domingo, 10 de agosto de 2008
Presidente da FENAJ apoia Campanha Nacional de prevenção, denúncia e combate ao assédio moral
Assédio moral: anomalia ou necessidade?
* Sérgio Murillo de Andrade
Tão antiga quanto a relação de exploração do homem pelo homem, é a violência moral no mundo do trabalho. O desenvolvimento das forças produtivas aliado a uma espécie de “vazio ético contemporâneo” têm agravado o problema.
As mudanças na forma de produzir e acumular riqueza implantadas pelo capitalismo nos últimos 30 anos produziram um ambiente de trabalho que valoriza e estimula a competitividade e a submissão absoluta às metas de maior produtividade. As inovações introduzidas no processo produtivo não se fizeram acompanhar por um novo marco regulatório, capaz de impedir ou desestimular a coerção moral. Muito ao contrário, exigiram um processo sem precedentes de desregulamentação e flexibilização, em especial, das garantias trabalhistas.
Este novo velho mundo gerou valores ideológicos que moldaram um trabalhador que tem o dever de pensar antes de tudo em si mesmo, produzindo uma matriz ética própria que admite, inclusive, a total falta de ética nas relações humanas.
Acredito que esta nova situação não representa uma anomalia do sistema, mas o alimenta e é necessária para a sua sustentação material e ideológica.
A bibliografia informa que assédio moral é toda e qualquer conduta que caracterize comportamento abusivo, freqüente e intencional. Gestos, palavras, atitudes, mensagens que causem danos físicos ou psíquicos estão incorporados ao cotidiano das redações em todo Brasil.
Nossa profissão cumpriu um papel instrumental na implantação do padrão neoliberal e sofreu de modo peculiar com seus perversos efeitos. A precarização das relações de trabalho, a pejotização, a terceirização, os estágios irregulares, os subcontratos, o arrocho salarial e o drama do desemprego tornaram boa parte da categoria refém de praticas despóticas e inconseqüentes. Para piorar, ainda aposta-se no descrédito dos projetos coletivos e no enfraquecimento das entidades sindicais.
Infelizmente ainda há pouca bibliografia sobre esse tema. Mais raras ainda são as obras específicas sobre assédio moral no mundo da comunicação. O novo Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros inovou, entre outros aspectos, no combate ao assédio moral. O artigo 6° do capítulo II - Da conduta profissional do jornalista - parágrafo - XIII orienta: É dever do jornalista, denunciar as práticas de assédio moral no trabalho às autoridades, e, quando for o caso, à comissão de ética competente. No capitulo III, da responsabilidade profissional do jornalista, o artigo 12°, que trata dos deveres do jornalista, enfatiza no parágrafo IX, que o jornalista deve “manter relações de respeito e solidariedade no ambiente de trabalho”. Já no capítulo IV, que trata das relações profissionais, o artigo 14, parágrafo II, também orienta: O jornalista não deve ameaçar, intimidar ou praticar assédio moral e/ou sexual contra outro profissional em ambiente de trabalho, devendo denunciar tais práticas à comissão de ética competente.
Ou seja, o conhecimento das normas éticas e o zelo pela sua observância também contribuem para enfrentar e desmistificar a questão do assédio moral. No entanto, o objetivo da erradicação dessa violência requer o cultivo de uma cultura da denúncia. Conforme a tese da Diretoria da FENAJ ao 33º Congresso Nacional da categoria: “É a partir da denúncia, que o Sindicato e a Federação poderão tomar medidas que vão além da comissão de ética, como, por exemplo, o ajuizamento de ações na DRT e MPT. Mais do que denunciar é importante, também, um amplo trabalho de prevenção e combate ao assédio moral no ambiente de trabalho. Luta que é de todos nós jornalistas, que devemos nos conscientizar de que a violência moral, as constantes humilhações, a vergonha e o medo são o combustível do assédio moral, e se não lutarmos seremos massacrados, destruídos psiquicamente e emocionalmente, e, aos poucos seremos transformados de ‘sujeito em objeto’, de seres produtivos em improdutivos, doentes e demitidos”.
O objeto do jornalismo é a história do presente. Para escrevê-la e reescrevê-la todos os dias é imprescindível o gozo da liberdade, o exercício permanente da solidariedade e da tolerância. As relações de trabalho autoritárias e constrangedoras, traduzidas pelo assédio moral, são inconciliáveis com essa condição. São inconciliáveis com o próprio jornalismo.
* Jornalista, professor do Ielusc, Presidente da FENAJ
artigo publicado no site
http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=2222
Tese 33º Congresso dos Jornalistas
http://assediomoralesaudenotrabalho.blogspot.com/2008/07/muito-alm-da-comisso-de-tica.html
sábado, 9 de agosto de 2008
CBTU - METRÔ BH PROMOVE PALESTRAS SOBRE O ASSÉDIO MORAL
O que não é assédio moral?
Qual a diferença entre assédio moral e assédio sexual?
Como o trabalho no mundo globalizado afeta a saúde do trabalhador?
Trabalhar, respeitar o outro, e ser respeitado, isto é possível?
Venha esclarecer estas e outras dúvidas, com o psicólogo e pesquisador Arthur Lobato na palestra "Assédio moral, um inimigo invisível no trabalho".
27/08/2008 – 14:00 horas – Edifício Sede CBTU Metrô Belo Horizonte
Rua Januária 181, Floresta - Belo Horizonte - MG
28/08/2008 – 14:00 horas – Pátio Manutenção São Gabriel
Avenida Risoleta Neves s/nº Bairro São Gabriel - Belo Horizonte - MG
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Sinjus-MG saúda novos servidores
Cento e seis novos servidores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), participaram do Serin, organizado pela Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (EJEF). O programa apresentou as normas internas a quem está iniciando suas atividades profissionais no Tribunal, além de tratar de assuntos como qualidade de vida no trabalho, direitos e deveres dos servidores, plano de carreira e valores do Judiciário mineiro.
Os participantes também assistiram à palestra do psicólogo Arthur Lobato e a uma exposição, em Power Point, sobre o Assédio Moral e as ações de prevenção.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Assédio Moral e Qualidade de Vida
Nunca devemos esquecer que em todo assédio moral há um problema com relação à não aceitação do outro. Há a intencionalidade de prejudicar. As agressões são sistematizadas, as humilhações são constantes. O assédio é realizado pelo assediador de forma dúbia, maliciosa, sempre negando a verdade. A vítima é ridicularizada por aspectos subjetivos de sua personalidade criando dúvidas, as quais atuam no psicológico e no emocional, afetando sua integridade e dignidade. Existe um objetivo - transformar a vítima em alguém que se sinta incapaz, desmotivado -, o que justifica o afastamento do trabalho, a mudança do setor e até mesmo a aposentadoria antecipada.
O assédio moral é um processo realizado ao longo do tempo, e não termina quando o servidor sai do trabalho. Aquele mal estar, as dúvidas criam pensamentos obsessivos, e, mesmo em casa, a vítima de assédio moral não consegue esquecer as humilhações, as perseguições e a violência moral, que não deixa marcas visíveis, mas, causam dor, choro, depressão, ansiedade, revolta, sinais de que algo está errado.
Sonhar com situações que envolvem o cotidiano do trabalho também é indício do estresse. O sono em vez de ser um repouso é mais um fator de fadiga. A qualidade de vida dessa pessoa vai caindo a cada dia. É preciso muita compreensão dos familiares e apoio dos amigos, pois a vítima tem uma tendência a se isolar, envergonha-se do que esta acontecendo, sente-se culpada sem saber porquê, e não divide seus pensamentos e sentimentos, o que agrava o mal estar. Por tudo isso, é importante a denúncia, e a solidariedade dos trabalhadores para impedir que este mal se alastre.
Arthur Lobato é psicólogo e pesquisador do assédio moral no trabalho e membro da Comissão de Combate ao Assédio SINJUS/Serjusmig
Publicado no jornal Expressão Sinjus nº 166 - 7 de agosto / 2008
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Sitraemg - 2º Sábado Jurídico em Juiz de Fora
Programação
- 08h – Abertura: Coro Municipal de Juiz de Fora.
- 9h – Palestra e debate: “Assédio moral no trabalho”
José Carlos, juiz aposentado, Arthur Lobato, jornalista e psicólogo, membro-coordenador da Comissão de Assédio Moral do SITRAEMG, e convidados das Justiças Eleitoral, Militar, do Trabalho e Federal)
- 13h – Almoço (churrasco)
- 14h – Enfoque sobre matérias dos servidores/Continuação do debate.
- 18h – Encerramento, com Festa Junina, brincadeiras e comidas típicas, até às 22 horas.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Palestra e Lançamento Cartilha "Combate ao Assédio Moral na Administração Pública"

sexta-feira, 11 de julho de 2008
Sindicatos promovem debate e lançam cartilha sobre o Assédio Moral
http://www.sinjus.org.br/sinjus/imgs/jornal165.pdf
Comissão de combate ao assédio moral reúne-se com Desembargador Ximenes
O número de denúncias de pessoas vítimas do assédio moral tem aumentado, sobretudo no serviço público. O caso da escrivã em Ponte Nova (MG) –que foi afastada do cargo após denúncias de ter assediado pelo menos quatro servidores- não é um caso isolado. Prova disso é o número de e-mails e contatos até mesmo telefônicos que a comissão formada por membros do SINJUS-MG/Serjusmig tem recebido.
A discussão em torno do tema é bastante pertinente à realidade que os fatos têm trazido à tona, e a Comissão espera realmente o apoio da Ejef a fim de evitarmos a proliferação da prática do assédio no ambiente do Judiciário mineiro. É certo que quando há um posicionamento claro por parte da instituição contra os abusos, os riscos de novos casos diminuem. Na reunião de ontem, o Desembargador Ximenes se solidarizou à movimentação da Comissão e disse reconhecer a importância de um trabalho em parceria da Instituição com os Sindicatos.
Publicado em 11-07-2008 no site http://www.sinjus.org.br/sinjus/modulos.php?nome=noticias&arquivo=visu_not&id_not=9401
segunda-feira, 7 de julho de 2008
A ação do psicólogo no "Plantão de Combate ao Assédio Moral"
O discurso livre, a fala e a escuta fazem parte do processo primário no atendimento a vítima de assédio moral. Acredita-se na veracidade do discurso e do sujeito que o enuncia. Mas, entre a transmissão e a recepção, existem falhas, hiatos, entendimentos equivocados. Tentando entender o significado das palavras, preenche-se lacunas do discurso; clareando-se os pontos cegos; tentando apreender o não dito, o oculto que é negado pelo discurso racional, mas, se manifesta via inconsciente nos atos falhos, na mudança brusca de humor, na negação de explicar situações confusas. Afinal, em todo ato de falar sempre escapa algo a ser dito, e é falado mais do que se queria dizer.
É justamente no ato falho, no não dito, no que escapa na fala ao controle racional, que pode se encontrar a negação do discurso - verdadeiro para quem fala, mas não representa a totalidade dos fatos acontecidos. Por isso, na escuta psicológica temos que entender como o ”outro” se posiciona, no discurso do sujeito.
A anamnese da saúde do trabalhador ajuda a pontuar o discurso. A conversa clínica privilegiada cria um vínculo entre o psicólogo e a vítima de assédio moral, pressuposto básico do possível sucesso do processo terapêutico.
Mais que denunciar, a vítima de assédio moral precisa ser escutada, necessita liberar afetos através de reações: choro, gritos, revolta. O vivenciado no passado volta com a mesma dor, a mesma raiva, a mesma tristeza, pois o afeto não simbolizado permanece vinculado à mente e ao organismo da pessoa que viveu o doloroso processo de assédio moral.
A procura de ajuda no sindicato através do Plantão de Combate ao Assédio Moral é um movimento desesperado de alguém que quer mais do que tudo o resgate de sua dignidade, de justiça, de ação, de não ouvir mais uma vez “você esta louca (o)". Por isso, a ética do profissional e o sigilo das informações repassadas são a pedra angular para que o atendimento às vítimas seja uma referência no combate ao assédio moral em prol da saúde do trabalhador.
*Arthur Lobato é psicólogo e trabalha no “Plantão de Combate ao Assédio Moral” no Sinjus, Serjusmig, Sitraemg.
Muito Além da Comissão de Ética
São Paulo – agosto 2008
Proposta de Tese
* Arthur Lobato
Geralmente as denúncias de assédio moral entre jornalistas são encaminhadas às comissões de ética dos sindicatos e recursos contrários às decisões regionais podem ser feitos à comissão nacional de ética. “Agir é decerto não só ajudar às vítimas a se tratar e reparar o mal que lhe fizeram, mas, tomar medidas concretas para fazer cessar tais comportamentos e, sobretudo modificar os contextos que os propiciaram”,(...) “pois compete ao sindicato interpelar a direção e obrigá-la a mudar os métodos”, afirma Marie-France Hirigoyen, uma das maiores estudiosas do assédio moral no mundo.
O congresso extraordinário para atualização do código de ética realizado na cidade de Vitória – ES em 2007, apresentou um avanço no combate ao assédio moral. No atual código de ética, o capítulo II - Da conduta profissional do jornalista, artigo 3°, está claro que o exercício profissional do jornalista deve estar subordinado ao código de ética. No artigo 6°, desse mesmo capítulo, o parágrafo - XIII orienta: É dever do jornalista, denunciar as práticas de assédio moral no trabalho às autoridades, e, quando for o caso, à comissão de ética competente. No capitulo III, da responsabilidade profissional do jornalista, o artigo 12°, que trata dos deveres do jornalista, enfatiza no parágrafo IX, que o jornalista deve “manter relações de respeito e solidariedade no ambiente de trabalho”. Já no capítulo IV, que trata das relações profissionais, o artigo 14, parágrafo II, também orienta: o jornalista não deve ameaçar, intimidar ou praticar assédio moral e/ou sexual contra outro profissional em ambiente de trabalho, devendo denunciar tais práticas à comissão de ética competente. No capitulo V, que trata da aplicação do código de ética e disposições finais, o artigo 16, parágrafo VI, recomenda à diretoria da Fenaj o encaminhamento dos casos em que a violação ao código de ética também possa figurar crime, contravenção ou dano à categoria ou à coletividade. Finalmente, o artigo 17 trata das punições - “os jornalistas que descumprirem o presente código de ética estão sujeitos às penalidades de observação, advertência, suspensão e exclusão do quadro social do sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação”. No parágrafo único afirma que os não filiados aos sindicatos de jornalistas estão sujeitos às penalidades de observação, advertência, impedimento temporário e impedimento definitivo de ingresso no quadro social do sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação.
Sabemos que estão comprovadas por estudos teóricos e clínicos, as conseqüências danosas do assédio moral à saúde do trabalhador. Danos emocionais e psíquicos, muitas vezes irreversíveis, causados pela prática do assédio moral, chamado por especialistas no assunto como Margarida Barreto e Roberto Heloani , de violência moral, jornada de humilhações, o assédio moral é sim um inimigo invisível no local de trabalho, conforme constatou Marie France Hyrigoen.
Para se combater este mal é necessário uma grande campanha de esclarecimento do que é o assédio moral, como ele é feito e seus impactos sobre a saúde do jornalista. Importantíssimas são as denúncias dos casos, além da prevenção, conscientização do mal que o assédio moral causa, e ir muito além das denúncias às comissões de ética. É necessário, que as denúncias de assédio moral sejam feitas à diretoria do sindicato, para o ajuizamento de ações na DRT e o MPT. Os casos de assédio moral devem ser divulgados, os assediadores devem ser denunciados, punidos, para que este mal não contamine as redações, adoecendo o jornalista e deteriorando o ambiente de trabalho. A saúde do jornalista, e, o combate ao assédio moral no trabalho, deve ser uma luta política de todos os sindicatos e principalmente da FENAJ, pois a saúde é um direito de todos nós.
Muitos casos de assédio moral ocorrem pela própria estrutura da organização de trabalho, onde impera o autoritarismo e o despotismo das chefias. Mas humilhar constantemente, gritar, praticar ataques repetidos, com sistematização e intencionalidade de prejudicar é assedio moral, está além do stress que envolve a atividade jornalística. Existe uma diferença entre hierarquia - a autoridade imanente ao cargo e o autoritarismo de chefias, pois, em todo autoritarismo há abuso de poder. Junte-se a isso o individualismo e falta de solidariedade dos jornalistas que não percebem que somente no coletivo podemos ser mais fortes na luta contra o assédio moral.
A alienação política faz com que denúncias contra o assédio moral não sejam encaminhadas aos sindicatos e a falta de participação da grande parte da categoria na cobrança das diretorias dos sindicatos de jornalistas por uma ação mais efetiva no combate ao assédio moral são facilitadores para a existência cada vez maior do assédio moral no ambiente de trabalho. A luta começa pela denúncia, que é uma manifestação de reação contra esta violência. É a partir da denúncia que o sindicato e a Fenaj poderão tomar medidas que vão além da comissão de ética, como, por exemplo, o ajuizamento de ações na DRT e MPT.
Mais do que denunciar é importante também, um amplo trabalho de prevenção e combate ao assédio moral no ambiente de trabalho. Luta que é de todos nós jornalistas, que devemos nos conscientizar de que a violência moral, as constantes humilhações, a vergonha e o medo são o combustível do assédio moral, e se não lutarmos seremos massacrados, destruídos psiquicamente e emocionalmente, e, aos poucos seremos transformados de “sujeito em objeto”, de seres produtivos em improdutivos, doentes e demitidos.
Por isso, propomos aos jornalistas e sindicatos:
- Promover campanhas de esclarecimento, palestras e debates sobre o tema assédio moral;
- Elaborar uma pesquisa sobre assédio moral no ambiente de trabalho dos jornalistas;
- Denunciar os casos de assédio moral às comissões de ética e também à diretoria dos sindicatos e da Fenaj para ações junto à DRT e MPT, divulgando onde aconteceu o assédio moral, como ele aconteceu, quem foi o agressor e as conseqüências sobre a saúde do jornalista;
- Mover ações na justiça cível (Dano Moral) contra aqueles que praticam o assédio moral;
- Responsabilizar as empresas que permitem e até mesmo apóiam a prática do assédio moral no ambiente de trabalho;
- Que a saúde do jornalista e o combate ao assédio moral no trabalho sejam uma das diretrizes políticas dos sindicatos dos jornalistas de todo Brasil e da Fenaj;
- Lutar contra o adoecimento do jornalista no ambiente de trabalho.
Contribuição de Arthur Lobato
lobatosaude@yahoo.com.br
* Arthur Lobato é psicólogo, jornalista e integra comissões contra o assédio moral em sindicatos de trabalhadores
Lançamento cartilha sobre assédio moral é sucesso

Na quinta-feira (26/6), o SERJUSMIG e o Sinjus, com o apoio do Sitraemg, promoveram o lançamento da Cartilha “Combate ao assédio moral na administração pública”, um projeto da Comissão de Combate ao Assédio Moral da qual o SERJUSMIG é integrante.
Assédio Moral em Debate no SITRAEMG

Sônia Peres (SITRAEMG), Rui Viana (SERJUSMIG), Robert França (SINJUS-MG), Roberto Heloani (professor), Arthur Lobato (psicólogo), Leonardo Militão (advogado), Adriana Martini (advogada)Assédio Moral - SITRAEMG
Com o objetivo de trabalhar contra o Assédio Moral, prática cada vez mais comum no setor público, e de orientar os trabalhadores sobre como se defender deste mal, o SITRAEMG criou uma Comissão contra o Assédio Moral e contratou um especialista.
Composição
A comissão é composta por três membros da diretoria do SITRAEMG: a vice-presidente, Áurea Parreira, (TRT), o diretor Carlos Humberto Rodrigues (Justiça Federal) e a diretora Adriana Correa (TRE). A Comissão conta também com um advogado do SITRAEMG e o psicólogo Arthur Lobato.
Atendimento
A Comissão de Combate ao Assédio Moral do SITRAEMG atende a todas as vítimas que procuram o Sindicato para denunciar a prática no TRE, TRT, Justiça Federal e Justiça Militar.
O atendimento é feito pelo viés da multiplicidade dos saberes (psicologia, direito, sindical). O encaminhamento dado à questão pode ser uma ação individual via departamento jurídico, uma ação do sindicato na defesa dos interesses coletivos da categoria ou encaminhamento para atendimento clínico da vítima via manual de convênios.
VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO, NÃO SEJA MAIS UMA VÍTIMA. DENUNCIE!!!
COMO DENUNCIAR
SE VOCÊ JÁ FOI VÍTIMA DE ASSÉDIO MORAL, FAÇA SUA DENÚNCIA PESSOALMENTE NO SITRAEMG (R. Euclides da Cunha, 14, bairro Prado - BH/MG) OU ENVIE UM E-MAIL PARA assedio@sitraemg.org.br
INFORME-SE
• O que é assédio moral?
• Fases da humilhação
• Estratégias do agressor
• Os espaços da humilhação
• Danos da humilhação à saúde
• Sintomas do assédio moral na saúde
• É possível estabelecer o nexo causal?
• O que você deve fazer?
CLIQUE AQUI E ASSISTA O CONEXÃO SOLIDÁRIA, PROGRAMA DE TV DO SITRAEMG, SOBRE ASSÉDIO MORAL
CARTILHAS
CLIQUE AQUI PARA BAIXAR, GRATUITAMENTE, UMA CARTILHA EXPLICATIVA SOBRE ASSÉDIO MORAL.
BIBLIOGRAFIAS SUGERIDAS - CLIQUE PARA VER A LISTA
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Matéria publicada no site do SITRAEMG
http://portal.sitraemg.org.br/noticia.do?method=getNoticia&id=495
sábado, 28 de junho de 2008
Palestra sobre assédio é sucesso de público e de interatividade
Na oportunidade, houve o lançamento e a distribuição aos participantes da cartilha “Combate ao Assédio Moral na Administração Pública”, elaborada pela “Comissão”. Os presentes também receberam uma cópia do programa “Conexão Solidária”, que tratou do tema. Exibido em 2007, tal programa teve três componentes da Comissão SINJUS-MG/Serjusmig entre os entrevistados: Robert Wagner (então secretário de comunicação do SINJUS-MG); Leonardo Militão (advogado) e Arthur Lobato (psicólogo).
Durante a palestra, o professor fez uma leitura panorâmica do assédio, dos perfis e posturas dos assediadores e das conseqüências dessa prática danosa. Heloani fez questão de ressaltar que, hoje, a forma como o trabalho está organizado favorece a prática. O excesso de cobranças, a hipercompetitividade, a crescente pressão às pessoas, que fazem muito mais coisas em tempo menor, foram alguns dos pontos elencados por ele. Ao abordar a questão no setor público, o professor disse considerar a situação ainda mais grave, destacando também que, cada vez mais, teorias típicas da iniciativa privada têm pautado gestores públicos, agravando o quadro. Além da excelência da explanação, o debate foi bastante participativo, com diversas intervenções e questionamentos. Após a palestra, houve um coquetel de confraternização. Clique aqui e veja algumas fotos do evento.
matéria publicada em 27-06-2008 no site http://www.sinjus.org.br/
ENCONTRO REGIONAL BH - "SERJUSMIG:EU INTEGRO ESTA FORÇA" SÁBADO 28-06-2008
SÁBADO, 28/6 - A PARTIR DAS 8H30MIN - OTHON PALACE HOTEL - (Av. Afonso Pena, 1.050)
Saiba, oficialmente, sobre os assuntos de seu interesse, avalie as mudanças propostas, apresente suas críticas, observações e, principalmente, suas sugestões sobre a condução das ações do Sindicato.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:
08:30 às 09:00 – Credenciamento e café da manhã.
09:00 às 09:20 – Abertura oficial com apresentação das lutas do Sindicato: “SERJUSMIG, Eu integro esta força”.
09:20 às 10:00 – Plano de Carreiras, Adicional de Desempenho (ADE) e Avaliação de Desempenho (AVD).
10:00 às 10:30 – Debates
10:30 às 12:00: - Palestra: “Consciência e Mudança de Comportamento” – Professor, Júlio Machado.
12:00 às 13:30 – Almoço.
13:30 às 14:00 – Palestra: Assédio Moral – Um inimigo invisível no local de trabalho – Professor, Jornalista e Psicólogo, Arthur Lobato.
14:00 às 14:30 – Ginástica Laboral – Fisioterapeuta, Sânia de Sousa Cançado.
14:30 às 16:00 – Temas diversos (convênios, Contribuição Compulsória de 3,2% para o IPSEMG; Ações Judiciais, Campanha salarial 2008, diligências, redesenho, Instituição da Gratificação de 20% sobre PJ 77 para os gerentes de Secretaria, PLC 26/07...).
16:00 às 16:30 – Debates16:30 – Encerramento com sorteio de brindes e Coffe-breack.
Atenção: Vamos discutir, juntos, os assuntos de interesse da 1ª Instância e decidirmos os rumos da nossa luta.
fonte: site Serjusmig - http://www.serjusmig.org.br/
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Palestra e lançamento de cartilha - Combate ao Assédio Moral na Administração Pública
Sindicatos se unem e trazem um dos maiores especialistas do país, para abordar o assédio moral na administração pública.
No dia 26 de junho (quinta-feira), Roberto Heloani, especialista em assédio moral vai proferir uma palestra sobre o ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO, no auditório do Sitraemg, rua Euclides da Cunha, 14, bairro Prado, a partir das 19h. Na oportunidade, SINJUS/MG e Serjusmig vão lançar uma cartilha, intitulada “Combate ao Assédio Moral na Administração Pública”.
O trabalho no mundo globalizado, caracterizado por competitividade, individualismo e produtividade, favorece a prática de um dos grandes males para a saúde física e mental dos trabalhadores: o Assédio Moral.
“Uma sociedade violenta e arrogante cria igualmente indivíduos violentos e arrogantes. Para que a sociedade mude é preciso que cada indivíduo que a compõe repense seus valores e se esforce para mudar”. Heinz Leymann
Para coibir esta prática são necessárias campanhas de esclarecimento em palestras, seminários e a criação de grupos de estudos sobre o tema. Além disso, é fundamental o fortalecimento e a união dos trabalhadores na denúncia dos abusos, dando visibilidade a essa violência.
Quem é o palestrante?
Professor e pesquisador da área de psicologia do trabalho, José Roberto Heloani é graduado em Direito pela Universidade de São Paulo, graduado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, mestre em Administração pela Fundação Getulio Vargas, doutor psicologia pela Puc de São Paulo (1991) e pós-doutor pela USP. Atualmente, ele é professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Universidade São Marcos e da FGV/SP. Heloani, ao lado da médica do trabalho Margarida Barreto (USP), é um dos idealizadores do site http://www.assediomoral.org.br/.
Palestra/Debate sobre Assédio Moral no Trabalho
Lançamento da Cartilha “COMBATE AO ASSÉDIO MORAL NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA”
Palestrante: José Roberto Heloani
Data: 26 de junho/2008 (quinta-feira)
Horário: A partir das 19h
Local: Auditório do Sitraemg
Rua Euclides da Cunha, 14 – bairro Prado
Promoção: SINJUS, SERJUSMIG, SITRAEMG
Contatos: 3213 5247 (SINJUS)
taisttf@yahoo.com.br
(31) 9806-3249 (Taís Ferreira)
domingo, 8 de junho de 2008
A CONSTRUÇÃO DE RELATOS DOS CASOS DE ASSÉDIO MORAL
A técnica da escuta do psicólogo sobre o livre discurso do servidor é a fonte primária para a elaboração escrita do discurso sob a forma de anamnese (o histórico do trabalho do servidor, os conflitos, quando os problemas começaram a acontecer...), para se entender se houve a prática do assédio moral, perseguição ou abuso de autoridade; situações que degradam o ambiente de trabalho e causam danos à saúde do servidor. A sistematização do discurso livre do servidor tem suas pontuações – os momentos onde aconteceu, o clímax, o fator desencadeante da doença – do sofrimento psíquico.
No atendimento do “Plantão do Assédio Moral” o discurso livre do servidor é, aos poucos, analisado pelo psicólogo, que tenta entende-lo, decifrar significantes - como nome de pessoas e situações vividas, sem que o discurso seja interrompido. Após ouvir, pontua-se momentos do discurso, para que o servidor os explique detalhadamente. São os pontos nevrálgicos do discurso, percebidos pela escuta do psicólogo. Construímos os relatos dos casos de assédio moral com a escuta do discurso, pela anamnese e, num segundo momento, juntamente com o servidor, preenchemos lacunas, re-significando significantes, separando o emocional do discurso, construindo assim um texto que é identificado pelo paciente como a tradução do que ele viveu ou esta vivendo.
Um dos últimos textos escritos por Sigmund Freud, o fundador da psicanálise, tem o sugestivo título de “Construções em Análise”. Em determinado momento Freud alude à técnica para construções em análise:“Se ele (o paciente) se entrega à associação livre, produz ainda idéias em que podemos descobrir alusões às experiências reprimidas, e derivados dos impulsos afetivos recalcados, bem como das reações contra eles. Finalmente há sugestões de repetições dos afetos pertencentes ao material reprimido, que podem ser encontradas em ações desempenhadas pelo paciente, algumas bastante importantes, outras triviais, tanto dentro quanto fora da situação analítica. Nossa experiência demonstrou que a relação de transferência que se estabelece com o analista é especificamente calculada para favorecer o retorno destas conexões emocionais”.
No segundo atendimento (retorno do servidor ao “Plantão do Assédio”, o caso já foi construído na forma de texto, analisado pelo viés da psicologia; do sindicalista - que percebe como a estrutura do trabalho esta possibilitando o adoecer do servidor; e pelo advogado, que busca dados para uma ação jurídica. É comum, durante o segundo atendimento, que algo não dito no primeiro atendimento seja a essência do discurso. Geralmente, começa-se assim: “Tem algo que esqueci de falar...”, ou então lacunas são preenchidas pelo servidor quando se faz a leitura da anamnese. No assédio moral, o discurso está repleto de afetos pertencentes ao material vivido e recalcado, e muitos servidores vivenciam a dor e o sofrimento no ato do discurso, daí a importância da relação de confiança e transferência que se estabelece entre o servidor e o analista, para favorecer o retorno destas conexões emocionais, que muitas vezes são chaves que elucidam porquê ocorreu ou esta ocorrendo o assédio moral.
Citando Freud novamente em Construções em Análise – “Pode-se por um momento parecer estranho que um fato tão fundamental não tenha sido apontado, mas imediatamente se perceberá que nada estava sendo retido nisso, que se trata de um fato universalmente conhecido e por assim dizer auto-evidente e que simplesmente é colocado em relevo aqui e examinado isoladamente para um propósito especifico. (...) Nossa tarefa é a de completar aquilo que foi esquecido a partir dos traços que deixou atrás de si ou mais corretamente construí-los. A ocasião e o modo como transmite suas construções à pessoa que esta sendo analisada, bem como, as explicações com que as faz acompanhar constituem o vínculo entre as duas partes do trabalho de análise”.
Portanto, nosso trabalho no plantão do assédio moral é a construção do caso para entender se houve a prática do assédio moral, quando começou, como foi exercido sobre o servidor e as conseqüências para sua saúde, e o que pode ser feito através de ações sindicais ou jurídicas.
*Arthur Lobato é psicólogo e trabalha no “Plantão de Combate ao Assédio Moral” no Sinjus e Serjusmig.
Artigo publicado no jornal Expressão Sinjus, em fevereiro de 2008













