pelo vice-presidente do SERJUSMIG, Rui Viana, tem acompanhado e oferecido toda a assistência necessária aos servidores da
Comarca, desde que tomou conhecimento do conflito. Mas, é preciso que o Tribunal aja e tome medidas necessárias para solucionar os problemas da Comarca, do contrário,
poderá ser tarde demais.

Assédio Moral já é tratado em outros Poderes

O conflito na vara criminal, em específico, teve como resultado uma Ação Civil Pública, levando ao afastamento imediato do servidor acusado.

Na Ação, o promotor iniciou os autos do processo com uma citação da autora francesa psiquiatra, psicanalista, e psicoterapeuta de família, formada em vitimologia Marie-France Hirigoyen: “Um perverso age tanto melhor em uma empresa quanto mais ela for desorganizada, mal-estruturada, “depressiva”. Basta-lhe encontrar a brecha e ele vai ampliá-la para realizar seu desejo de poder. A técnica é sempre a mesma: utilizam-se as fraquezas do outro e leva-se o outro a duvidar de
si mesmo, a fim de aniquilar suas defesas. Por um procedimento insidioso de desqualificação, a vítima perde progressivamente a confiança em si, e por vezes fica tão confusa que pode chegar a dar razão a seu agressor: “Eu sou nulo, eu não consigo, eu não estou à altura!”. Assim, a destruição se dá de forma extremamente sutil, até que a própria vítima se põe na condição de quem está em erro”. (Livro: Assédio Moral - A violência Perversa do Cotidiano - 2001).


Diante do posicionamento do MP no processo, Rui Viana apontou que o tema do Assédio Moral já é retratado e levado a sério por outros Poderes e que isso deve servir de exemplo para o TJMG.

Neste sentido, o vice-presidente, representante do SERJUSMIG na Comissão de Combate ao Assédio Moral no serviço público, destaca a importância do trabalho da Comissão junto ao Tribunal, no qual tem insistido numa parceria para abordar o tema dentro da Instituição, de forma a coibir a prática do assédio e preservar a saúde do trabalhador e o bom clima organizacional.

Publicado no jornal SERJUSMIG NOTÍCIA Nº 130

Concurso de Monografia sobre Assédio Moral


* Arthur Lobato
Crise econômica mundial, recessão, desemprego. Perspectivas sombrias para o trabalhador que, buscando estabilidade, acredita encontrar no serviço público um porto seguro nestes tempos difíceis. Assim, cada concurso é disputado por milhares de pessoas, que investem tempo e dinheiro em estudos, visando alcançar a segurança no emprego. No entanto percebemos que os salários estão cada vez menores, e o trabalho no serviço público cada vez maior, principalmente no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Passar no concurso é o primeiro passo, depois vem o estágio probatório, e finalmente a tão sonhada estabilidade profissional. Entretanto os sindicatos de servidores têm recebido várias denúncias de maus tratos, humilhações, perseguições, autoritarismo das chefias, práticas que podem consolidar um conceito denominado Assédio Moral.

Estudos sobre o assédio moral no serviço público são poucos, por isso é muito importante a participação dos servidores no concurso de monografias sobre o assédio moral. Mais importante que o prêmio financeiro é o debate sobre o tema, ainda polêmico, e que, por isso mesmo deve ser discutido, debatido, já que afeta a honra, a dignidade, a saúde de quem vivencia este processo perverso.

A monografia escrita pelo próprio servidor proporcionará maiores informações para coibir, prevenir e ouvir o agressor. Quem vivenciou ou presenciou a prática do assédio moral incentivará a pesquisa, o estudo e o debate, auxiliando a implementação de medidas preventivas e punitivas para o seu combate no serviço público. É importante analisar o edital já disponibilizado no site do Sinjus e as sugestões sobre o tema.

Parabéns ao Sinjus e ao Serjusmig por esta iniciativa. Contamos com a participação dos servidores para a boa quantidade dos trabalhos, e, principalmente para que o combate ao assédio moral no serviço público seja uma luta de todos nós - servidores, sindicalistas, profissionais da saúde e do direito, e da instituição Tribunal de Justiça. Preservação da saúde do servidor, ambiente saudável no trabalho, respeito aos direitos dos servidores – estes são os nossos ideais.

*Arthur lobato é psicólogo, pesquisador do assédio moral no trabalho e membro da Comissão de Combate ao Assédio Moral no Sinjus, Serjusmig e Sitraemg.


*Artigo publicado do jornal Expressão Sinjus nº 175 – 24 de abril de 2009

SINJUS-MG dará boas-vindas a novos colegas, no Serin




Nos dias 12/5/2009 e 13/05/2009, terça e quarta-feira, respectivamente, servidores empossados recentemente no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) participarão do Programa Servidor Integrado (Serin). O curso introdutório será realizado no auditório do anexo II (R. Goiás, 253 / 3º andar, Centro), na terça-feira, das 13h30 às 18h, e, na quarta, das 12h30 às 18h30. Dirigentes do SINJUS-MG participarão do evento para dar as boas-vindas e apresentar a entidade aos novos colegas.

Aproveitando a campanha de filiação/2009, serão distribuídas fichas de filiação aos servidores, para que possam efetuar suas inscrições. Sob o tema “Reciclando lutas por Justiça”, o SINJUS-MG espera ampliar sua representatividade junto à categoria, a fim de obter conquistas que se estendam a todos os colegas do TJMG.


PUBLICADO NO SITE DO SINJUS-MG

sábado, 11 de abril de 2009

Assédio Moral: a dignidade humana tem preço?




* Arthur Lobato

Pesquisa da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) aponta para a necessidade de regulamentação do assédio moral no trabalho. Entretanto, o assunto não é consenso entre juízes, desembargadores e advogados. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o presidente da Anamatra, Cláudio José Montesso, afirma que, além de se estabelecerem regras, “é necessário ter a participação especialistas em Recursos Humanos e psicólogos para que o conceito do assédio moral no trabalho seja abrangente e contemple as diferentes modalidades em que ele pode ocorrer”. Já o advogado Luís Carlos Moro afirma, na mesma reportagem, que “determinar regras restringe a liberdade do julgador ao considerar o que pode ou não ser assédio moral”.

Os Sindicatos dos Servidores da Justiça de do Estado de Minas Gerais (SINJUS-MG e SERJUSMIG) encaminharam ao Executivo mineiro, por meio da “Intersindical”, um Projeto de Lei (PL) para combate ao assédio moral no serviço público. Há uma ênfase muito grande na prevenção, e em coibir o assédio moral, inclusive, com a punição do assediador, pois a instituição também é responsável quando permite ou se omite nos casos de assédio moral no trabalho.

Mas uma lei que regule o assédio moral no trabalho, estipulando valores financeiros, paga a humilhação sofrida pela vítima? Quem sofreu assédio moral quer mais do que tudo uma retratação pública, que resgate sua dignidade e honra, sendo estes valores intrínsecos à subjetividade de cada um. Nos casos em que há perdas salariais e despesas médicas por causa do assédio moral é importante o ressarcimento das despesas.

O debate é muito importante, pois como afirma Cláudio Montesso: “As pessoas começaram a despertar para a existência do assédio moral no ambiente de trabalho, que era algo que as pessoas achavam às vezes até normal”.

Em Minas Gerais um servidor do Estado recebeu uma indenização por danos morais no valor de R$10 mil reais. De tanto ser humilhado e perseguido por seu superior, o servidor adoeceu, e se aposentou por invalidez. Munido de provas documentais e testemunhas, moveu um processo de assédio moral no trabalho.

Será que um valor financeiro pode sanar a dor física e moral desse homem? Entendo ser importante também a punição do chefe, para que ele não continue praticando assédio moral contra outros servidores.


*Arthur Lobato é psicólogo, pesquisador do assédio moral no trabalho e membro da Comissão de Combate ao Assédio SINJUS-MG/SERJUSMIG e SITRAEMG.

publicado no EXPRESSÃO SINJUS 174 - 31 de março de 2009

domingo, 8 de março de 2009

ASSÉDIO SEXUAL E ASSÉDIO MORAL


*Arthur Lobato

A mulher, discriminada no trabalho ao exercer as mesmas funções do homem com salário inferior, pode ainda, sofrer na própria carne um crime que é o assédio sexual. No assédio sexual a mulher se transforma em objeto de desejo do homem, o qual usa da relação de poder, da força bruta, e até mesmo da conivência da empresa para exercer seu papel de “macho”. Cabe a mulher resistir, manter sua honra e dignidade, e denunciar esta prática criminosa.

O assédio moral, muitas vezes, acontece com a funcionária que não ficou passiva ao assédio sexual. Ao negar transformar-se em objeto sexual, a mulher pode sofrer perseguições, além de fofocas e maledicências sobre sua honra. Caso não tenha o apoio do grupo de trabalhadores, vive um inferno pessoal. De vítima de assédio sexual, passa a vítima de assédio moral.

Apesar do assédio sexual, na maioria dos casos, ser vertical – não podemos esquecer que a estrutura de trabalho autoritária e centralizadora é campo fértil para o exercício do autoritarismo -, existe também o assédio horizontal, praticado pelos próprios colegas de trabalho. Citarei um caso verídico: uma profissional competente sofreu assédio sexual por seu superior hierárquico. Ela não se sujeitou e denunciou. Passou então a sofrer assédio moral, com a conivência da empresa. Conseqüência: distúrbios psíquicos e afastamento do trabalho; desenvolvimento de sintomas paranóicos (sente-se culpada, acha que suas roupas e seu corpo provocaram o assédio sexual). Vivenciou a culpa como se fosse dela (mulher/vítima), e não do assediador.

A mulher, ao sofrer o assédio moral, começa a questionar sua subjetividade. Não percebendo ser vítima de assédio, acha que o problema se deve ao fato dela ser “feia”, ou “gorda” ou “velha”. Questões que não tem relação com seu trabalho, mas com o seu corpo e sua subjetividade. Também não podemos esquecer que em todo assédio há um problema com relação à diferença; há intencionalidade de prejudicar; as agressões são sistematizadas; as humilhações são constantes. Por isso, a mulher, seja vítima de assédio sexual ou moral, deve procurar alianças com os colegas de trabalho, não se distanciar do grupo e denunciar ao SINDICATO e à CORREGEDORIA. Somente lutando, ela preservará sua integridade física e mental.

*Arthur Lobato é psicólogo, pesquisador do assédio moral no trabalho e membro da Comissões de COMBATE AO ASSÉDIO MORAL DO SINJUS, SERJUSMIG e SITRAEMG

Publicado no jornal EXPRESSÃO SINJUS 173, março 2009

terça-feira, 3 de março de 2009

Memórias de um líder sindical no Fórum Social Mundial da Amazônia 2009

Assédio Moral e Saúde no Trabalho: Perspectivas e possibilidades no combate ao assédio moral no trabalho

Neste site encontro o relato do amigo Arthur Lobato, Repórter Fotográfico (Jornalista), Psicólogo e caçador de imagens da mais tenra estirpe e do mais preciso तिरो-clik,que como todo bom sindicalista, gosta de militar (mesmo em desuso, por uso e abuso, a militância é necessária em tempos de guerra para garantir a paz dos sobreviventes) pela causa humana da "fé, esperança e caridade", tão cara ao nosso poeta Manoel Bandeira: "Quando perderes o gosto humilde da tristeza".
Alguém disse e assino embaixo: "Se Karl Marx fosse vivo (ele está morto?) seu objeto de estudo não seria o trabalhador "braçal" da Revolução Industrial, nos séculos 19 e 21।O velho Marx estudaria o desempregado de hoje (bem definido pelo humorista José Simão como aquele indivíduo cujo celular está fora de área) । Marxista da linha "Grouxo", yo creo, Arthur trabalha com imagem desde os idos 70, sob a batuta de São Glauber (Terra em Transe), Humberto Mauro, Eiseinstein, Vertov, Buñuel etc e tal.
Pensar no trabalho é preocupar-se com a dignidade mínima de qualquer ser humano, que só se realiza socialmente através da produção de bens materiais ou culturais, condição "sine qua non" para sobrevivência na sociedade neliberal-consumista do capitalista tardio. Esse utiliza a palavra "crise" como um "apodo" (mofa, zombaria), que soa bem na boca dos capitalista endinheirados e agarra na garganta dos trabalhadores assediados pelo fantasma do desemprego, na época do trabalho virtual.
O Arthur sindicalista se equilibra na corda bamba da hipocrisia carreirista dos pretensos defensores da causa trabalhista, com o equilíbrio do fotografo que se apodera do "instante em que a coisa é". Foi a Belém, viu e ouviu que o mundo tem saída, que ainda existem pessoas preocupadas com seus semelhantes sem pertencer a credos particulares, nos shoppings e mídias da fé publicizada para o lucro de alguns em benefício de uns.
O medo é o grande vilão nesta onda de assédio moral e saúde do empregado real - (des)empregado virtual. Morrer, é o de menos, pois sempre "se passa desta para melhor" (ninguém duvida da prova inexistente). Agora, a alma é nossa esperança maior, pois está no melhor ou no pior de nós e exala seu perfume de flor rara (odes aos saudosos guerreiros mortos em combate) ou seu pútrido olor de carne inútil, matéria de consumo das existências sem passado.
Salve Arthur! O sindicalismo brasileiro dos aconchavos, maracutaias, festas e favores pessoais, não te merece; mas nós, Jornalistas (des)empregados, com "celular fora de área", estamos contigo na luta pela dignidade humana.

Postado por chrispim
Anonadas

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Perspectivas e possibilidades no combate ao assédio moral no trabalho


*Arthur Lobato

“Outro mundo é possível”, foi o que se constatou, em Belém, no Fórum Social Mundial (FSM). Projetos, idéias, experiências, dúvidas e sugestões foram debatidas calorosamente nas oficinas e palestras do FSM. O SINJUS-MG e o SERJUSMIG levaram a experiência mineira no combate ao assédio moral no serviço público, apresentada pelo psicólogo Arthur Lobato, com distribuição de cartilhas e lançamento do blog http://assediomoralesaudenotrabalho.blogspot.com/, criado e atualizado pela jornalista Taís Ferreira.

Participaram da mesa sobre saúde mental e as relações de trabalho, os maiores especialistas do Brasil e da América Latina como Margarida Barreto, Roberto Heloni, a renomada jurista cubana Lídia Guevara, entre outros. Foram distribuídas a cartilha do SINJUS/SERJUSMIG e a nova cartilha do sindicato dos químicos de São Paulo, pioneiro na luta contra o assédio moral. Outros convidados como Pérsio Dutra-DIESAT-SP-SP; Erivalder Guimarães - FENAM; Carmen Regina Rocha Lima - FNU-Pará; Luiz Salvador -ALAL -Paraná; Susana Trevino -Argentina; falaram sobre a violação repetitiva dos direitos humanos dos trabalhadores.

Fraternidade e esperança na possibilidade de um modo mais humano de trabalho, mesmo com a crise econômica mundial - crise do capital, do consumo -, que reflete em todos nós. Momento em que, mais do que nunca, devemos lutar pela nossa dignidade, não permitindo que a crise seja mais uma arma contra o trabalhador. A missão dos sindicatos é não permitir que o assédio moral no trabalho se alastre como um câncer, corrompendo e destruindo corpos e mentes. Afinal, o trabalho deve ser fonte de realizações.

A verdadeira saúde mental é aquela que possibilita amar e trabalhar. Em nosso lado emocional, afetivo transborda a verdadeira humanidade que existe em todos nós. Através do trabalho, damos nossa contribuição para um mundo melhor, onde a realização pessoal é compartilhada. Com união e vontade de evoluir tudo é possível. Amando, nos encontramos com o outro em plena humanidade; e trabalhando encontramos nossa realização profissional. Mais do que nunca, nos dias de hoje, o que desejamos é “trabalhar sim, adoecer não”!

* Arthur lobato é psicólogo, pesquisador do assédio moral no trabalho e membro da Comissão de Combate ao Assédio Moral SINJUS/SERJUSMIG/SITRAEMG.

Publicado no jornal EXPRESSÃO SINJUS 172, de 12 de fevereiro de 2009.

Assédio Moral é tema das palestras do Serin - Serjusmig


Com o objetivo de integrar, informar e capacitar os servidores, a Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef) reuniu no dia 12 de fevereiro, no auditório do TJMG, cinquenta e oito servidores da 1ª Instância para participarem do Programa Servidor Integrado (Serin).

As palestras abordaram temas como a missão do TJMG, os desafios do Judiciário, os direitos e deveres dos servidores, limitações trazidas pela deficiência, avaliação de desempenho, plano de carreira, processo administrativo e conciliação, além da participação do psicólogo Arthur Lobato com a palestra sobre o Combate ao assédio moral no serviço público.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

FSM: A participação do Sinjus-MG e Serjusmig na luta por um mundo mais justo




Roberto Heloani (Unicamp e FGV) foto:Arthur Lobato



Margarida Barreto (PUC São Paulo) foto:Arthur Lobato


Arthur lobato(membro da Comissão SINJUS-MG/Serjusmig de Combate
ao Assédio Moral no Trabalho) foto: Robert França


foto:Arthur Lobato


foto:Arthur Lobato
foto:Renato Charchar

* Por Taís Ferreira

Encerrado no último domingo, 1º de fevereiro, na capital do Pará, O Fórum Social Mundial 2009 contou a participação do SINJUS-MG e do Serjusmig, além de movimentos sociais do mundo todo que se uniram para debater e avaliar propostas que possam colaborar com a construção de uma sociedade mais justa e um mundo mais equilibrado, no qual as oportunidades sejam amplamente democratizadas.


Na sexta-feira, 30/1, o SINJUS-MG e o SERJUSMIG tiveram a sua participação, com a palestra do psicólogo e jornalista Arthur lobato (membro da Comissão SINJUS-MG/Serjusmig de Combate ao Assédio Moral no Trabalho), que falou sobre violência psíquica contra o trabalhador. A palestra foi organizada pelos doutores Margarida Barreto (PUC São Paulo) e Roberto Heloani (Unicamp e FGV), especialistas do tema assédio moral no trabalho. No sábado, 31/1, Lobato falou sobre o trabalho que as entidades têm realizado, abordando as reuniões da Comissão, o Plantão do Assédio e as propostas de projeto de Lei e de trabalho preventivo no interior do Tribunal de Justiça (TJMG).

Participaram do evento como representantes da diretoria do SINJUS-MG, Robert Wagner França(Coordenador-Geral) e Renato Charchar (Finanças). Foram distribuídas cartilhas elaboradas pela Comissão de “Combate ao Assédio Moral na Administração Pública”. O público participou trocando idéias com os representantes do SINJUS-MG, fizeram questionamentos sobre a possibilidade de organizar trabalho similar em suas entidades, bem como de trocar idéias com a Comissão SINJUS-MG/Serjusmig. Além de Arthur Lobato, a atividade contou com as palestras de Margarida Barreto e Roberto Heloani, acrescidas de relatos de representantes de entidades Sindicais de São Paulo (Sindicato dos Químicos) e do Pará (Urbanitários) e com a contribuição da advogada cubana Lídia Guevara, que atua na área de Direitos Humanitários.

* Taís é jornalista, é editora do blog CINE JORNALISMO EM PAUTA