quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

HUMANIZAÇÃO NO TRABALHO


Arthur lobato
Um dos objetivos do trabalho é inserir o ser humano no processo produtivo. Por trabalho saudável entendo aquele feito com prazer, onde há um bom relacionamento interpessoal, e condições materiais de se executar a tarefa. O trabalho é saudável quando há diálogo, escuta e respeito às opiniões de quem trabalha junto.
Como o modelo de trabalho no mundo atual visa o lucro e a produtividade através de metas absurdas, e este modelo está sendo implementado no serviço público, lutamos dentro do projeto saúde do trabalhador, por um modelo de gestão humanizado e não este modelo de gestão que trata os seres humanos como se fossem máquinas, um processo de desumanização do trabalhador reduzido a uma simples cifra, uma peça na engrenagem produtiva.
Quando propomos a humanização do trabalho, queremos entender o ser humano não só enquanto força produtiva, mas naquilo que nos diferencia dos animais: somos seres racionais. E, por racional entendo a relação entre a percepção, sentimentos, inteligência, e nossa capacidade de refletir sobre si próprio e sobre o mundo, afinal, tenho consciência que existo, tenho consciência do tempo que passa, do espaço que se modifica com o tempo, sabemos de nossa finitude e nossa necessidade de sobrevivência só pode ser conseguida através do trabalho que é composto de vários processos de relações, entre humanos e humanos, humanos e máquinas, força de trabalho e capital, entre tantos fatores.
Humanização do trabalho é uma luta do Sinjus e de todos nós trabalhadores para que instituições e empresas entendam que cada ser humano é diferente e que não somos máquinas de produção, mas seres humanos racionais e emocionais, temos consciência, razão e afetos.
Um exemplo claro da falta de humanidade no trabalho é caracterizado pela volta dos adoecidos ao local do trabalho. Suas queixas na clínica do trabalho se referem aos próprios colegas e percebemos que a solidariedade foi substituída pela individualidade, pela competitividade, o outro ausente deixa de ser humano, mas um estorvo, pois “diminuiu a produtividade do grupo”.
Somos enquanto seres humanos este amálgama de razão e emoção, antagônicos que devem ser governados pela consciência, domando e direcionado a força da razão e da emoção, os alazões que conduzem a biga/corpo, metáfora já descrita por Platão, o filósofo grego em seus diálogos, com a consciência sendo o cocheiro e a biga, o corpo. Razão e emoção os cavalos (potências) que levam a biga na direção e velocidade pretendida.
Se somos seres racionais, temos a linguagem para nos comunicar e transmitir experiências em busca de uma evolução humana e científica, e para isso precisamos de humanizar o trabalho, via diálogo, missão de todos nós.
*Arthur Lobato é psicólogo/saúde do trabalhador


Arthur Lobato
É psicólogo da área de saúde do trabalhador. Integra a equipe da Comissão de Assédio Moral do SINJUS-MG. Participou de Congressos Internacionais sobre o tema no Brasil, Argentina e México. Sócio colaborador da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT).



Publicado em: http://sinjus.org.br/author/arthurlobato/


Combate ao Assédio Moral na Administração Pública por Arthur Lobato-Psicólogo

Capa: LAR Saavedra - “Senãles del Silencio” (Rostro IX) Obra cedida pelo Artista plástico Luis Alberto Ruiz Saavedra, pintor cubano que reside em Quito/Equador, onde também é professor Universitário de Psicologia Social, Sociologia, Ética 


Ao lançar essa publicação, o SERJUSMIG dissemina mais conhecimento sobre esse inimigo invisível no ambiente de trabalho que é o assédio moral. 

Através do trabalho do psicólogo Arthur Lobato e a análise de 53 casos que continham indícios de assédio moral, atendidos no período entre 2007 e 2014, no Plantão de Atendimento às Vítimas de Assédio Moral do sindicato. O estudo que busca identificar e entender como, quando, porque acontece o assédio moral e formar um banco de dados qualitativo que possibilite promover ações de intervenção na organização do trabalho. Atuação pautada nas recomendações da Organização Internacional do Trabalho - OIT que preceitua soluções preventivas que levem em conta a origem da violência, e não somente atuar contra seus efeitos.

Os dados foram fornecidos pelo psicólogo de acordo com a percepção e relato durante as sessões de escuta dos servidores/servidoras que buscaram apoio do Departamento de Saúde do Sindicato de Servidores da Justiça de 1ª Instância do Estado de Minas Gerais – SERJUSMIG. 

Depois da coleta de dados foi realizada a análise estatística dos atendimentos de servidores e servidoras da Justiça de 1ª Instância do Estado de Minas Gerais utilizando-se o programa integrado de banco de dados, Epi Info. O questionário de percepção  foi elaborado pela jornalista Taís Ferreira com entrada de dados com campos de texto de preenchimento, como iniciais do nome, data de nascimento, sexo, caixas de seleção de vínculo como cargo, comarca, duração do assédio e perguntas com listas sobre atitudes hostis vivenciadas no ambiente de trabalho.

A ferramenta de Análise de Dados fornece maneiras de transformar os dados, projetar, gerar tabelas, relatórios e fazer avaliações estatísticas a partir de dados resumidos inseridos na tela. De acordo com cada variável foi analisada a incidência, frequência, gênero, cargo, tendências e porcentagem de atitudes que provocam deterioração proposital das condições de trabalho causando grande impacto na saúde dos trabalhadores da Justiça de Minas Gerais. 

O software Epi Info foi elaborado pelo CDC (Centers for Disease Control and Prevention/ Centro para Controle e Prevenção de Doenças) em colaboração com a OMS (Organização Mundial da Saúde) para coletar e analisar dados na área da saúde e Epidemiologia.

Em Minas Gerais, vários sindicatos já incorporaram o tema do Combate ao Assédio Moral no ambiente de trabalho como parte de seu plano de lutas. O Sindicato dos Servidores do Judiciário de Primeira Instância do Estado de Minas Gerais - SERJUSMIG há mais de 10 anos prioriza a luta política pela saúde do trabalhador, focando o combate ao assédio moral e outras violências no trabalho. 

Em 2007, o SERJUSMIG instituiu uma comissão multidisciplinar composta por um advogado, um psicólogo e um diretor sindical com o intuito de auxiliar neste trabalho intensivo de combate ao assédio moral – Plantão de Combate ao Assédio Moral.

Em 2011, juntamente com outros sindicatos, exerceu forte ação política junto ao legislativo e executivo mineiro, e esta ação coordenada, com apoio e participação da categoria, resultou na aprovação e regulamentação da Lei de Combate ao Assédio Moral no Serviço Público Estadual, no Estado de Minas Gerais - a Lei Complementar 116/2011, e regulamentação da Comissão Paritária TJMG-Sindicatos instituída pela Portaria nº 2832/2012. 

Muitos avanços foram obtidos desde então, mas, a prática do assédio moral ainda não foi banida dentro do Judiciário mineiro, o que exige de todos atenção e ação permanentes. 

O psicólogo Arthur Lobato lançou cartilha no Encontro de Delegados e agora SERJUSMIG disponibiliza, on line. Confira.


SERJUSMIG CARTILHAS E MANUAIS

COMBATE AO ASSÉDIO MORAL NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA/Arthur Lobato Psicólogo


O novo site do Sinjus destaca o Núcleo de Saúde, a Clínica do Trabalho e a Roda de Conversa com os aposentados, projetos criados e realizados pelo psicólogo Arthur lobato, que também é colunista do temas sobre Saúde do Trabalhador.


Seja bem-vindo ao novo site!  


O Núcleo de Saúde foi criado para prevenir e cuidar da saúde do servidor e combater a violência no ambiente de trabalho, seja ela física, emocional ou psíquica. Além de oferecer uma equipe multidisciplinar para o atendimento de casos de assédio moral, o Núcleo conta com diversos serviços gratuitos, como atendimento psicológico, na Clínica do Trabalho; nutricional; ginástica laboral.


CLÍNICA DO TRABALHO

O Núcleo de Saúde do SINJUS, focando a relação trabalho/adoecimento e trabalho/sofrimento, está disponibilizando um espaço clínico para atendimento psicológico individual: a Clínica do trabalho, com o Psicólogo Arthur Lobato. 


O agendamento para atendimento individual aos filiados é feito pelo telefone: (31) 3213-5247.


O mundo do trabalho atual significa para o trabalhador o avanço do projeto neoliberal, consolidando o tripé do Consenso de Washington: Estado mínimo, privatização e terceirização. Neste modelo, perda de direitos trabalhistas, precarização das condições de trabalho e competitividade representam a realidade do trabalho tanto na iniciativa privada quanto no serviço público. Já é constatado na saúde do trabalhador/servidor público os efeitos nocivos da tecnologia da informática, que têm acelerado o ritmo de trabalho, aliado a um modelo de gestão da iniciativa privada que adoece e gera sofrimento ao trabalhador, porque metas e produtividade sem condições de serem realizadas, e desrespeito aos limites humanos são o principal conteúdo do discurso empresarial.
Esta organização do trabalho e este modelo de gestão fundamentado na hierarquia/disciplina, via autoritarismo, são responsáveis por diversos tipos de sofrimento relacionados ao trabalho. Os principais transtornos mentais e emocionais envolvendo a saúde mental e emocional dos trabalhadores são, principalmente, a depressão e a ansiedade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a depressão é uma das principais causas de incapacidade no mundo, sendo que o suicídio associado à depressão faz cerca de 850.000 vítimas, anualmente.


NÚCLEO DE SAÚDE: INFORMAÇÕES, ATENDIMENTOS E CONVÊNIOS EM UM SÓ LUGAR



A necessidade de criar um grupo específico para monitorar, constantemente, as questões relativas à saúde dos servidores fez surgir, em 2016, o Núcleo de Saúde do SINJUS-MG. Por meio de atendimentos, serviços gratuitos, estudos e debates, o objetivo do Núcleo é oferecer melhor qualidade de vida para o filiado dentro e fora do ambiente de trabalho. Como a discussão sobre as demandas dessa área vem ganhando cada vez mais importância, o Núcleo acaba de ganhar no novo site do Sindicato, um menu exclusivo!
No espaço, é possível conhecer um pouco mais sobre cada área de atuação do Núcleo: a Clínica do Trabalho, que disponibiliza atendimento psicológico individual com o psicólogo Arthur Lobato; o trabalho realizado no combate do Assédio Moral nos Tribunais de Justiça e Justiça Militar, por meio das comissões paritárias e do Plantão de Atendimento oferecido; os estudos e pesquisas produzidos pelos nossos especialistas que buscam aprofundar e entender as necessidades dos servidores e buscar melhorias e a “Roda de Conversa”, que sempre leva a categoria a expor problemas nas condições de trabalho, levando os servidores a refletir sobre a demanda, dialogar e buscar soluções junto a especialistas.
No menu também está disponibilizada uma parte importante do trabalho do Sindicato que envolve a saúde dos servidores: os convênios e atendimentos oferecidos. O SINJUS sempre entendeu como um dever a busca constante por formas de melhorar a qualidade de vida dos seus filiados. Por isso, durante todos esses anos, além de promover debates e seminários com especialistas nos diversos campos da saúde e de manter o tema em pauta constante no CONSINJUS, a entidade fechou parcerias e ofereceu atividades visando o bem-estar dos servidores. Em 2017, estamos renovando o setor, trazendo convênios de peso e com descontos ainda mais significativos.
O SINJUS oferece atendimento psicológico, jurídico, nutricional e, para os momentos mais difíceis, o auxílio-funeral. No menu “Atendimentos” é possível conhecer mais sobre os serviços disponíveis e preencher um formulário para agilizar a marcação da consulta ou do serviço.
Sabemos que com o passar dos anos, a rotina laboral se modifica, surgem novas tecnologias e diferentes formas de trabalho. Surgem também novas discussões e problemas envolvendo a saúde dos servidores. É preciso acompanhar de perto essas mudanças. É por isso, que neste espaço dedicado inteiramente à sua saúde no nosso Portal, você, filiado, estará por dentro das últimas informações publicadas. Fique de olho na programação das atividades, cursos e debates que serão realizados e se informar sobre as novas parcerias que fechamos para você.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

DSTCAM do SITRAEMG conversa sobre saúde do servidor com direção da Justiça Federal

O coordenador do SITRAEMG Célio Izidoro e o psicólogo Arthur Lobato, ambos integrantes do Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral (DSTCAM) do Sindicato, reuniram-se na terça-feira, 14/02, na Seção Judiciária de Minas Gerais, com Renata Pimenta, diretora do Núcleo de Bem-Estar Social (NUBES), e com Heloísa Carvalho, titular da Secretaria Administrativa (SECAD).

O principal tema discutido foi a participação de representantes da SJMG no comitê gestor de saúde recém-criado pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), instalado na sede do Tribunal, em Brasília (DF). Quanto a essa questão, ficou acertado que uma reunião será agendada com os representantes da SJMG no comitê, para apresentação de propostas do DSTCAM em prol da saúde dos servidores da Justiça Federal.
Também foram tratadas nesse encontro: flexibilização de horário de trabalho para os servidores da Justiça Federal; instituição de um selo de qualidade para a SJMG e subseções judiciárias (essas informações serão repassadas ao Sindicato); proposta do Sindicato de parceria entre a entidade e a SJMG para realização de um debate sobre no Dia Internacional da Mulher, tendo como tema, a princípio, “A mulher e a mudança da previdencia social”; proposta da realização de uma palestra sobre modelo de gestão; implementação do PJE na Justiça Federal e a possibilidade do teletrabalho (homme office).

Comitê gestor local planeja ações de promoção da saúde no TRT

O psicólogo Arthur Lobato participa do Comitê Gestor Local de Atenção à Saúde do Tribunal Regional do Trabalho - TRT.


Reunião entre profissionais da saúde, magistrados, gestores e servidores, realizada na sexta-feira (20) de janeiro, na sede do TRT-MG, em Belo Horizonte, abriu os trabalhos do Comitê Gestor Local de Atenção à Saúde em 2017. O encontro foi dirigido pela coordenadora do Comitê, desembargadora Denise Alves Horta.

Na pauta de discussão estavam estratégias para conscientizar o público interno sobre a prevenção de doenças e incentivar a adesão ao exame periódico, oferecido anualmente pela Secretaria de Saúde. O exame periódico, obrigatório para servidores e magistrados, é a principal ação preventiva contra o adoecimento, além de ser importante para fornecer dados que orientam as ações de promoção da saúde na instituição.

Entre as propostas do Comitê para este ano estão a realização de fóruns, palestras e campanhas de conscientização sobre temas como saúde mental no trabalho, acidentes de trabalho no Tribunal, bruxismo, entre outros.

Participaram da reunião os juízes Rodrigo Ribeiro Bueno, membro do Comitê; Anaximandra Kátia Abreu Oliveira, representante da Amatra3; Cristina Discacciati, diretora de Gestão de Pessoas; Arthur Lobato, psicólogo do Sitraemg; Célio Izidoro, servidor do TRT-MG e representante do Sitraemg; e servidores da Diretoria de Saúde. 


(Foto: Madson Morais)



Seminário debate saúde mental no trabalho


 

Evento teve a participação do médico do trabalho Hudson de Araújo Couto, que proferiu palestra para magistrados e servidores


Com o objetivo de refletir sobre a saúde mental e seus aspectos relacionados à rotina de trabalho, o Comitê Gestor Local de Atenção Integral à Saúde, o Programa Trabalho Seguro e a Escola Judicial promoveram, na tarde de ontem (28), I Seminário sobre Saúde Mental no Trabalho. O evento ofereceu a magistrados e servidores palestra do médico do trabalho e doutor em administração Hudson de Araújo Couto.

O 1º vice-presidente do Tribunal, desembargador Ricardo Antônio Mohallem, abriu o seminário dizendo acreditar que um dos principais motivos de adoecimento mental é a falta de comunicação efetiva entre as pessoas. "No mundo atual, em que as pessoas se relacionam muito mais por mensagens eletrônicas, a ausência da comunicação olho no olho impede que se percebam sinais de que o outro está sofrendo algum transtorno mental".

Em sua fala, a coordenadora do Comitê Gestor Local de Atenção Integral à Saúde, desembargadora Denise Alves Horta, disse que esse tema, "além de muito instigante, está cada vez mais em voga por causa das constantes mudanças políticas, econômicas e sociais do mundo globalizado".

Já o gestor nacional do Programa Trabalho Seguro, desembargador Sebastião Geraldo de Oliveira, lembrou que a saúde mental também é tema do programa e da Organização Internacional do Trabalho para os anos de 2016 e 2017. E destacou que as estatísticas brasileiras colocam o adoecimento mental como o 3º motivo de afastamento de trabalhadores, segundo o INSS. "O TRT tem julgado, cada vez mais, causas com esse tema, pois, atualmente, o trabalho está mais denso, tenso e intenso", afirmou.

Os três desembargadores compuseram a mesa de honra do seminário com os desembargadores Luiz Ronan Neves Koury, 2º vice-presidente do TRT e diretor da Escola Judicial, Rosemary de Oliveira Pires, gestora regional do Programa Trabalho Seguro, que também se manifestou durante o evento, ressaltando aspectos importantes do tema em debate. Também compuseram a mesa o secretário de Saúde Geraldo Mendes Diniz, o médico do TRT3 Gustavo Franco Veloso e os psicólogos Márcia Rachel Pires, do TRT3, e Arthur Lobato, do Sitraemg.

A palestra

Hudson Couto dividiu a sua palestra em duas partes. Na primeira, apresentou estudos que demonstravam características de indivíduos mais predispostos a transtornos mentais. Pessoas jovens, tensas, inseguras e emotivas têm mais probabilidade de apresentar o problema, assim como aqueles que são muito comprometidos com o trabalho, que não respeitam seus limites, que se desequilibram financeiramente e que não praticam atividades físicas. Mas lembrou que a saúde mental pode oscilar dependendo do momento de vida por que cada um está passando.

Em seguida, explicou que o grau de estresse é um dos determinantes para o transtorno mental. De acordo com ele, o grau ideal de estresse acontece quando há equilíbrio na relação entre exigência e estrutura de cada pessoa. Quando as exigências são muito menores do que o indivíduo pode suportar, há estresse de monotonia, o que pode levar ao adoecimento mental. "É o que acontece com aposentados que não se prepararam para a aposentadoria", exemplificou.

O contrário ocorre quando as exigências são muito altas e o indivíduo não tem estrutura para suportá-las. Nesse caso, há o adoecimento por sobrecarga ou estafa. Como exemplo, o médico do trabalho apontou pessoas que criam expectativas bem acima das suas possibilidades reais.

Na segunda parte parte da palestra, o médico mostrou como o ambiente de trabalho pode ser um dos motivos para o adoecimento mental. Entre aspectos que ele apontou, estão ambientes que apresentam carga enorme de trabalho ou cobrança excessiva; humilhação explícita e assédio moral e sexual; atividades cujos prazos de conclusão são muito curtos; exigência, por parte dos superiores, de agir fora dos padrões éticos; e organizações que fazem escolhas pelo apadrinhamento e não pela meritocracia. Segundo ele, instituições e empresas que promovem um ambiente mais interativo, apresentam algum grau de flexibilidade e possibilitam o acesso a recursos assistenciais a seus colaboradores tendem a ter menos pessoas com adoecimento mental.

Ao final, aconselhou os presentes a evitarem esse tipo de transtorno, como parar de viver a base do "ter" e administrar bem o tempo entre trabalho, família e a própria individualidade. "Trabalhar é a segunda melhor coisa da vida. A primeira fica a cargo de cada um", disse, arrancando risos e aplausos dos participantes.


(Fotos: Madson Morais)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

SINJUS PARTICIPA DE NOVO ATO EM DEFESA DA PREVIDÊNCIA

Célio Izidoro, SITRAEMG, Arthur Lobato, psicólogo, Wagner Ferreira, Sinjus-MG,
Jonas Pinheiro, diretor Sinjus-MG, José Moreira Magalhães, Economista.
Foto: SITRAEMG

Psicólogo Arthur Lobato participou do “Ato Contra Reforma da Previdência”, que foi realizado no dia 8 de fevereiro na Praça 7, no Centro de Belo Horizonte, com passeata até a Sede da Previdência Social na Av. Amazonas.

A mobilização contra a PEC 287/16, a Reforma da Previdência – que pode trazer graves impactos tanto para servidores públicos quanto para trabalhadores do setor privado – tem ganhado cada vez mais força. Nesta quarta-feira, 8/2, um ato público levou centenas de pessoas, entre entidades sindicais e servidores de diversos órgãos à Praça 7, no Centro da Capital.
A manifestação fez parte do “Ato Contra Reforma da Previdência”, que foi realizado hoje em várias cidades do País. O SINJUS participou do protesto representado pelo coordenador-geral, Wagner Ferreira, pelo diretor de Assuntos Sociais, Culturais e de Saúde, Jonas Pinheiro de Araújo, pela diretora de Aposentados e Pensionistas, Viviane Queiroz, e pelos assessores da entidade, o psicólogo Arthur Lobato, e o economista e especialista em planejamento governamental, José Moreira Magalhães. Servidores do TJMG também participaram.

Foto: SITRAEMG

Passeata
Os manifestantes seguiram em passeata até a sede da Previdência Social, na avenida Amazonas. O protesto foi reforçado com carro de som, faixas, panfletos e adesivos que traziam mensagens sobre os prejuízos que a Reforma pode trazer, caso seja aprovada.
A coordenadora da Frente Mineira e Popular em Defesa da Previdência Social, Ilva França, explicou que a população precisa ficar atenta às falácias do Governo. “Não existe rombo na Previdência. Existe é desvio de recursos e má gestão”.
Vídeo-reportagem parte 1
O SINJUS está mobilizado contra essa PEC, que afetará a maioria da população. A Reforma da Previdência deve ser amplamente debatida e discutida. É preciso que cada um faça o seu papel de levar a informação para familiares, colegas e amigos.
Por isso, diariamente, os servidores podem encontrar em nosso site notícias e estudos sobre o tema. O SINJUS também produziu uma série especial dividida em vídeo-reportagens sobre a Reforma. Convidamos especialistas para explicar quais são as principais mudanças na Previdência, os impactos que a PEC pode trazer e porque a luta é tão importante. O primeiro vídeo já está disponível na TV SINJUS. Clique aqui e confira.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Palestra: "SERJUSMIG no combate ao assédio moral"

XVIII Encontro de Delegados SERJUSMIG - 24 a 27 de novembro de 2016

Por: Arthur Lobato






Publicado em: http://site.serjusmig.org.br



Humanização no Trabalho

*por Arthur Lobato


Um dos objetivos do trabalho é inserir o ser humano no processo produtivo. Por trabalho saudável entendo aquele feito com prazer, onde há um bom relacionamento interpessoal, e condições materiais de se executar a tarefa. O trabalho é saudável quando há diálogo, escuta e respeito às opiniões de quem trabalha junto.


Como o modelo de trabalho no mundo atual visa o lucro e a produtividade através de metas absurdas, e este modelo está sendo implementado no serviço público, lutamos dentro do projeto saúde do trabalhador, por um modelo de gestão humanizado e não este modelo de gestão que trata os seres humanos como se fossem máquinas, um processo de desumanização do trabalhador reduzido a uma simples cifra, uma peça na engrenagem produtiva.

Quando propomos a humanização do trabalho, queremos entender o ser humano não só enquanto força produtiva, mas naquilo que nos diferencia dos animais: somos seres racionais. E, por racional entendo a relação entre a percepção, sentimentos, inteligência, e nossa capacidade de refletir sobre si próprio e sobre o mundo, afinal, tenho consciência que existo, tenho consciência do tempo que passa, do espaço que se modifica com o tempo, sabemos de nossa finitude e nossa necessidade de sobrevivência só pode ser conseguida através do trabalho que é composto de vários processos de relações, entre humanos e humanos, humanos e máquinas, força de trabalho e capital, entre tantos fatores.

Humanização do trabalho é uma luta do Sinjus e de todos nós trabalhadores para que instituições e empresas entendam que cada ser humano é diferente e que não somos máquinas de produção, mas seres humanos racionais e emocionais, temos consciência, razão e afetos.

Um exemplo claro da falta de humanidade no trabalho é caracterizado pela volta dos adoecidos ao local do trabalho. Suas queixas na clínica do trabalho se referem aos próprios colegas e percebemos que a solidariedade foi substituída pela individualidade, pela competitividade, o outro ausente deixa de ser humano, mas um estorvo, pois “diminuiu a produtividade do grupo”.

Somos enquanto seres humanos este amálgama de razão e emoção, antagônicos que devem ser governados pela consciência, domando e direcionado a força da razão e da emoção, os alazões que conduzem a biga/corpo, metáfora já descrita por Platão, o filósofo grego em seus diálogos, com a consciência sendo o cocheiro e a biga, o corpo. Razão e emoção os cavalos (potências) que levam a biga na direção e velocidade pretendida.


Se somos seres racionais, temos a linguagem para nos comunicar e transmitir experiências em busca de uma evolução humana e científica, e para isso precisamos de humanizar o trabalho, via diálogo, missão de todos nós.


*Arthur Lobato é psicólogo/saúde do trabalhador


Publicado em: http://www.sinjus.com.br


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Metas, produtividade e assédio moral

Metas e produtividade são duas palavras que os servidores da Justiça estão acostumados a lidar diariamente no ambiente de trabalho. Elas aparecem quando a Administração do Tribunal intensifica suas atividades visando o cumprimento do seu Planejamento Estratégico, em consonância com as determinações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Quem não produz no ritmo exigido por este modelo de gestão é punido, perseguido, assediado, excluído, discriminado, fatores que influenciam na saúde do trabalhador.

Para debater esta relação das metas, produtividade e assédio moral o Núcleo de Saúde do SINJUS-MG realizou roda de conversa, na sede do SINJUS-MG. 


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

RODA DE LEITURA DO SINJUS-MG

Compartilhar experiências, estimular a reflexão sobre nossos princípios, valores, pensamentos e atitudes. Foi pensando nisso que o SINJUS-MG criou em 2016 a "Roda de Leitura" — Um bate papo sobre literatura com quem gosta de ler.
Os encontros acontecem sempre na última quinta-feira do mês, na Sala de Atividades do SINJUS-MG. 




Confira na entrevista de Lea Leda Schmidt Correa com o psicólogo e jornalista Arthur Lobato que atua como facilitador da Roda de Leitura do Sinjus-MG


Lea - Arthur, você é o facilitador da "Roda de Leitura". Que mais você poderia dizer sobre você para os integrantes do Grupo 1 da Gincana do NAP?
 


Arthur Lobato 
- Considero a "Roda de Leitura" uma atividade lúdica que me dá muito prazer de frequentar. Estou encantado com o nível intelectual das pessoas que participam e convido a todos do NAP a entrar nesta roda, que tem sido muito profícua. Sou psicólogo especializado na temática saúde do trabalhador, gosto muito de ler e encontrar pessoas como fazemos na última quinta do mês. Trabalhei 33 anos com telejornalismo, sou jornalista de imagem, fui vice presidente do sindicato dos jornalistas, diretor executivo da Federação Nacional dos jornalistas, e estudei filosofia na Universidade Federal de Juiz de Fora em 1976. Trabalho para o SINJUS desde 2007. Minha paixão é a fotografia, tenho 3 filhos e moro com a Taís desde 1989.

Lea - Como e há quanto tempo surgiu a "Roda de Leitura"?

Arthur Lobato - A roda surgiu a partir de um convite que a Viviane fez em junho de 2015 quando desenvolvi uma palestra chamada "Literatura e Memória". A Lea, contadora de historias, propôs criarmos uma atividade de leitura. Nos reunimos diversas vezes eu, Lea, Maria Lúcia, Ana Maria, Beatriz e outras aposentadas. Fizemos um regimento interno e marcamos a última quinta do mês para debatermos um livro sugerido pelo grupo. Já fizemos mais de 10 encontros, lemos muitos livros e estamos produzindo textos, agora publicados no site do SINJUS.

Lea - Por que foi escolhido o nome "Roda de Leitura" para essa atividade do SINJUS? 

Arthur Lobato 
 - O nome foi um consenso do grupo que não gostou do termo clube ou de outros propostos. A roda tem a função de fazer as ideias circularem assim como possibilitar a todos ouvir o discurso de quem leu o livro. É uma modalidade de conhecimento horizontal, em que todos participam e eu facilito, intervenho e organizo o debate, para que não hajam falas paralelas e para que quem fala seja respeitado e escutado.

Lea - Quem pode integrar a "Roda de Leitura"?
Arthur Lobato 
 - A roda, inicialmente, é para o grupo de aposentados do NAP, mas qualquer servidor pode comparecer. É só inscrever-se com a Keli ou a Letícia e entrar no grupo de e-mail.

Lea - Qual a proposta central da "Roda de Leitura"? 

Arthur Lobato 
 - A proposta central da roda partiu de uma demanda do grupo inicial, sobre ter um tempo para ler, um método, e ao mesmo tempo um compromisso com esta leitura. No dia da roda, cada um troca suas opiniões, enriquecendo o debate e abrindo nosso olhar para as várias possibilidades de interpretação da escrita.

Lea - A "Roda de Leitura" tem um Regulamento? Cite 3 itens que disciplinam o funcionamento das atividades da Roda de Leitura. 

Arthur Lobato 
 - Temos um regimento interno para facilitar o projeto. A ideia é que os livros sejam escolhidos pelo consenso, a leitura deve ser de livros que são novidade para todos, evitando os já lidos, e nosso encontro é toda última quinta feira do mês, às 14 horas no NAP.

Lea - Que autores já foram lidos na "Roda de Leitura". Cite algumas obras.

Arthur Lobato  - Já lemos diversos autores em contos, crônicas e romances. Lemos autores brasileiros e estrangeiros. Destaco a leitura de Clarice Lispector, Machado de Assis, Mia Couto entre outros, como Marta Medeiros, Oswaldo França Júnior e os livros "Somos todos feministas" e "A contadora de filmes" que não me lembro do autor.

Lea - No seu ponto de vista que autor(a) e livro foi mais aceito na "Roda de Leitura"?

Arthur Lobato - Os autores empolgam, lemos um segundo livro do mesmo autor, mas no terceiro se esgota. Marta Medeiros que tem um discurso feminino e feminista agradou muito, tentamos até fazer contato com ela na "Feira do Livro", mas não foi possível pelo formato do evento. Clarice Lispector causou grande impacto, com seu estilo e conteúdo, Machado dividiu o grupo, mas Mia Couto encantou a todos.

Lea - Houve dificuldade de aceitação de algum autor(a) ou livro dentro da "Roda de Leitura"? 

Arthur Lobato 
 - Um autor que gerou muita resistência foi Machado de Assis por ter sido apresentado a nós, enquanto jovens, de forma obrigatória, mas na roda vimos o vigor e atualidade deste autor. Entretanto, pelo fato de ele falar de coisas do passado, houve uma demanda do grupo para autores contemporâneos e temas atuais.Lea - Que atividades paralelas surgiram dentro da proposta central da "Roda de Leitura"?Arthur Lobato - Acredito que a produção de textos redigidos pelos participantes e o espaço no site do SINJUS para publicação dos textos foi uma evolução que agradou a todos nós.

Lea - Qual sua expectativa em relação à "Roda de Leitura" para 2017?

Arthur Lobato  - Desejo continuar com este grupo maravilhoso e sempre convidando mais pessoas a participarem da roda. É um projeto que tem que continuar por isso conto com apoio de todos vocês para criar esta demanda junto à próxima diretoria.

Lea - Dê uma sugestão para fortalecer, cada vez mais, a dinâmica da "Roda de Leitura".

Arthur Lobato  - Que continuemos pontuais, participativos, que a roda seja fonte de prazer e não de obrigação e convido a todos a participarem desta dinâmica que esta sendo muito legal para TODOS NÓS.


Oportunidade de conhecer a "Roda de Leitura".

Provérbio africano - Quem conhece a sujidade do muro é o caracol. (*)


(*) Arthur,
 "Explico o acréscimo, ao seu texto, do provérbio: Quem conhece a sujidade do muro é o caracol - O último voo do flamingo - Mia Couto

A tarefa da "Gincana do NAP" , relacionada com "Roda de Leitura era escrever um pequeno texto sobre a roda ou sobre os livros lidos na roda.
Como nem todos os participantes da gincana eram integrantes da roda e não conheciam sua dinâmica, dentro do Grupo 1, sob minha coordenação, sugeri que lessem meu texto: A vida é um beijo doce em boca amarga e escolhessem, na listagem de provérbios ou crenças, um ou uma bem sugestivo (a) e que, a partir de sua interpretação, produzissem um pequeno texto.
Assim, indiretamente, haveria oportunidade de o participante da Gincana estar falando de algo relacionado com as atividades ou produções da Roda de Leitura, sem ser, necessariamente, um integrante do grupo.
Todos os textos que escrevi, eu os relacionei com um provérbio. Para dar o exemplo.
O texto da Elza foi produzido a partir de uma crença africana que ela relacionou com uma crença do seu contexto familiar. E ficou bem interessante.

Quando escolhi o provérbio acima, para finalizar seu texto, licença poética, estava pensando:
- Somente Arthur, esse "caracol", facilitador da roda, poderia falar, no bom sentido, é claro, das "sujidades do nosso muro", da nossa história. Porque você conhece a "Roda de Leitura" como ninguém e é o grande responsável pela seu giro contínuo." Lea Schmidt


 Confira mais sobre a Roda de Leitura


ENTREVISTANDO ARTHUR LOBATO, FACILITADOR DA RODA DE LEITURA DO SINJUS

RODA DE LEITURA: EMBARQUE NESSA VIAGEM


Publicado em: http://www.sinjus.com.br



Jornal do SITRAEMG - Especial DSTCAM - Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral - Terceira Edição Ano VI





quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Projetos apoiados pelo SERJUSMIG são sancionados pelo Governador



Minas Gerais na luta pela saúde do trabalhador focando o combate ao assédio moral no ambiente de trabalho tem mais duas leis sancionadas pelo governador Fernando Pimentel.


Foram publicadas no Diário do Executivo dos dias 16/12 e 17/12, respectivamente, as sanções do governador Fernando Pimentel da Lei Estadual 22.404, de 15/12/16, que instituiu a Semana Estadual de Conscientização e Prevenção à Pratica de Assédio Moral no âmbito do Estado de Minas Gerais, na Administração Pública direta e indireta dos três poderes, e a Lei 22.416, de 16/12/2016, que institui a Semana Estadual de Conscientização, Prevenção e Combate às Condutas Antissindicais no âmbito do Poder Público.


As iniciativas foram da Comissão de Articulação e Acesso ao CNJ da OAB/MG, SERJUSMIG, Sindifisco/MG e Sindalemg.

As semanas entrarão no Calendário Oficial Anual do Estado de Minas Gerais na segunda semana de março de cada ano.

“Nossa comissão idealizou e concebeu os PLs, agora convertidos em Leis. Entregamos os textos dos projetos e das justificativas e o deputado estadual Rogério Correia, em regime de sensibilidade e devotamento com o movimento sindical, apresentou os projetos na ALMG”, relata o advogado Humberto Lucchesi de Carvalho, presidente da Comissão de Articulação e Acesso ao Conselho Nacional de Justiça da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Minas Gerais e advogado do SERJUSMIG. “Essa é uma vitória da postura cidadã da nossa Comissão de Articulação e Acesso ao CNJ da OAB/MG, do Serjusmig, do Sindifisco/MG e do Sindalemg, razão pela qual agradeço o voto de confiança e apoio de todos envolvidos”, comenta Lucchesi.

Outros projetos elaborados pela Comissão da OAB/MG, em parceira e com o apoio do SERJUSMIG, Sindifisco/MG e Sindalemg, também deverão ser aprovados pela ALMG, dentre eles: "Semana Estadual de Combate ao Suicídio" e "Semana Estadual de Conscientização, Fomento, Estímulo ao Tratamento Adequado de Soluções de Conflito de Interesses Sociais com Incentivo de Utilização dos Métodos Alternativos e Consensuais no Âmbito do Poder Judiciário".





quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

PALESTRA RELACIONA ÓCIO E TRABALHO


Dando continuidade à programação da Semana de Valorização da Saúde, realizada de 24 a 28 de outubro pelo TRT da 3ª Região (MG), em comemoração da Semana do Servidor, o psicólogo e servidor do TRT-15 Márcio Roberto Santim da Silva proferiu, no último dia 26, a palestra "Ócio criativo e saúde profissional". O evento ocorreu na Escola Judicial do Regional mineiro, em Belo Horizonte.
O palestrante apresentou a magistrados e servidores uma abordagem da psicologia social sobre o ócio, "que, ao contrário do que supõe a maioria das pessoas, não é algo negativo e, sim, um aspecto importante na vida de cada um". Segundo Márcio, ócio "é o período do dia em que dispomos de tempo livre para fazer coisas que não são obrigatórias e que podemos escolher, o chamado ‘ócio criativo'".
De acordo com o psicólogo, o ócio criativo deve estar relacionado a atividades que proporcionam sentimentos de bem-estar e felicidade, "que não acarretem apenas um prazer imediato e que contribuam para o crescimento pessoal, da família, do círculo de amizades e da sociedade".
Para ser bem usufruído, o ócio criativo deve estar completamente desvinculado de nossos trabalhos, preconiza o palestrante, que participou do evento em Minas a convite da desembargadora Denise Alves Horta, que integra o Conselho Consultivo da Escola Judicial do TRT-3.

http://portal.trt15.jus.br


Atuação Jurídica, valorização da 1ª Instância e combate ao Assédio Moral foram os temas finais do XVIII Encontro de Delegados

26 de Novembro de 2016 


A programação da tarde de sábado teve início com o resumo das lutas jurídicas do SERJUSMIG, momento em que o doutor Humberto Lucchesi lançou a cartilha: “Valorização da Primeira Instância do Judiciário”. O material traz dados importantes sobre a 1ª Instância, tal qual distribuição de volume de serviços e pessoal, além de discussões sobre o tema e as normas editadas pelo CNJ, e pretende fomentar as discussões sobre as metas estabelecidas e as condições de trabalho nesta instância, com vistas a fortalecer e aprimorar a luta para que, efetivamente, sejam instituídas políticas de prioridade e atenção a essa que é a porta de entrada do Judiciário mineiro. Uma cartilha foi entregue a cada delegado e em breve também será disponibilizada o site do Sindicato.
Em sua palestra, Humberto Lucchesi falou sobre a importância de se recorrer ao CNJ, sempre que necessário, para fazer o controle externo do Judiciário no que diz respeito aos direitos dos servidores e também no cumprimento das determinações do próprio Conselho. Neste sentido, lembrou de decisões importantíssimas obtidas pelo SERJUSMIG junto àquele Conselho, como, por exemplo, a que beneficiou todos os servidores do Judiciário mineiro no que se refere ao direito de greve dos trabalhadores da Casa, os quais, conforme a decisão, ao contrário do que acontecia até então, não poderão, em virtude de participação em movimentos grevistas, serem prejudicados em suas carreiras ou outros beneficios que exijam tempo de efetivo exercício.
Falou também da decisão relativa à Resolução 822/2016, pela qual o TJMG foi forçado a cumprir o princípio da publicidade e as determinações contidas na Resolução 215/2015 daquele Conselho. 
Na sequência, tratando sobre as ações que o SERJUSMIG, sua presidente e alguns servidores enfrentam desde o ano passado, o advogado do Sindicato relatou e distribuiu cópias da resposta emitida pela Editora Globo à notificação extrajudicial feita pelo sindicato à revista Época. A notificação foi realizada em virtude da acusação imputada ao SERJUSMIG em Ações Judiciais movidas pela Amagis e pelo ex-presidente do TJMG, Pedro Bitencourt, de ter “encomendado” a matéria que traçou comparativo entre salários de presidentes de tribunais de Justiça e procuradores gerais de todo o País, edição eletrônica número 888.
Em resposta, a Editora respondeu, em síntese: “a Editora Globo refuta qualquer acusação de que teria divulgado informações ou realizado qualquer trabalho que não fosse de acordo com sua linha editorial e tivesse precedido de verificação imparcial. Portanto, não é verídica eventual afirmação de que a matéria publicada na revista Época edição nº 888 e no site, sob o título Juízes estaduais e promotores: eles ganham 23 vezes mais do que você teria sido fruto da solicitação de terceiros.
O citado documento, esclareceu Humberto, foi juntado aos autos de todas as ações onde consta a acusação. Ele finalizou este tema reafirmando a importância de se assegurar ao sindicato, à sua base e à toda a sociedade o direito de exercício da Liberdade Sindical.
Logo em seguida, o corpo jurídico do Lucchesi Advogados respondeu várias dúvidas sobre ações judiciais propostas pelo sindicato, entre estas: a execução da decisão proferida no MS dos Oficiais de Apoio Judicial que substituíram os escrivães e contadores (oficiais de apoio B); a ação dos juros e correção monetária da data-base 2011; da contribuição ao IPSEMG /Saúde(3,2%), dentre outras.
Ao final, os profissionais se colocaram à disposição dos Servidores e permaneceram por mais algumas horas em plantão montado para responder a questionamentos com cunho mais individual.
A presidente do SERJUSMIG, Sandra Silvestrini, agradeceu ao corpo jurídico por, em tempos de tantas dificuldades enfrentadas no campo político, contribuir para minimizá-las, na medida em que foram alcançadas importantes vitórias no âmbito judicial.
Na segunda plenária da tarde, o psicólogo, especialista em saúde do trabalhador, Arthur Lobato, também lançou uma cartilha, esta intitulada: “Combate ao Assédio Moral na Administração Pública”, elaborada com base em análises de possíveis casos de assédio moral denunciados ao SERJUSMIG, no Plantão de Atendimento às Vítimas de Assédio Moral, entre os anos de 2007 e 2014.
Os resultados obtidos pelo psicólogo revelam que há uma relação direta entre o assédio moral e o modelo de gestão, evidenciam as práticas mais comuns de assédio moral dentro do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e mostram direta relação com os índices de absenteísmo e as licenças médicas por transtornos mentais dentro do TJMG.
Um dos dados mais impactantes do estudo feito por Lobato Mostra que situações de autoritarismo estão presentes em 91,23% dos casos denunciados, como críticas injustas e exageradas do trabalho, pressão para não fazer valer direitos e não levar em conta recomendações médicas.
Outros dados importantes foram levantados no estudo que originou a cartilha, a qual foi distribuída a todos os participantes e em breve será disponibilizada na versão eletrônica no site do SERJUSMIG.
Ao final de sua exposição, Arthur Lobato enfatizou que, ante a qualquer situação de assédio moral, o Servidor deve entrar em contato com o SERJUSMIG para que ele possa ser acolhido e receber todas as orientações necessárias.
E assim terminou o XVIII Encontro de Delegados do SERJUSMIG. Foram dias inteiros dedicados à discussão de temas que afetam diretamente os direitos e as condições de trabalho dos Servidores da 1ª Instância. O Encontro, na opinião da grande maioria dos participantes, foi o melhor até então realizado, não só no que se refere à organização, mas, especial e principalmente, ao conteúdo das palestras e à capacitação técnica e o domínio demonstrado pelos palestrantes na exposição dos temas.

Núcleo de Saúde do SINJUS e TJMG debatem humanização do trabalho

25/11/2016 




“Humanizar” significa tornar algo mais humano. Pode parecer redundante a expressão “humanização do trabalho”, já que o ambiente é usualmente formado por pessoas. Mas esse é um conceito que necessita ser debatido nos dias atuais, em que as relações de trabalho são cada vez mais rígidas.
“É preciso criar modelos de gestão que priorizem o ser humano, levando em conta os limites do trabalhador”. O alerta foi feito pelo psicólogo Arthur Lobato, durante o seminário Saúde e humanização do trabalho nos tribunais, organizado pelo Núcleo de Saúde do SINJUS-MG, na última quinta-feira, 24/11, no auditório da Unidade Raja Gabaglia.

Além de Lobato, o evento contou com a participação da médica da GERSAT, (Gerência de Saúde do Trabalho do TJMG), Dra. Ciwannyr Machado. A especialista apresentou dados e análises sobre o absenteísmo no Tribunal mineiro, comparando-os com outras instituições e países. Os estudos mostram que há uma linha ascendente nos casos de ausências ao trabalho no TJMG ao longo dos últimos anos. Mas as taxas de ocorrência desse fenômeno encontram-se estáveis e são comparáveis a outros tribunais. “É necessário, contudo, ampliar as investigações, acessando mais informações”, explicou, referindo-se à expectativa de que isso ocorra a partir do ano que vem.

O fato é que, por trás dessa “estabilização”, podem estar fatores ainda não mensuráveis, como a crescente redução dos cargos por concursos (o TJMG não tem nomeado a contento os concursados), associada às normais aposentadorias de servidores. “É preciso ficar atento, também, a essa questão de gestão que, a nosso ver, é bastante grave”, ponderou o diretor de assuntos sociais, culturais e de saúde do SINJUS, Jonas Araújo.

De acordo com Ciwannyr Machado, “há espaço para o TJMG agir no combate ao absenteísmo, na medida em que implantar uma política de atenção integral à saúde dos magistrados e servidores”. Essa iniciativa está prevista pela Resolução 207/2015 do CNJ, cuja finalidade é "uniformizar o tratamento do tema em todo o país, garantindo que os trabalhadores do Judiciário tenham acesso a um ambiente de trabalho seguro e saudável", conforme divulgado no portal do Conselho.

Como bem pontuado por Jonas Araújo, “a resolução é extensa na amplitude das suas ações de saúde no tocante à prevenção, à promoção, à perícia oficial e á vigilância; trata abertamente da necessária universalização, democratização e adequação orçamentária. Neste ponto central, a Resolução 207/2015 é contundente: os tribunais devem destinar recursos orçamentários para a concretização dos objetivos desta Política, com a devida identificação em Quadro de Detalhamento de Despesa (QDD) ou na proposta orçamentária (art. 14, parágrafo único). Infelizmente, entre outros descumprimentos, a atual gestão do TJMG enviou a sua proposta para o orçamento de 2017 sem nenhum apontamento nesta direção”. O diretor afirmou, ainda, que o Tribunal precisa, urgentemente, cumprir o art. 11º da Resolução 207/2015, instituindo o Comitê Gestor Local de Saúde e assegurando ampla democratização com a participação das representações de classe dos servidores e magistrados.

Arthur Lobato elogiou a iniciativa do Núcleo de Saúde do SINJUS e reiterou a necessidade de ampliar os debates sobre o tema da humanização do trabalho. “É preciso humanizar as relações no ambiente de trabalho, tanto entre colegas quanto entre chefes e subordinados. A lógica do serviço público é, atualmente, a do alcance de metas de produtividade e isso pode levar ao adoecimento do servidor. É necessária a implantação de uma política voltada para o problema do assédio moral, da humilhação”, recomendou o especialista, que também atua na Comissão de Combate ao Assédio Moral do Sindicato.

Sorteio

Após o seminário, foram sorteados brindes, oferecidos pelos parceiros do SINJUS aos filiados. Dez servidores foram contemplados com vouchers para massagem, reflexologia, yoga e musculação (leia, abaixo, as informações sobre os conveniados que concederam as cortesias).

Aproveite para manter-se informado sobre os convênios do SINJUS. Mensalmente, é enviado ao email dos filiados um boletim especial sobre as novas parcerias firmadas pelo Sindicato. Você também pode se informar pelo portal do SINJUS, no link "Convênios" - semanalmente, é dado destaque, no banner "Campanhas", para um de nossos parceiros, com benefícios "pra lá de especiais". Acesse e escolha a opção que mais lhe atende.