terça-feira, 29 de agosto de 2023

Sitraemg publica Moção de Repúdio contra as portarias 317 e 318/23 do TRT3

 Texto foi elaborado por um grupo de oficiais de justiça de carreira e ad hoc filiados, a partir encaminhamentos aprovados em reuniões setoriais do segmento promovidas pelo sindicato. Confira!

MOÇÃO DE REPÚDIO ÀS PORTARIA 317 e 318/23 do TRT3

Medidas levam à precarização da Justiça, à sobrecarga e, por via oblíqua, ao adoecimento dos oficiais de justiça de carreira e ad hoc

A entidade de classe subscritora, SITRAEMG, na qualidade de legítima representante do segmento dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais e também representante dos servidores Oficiais de Justiça ad hoc integrantes dessa instituição do Poder Judiciário da União, vêm, respeitosamente, por meio dessa moção, REPUDIAR, veementemente, mais essa tentativa da administração do TRT3 de precarização, sectarismo e intransigência do Judiciário Trabalhista em Minas Gerais, valendo-se de uma manobra administrativa via Portarias 317 e 318 de 29 de junho de 2023.

Impende ressaltar, a fim de situar geograficamente a categoria, jurisdicionados, advogados e a população em geral, que o ambiente em que se deu esta tentativa intolerável de precarizar o trabalho dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais, com fincas ao esvaziamento de suas funções e, por conseguinte, sua extinção, foi em razão de o TRT3, no PCA nº 0001402-86.2023.5.90.0000, em apreciação na sessão do CSJT de sexta-feira passada, 23/06/2023, ter sofrido uma derrota quando o Conselho deu razão sobre o PCA (Processo de Controle Administrativo), ao promover o indeferimento da cautelar anterior do relator, onde a maioria do CSJT divergiu desse entendimento para SUSPENDER a transformação dos 20 cargos de OJAF em AJAJ (analista judiciário, área judiciária). Uma vitória importante que não toca na substituição dos ad hoc, mas garante a reversão cautelar das transformações ocorridas, por absoluta incoerência em demonstrar a carência dos OJAFs.

Por outro lado, há uma fila de espera de aprovados do último concurso, de 2022, aguardando suas respectivas nomeações, mas que não são nomeados. E o TRT3 lançou mão de 20 cargos destinados a estes OJAFs concursados e os transformou em AJAJ (analista judiciário, área judiciária).

O SITRAEMG, então, através do PCA 0001402-86.2023.5.90.0000, frustrou os planos do TRT3, que teve essa transformação de 20 cargos de OJAFs em AJAJ suspensa por decisão do CSJT.

A partir dessa decisão do CSJT, ocorrida em 23/06/2023, que impôs uma derrota ao TRT3 por conta desses mal feitos, exatamente, 06(seis) dias adiante, em 29/06/2023, numa atitude abrupta e inesperada, o Tribunal, desprezando essa premissa e sem qualquer diálogo com a categoria através do sindicato, baixou a Portaria 317 destituindo os ad hoc e a Portaria 318 para provar que o quadro atual de OJAFs é satisfatório e, com a permissão da Res. 354 CNJ, os atos de mera comunicação poderão ser feitos pelas Centrais de Mandados por meios eletrônicos, o que reduzirá em muito o trabalho dos Oficiais de Justiça.

As portarias em questão, publicadas em bloco, sem qualquer diálogo prévio com as partes atingidas por seus efeitos, surpreenderam a todos pela falta de empatia do Egrégio Tribunal com a vida de seus Servidores e de seus dependentes.

Os aprovados só não foram nomeados até o presente momento por conta dessa manobra da administração do Tribunal, que insiste em esvaziar, precarizar e tentar extinguir a carreira dos Oficiais de Justiça.

Em um ato arbitrário e indiferente à vida e às peculiaridades de dezenas de servidores, o TRT3, via Portaria 317, destitui sem aviso prévio quase 60 Oficiais ad hoc, em sua grande maioria integrantes do quadro do Tribunal, que ocupavam esta função há 10, 15 e mais de 20 anos, sem conceder um prazo razoável a esses serventuários para se realocarem e sem proporcionar uma requalificação adequada para suas futuras funções. Não fora isso, esse conjunto de servidores que atuaram por tantos anos com afinco e presteza na execução de mandados em prol da boa prestação jurisdicional são desprovidos, da noite para o dia, de uma receita salarial significativa, ao serem destituídos das FC-01 que ocupavam.

Merece ser destacado que o retorno dos servidores ad hoc às suas atribuições de origem não gera vacância do cargo de oficial de justiça de carreira.

Desse modo, a designação ad hoc de servidor para o desempenho das atribuições de oficial de justiça não prejudica as nomeações dos aprovados no concurso para o cargo de Oficial de Justiça Avaliador Federal.

Por outro lado, a Portaria 318, de 29/06/2023, aduz que irá criar as Centrais de Distribuição de Mandados passíveis de cumprimento eletrônico e um GT (Grupo de Trabalho) para rever a lotação dos OJAFs. Ora, a atitude razoável, lúcida e proporcional é que, no mínimo, a administração promova a substituição dos ad hoc de forma paulatina, à medida que os oficiais de justiça aprovados no último concurso sejam nomeados, para fazer face à desmedida demanda que será criada a partir daí e, também, a um quadro já deficitário de OJ de carreira.

O Estado de Minas Gerais possui uma extensão territorial imensa e se encontra entre os quatro maiores estados da federação; uma geografia singular, composta de extensa zonal rural, montanhas, centenas de milhares de estradas de terra malcuidadas, travessias fluviais, caminho percorrido diuturnamente pelos poucos OJAF desse Tribunal. Tal realidade não está sendo incluída na estatística fria e aritmética apresentada pela administração, que encontrou a cifra de cerca de três mandados cumpridos por dia por cada OJAF, como se o OJAF se dirigisse ao Fórum, assentasse em frente a um computador e, eletronicamente, cumprisse três mandados e desse por cumprida sua tarefa diária. A realidade vivida em campo é bem diferente dessa que deseja fazer crer a Diretoria de Gestão de Pessoas. É assaz penosa e bem distante dessa realidade estatística propalada pela administração, vez que não contempla as inúmeras diligências gastas para o cumprimento de um único mandado; não contempla o trecho percorrido em seus próprios veículos: 100, 200, 400 Km para o cumprimento de um único mandado, tampouco a extensão territorial de cada sub-região.

É nítido que houve prática de ato antissindical por parte da administração do Tribunal. As portarias em questão atingiram a situação constituída de um grupo significativo de servidores, tanto na prática laboral, quanto em seus vencimentos (atingindo por tabela seus dependentes). Nesse contexto, tais decisões deveriam ter sido precedidas de “negociação” com a entidade representativa dos servidores atingidos pelas portarias, como dispõe a Convenção 158 da OIT (autoaplicável) e os princípios básicos da boa Administração Pública. Além disso, demonstrou-se a total falta de empatia do Tribunal com os servidores e de desconsideração com as entidades representativas legalmente constituídas.

Ante todo o exposto, o SITRAEMG promove essa MOÇÃO DE REPÚDIO em face de tamanha arbitrariedade e insensibilidade da administração do TRT3 e vem prestar os ESCLARECIMENTOS acima delineados aos jurisdicionados, advogados e população em geral, para afirmar seu compromisso na defesa intransigente da dignidade, honradez e preservação da saúde mental de seus Oficiais de Justiça Avaliadores Federais e ad hoc, bem como trazer a lume a verdade acerca dos fatos que  resultaram nas Portarias 317 e 318 do TRT3, transvestidas de um verdadeiro espírito de emulação contra quem se dedica anos a fio, meses e diuturnamente, para promover e levar a Justiça Social aos mais recônditos lugares desse país.

Leia mais:

Juiz gaúcho aposentado por conduta incompatível

 O juiz e seus (três) peritos

Afastado preventivamente de suas funções na magistratura gaúcha desde 13 de setembro de 2021 - e aposentado compulsoriamente em 16 de dezembro de 2022, por decisão unânime (25 x 0) do Órgão Especial do TJRS - o juiz Alex González Custódio, 60 de idade, continua com sua situação funcional ativa na burocracia judicial. Ele recebe normalmente seu salário como se estivesse em plena atividade. Falta definir qual a forma do cálculo...

O magistrado Custódio respondeu a um procedimento administrativo disciplinar por “indícios de favorecimento na liberação de pagamento”. Os beneficiados seriam peritos contábeis. O julgamento sem prévia divulgação nos meios de comunicação social e realizado a portas fechadas durou das 14h até as 23h30. Oito dias antes do Natal passado, era uma sexta-feira - que antecedeu a semana do início do recesso na corte.

O juiz Custódio fez carreira na comarca de Esteio (RS) e depois no Foro Regional da Tristeza (Porto Alegre); atuava desde 2015 na 8ª Vara da Fazenda Pública, de onde em 2021 foi afastado de suas funções. A condenação atendeu parcialmente à procedência das imputações contidas na portaria que deu início ao processo. Em seis das capitulações ele foi condenado; bastaria o reconhecimento em uma delas, para que fosse aposentado.

Em 2021, depois de uma apuração prévia sobre a conduta do juiz, o Órgão Especial do TJRS autorizou a abertura de processo administrativo para a apuração de suspeitas de favorecimento a peritos, especialmente na forma de liberação de pagamentos por serviços prestados em processos judiciais.

A radiocorredor advocatícia é pontual numa informação colhida no meio forense: “O magistrado interferia para a liberação mais ágil de pagamentos aos peritos, inclusive, com o uso de valores que estavam em depósitos judiciais para outros fins”.

Seriam, pelo menos, três profissionais, igualmente investigados. Custódio ainda é alvo de investigação do Ministério Público por suspeita de crime. Mas a tramitação também é... sigilosa. (Processo nº 0010-21/000053-5).


O que diz o tribunal

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O processo administrativo contra Custódio foi relatado pelo desembargador Marcelo Bandeira Pereira (juiz desde 1978 e que foi presidente da corte no biênio 2012/2014). O julgado contém cerca de 250 páginas. Teria sido louvável se a sociedade pudesse conhecer o inteiro teor da peça jurídica.

Poucas pessoas, porém, têm acesso ao conteúdo. Nele estão sintetizadas as investigações, os detalhes sobre a rápida liberação do dinheiro que pagou honorários periciais, o quanto foi despendido, quem foram os beneficiários, etc. Ao Dicom - Departamento de Imprensa do TJRS, o Espaço Vital fez várias solicitações, inclusive a de liberação da ementa do acórdão.

A essência da resposta da corte foi esta:

“Data da sessão em que decidida a aposentadoria compulsória do magistrado: 16.12.22; Data da publicação do acórdão: 06.02.23; A defesa ingressou com embargos de declaração; Data da sessão em que decididos os embargos de declaração: 27.03.23; A defesa ingressou com novos embargos de declaração; Data da sessão em que decididos os segundos embargos de declaração: 19.05.23; Data da publicação do último acórdão: 1º.06.23; Data do trânsito em julgado: 12.06.23; Data da remessa do processo ao Departamento de Magistrados para providências: 13.06.23”.

O arremate da resposta: “O Departamento de Magistrados enviou o processo para a Assessoria Especial da Presidência, que decidirá a respeito da forma do cálculo que será aplicado para determinar o valor da aposentadoria”.

À pergunta feita pelo Espaço Vital sobre o porquê do segredo continuado, a resposta foi esta: “O sigilo na tramitação de processos envolvendo magistrados decorre da própria Lei Orgânica da Magistratura, visando a preservação da dignidade do magistrado e das questões deduzidas durante a instrução, que digam respeito ao interesse público, devidamente analisadas pelo relator”.


´Preservação da dignidade´

A propósito da expressão (“preservação da dignidade do magistrado”), usada pelo TJRS, o Espaço Vital foi aos dicionários.

Com pequenas variantes, Aulete, Michaelis, Houaiss e Dicio registram que dignidade é “qualidade moral que infunde respeito; modo de proceder ou de se apresentar corretamente; brio; decência; conformidade com os padrões morais e éticos da sociedade; dignidade; correção; decoro”.

Pois é...


Contraponto da defesa

Juiz

Os advogados Nereu José Giacomolli e Pedro Bossle - ambos desembargadores aposentados do TJRS - atuam na defesa do juiz Custódio. O primeiro dos dois profissionais respondeu ao pedido do Espaço Vital para que apresentasse contraponto.

“O julgamento ocorreu em dezembro. A defesa ingressou com declaratórios, acolhidos em parte, sem modificação do mérito. Já transitou em julgado e o TJRS está por publicar o ato de aposentadoria com vencimentos proporcionais. Os dois escritórios estão preparando - junto ao CNJ - a impugnação da decisão que aposentou o magistrado. Avaliamos que ocorreram uma série de nulidades no julgamento, todas documentadas. E entendemos que, no mérito, a pena aplicada não corresponde com uma resposta adequada, justa e juridicamente sustentável”.


Noventa prisões perpétuas

Patrick

Um contraste. Tratemos, agora, de uma decisão do Tribunal Federal do Texas (EUA), inédita em todos os anais do Judiciário, ao sentenciar um homem a 90 prisões perpétuas, como autor de um massacre ocorrido em agosto de 2019 numa loja Walmart na cidade de El Paso.

Morreram 23 pessoas e 22 ficaram feridas. A condenação de Patrick Crusius (25 de idade atual) é apenas pelas acusações de crimes de ódio contra a população. O criminoso ainda será julgado pelos homicídios na justiça estadual do Texas. O pretexto odioso foi o de “desestimular a invasão hispânica”.

Noventa é a soma de todas as acusações contra o réu: 23 por crimes de ódio que resultaram em mortes; 23 pelo uso de arma de fogo para cometer os crimes; 22 por tentativas de homicídio; e 22 pelo uso de arma de fogo nessas tentativas. Assim, foi sentenciado à prisão perpétua por cada acusação.

O juiz David Guaderrama explanou na sentença: “Prisão perpétua é uma designação incorreta, porque o condenado pode ter direito à liberdade condicional após um certo número de anos (20, 25 ou 40). Assim, sentenças de múltiplas prisões perpétuas garantem que condenados jamais sairão da prisão”.

O tiroteio foi descrito como o ataque mais mortal contra latinos na história moderna estadunidense.


Juiz gaúcho aposentado por conduta incompatível | Espaço Vital (espacovital.com.br)

Caso Rafaela: delegado e investigador transferidos pela 2ª vez em um mês

 O delegado Itamar Claudio Netto e o investigador Celso Trindade de Andrade foram transferidos novamente. Eles trabalhavam na mesma delegacia que a escrivã Rafaela Drummond, de 32 anos, que tirou a própria vida, no dia 9 de junho. Esta é a segunda transferência dos servidores em menos de um mês.

Os delegado e o investigador eram lotados na Delegacia de Polícia Civil de Carandaí, a mesma da escrivã, e no dia 22 de junho foram deslocados para Conselheiro Lafaiete. Nesta  quarta-feira (12/7), o delegado e o investigador foram transferidos novamente.

Segundo publicação do órgão oficial do governo do estado, o jornal Minas Gerais, a partir de hoje o delegado Itamar estará lotado na Delegacia de Belo Vale, e o investigador Celso foi enviado para a Delegacia de Congonhas.

A Polícia Civil informou que todas as decisões tomadas seguem o trâmite legal e que o caso segue em investigação pela Corregedoria de Polícia Civil.

Caso Rafaela: delegado e investigador transferidos pela 2ª vez em um mês - Gerais - Estado de Minas

Perito demitido

 

Os desacertos das relações funcionais na Polícia Civil, pelos relatos até agora manifestados, são muito mais evidentes na Superintendência de Polícia Técnico Científica

Os desacertos das relações funcionais na Polícia Civil, pelos relatos até agora manifestados, são muito mais evidentes na Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC) do que na própria PC. Os casos de perseguição e assédios diversos, em passos lentos na Corregedoria Geral de Polícia ou nem sequer movimentados, somam números que não recomendam. Mas há exceções, óbvio. Alguns procedimentos sugerem até certa preferência para serem resolvidos, como, por exemplo, o de um perito que viajava 800 km durante 14 horas para ir de sua casa até o seu local de trabalho. Esse perito tinha a mãe doente, morando sozinha, o que em muitos casos na própria SPTC é razão suficiente para um entendimento. Mas isso não aconteceu, e o perito foi exonerado, porque assim a lei permite para todos que estão em estágio probatório. Basta que a chefia o determine. Nem são necessários laudos de avaliação psiquiátrica. Que juízo o Sindpecri tem desse e de outros casos ocorridos?

Diretoria do Sitraemg se reúne com novo presidente do TRE-MG

 Sindicato e desembargador Octavio Bocallini se propuseram a atuar com espírito de cooperação

 nova Diretoria Executiva do Sitraemg apresentou-se oficialmente ao novo presidente do TRE-MG, desembargador Octavio Augusto De Nigris Bocallini, em reunião ocorrida na quinta-feira, 6 de julho.

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Coordenadores do Sitraemg Alexandre Brandi e Fernando Neves; a conselheira fiscal Tâmisa Gonçalves; o secretário de Gestão de Pessoas do TRE-MG, Antônio Faria Neto; a diretora-geral, Cassiana Lopes Viana; o presidente do Tribunal, desembargador Octavio Augusto De Nigris Bocallini; a juíza auxiliar da Presidência, Roberta Rocha Fonseca; o coordenador do Sitraemg Sebastião Edmar; a filiada Carla Cassaro de Souza Farage; a coordenadora do sincato Edvalda de Andrade Silva; e o também coordenador Fernando Antônio Rodrigues

E esse primeiro encontro foi marcado pela sinalização de ambas as partes de atuarem com o espírito de parceria e cooperação ao longo de ambos os mandatos.

Ao ouvir a proposta nesse sentido, feita pelos representantes do sindicato, o presidente do Tribunal se disse sempre aberto ao diálogo. “Liberdade e democracia é aqui com a gente”, sintetizou.

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Ainda pelo Tribunal, estiveram presentes a juíza auxiliar da Presidência, Roberta Rocha Fonseca; a diretora-geral, Cassiana Lopes Viana; e o secretário de Gestão de Pessoas, Antônio Faria Neto.

Sete servidores da Casa representaram o Sitraemg: os coordenadores Fernando Neves, Alexandre Brandi, Sebastião Edmar, Fernando Antônio Rodrigues e Edivalda de Andrade Silva; a conselheira fiscal Tâmisa Gonçalves e a filiada Carla Cassaro de Souza Farage.

Democratização do judiciário

O coordenador Alexandre Brandi relatou que uma das principais propostas de luta da atual direção da entidade é pela democratização do judiciário. “A sociedade clama por democracia”, disse.

Citou como exemplo a reação da população às tentativas de radicais em tumultuar as eleições do ano passado. Colocaram em dúvida a credibilidade da Justiça Eleitoral, que já quase 30 anos vem realizando as eleições informatizadas de maneira legítima e transparente. Tentaram, ainda, promover um golpe de Estado depois do processo eleitoral.

Brandi pediu que o Tribunal abra mais espaço à participação dos servidores nas discussões e decisões afetas a eles na Casa. “Quem sabe não poderíamos fazer uma lista tríplice, com a participação dos servidores, para escolha do nosso diretor-geral?”, pontuou, tomando como exemplo o critério adotado para definição de reitores das universidades federais.

Ainda dentro desse tema, o coordenador geral Fernando Neves defendeu a criação de um espaço para integração da administração com seu quadro funcional. Propôs um nome para a iniciativa: “Café com o presidente”.

O presidente do Tribunal enfatizou ser um magistrado de carreira e que procura cumprir a Constituição Federal e as leis. Reiterou que está sempre disposto a conversar, pois acredita que uma boa conversa pode levar a bons resultados.

Boas notícias

Antes da chegada do desembargador Boccallini à reunião, os servidores conversaram com os demais membros da administração presentes sobre diversas questões de interesse da categoria.

E obtiveram boas notícias. Uma delas é a de que estão suspensos os estudos visando ao estabelecimento de turno único na Justiça Eleitoral.

Dois dos sete representantes do sindicato presentes na reunião são chefes de cartório no interior: Fernando Antônio Rodrigues, de Nova Ponte, e Carla Cassaro de Souza Farage, de Além Paraíba.

A coordenadora Edivalda pontuou que muitos dos problemas vividos pelos servidores do interior se deve à falta de conhecimento da administração do Tribunal em relação à situação dessas unidades. “Belo Horizonte não reflete a realidade dos cartórios eleitorais do interior”, salientou.

O coordenador Fernando Rodrigues adiantou que a atual diretoria do sindicato vai buscar ouvir sempre os servidores. Fará isso exatamente para conhecer as diferentes realidades vividas por eles e, assim, facilitar a busca de soluções das demandas junto às administrações dos tribunais.

Lotado em Belo Horizonte, o coordenador Sebastião Edmar propôs que ambas as partes, sindicato e Tribunal, procurem compartilhar informações. Explicou que, agindo de forma interativa, as instituições estarão para que os problemas possam ser resolvidos na origem.

Outras duas reuniões na mesma data

Depois do compromisso com o presidente do Tribunal, o coordenador do Sitraemg Fernando Antônio Rodrigues, que também é membro da Comissão Gestora do Teletrabalho, participou de reunião com a equipe. Ele teve a oportunidade de acompanhar a revisão da minuta que trata das novas regras do teletrabalho, que será levada ao presidente.

Ele e a coordenadora Edivalda de Andrade Silva ainda estiveram em outro encontro com o secretário de Gestão de Pessoas, Antônio Faria Neto. Nessa oportunidade, foram debatidas demandas dos servidores obtidas pelos coordenadores por meio de grupos de whatsapp.

Outros informes obtidos nesses encontros

1 – Concurso nacional: O TRE-MG aderiu ao concurso nacional para admissão de servidores, que será realizado pelo TSE. Todavia, não há ainda previsão de publicação de edital.
2 – Concurso de remoção: não há previsão. Ao que tudo indica, vão aguardar o TSE definir melhor a questão do concurso nacional (quantidade de vagas, previsão de nomeação dos novos servidores etc.).
3 – Plano de saúde: está em estudo a nova regulamentação do CNJ de assistência à saúde. Em breve será feita nova negociação com a Unimed. Sobre a flexibilização de critérios para admissão de dependentes, o sindicato ficou de formalizar essa demanda, para que seja analisada a viabilidade jurídica e econômica da implementação.
4 – Auxílio-alimentação dos requisitados: segundo informações obtidas, a regulamentação é de competência do TSE e do TCU. Somente faz jus ao auxílio-alimentação o requisitado que receba alguma função comissionada. Não há previsão de extensão do benefício para requisitados não detentores de função.
5 – Escuta Minas: há possibilidade de retomada das atividades do grupo com a eleição de novos membros. Ressalte-se que o sindicato é favorável ao Escuta Minas, por ser um canal efetivo de comunicação com a Administração, notadamente dos cartórios eleitorais do interior.
6 – Horas extras a vencerem: liberação para pagamento ou prorrogação depende do TSE.
7 – Convênio com municípios para disponibilização de servidores para coleta biométrica: apenas nos períodos indicados na norma em vigor. Não há previsão de alteração da norma atual.
8 – Demora na tramitação dos processos de requisição: situação da qual a SGP está ciente e em busca de soluções. Há estudos no sentido da criação de um sistema próprio para requisições, desvinculado do SEI, a fim de agilizar esses processos.
9 – Auditorias do TCU: a realização de auditorias do TCU no tribunal é frequente. Uma das questões muito fiscalizadas pela Corte de Contas é a requisição de servidores.

Assessoria de Comunicação
Sitraemg

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Diretoria do Sitraemg se reúne com novo presidente do TRE-MG

Roda de conversa com o psicólogo Arthur Lobato

 


 

Caso Rafaela Drumond: deputado propõe lei que combate assédio moral em instituições públicas de Minas Gerais

 

A proposta foi apresentada durante uma audiência que debatia o caso da escrivã da Polícia Civil que tirou a própria vida após sofrer assédio moral e sexual

O deputado estadual Cleiton (PV) propôs uma lei complementar que combate o assédio moral em instituições públicas de Minas Gerais. O projeto de lei complementar n.º26/2023 foi apresentado durante audiência pública na Assembleia Legislativa (ALMG), nesta sexta-feira (7). Deputados e policiais debatiam casos de assédio moral e sexual dentro da Polícia Civil, após a escrivã Rafaela Drummond, que denunciava assédio, ter sido encontrada morta, sob suspeita de ter tirado a própria vida. 

Durante a audiência, outras três mulheres que trabalham na Polícia Civil afirmaram terem sofrido uma aposentadoria compulsória por denunciarem assédio e perseguição dentro da instituição. Uma delas chegou a contar que sofreu um aborto após ser pressionada e transferida pelo superintendente. 

Diante das denúncias, Cleiton apresentou a proposta de lei complementar que tipifica atos que configuram assédio moral. Segundo ele, a ideia é acrescentar à lei já existente a prática do assédio moral e suas consequências, que é algo que vem sendo debatido com mais frequência apenas nos últimos anos.

“O que se pretende com a presente lei é que os atos de assédio moral no ambiente de trabalho sejam punidos. Na época da edição do Estatuto do servidor, essa prática não era tão conhecida e se dava de forma mais genérica. Hoje, a moderna jurisprudência e as evoluções nas relações de trabalho, vislumbram com assiduidade a hipótese de assédio moral. Uma forma cada vez mais crescente de assédio que vem se responsabilizando por doenças no ambiente de trabalho, perseguições e baixo desempenho, muitas vezes desafogando em depressão, afastamento, mal trato pessoal no trabalho e familiar e, em alguns casos extremos, em suicídio, como o ocorrido com a policial civil, Rafaela Drummond, mais recentemente”, justifica o deputado. 

    Rafaela morreu na cidade de Antônio Dias, vizinha de Carandaí, no vale do Rio Doce, onde trabalhava. Ela relatou sofrer assédio moral e sexual de superiores e, pouco tempo depois, foi encontrada morta em seu quarto.

Caso Rafaela Drumond: deputado propõe lei que combate assédio moral em instituições públicas de Minas Gerais | Rádio Itatiaia

Caso Rafaela Drumond: pai da escrivã acusa Polícia Civil de tê-lo pressionado durante funeral da filha

 

Aldair Drumond contou que o delegado superior da filha, e outros policiais, o procuraram durante o funeral de Rafaela e fizeram pressão

O pai da Rafaela Drumond, escrivã da Polícia Civil que tirou a própria vida após denunciar casos de assédio moral e sexual, relatou que o delegado superior da filha chegou a pedir a exoneração dela e pressionou a família da vítima durante o funeral. Aldair Drumond falou que espera que a perícia do celular da filha traga provas de que ela estava sendo pressionada pelos superiores, o que levou a uma depressão severa. 

Aldair Drumond estava presente na audiência pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais que debatia casos de assédio da Polícia Civil. Na ocasião, outras mulheres acusaram terem sofrido assédio moral e perseguição, além de terem sido aposentadas compulsoriamente após denúncias na instituição. 

“No dia do funeral dela, eu ali amargurado e sofrendo, a Polícia Civil com os delegados fizeram uma pressão muito forte em cima de mim. Esse delegado [superior de Rafaela] chegou para mim no momento que eu estava esperando o corpo da minha filha chegar na funerária. Chegou um monte de policial em volta de mim e ele [delegado] disse ‘eu já tinha pedido a exoneração da sua filha’. Eu naquele momento, sofrendo, ele me fez uma pressão. Imagina o que a minha filha estava sofrendo com esse delegado”, lamenta Aldair. 

Sonho que se tornou pesadelo

Durante a audiência pública, Aldair contou que Rafaela sonhava em ser delegada, mas perdeu o brilho nos olhos após dezembro de 2022. Na época, ela parou de contar para os pais sobre os casos da delegacia, e evitava falar do trabalho, o que causou estranheza na família, que sempre foi próxima e a apoiava na carreira. 

Caso Rafaela Drumond: pai da escrivã acusa Polícia Civil de tê-lo pressionado durante funeral da filha | Rádio Itatiaia

'Cale-se ou aposente-se': agentes da Polícia Civil revelam ameaça de aposentadoria forçada a quem denunciasse assédio

 Três mulheres que integram o quadro Polícia Civil de Minas Gerais denunciam aposentadoria compulsória em casos de denúncia de assédio, como a que foi feita por Rafaela Drummond, escrivã que morreu após relatar sofrer assédio moral e sexual de superiores. A revelação das policiais aconteceu durante uma audiência pública, nesta sexta-feira (7), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). 

Segundo as mulheres, existe uma política de “cale-se ou aposente-se” na Polícia Civil. Ou seja, as mulheres que decidiam denunciar abusos dentro da instituição sofriam pressão e acabavam sendo obrigadas a se aposentar por invalidez. Para isso, as mulheres afirmam que a perícia da Polícia Civil usava laudos médicos falsos, a fim de alegar que elas não poderiam continuar no serviço. 

A policial Tatiane Leal Oliveira é uma das vítimas que denuncia o esquema de abusos da Polícia Civil. Ela entrou na instituição em 2014 e conta ter sofrido assédio e perseguição de um superior. Pouco depois, ela foi obrigada a se aposentar com salário proporcional.

“Quando a gente narrava que estava passando por perseguições, inclusive com assédio moral e sexual, colegas, ao invés de nos ajudarem ou nos afastarem, faziam isso [aposentadoria compulsória]. Eles falam que dão apoio psicológico, mas ninguém teve apoio de nada, isso é uma mentira. Quando a gente chega na perícia, a gente acreditava que houvesse o mínimo de ética e imparcialidade, mas não havia. Quando narrávamos que a gente estava ali sofrendo assédio, na verdade, logo em seguida eles nos aposentaram para calar a boca”, relata.

Tatiane afirmou à Itatiaia que decidiu participar da audiência para representar outros colegas, que passaram pela mesma situação que ela. Conforme a policial, o assédio acontece de forma institucionalizada, ou seja, ele vem em forma de cargas de trabalho exageradas, escalas difíceis de serem cumpridas, transferências indesejadas, perseguições e avaliações ruins de desempenho.

“Tem pessoas que foram aposentadas compulsoriamente e que não conseguem receber nem o salário mínimo. Como que uma pessoa dessa consegue pagar remédio? Consegue poder pagar uma terapia? Acabaram com a nossa saúde mental e nos descartaram como lixo. Semana passada um dos colegas tentou suicídio, e se morre pouco importa para polícia, porque ele está aposentado mesmo. Então essa foi a forma que eles utilizaram para calar a nossa boca e para dizer que na polícia não tem assédio, mas tem e temos muitos colegas que estão sofrendo”. 

https://www.itatiaia.com.br/editorias/cidades/2023/07/07/cale-se-ou-aposente-se-mulheres-da-policia-civil-acusam-aposentadoria-forcada-para-quem-denunciasse-assedio

Planalto sanciona projeto que suspende exercício da advocacia em casos de assédio e discriminação

 


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, nesta segunda-feira (3/7), o Projeto de Lei (PL) 1.852/2023, que determina a suspensão do exercício da advocacia por profissionais condenados por assédio moral, assédio sexual e discriminação. O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) participou da assinatura, durante cerimônia na Base Aérea de Brasília. Na ocasião, também foram sancionados o PL da igualdade salarial entre homens e mulheres (PL 1.085/2023) e o PL que concede o respeito à maternidade e aos direitos que a protegem às atletas gestantes ou puérperas, no âmbito da Bolsa-Atleta (PL 1.084/2023).

A proposta referente à advocacia foi idealizada pela Comissão Nacional da Mulher Advogada da OAB (CNMA) e levada à Câmara dos Deputados pela parlamentar Laura Carneiro (PSD-RJ). Ela aprimora o Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/94), incluindo assédio e discriminação no rol de infrações ético-disciplinares. “A sanção atualiza o Estatuto da Advocacia para coibir a prática de todas as formas de assédio na advocacia. É uma conquista histórica para a classe, para a sociedade e um passe importante no sentido de proporcionar um ambiente de trabalho digno e seguro, especialmente para as mulheres”, destacou o presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti.

O presidente da República disse que a questão do assédio é muito mais séria do que se pensa. "O dia em que todo mundo tiver condições de denunciar as formas de assédio às quais as mulheres são submetidas, vamos descobrir que estamos vivendo uma situação de anormalidade", apontou Lula. Sobre a iniciativa do Conselho Federal, ele afirmou que "essa atitude da OAB, de dentro da OAB, começar a moralizar a questão, é uma coisa extraordinária".

A presidente da CNMA, Cristiane Damasceno, enfatizou que a sanção do projeto é um legado fundamental para todo o Sistema de Justiça. “A lei reafirma o compromisso da advocacia e do Estado brasileiro com a igualdade de gênero e o respeito ao livre exercício da profissão e às prerrogativas da classe, nesse caso, especialmente para as mulheres”.

 

Histórico

Por sugestão da CNMA, o pleno do Conselho Federal da OAB aprovou a sugestão de projeto de lei para alterar o Estatuto da Advocacia, atualizando o rol de infrações ético-disciplinares, durante reunião ordinária em março, mês da mulher. A proposta foi apresentada na Câmara por Laura Carneiro e recebeu apoio de praticamente todos os partidos e do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), tendo sido aprovada sob regime de urgência.

No Senado, o PL foi relatado por Augusta Brito (PT-CE) e recebeu apoio público do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A aprovação pelo plenário ocorreu por unanimidade, em 31 de maio.

Participaram do evento o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; e os ministros Flávio Dino, da Justiça e Segurança Pública; Cida Gonçalves, das Mulheres; Margareth Menezes, da Cultura; Sonia Guajajara, dos Povos Indígenas; Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento; e Marina Silva, do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Estavam presentes, ainda, a primeira-dama, Janja Lula; a senadora Leila Barros (PDT-DF); e a secretária nacional da Força Sindical, Maria Auxiliadora dos Santos.

 

Fonte: OAB
Foto: Raul Spinassé

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Encontro Regional Juiz de Fora 2023

 

ENCONTRO REGIONAL JUIZ DE FORA 2023

Mais um caso de assédio no TJMG. SERJUSMIG tem política de enfrentamento

 


A imprensa comercial noticiou, nesta quinta-feira (29), que o Órgão Especial do TJMG decidiu afastar um juiz da comarca de Divinópolis, em razão de denúncias de assédio sexual e moral. Além do magistrado, o assessor do juiz também foi afastado. 

De acordo com a reportagem dos jornalistas Fernanda Viegas e Célio Ribeiro, o juiz é acusado de assediar pelo menos sete servidoras, estagiárias ou ex-funcionárias do Judiciário. Uma ex-estagiária também teria relatado agressão física. 

Queixas e denúncias de assédio sexual e moral, especialmente contra mulheres, têm sido frequentes no atendimento do Núcleo de Saúde do SERJUSMIG. Embora em proporção menor do que o assédio moral, o assédio sexual costuma ter impactos ainda mais profundos na vida da pessoa assediada. 

O assunto é tema do programa “Fala, SERJUSMIG!” do mês de julho, que vai ao ar na próxima segunda-feira (3), no canal do sindicato no Spotify e em outras plataformas de podcast. Os entrevistados são os integrantes do núcleo: os psicólogos Ana Elisa Xavier e Arthur Lobato e a assessora da presidência, Raquel Orlando. 



 

Ao perceber que está sendo assediado ou assediada em seu trabalho, procure registrar, acumular provas, se for possível. Ao mesmo tempo, evite combater o problema sozinho. Procure apoio de colegas e faça contato com o Núcleo de Saúde do SERJUSMIG pelo e-mail asses.diretoria@serjusmig.org.br ou pelo telefone (31) 3025-3516. 

 

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